A cidade de Osasco confirmou a segunda morte causada pelo consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. A vítima, um jovem de 25 anos, morreu no dia 23 de setembro, segundo informações divulgadas pelo governo do Estado de São Paulo no boletim epidemiológico desta quarta-feira (22).
Com este caso, o número de mortes no estado chega a sete desde o fim de setembro, quando começaram a ser registradas as ocorrências de intoxicação. O metanol é uma substância altamente tóxica, usada geralmente como solvente industrial, e seu consumo pode causar cegueira, falência múltipla dos órgãos e morte.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo é a unidade federativa mais afetada pelo surto. Até o momento, foram confirmados 42 casos de intoxicação por metanol. Além das duas mortes em Osasco, houve três óbitos na capital — homens de 54, 46 e 45 anos —, um em São Bernardo do Campo (mulher de 30 anos) e outro em Jundiaí (homem de 37 anos).
O governo estadual informou que está acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária para identificar a origem das bebidas adulteradas. O Instituto Adolfo Lutz realiza análises laboratoriais das amostras coletadas em estabelecimentos e residências onde as vítimas adquiriram ou consumiram o produto.
Autoridades alertam que bebidas com preços muito abaixo do mercado, sem rótulo ou de procedência duvidosa, representam risco grave à saúde e não devem ser consumidas. Quem apresentar sintomas como náusea, tontura, visão turva ou falta de ar após ingestão de álcool deve procurar atendimento médico imediatamente.
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Foto: Paulo Guereta/GESP


