Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher alerta para agressões

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O Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher alerta, há 42 anos, para casos de agressão, tentativas de assassinato e feminicídio. A data foi instituída após mulheres se reunirem, em 10 de outubro de 1980, nas escadarias do Teatro Municipal, em São Paulo, para um protesto contra o aumento de crimes de gênero no Brasil.

O objetivo é evitar casos como de uma mulher, morta pelo marido em Bangu, na zona oeste do Rio, após invadir a casa dos pais dela. Segundo parentes, o casal passou o fim de semana fora da capital e na volta se envolveu em uma briga. A mulher resolveu ir com os dois filhos para a casa dos pais.

Durante a madrugada de hoje (10) o policial entrou na residência e encontrou a companheira no quarto com as crianças. Uma delas, inclusive, teria contado a pessoas da família que viu o crime.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o soltado está à disposição da Corregedoria da Corporação, que instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no período de 29 de agosto a 27 de setembro, policiais civis e militares dos 26 estados e do Distrito Federal prenderam 12.396 pessoas acusadas de matar ou agredir mulheres em todo o país. Mandados foram cumpridos e prisões em flagrante foram feitas no âmbito da segunda edição da Operação Maria da Penha.

Nesse período, foram requeridas ou concedidas 41,6 mil medidas protetivas para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra mulheres e registrados 75.525 boletins de ocorrência policial.

Casos
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, de janeiro a agosto deste ano, ocorreram 73 casos de feminicídio e 185 tentativas no estado. Em relação aos registros do mesmo período de 2021, quando houve 61 casos e 173 tentativas. O ISP ainda não divulgou os dados a partir de agosto.

Em nível nacional, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho com informações do setor de segurança pública no Brasil, mostrou que, em 2021, os casos de agressão por violência doméstica aumentaram 0,6%, somando 230.861 registros no ano. O número de ameaças subiu 3,3% e chegou a 597.623 casos.

As chamadas telefônicas pelo número 190 atingiram 619.353, com avanço de 4% sobre o ano anterior. Foram concedidas 370.209 medidas protetivas de urgência, com crescimento de 13,6%.

Feminicídios
No perfil dos registros de feminicídio no Brasil, dos 1.341 casos em 2021, 68,7% das vítimas tinham entre 18 a 44 anos, 65,6% morreram dentro de casa e 62% eram negras. Ainda conforme o Anuário, entre os autores dos feminicídios 81,7% dos casos foram o companheiro ou o ex-companheiro.

Pela primeira vez o levantamento mostrou o volume de casos de perseguição ou stalking, que chegaram a 27.722 em 2021, e de violência psicológica contra mulheres, que foram 8.390.

O estudo, feito anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é baseado em números de fontes oficiais dos órgãos públicos responsáveis.

Como denunciar
O ministério também recomenda que, em caso de suspeita de violação dos direitos de uma mulher, a vítima, ou o denunciante, procure a delegacia de polícia especializada mais próxima. A denúncia pode também ser feitapara os números de telefone 180, 190 ou 197. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que apoia a Operação Maria da Penha, também mantém a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que oferece escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência, registrando e encaminhando denúncias, reclamações, sugestões ou elogios aos órgão competentes.

Estados e organizações sociais também oferecem auxílio às mulheres em situação de violência. Clique aqui e saiba onde mais é possível encontrar apoio.

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Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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B3 tem programa de treinamento em tecnologia para mulheres

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A B3 está com inscrições abertas para o <Dev>ª, programa gratuito de treinamento para mulheres em tecnologia. Com formação em linguagem de programação focada no mercado de trabalho, as 50 vagas disponíveis objetivam estimular a integração deste público no segmento. As alunas terão a possibilidade de serem contratadas pela B3.

Para participar do processo seletivo, são elegíveis mulheres (cis e trans) maiores de 18 anos, formadas no ensino médio, de todas as áreas de atuação e residentes de todo o Brasil. As inscrições vão até 2 de agosto e podem ser feitas pelo site: https://letscode.com.br/processos-seletivos/b3-deva.

A seleção será composta por quatro fases: teste de lógica; apresentação pessoal com vídeo de até três minutos; dinâmica em grupo; e coding tank, que são aulas remotas ao vivo de lógica da programação para avaliar as candidatas na prática.

Desenvolvido em parceria com a Let’s Code, edtech especializada em treinamentos em programação, o <Dev>ª permite que as candidatas escolham, durante a inscrição, uma das duas trilhas de desenvolvimento, sendo uma focada em DevOps e a outra em Java. São 25 vagas disponíveis para cada opção, com aulas ministradas de forma remota.

O começo das aulas está previsto para 14 de setembro. Após os seis meses de aulas, a B3 afirma que as alunas estarão capacitadas para ingressar no mercado de trabalho, com possibilidade de contratação na própria instituição.

“Esta é mais uma iniciativa da B3 pela promoção de diversidade de gênero dentro do mercado de tecnologia. Em março, a bolsa do Brasil lançou o Manas da Tech, com objetivo de capacitar e contratar 50 estagiárias na área para a companhia”, divulgou a B3, em nota.

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Por Agência Brasil – Foto: Amanda Perobelli/Reuters/Direitos Reservados

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Fórum de Políticas Públicas para Mulheres acontece dia 25/05 na Arena de Eventos

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Visando o acesso e a garantia dos direitos das mulheres, a Secretaria da Mulher e da Família de Santana de Parnaíba, realizará na próximo quarta-feira (25), o IV Fórum de Políticas Públicas para as Mulheres, das 8h às 12h30, na Arena de Eventos.

Sob o tema “Desafios e Perspectivas da Mulher Pós Pandemia”, serão discutidas questões gerais sobre a mulher no âmbito municipal, além da realização da eleição das próximas conselheiras representantes da sociedade civil no Conselho da Mulher.

Para participar é preciso ter acima de 18 anos e morar em Santana de Parnaíba. As inscrições devem ser realizadas na Secretaria da Mulher, localizada na Rua Topázio, 65, até amanhã (24) às 16h.

Para maiores informações entre em contato através do telefone (11) 4154-6248.

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Fonte/foto: SECOM-Santana de Parnaíba

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Programa Via Rápida abre três mil vagas de qualificação para mulheres

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Iniciativa inclui cursos gratuitos em barbearia, carpintaria, elétrica, entre outras atividades e vagas para vítimas de violência doméstica


Agregar conhecimento e ampliar sua área de atuação profissional. Esses foram alguns dos objetivos que levaram a cabeleireira Meire Beatriz, de 56 anos, a ingressar no curso de barbearia do Programa Via Rápida, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, do Governo do Estado de São Paulo, no ano passado.

Mesmo enfrentando alguns olhares desconfiados, já que a profissão é majoritariamente exercida por homens, ela seguiu colocando em prática seu aprendizado e hoje vê o crescimento de sua clientela.

Para este ano, o Programa vai ganhar uma novidade com vagas exclusivas destinadas ao público feminino: o Via Rápida Mulher. Desta forma, assim como a Meire, outras três mil mulheres terão a oportunidade de se capacitarem e ocuparem seus espaços em diferentes atividades profissionais, inclusive, as tradicionalmente masculinas. O Programa será lançado na próxima terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher.

As vagas vão desde azulejista, barbearia, carpintaria até operadora de empilhadeira. Além de participarem de cursos presenciais com alto potencial de geração de renda por emprego formal ou trabalho autônomo, elas receberão uma bolsa no valor de R$ 210 para ajuda em suas despesas durante sua realização. O auxílio será disponibilizado aos alunos que cumpram os requisitos e concluam o programa com frequência mínima de 75%.

“Desde jovem, era eu quem costumava fazer a barba do meu avô e queria me aperfeiçoar para oferecer este serviço no salão onde trabalho como cabeleireira. O curso me ajudou muito porque é importante mostrar que se especializou, uma ótima oportunidade de qualificação, especialmente para quem não tem condições financeiras”, conta Meire.

Nos últimos 3 anos, o Programa Via Rápida já capacitou mais de 300 mil pessoas em diferentes modalidades profissionais, sendo 72% mulheres. Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, ao ocupar cargos majoritariamente preenchidos por homens, essas mulheres se tornam fonte de inspiração para as demais.

“Apesar de instituído pela ONU desde 1975, o Dia Internacional da Mulher ainda é lembrado por muitos desafios no enfrentamento à desigualdade de gênero”, lembra Patrícia. “Como mulher e mãe de duas filhas eu busco um futuro mais igualitário para nossa sociedade. A educação e a qualificação profissional vêm para contribuir neste movimento, até porque lugar de mulher é onde ela quiser estar.”

Vítimas de violência doméstica

Mulheres que foram vítimas de violência doméstica também poderão se qualificar para o mercado de trabalho, tudo de forma gratuita. Especificamente para elas, serão abertas 200 vagas no Centro Paula Souza para os cursos de assistente administrativo; chocolateria; cuidadora de idosos; decoração de festas; designer de sobrancelhas; manicure e pedicure.

Para participar é preciso ser beneficiária do programa Tem Saída, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SMDET da prefeitura de São Paulo.

As aulas serão realizadas em equipamentos da prefeitura e, além do recebimento da bolsa-auxílio, as alunas serão encaminhadas para vagas de emprego e ainda poderão receber crédito no programa Empreenda Mulher. Para mais informações acesse: www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br/empreendamulher.

serviço

Cursos oferecidos: Almoxarife; Azulejista; Barbearia; Carpintaria de Obras; Eletricista instalador residencial; Encanadora Instaladora Predial; Horticultora; Logística; Motorista de veículos de carga; Motorista de veículos de passageiros; Operadora de empilhadeira; Pequenos reparos em construção e Pintura predial.

Inscrições: 08 a 27 de Março no site www.cursosviarapida.sp.gov.br

Período de curso: 04/04 até 03/05

Bolsa-auxílio: R$ 210,00, disponível em 20/05


Fonte/texto/foto: Portal Governo SP

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Feira da Mulher empreendedora acontece de 18 a 20 de março no Centro Histórico

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Por conta da previsão de grandes volumes de chuva, o evento que aconteceria no final de semana (11, 12 e 13 de março) foi remanejado para os próximos dias 18, 19 e 20 de março e reunirá mais de 100 expositoras do município.

Para fomentar a economia da cidade e auxiliar no desenvolvimento das micro e pequenas empresárias do município, a Secretaria da Mulher organizará a 4ª edição da Feira da Mulher Empreendedora. O evento será realizado na Praça 14 de Novembro, no Centro Histórico, das 14h às 20h, e proporcionará a oportunidade para que as empreendedoras mostrem seus produtos e serviços, além de ampliarem sua rede de clientes e network, aumentando assim a geração de renda.

Clique na imagem e saiba mais!

Assim como as últimas edições da feira atraíram milhares de pessoas, a expectativa é que mais de 10 mil pessoas participem do evento nos próximos dias. Vale ressaltar que as participantes, também recebem cursos de empreendedorismo, administração e organização, cursos e orientações do Sebrae permitindo que consigam melhorar a gestão de seus negócios.


Fonte/texto/foto: SECOM-Santana de Parnaíba

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Itapevi organiza programação especial para mulheres neste sábado (12)

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A Semana da Mulher foi marcada por uma série de atividades públicas e neste sábado (12), a programação continua com o evento “Mulheres: Bonita por dentro e por fora. Valorize-se! Diga Não à Violência!”. O objetivo é incentivar o empoderamento feminino e chamar a atenção para o combate à violência doméstica contra a mulher.

O evento será marcado pela entrega de um kit às mulheres presentes no evento: um batom na cor vermelha e um bombom. A campanha contra a Violência Doméstica define medidas de enfrentamento à violência contra a mulher.
A letra X, preferencialmente feita na mão e na cor vermelha, funciona como um sinal de denúncia de forma silenciosa e discreta de situação de violência. A ideia é de quem perceber esse sinal na mão de uma mulher, procure a polícia para auxílio à vítima e identificação do agressor.

O programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica está previsto na Lei nº 14.188/2021 e é uma das medidas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, com validade em todo o território nacional.

A iniciativa é organizada pela Prefeitura em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) – Subseção de Itapevi, a Câmara Municipal, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Acolher – Fundo Social de Solidariedade, Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, Secretaria de Saúde, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a ONG Ser Amor, que atua no município.
O evento é gratuito, aberto ao público e, com exceção da caminhada, acontece no estacionamento da Centro de Operações de Itapevi na Rod. Eng. Renê Benedito da Silva, 890 – Vila Santa Rita.

Confira a programação do evento:

– 09h30 – 1ª Caminhada pela Vida e Força da Mulher –
Itinerário: Ponto de partida (Praça Carlos de Castro), passando pela Rua Rubens Caramez até o estacionamento da DDM (Rod. Eng. Renê Benedito da Silva, 890 – Vila Santa Rita)
– 10h30 – Aula de zumba

Atividades das 10h30 às 14h:

– Pintura nos rostos das crianças
– Atendimentos:
• Cabeleireiro e Manicure
• Orientações sobre serviços sociais e consultas de Cadastro Único (CadÚnico)
• Acompanhamento com psicólogos e nutricionistas
• Assistência Jurídica
• Apresentação de cursos profissionalizantes
11h30 – Apresentação da Banda da Guarda Civil Municipal
13h00 – Apresentação de Balé dos estudantes da Escola Livre de Dança
14h00 – Entrega dos Kits (batom vermelho e bombom) da Campanha do Sinal Vermelho.


Fonte/texto/foto: SECOM-Itapevi

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Centro de Diagnósticos tem núcleo voltado exclusivamente ao atendimento à mulher

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Uma ala com tratamento adequado e voltado exclusivamente ao acolhimento da mulher em Barueri. Assim foi concebido o Núcleo de Saúde da Mulher no Centro de Diagnósticos Maria Mariano Meneghin, moderno espaço de cerca de 600 metros quadrados onde diariamente são feitos os exames das pacientes da cidade.

E não são poucos os procedimentos no Núcleo. Somente nos últimos três meses registrou-se uma média de 3.203 exames realizados. Com equipamentos de ponta, as instalações físicas foram planejadas para garantir o maior conforto e privacidade no atendimento das usuárias.

É o que pode ser confirmado por Eliana Jerônimo, de 54 anos, moradora do bairro Pindorama, que fez uma mamografia no núcleo: “tudo é muito bom, faço sempre meus exames de rotina e o atendimento é excelente”.

Atendimento de qualidade
A mesma avaliação faz Tania Mara Santos, de 60 anos, que também fez uma mamografia por causa de uma mancha no seio. “A estrutura aqui é excelente e o atendimento é rápido”, comentou a moradora do Jardim Califórnia.

No mesmo padrão do Centro de Diagnósticos como um todo, o Núcleo de Saúde da Mulher conta com equipamentos modernos, caso das duas unidades de mamografia digital que faz o mapeamento do tecido da mama da paciente e é o meio de avaliação médica mais eficaz no diagnóstico do câncer de mama.

Há também o aparelho de estereotaxia, que permite a biópsia orientada por radiografia de pequenas lesões. Os vários ângulos das radiografias feitas permitem localizar com exatidão pequenos nódulos e microcalcificações. Ou o de densitometria óssea, que avalia a densidade mineral dos ossos e é o meio mais recomendado para o diagnóstico da osteoporose, enfermidade que acomete mais as mulheres na maioria dos casos.

Diagnósticos mais precisos
O Núcleo tem um espaço para a colposcopia, que permite a avaliação em detalhes do genital inferior feminino (vulva, vagina e colo do útero). E para a chamada tomossíntese, equipamento semelhante ao mamógrafo, que fornece imagens bidimensionais em vários ângulos da mama, de modo a fazer um diagnóstico ainda mais preciso do caso.

Todo o aparato tecnológico do Núcleo já registrou nos últimos três meses os seguintes números de exames feitos: 1.746 mamografias, 164 colposcopias, 574 densitometrias, 12 ultrassons morfológicos e 707 ultrassons obstétricos.

Por fim, a supervisora de radiologia do Centro, Cíntia Gislaine Tacola, ressalta que no Núcleo as pacientes têm um atendimento mais acolhedor, pois muitas ficam envergonhadas ou constrangidas num ambiente com muitos profissionais homens. No Centro, à exceção de alguns médicos, a equipe é majoritamente formada por mulheres. “A maneira de explicar os casos às pacientes é melhor. Muitas vêm apenas com um pré-diagnóstico e sentem-se mais tranquilas depois da consulta conosco”, explicou Cíntia.

O Núcleo de Saúde da Mulher tem cerca de 10 funcionários e quatro médicos atuando por turno.


Fonte/texto/foto: SECOM-Barueri

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Feira da Mulher Empreendedora acontece de 11 a 13 de março

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Para incentivar as micro e pequenas empresárias da cidade, a Secretaria da Mulher organizará a 4ª edição da Feira da Mulher Empreendedora. O evento acontece de 11 a 13 de março e reunirá mais de 100 expositoras do município.

Realizada na Praça 14 de Novembro, no Centro Histórico, das 14h às 20h, a feira proporcionará a oportunidade para que as empreendedoras mostrem seus produtos e serviços para a população da cidade e região, além de ampliar seus clientes, gerar renda e ampliar seu network.

A expectativa é que mais de 10 mil pessoas participem do evento. A inscrição das participantes se deu por meio da doação de duas cestas básicas que serão entregues ao Fundo Social.

Para ajudar com as vendas e no crescimento dos negócios, a prefeitura ofereceu cursos de empreendedorismo, administração, organização e orientações do Sebrae.


Fonte/texto/foto: SECOM-Santana de Parnaíba

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Mulheres que dedicam suas vidas a educar

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Não é novidade para ninguém que as mulheres têm demonstrado força, profissionalismo e sensibilidade em todos os setores da sociedade. Suas histórias são relembradas na semana do Dia Internacional das Mulher, comemorado em 8 de março. No entanto, sua importância deve ser celebrada durante todo o ano.

Nas salas de aula da rede municipal de Barueri, as educadoras somam mais de 80% do total de professores.  Esse número representa a quantidade de docentes que, com maestria, dedicam suas vidas à educação de crianças e adolescentes baruerienses.

Mãe de dois filhos e excelente professora, Célia Aparecida dos Santos é uma das dedicadas profissionais apaixonadas pela educação. Atualmente, ela atua como docente da educação infantil, na maternal Joaquim Soares. Para ela, o amor e a afetividade são elementos essenciais para se conquistar uma criança.

“Não é só despejar conteúdo. Ensinar vai muito além disso. Se faz necessário ouvidos e olhos atentos para a criança, e acima de tudo estabelecer uma relação de parceria com a família”.

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Professora Célia Aparecida dos Santos – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri

Há 38 anos no magistério, ela conta que desde os 9 anos de idade já sonhava em ser professora. “Estudei na zona rural, e me lembro até hoje da minha professora Giselda Osório. Ela foi minha inspiração a também querer ser educadora”, conta Célia que com 19 anos de idade, após concluir o magistério, já começava a lecionar.

Para explicar seu sentimento e paixão sobre sua missão de educadora, ela carrega como mantra a frase do pensador Rubem Alves (1933-2014). “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor assim, não morre jamais”.

Célia também lembrou um dos seus maiores desafios. “Lecionar no período da pandemia do coronavírus foi uma situação única. No período eu aprendi muito com os meus colegas professores mais novos. O uso das ferramentas tecnológicas para as aulas online foi um grande aprendizado”.


Fonte/texto/fotos: SECOM-Barueri

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Mulheres são mais conectadas, mas acessam menos serviços na internet

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A semana começa e os clientes da doceira Elida Ribeiro recebem, por meio de lista de transmissão, mensagem motivacional. Foi essa a estratégia adotada quando ela começou a usar a internet nos negócios: “Todos os domingos mandava uma mensagem para começarem a semana bem, mensagens com positividade. E daí vinham sempre três ou quatro encomendas”, conta. 

A proprietária de A Mineira Doceria Gourmet considera a internet importante aliada nas vendas. Agora, as mensagens motivacionais deixaram a lista de transmissão e são postadas no status. Pelas redes sociais, ela recebe atualmente pelo menos 90% dos pedidos. 

A internet também é o instrumento de trabalho da empreendedora digital Tayane Andrade, que chega a trabalhar até 14 horas por dia quando precisa executar um projeto. “É um mundo muito rico em questão de conteúdo. Um mundo que dá para trabalhar e se sustentar”, defende.

Tanto Elida quanto Tayane não são regras entre as mulheres brasileiras. Apesar de estarem mais conectadas à internet que os homens, as mulheres ainda usam menos a rede para trabalhar ou para estudar. 

A pesquisa Mulheres e Tecnologia – Dados sobre o acesso feminino a Tecnologias da Informação e Comunicação, da plataforma Melhor Plano, mostra que 85% das mulheres de 10 anos ou mais são usuárias de internet. Esse percentual entre os homens é menor, 77%. 

Apesar disso, elas usam menos a internet para trabalhar. Em 2020, em meio à pandemia de covid-19, 32,47%, praticamente uma em cada três mulheres, usou a internet para realizar atividades relacionadas ao trabalho. Entre os homens, 44,16% fizeram esse uso. 

estudo foi feito a partir dos dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.

Rotina na rede 

As redes sociais entraram na rotina de Elida por causa de um cliente. Em Brasília, ela fazia doces e levava para vender nos bares da cidade. Foi quando um cliente a ajudou a criar perfis nas redes sociais. Ela passou então a postar onde estaria fazendo as vendas. Logo, passou a receber encomendas online e a ampliar os negócios, contratando funcionárias para a empresa. Quando veio a pandemia, já estava estabelecida de forma online e isso, segundo ela, foi fundamental.  

Elida
Elida – Imagem cedida Troika Comunicação

“A minha mãe dependia de as pessoas comprarem, comerem e gostarem. Hoje, tem essa ferramenta gratuita que é Instagram”, diz Elida, que aprendeu a fazer bolos e doces com a mãe e a avó, que tinham o mesmo ofício.

Se não é possível conquistar os clientes pelo estômago, ela conquista pelos olhos: só posta aquilo “que dá vontade de comer com os olhos”, diz. “Os nossos doces são cem por cento artesanais e feitos diariamente. A gente tira várias fotos. O cuidado que temos é se olhamos a foto e temos vontade de comer. É a primeira coisa. Tem vontade de comer? Se sim, divulgo e, se não, nem divulgo”. 

Muito trabalho 

Para Tayane também foi fundamental o trabalho online, sobretudo na pandemia. “Essa pandemia não teve coisa boa, mas se tenho alguma coisa a agradecer desse tempo que fiquei em casa é justamente saber que mundo digital existe. É um privilégio”, diz. 

Tayane dava aulas de empreendedorismo para mulheres. Com a necessidade de distanciamento social, as aulas passaram a ser online na pandemia. Foi aí que ela percebeu toda a dificuldade enfrentada por outras mulheres, que iam desde a falta de dinheiro para comprar pacotes de conexão, falta de equipamentos a até falta de tempo e de prioridade para se dedicar aos estudos. Como às vezes a família tinha um único celular, “a preferência era de quem trabalhava na rua ou era do marido, nunca dela”, diz. 

Quando conseguiam passar muito tempo em frente às telas, se dedicando aos estudos, parecia que estavam fazendo algo errado. “Elas se sentiam um pouco desconfortáveis de passar tanto tempo dedicadas ao negócio porque era estranho e parecia que não estavam fazendo nada. No início, eu mesma me incomodava com isso também e, se não cuidar, até hoje a gente se incomoda porque parece que não está fazendo nada. Mas é tão trabalhosa quanto qualquer outra atividade, às vezes até mais”. 

Hoje, Tayane deixou de dar aulas e se dedica ao próprio negócio, em que oferece mentorias e trabalha com marketing digital. 

Tayane
Tayane – Wilian Alves/Direitos reservados

Fora do mercado digital

Segundo a pesquisa, a baixa proporção de mulheres que trabalham na rede pode estar relacionada à alta concentração da população feminina em trabalhos convencionais, que exigem pouco contato com os espaços online. “Talvez uma parte da população feminina ainda esteja concentrada em atividades que não exigem trabalho online, e sim mais presencial, físico, como domésticas ou mesmo cuidando da própria casa”, diz uma das sócias do Melhor Plano, Mariah Julia Alves. 

“Grande parte das mulheres tem acesso à internet e isso é bem positivo”, complementa ela. “Mas, esses acessos têm sido usados em funções cotidianas – usam mensagens, chamadas de voz, para assistir vídeos, acessar redes sociais, coisas muito pessoais e que não são relacionadas à educação, ao desenvolvimento profissional”. 

A desigualdade está também na formação. O estudo mostra que apenas 19,81% das mulheres entrevistadas revelaram ter feito cursos a distância em 2020. Entre os homens, o percentual foi 22,68%.

“Isso traduz muitas das desigualdades, em todos os aspectos, que nos atingem”, analisa a professora da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. 

“A gente enfrentou grande dificuldade para meninas e mulheres fazerem seus cursos de forma remota, durante a pandemia]. Quando estão em casa, ninguém entende que estão estudando. Muitas vezes, precisam olhar o filho ou são chamadas para fazer outra atividade. A própria infraestrutura domiciliar não possibilita que as mulheres tenham esse tempo e esse espaço”, diz Catarina. 

Outras desigualdades

Os dados do Cetic.br mostram que há uma série de desigualdades no acesso à internet no Brasil, entre elas o tipo de equipamento pelo qual se acessa a rede. Homens têm mais acesso a múltiplos dispositivos, enquanto mulheres acessam mais a internet pelo celular, equipamento que tende a limitar algumas funções da rede. 

A pesquisa Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios Brasileiros (TIC Domicílios) revela que mulheres negras acessaram a internet exclusivamente pelo telefone celular (67%) em maiores proporções que homens brancos (42%). Por outro lado, elas realizaram transações financeiras (37%), serviços públicos (31%) e cursos (18%) pela internet em proporções bastante inferiores às de homens brancos (51%, 49% e 30%, respectivamente).

“Essa questão de acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação foi inserida em contexto social cultural, ou seja, se se está em uma sociedade machista, em que mulheres têm menos oportunidades no offline, isso também vai se traduzir no mundo online”, diz o coordenador da pesquisa TIC Domicílios, Fabio Storino.

Segundo a analista do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), órgão Cetic.br, Javiera Macaya, essa desigualdade de acesso e de oportunidades na internet começa desde cedo. “É preciso ter acessibilidade de gênero, ter acessibilidade considerando questões raciais. Sempre pensar em política pública, em dados, não parar em uma primeira camada de análise, mas incluir outras variáveis que são  importantes, ainda mais no contexto brasileiro”, diz.  

Os pesquisadores enfatizam que é preciso garantir o acesso à internet, mas, além disso, a qualidade desse uso para todos, o que inclui equipamentos de qualidade, alta velocidade de conexão. 

“Precisamos preparar nossa sociedade para esse mundo cada vez mais digital, pensar em políticas com as quais possamos trabalhar as habilidades digitais necessárias para conseguir a atividade online”, afirma Storino. “Não adianta o governo e as empresas estarem digitais se há uma população que ainda não é digital, que ainda é analógica, que precisa desenvolver certas habilidades. A gente precisa trabalhar tudo isso junto”, acrescenta.


Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  – Foto: Marcelo Camargo/AB

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