O Metrô de São Paulo funcionará durante toda a madrugada entre sábado (10) e domingo (11) nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. As estações ficarão abertas para embarque e desembarque, ampliando as opções de deslocamento para quem trabalha à noite, participa de eventos ou precisa circular pela capital.
A operação ininterrupta tem caráter experimental e foi prorrogada até 31 de janeiro de 2027.
Como será a operação no feriado de 12 de outubro
Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata terão oferta de viagens equivalente à de um domingo.
Segundo o planejamento divulgado pelo Metrô, a frota será ajustada à demanda prevista. Trens reserva estarão disponíveis para reforçar a circulação, se necessário, enquanto a movimentação de passageiros será acompanhada em tempo real.
Os passageiros também poderão pagar a passagem por aproximação com cartões de crédito e débito, inclusive por celulares e relógios inteligentes. Bilhete Único, Cartão TOP e QR Code continuarão disponíveis.
Linha 17-Ouro terá viagens gratuitas
A Linha 17-Ouro funcionará normalmente no feriado, das 6h às 22h. Durante o período de operação transitória, não haverá cobrança de tarifa para viajar no monotrilho. A integração com as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, porém, continuará sendo tarifada normalmente.
Com oito estações, a linha opera entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas. A previsão é de cinco trens circulando nesse trecho e um sexto trem no percurso entre Brooklin Paulista e Washington Luís, com intervalo médio de nove minutos.
A linha também pode servir como opção de passeio para famílias no Dia das Crianças. Na estação Aeroporto de Congonhas, os passageiros podem seguir até o terminal para acompanhar a movimentação de aeronaves, incluindo pousos e decolagens.
Monotrilho passa a funcionar das 6h às 22h, de segunda a sábado, e segue gratuito durante a operação transitória.
A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo amplia o atendimento a partir desta quarta-feira (30) e passa a funcionar das 6h às 22h, de segunda a sábado. Com a mudança, o serviço ganha nove horas adicionais de operação por dia e passa a atender também aos sábados.
A ampliação será acompanhada pelo aumento do número de trens em circulação. Com isso, o intervalo médio previsto entre as viagens cai de 18 para 9 minutos.
A Linha 17-Ouro continuará funcionando sem cobrança de tarifa, durante a atual fase de operação transitória.
A mudança beneficia principalmente passageiros que utilizam o monotrilho para chegar ao Aeroporto de Congonhas, circular pela zona sul da capital ou realizar conexões com as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda.
Seis trens entram na operação
A nova configuração contará com seis trens simultaneamente em operação.
Cinco composições farão o trajeto entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas no sistema de “carrossel”, utilizando uma via no sentido de ida e a outra no retorno. Um sexto trem realizará o percurso entre Brooklin Paulista e Washington Luís.
A ampliação da oferta permitirá reduzir o tempo de espera dos passageiros, mas também representa uma etapa operacional mais complexa. Por isso, o Metrô informou que acompanhará o funcionamento dos sistemas, equipamentos de via e manobra e demais estruturas da linha.
Nos períodos em que não haverá atendimento ao público — entre 22h e 6h e aos domingos — serão realizados monitoramento, avaliações e eventuais ajustes operacionais.
Como fica a estação Washington Luís
A estação Washington Luís continuará sendo atendida por um trem específico, com intervalo médio previsto de aproximadamente nove minutos.
O passageiro que tiver Washington Luís como destino deverá fazer a transferência em Brooklin Paulista. A mesma troca será necessária para quem sair de Washington Luís com destino a Morumbi ou ao Aeroporto de Congonhas.
Linha 17-Ouro
A Linha 17-Ouro conecta o Aeroporto de Congonhas à rede de transporte sobre trilhos. A operação atual possui 6,7 quilômetros de extensão e oito estações.
Quando estiver em funcionamento integral, a linha terá capacidade prevista para transportar cerca de 100 mil passageiros por dia.
Desde o fim de março, o serviço funcionava de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, com dois trens no trecho entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas e um terceiro entre Brooklin Paulista e Washington Luís.
Com a nova etapa, o Metrô amplia o período de atendimento, inclui os sábados e dobra o intervalo médio previsto entre as viagens..
Retomadas em setembro de 2023, as obras da Linha 17-Ouro do monotrilho chegaram a 95% de conclusão. A previsão é que o novo ramal entre em operação em março de 2026, conectando o Aeroporto de Congonhas à malha metroferroviária da capital paulista.
Com 6,7 quilômetros de extensão e oito estações, a Linha 17-Ouro fará a ligação direta entre o terminal aéreo e a estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda. Haverá ainda integração com a Linha 5-Lilás na estação Campo Belo, ampliando as opções de deslocamento na zona sul de São Paulo.
O projeto conta atualmente com dez dos 14 trens previstos para a fase de testes. A expectativa é que, quando estiver em funcionamento pleno, o novo monotrilho transporte cerca de 100 mil passageiros por dia.
A linha será responsável por conectar o aeroporto por meio de um túnel sob a avenida Washington Luís, facilitando o acesso ao sistema sobre trilhos sem necessidade de deslocamentos rodoviários adicionais. A proposta é reduzir o tempo de viagem e oferecer maior previsibilidade aos usuários que circulam diariamente pela região.
Além da integração com as linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás, o novo trecho deve beneficiar deslocamentos para áreas como Pinheiros, Santo Amaro, Moema e Osasco, além da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, um dos principais polos corporativos da capital.
A conclusão da Linha 17-Ouro é considerada estratégica para ampliar a integração entre modais e fortalecer a mobilidade urbana em uma das regiões com maior concentração de empregos e fluxo de passageiros na cidade.
O primeiro trem da Linha 17-Ouro foi entregue ao Metrô de São Paulo na noite desta sexta-feira (26), na cidade de Guang’an, na China, onde foi fabricado. Projetada especialmente para o projeto desta linha, a composição agora será preparada para ser enviada ao Brasil por navio e chegará ao Porto de Santos no mês de julho.
“Hoje é um dia muito feliz para o Estado de São Paulo, que dá mais um passo importante na mobilidade urbana. Esse é o primeiro de 14 trens e é a melhor sinalização que a gente pode dar de que a esperança voltou, que a obra vai se tornar realidade”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas, que, por meio de vídeo, abriu a cerimônia de entrega que contou ainda com a presença do presidente do Metrô, Julio Castiglioni, e do vice-presidente da divisão de fabricação de monotrilhos da BYD, Lin Ren.
Após os procedimentos de liberação aduaneira, o trem será transportado ao Pátio Água Espraiada para a montagem e início dos protocolos de testes, que garantem os certificados de segurança e a liberação para a operação, no processo chamado de comissionamento.
Essa composição faz parte de um lote de 14 unidades encomendadas pelo Metrô junto à BYD, que fabrica as composições na China. O cronograma estabelecido define a chegada do segundo trem ainda este ano e os demais sendo entregues no Brasil gradativamente em 2025.
Características do Trem
Os trens têm o modo de operação automática (UTO), utilizando tecnologia de Sistema de Controle de Monitoramento de Trens (TCMS) e sistema de sinalização CBTC, que, por meio de comunicação via rádio digital, forma blocos móveis entre os trens, permitindo maior aproximação entre eles e a redução do intervalo de circulação.
Cada composição do monotrilho é formada por cinco carros, sendo que os carros de extremidade contam com 21 assentos cada e os carros intermediários contam com 24 assentos cada, totalizando 114 assentos e com capacidade total para 616 passageiros, incluindo assentos prioritários e áreas para deficiente.
Foto: Divulgação/Governo de SP
A composição possui passagem livre entre os carros, sistema de ar-condicionado, iluminação LED, câmeras de vigilância, sistema de detecção e combate a incêndio, sistema de comunicação audiovisual aos passageiros, com mapa de linha dinâmico e intercomunicador para contato ao Centro de Controle Operacional (CCO).
O veículo mede 3,2 metros de largura, os carros de extremidade possuem 13,5 metros cada e os intermediários medem 10 metros de comprimento cada, além da área de passagem 0,95 metros, totalizando 60,8 metros de comprimento. Cada carro possui quatro portas (duas em cada lado) medindo 1,6 metros de largura que respeitam as normas e critérios de acessibilidade. As paredes laterais estão equipadas com janelas panorâmicas, proporcionando excelente visualização do entorno do trajeto e janelas tipo basculantes, que podem ser abertas caso necessário, garantindo ventilação de emergência para os passageiros.
Foto: Divulgação/Governo de SP
O monotrilho opera sobre vigas de concreto de 800mm de largura e possui dois truques por carro, sendo cada um equipado com um motor de tração, duas rodas de carga, quatro rodas guia e duas rodas estabilizadoras. O monotrilho opera com uma tensão nominal de 750 Vcc, com velocidade operacional de 80 km/h.
O monotrilho está equipado com baterias de tração, que funcionam como fonte de energia reserva para o veículo, garantindo assim que o trem chegue à próxima estação, mesmo que haja interrupção no fornecimento de energia, proporcionando uma segurança maior para o usuário em caso de emergência operacional.
Implantação da Linha 17-Ouro
Foto: Divulgação/Governo de SP
O Metrô retomou a construção da Linha 17-Ouro em setembro do ano passado e vem avançando nas obras com mais de mil pessoas envolvidas. Recentemente a empresa concluiu o lançamento de vigas, por içamento, da via de operação comercial, e há atividades de fabricação das vigas do Pátio. além da montagem dos aparelhos de mudança de via neste local.
Também são feitos os acabamentos e ajustes das estações, além da fabricação de estruturas metálicas, passarelas e esquadrias para fechamento. Em paralelo, ocorrem as atividades para a instalação de sistemas, com a colocação de dutos e cabeamento de alimentação elétrica, assim como o uso de um carrinho que percorre as vias para a instalação dos trilhos de captação de energia, além de trabalhos na China, como a fabricação de portas de plataforma e subestação primária isolada a gás; na Alemanha, Hungria e Espanha – para a fabricação de seccionadoras de energia, grupos retificadores, máquina de lavar trens e outros equipamentos.
A meta é concluir a obra bruta até o final de 2025, permitindo o avanço da instalação de sistemas para a abertura da linha em 2026, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à rede de transporte sobre trilhos e beneficiar a 100 mil pessoas diariamente.