Apagão entra no quinto dia e Enel promete normalizar energia na Grande SP até domingo

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A concessionária Enel SP informou neste sábado (13) que o fornecimento de energia elétrica na capital paulista e na Região Metropolitana deve ser totalmente normalizado até o fim de domingo (14). Com isso, o apagão provocado pelo forte vendaval da última quarta-feira (10) chega ao quinto dia, acumulando transtornos para moradores, comércio e serviços públicos.

O temporal derrubou árvores, provocou desligamento de semáforos, cancelamentos de voos e deixou centenas de milhares de imóveis sem luz. Segundo balanço divulgado às 18h30 deste sábado, cerca de 331 mil imóveis ainda estavam sem energia na Grande São Paulo. Somente na capital, o número chegava a aproximadamente 235 mil unidades.

A situação levou a Justiça de São Paulo a determinar, na noite de sexta-feira (12), o restabelecimento imediato do fornecimento de energia, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A Enel informou, porém, que ainda não havia sido formalmente intimada da decisão, condição necessária para que a medida passe a valer.

Os reflexos do apagão também atingiram o trânsito. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ao meio-dia deste sábado havia 88 semáforos apagados por falta de energia, além de outros com falhas ou operando em amarelo piscante.

Em nota, a Enel afirmou que trabalha para normalizar o serviço até o fim do dia de domingo e classificou o vendaval como o mais prolongado já registrado em sua área de concessão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas chegaram a 82,8 km/h, e, desde 2006, é a primeira vez que a estação do Mirante de Santana registra uma sequência tão longa de ventos acima de 70 km/h em São Paulo.

A concessionária explicou que as condições climáticas adversas dificultaram o restabelecimento, já que ventos contínuos causaram novas interrupções durante os reparos. Para enfrentar a crise, a empresa afirma ter mobilizado um número recorde de equipes, com quase 1.800 times em campo ao longo da quinta-feira.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Apagão na Grande SP causa prejuízo de R$ 51,7 milhões ao comércio

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O apagão que atingiu a Grande São Paulo na quarta-feira (10) provocou um prejuízo estimado em R$ 51,7 milhões ao setor do comércio. O cálculo é do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), que levou em conta o volume financeiro movimentado diariamente nos municípios da região metropolitana.

Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia, mais de dois milhões de clientes foram afetados após fortes ventos provocados por um ciclone no litoral paulista. A intensidade das rajadas derrubou árvores, interrompeu serviços e deixou regiões inteiras no escuro por horas.

Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, a dimensão dos prejuízos ainda é imprecisa, já que os efeitos do fenômeno climático foram desiguais entre os bairros e muitas áreas permaneciam sem restabelecimento total do fornecimento nesta quinta-feira (11). “O impacto se dá, principalmente, pela redução das compras imediatas e das aquisições por impulso dos consumidores”, explicou Gamboa.

Além das perdas diretas nas vendas, comerciantes relataram dificuldades operacionais, como impossibilidade de abrir lojas, falta de meios eletrônicos de pagamento e interrupção de serviços essenciais. Em alguns corredores comerciais, lojistas permaneceram fechados durante todo o dia.

Nesta quinta-feira, os ventos reduziram de intensidade e chegaram a média de 20 a 30 km/h — bem abaixo dos mais de 98 km/h registrados no dia anterior. Mesmo assim, o aeroporto de Congonhas anotou rajada de 64,8 km/h pela manhã. Na capital, diversas árvores caíram sobre veículos e vias públicas, agravando os transtornos causados pelo ciclone.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Tempestade deixa 129 mil clientes sem luz na grande São Paulo

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A tempestade que atingiu a região metropolitana de São Paulo teve concentração principalmente nas regiões sul e oeste da cidade, com pico de precipitação de 40 mm na região de Pinheiros e Butantã. A distribuidora de energia Enel confirmou que mais de 130 mil clientes foram afetados, equivalente a cerca de 250 mil pessoas.

As chuvas, com presença de pequenos pedaços de granizo, atingiram a região do Butantã por volta das 13h30, indo na direção de Pinheiros. O vento passou dos 40 km/h. 

Por volta das 13h20, porém, foi registrado no aeroporto de Congonhas vento a 68km/h. Segundo a Defesa Civil da região, houve 21 registros de queda de árvores, 15 chamados para enchentes e 1 desabamento. 

Imagens em redes sociais mostram queda de forro de teto em ao menos duas unidades da Universidade de São Paulo (USP), nas Faculdades de Economia e Administração e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Segundo a Defesa Civil, não há registro de feridos. 

Às 17h a Enel confirmava que 1,54% dos clientes da região ainda estavam sem energia, após a chuva danificar alguns pontos da rede elétrica. Na última parcial apurada, esse valor recuou para 0,97%, afetando ainda pouco mais de 80 mil clientes.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Fraturas de quadril: entender o problema para agir rapidamente – Dr. Guilherme Falótico

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As fraturas de quadril representam um dos maiores desafios de saúde pública entre os idosos. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pessoas sofram esse tipo de lesão todos os anos — um número que cresce conforme a população vive mais. O que muitas famílias não sabem é que, na maioria das vezes, a fratura acontece após uma queda simples, dentro de casa, durante atividades rotineiras.

Os sinais costumam ser claros: dor forte ao tentar levantar ou apoiar o pé no chão, dificuldade para caminhar e, em alguns casos, a perna pode parecer virada para o lado de fora. Esses sintomas não devem ser ignorados. A avaliação médica imediata é essencial para evitar complicações. O diagnóstico geralmente começa com um raio-X, exame rápido e acessível. Se houver dúvida, a tomografia computadoriza/ressonância magnética podem ajudar a identificar detalhes que orientam o melhor tipo de tratamento.

A abordagem varia conforme o tipo de fratura e as condições de saúde do paciente, mas, na maior parte dos casos, a cirurgia é necessária e deve ser realizada de forma precoce para minimizar os riscos decorrentes do paciente ficar imóvel na cama.

 Hoje, as técnicas cirúrgicas permitem uma recuperação mais segura e eficiente. Dependendo da fratura, podem ser usados parafusos, placas, hastes ou, em situações específicas, uma prótese no quadril. A decisão é sempre individualizada, considerando o que traz mais estabilidade e melhor retorno às atividades.

A fase após a cirurgia é tão importante quanto o procedimento. A fisioterapia precoce reduz riscos, devolve mobilidade e ajuda o paciente a recuperar a confiança para caminhar. Com bons cuidados, muitas pessoas retomam suas rotinas com segurança, porém trata-se de uma lesão grave com alta mortalidade reportada em virtude de complicações clínicas. Portanto, prevenir continua sendo o melhor caminho. Um ambiente doméstico bem iluminado, livre de obstáculos, acompanhado de exercícios regulares e tratamento adequado da osteoporose, reduz de forma significativa o risco de quedas.

Diante de uma queda com dor no quadril, agir rápido faz diferença no resultado e na qualidade de vida de quem sofre a lesão. Contar com orientação especializada ajuda a enfrentar esse momento com mais tranquilidade e melhores chances de recuperação.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Emprega Cajamar tem 36 novas vagas de trabalho com salário de até R$ 3,4 mil

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O Emprega Cajamar segue ampliando o acesso às oportunidades de trabalho em nossa cidade. Três novas empresas estão com vagas abertas, e os interessados já podem retirar a carta de encaminhamento no novo endereço do Posto de Atendimento do Polvilho.

Nobel do Brasil oferece 1 vaga efetiva para Cozinheira, destinada a profissionais com experiência e ensino fundamental. O salário é de R$ 2.500,00, com pacote completo de benefícios: VT, assistência médica e odontológica, alimentação no local, cesta básica, convênio com faculdades e participação nos lucros. A retirada da carta pode ser feita até 03/12.

DHL – Leroy Merlin está disponibilizando 30 vagas para Auxiliar de Logística, com salário de R$ 1.909,00 mais benefícios. A função exige ensino fundamental completo e não requer experiência, sendo uma excelente oportunidade para quem busca ingressar no setor logístico. As cartas também podem ser retiradas até 03/12.

Já a D/A Consultoria em RH está com 5 vagas para Técnico de Manutenção Elétrica, com salário de R$ 3.498,00, além de VT ou auxílio combustível e vale-alimentação. A vaga requer ensino médio completo e é desejável possuir CNH categoria B. As cartas estarão disponíveis até 05/12.

Para todas as oportunidades, a retirada deve ser feita no Emprega Cajamar – Polvilho, localizado na Av. Bento da Silva Bueno, 350. Aproveite o prazo e participe dos processos seletivos.

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Fonte: PMC | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Chatgpt Personal Shopper e o impacto na comunicação das empresas – por Adriana Vasconcellos

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A OpenAI apresentou o chatgpt personal shopper em plena semana de Black Friday, um período em que o comportamento de consumo fica ainda mais acelerado. O lançamento chega no momento certo, já que transforma a maneira como as pessoas buscam, comparam e escolhem o que comprar. A ferramenta atua como um assistente capaz de entender preferências, analisar alternativas e oferecer recomendações personalizadas. Ela encurta caminhos, facilita decisões e cria uma jornada mais direta, algo que antes exigia tempo, comparação manual e navegação por diferentes canais.

Para o marketing e a assessoria de imprensa, essa tecnologia vai além de uma novidade. Ela reforça o movimento que tenho destacado nas últimas semanas sobre a importância de uma comunicação integrada e sobre as mudanças no comportamento do público. As pessoas buscam respostas rápidas, orientação confiável e experiências personalizadas. Quando um consumidor interage com uma IA que compreende suas necessidades, ele passa a esperar o mesmo padrão de clareza, objetividade e relevância das marcas.

Empresas e profissionais que não se adaptarem a essa nova lógica tendem a perder espaço. A comunicação precisa ser mais estratégica, integrada e orientada por dados. Conteúdos vagos deixam de funcionar, porque a IA aprende a identificar o que é relevante de verdade para cada pessoa. Isso significa que marcas terão de investir em informações consistentes, claras e facilmente interpretáveis pelos algoritmos. A reputação digital passa a depender tanto da percepção humana quanto da forma como as máquinas compreendem e classificam esse conteúdo.

A assessoria de imprensa também entra em uma nova fase. Releases, artigos e posicionamentos agora precisam dialogar com dois públicos: pessoas e sistemas inteligentes. Quanto mais a empresa aparece em veículos confiáveis, mais material de qualidade a IA tem para analisar e usar como referência. Essa construção fortalece a autoridade, aumenta a presença digital e melhora a compreensão da marca em buscas conversacionais.

No marketing, a mudança é ainda mais evidente. As empresas precisarão trabalhar com estratégias contínuas de conteúdo, SEO, anúncios, redes sociais e otimização de funis, criando um ecossistema completo para que a IA tenha material suficiente para recomendar seus produtos e serviços. Se o chatgpt personal shopper indica soluções com base na relevância e na confiabilidade, cada ponto de contato vira uma oportunidade para reforçar presença, reputação e credibilidade.

O resultado é um mercado mais competitivo, em que aparecer não é suficiente. É necessário ser encontrado, compreendido e reconhecido como uma escolha confiável tanto pelo público quanto pelos sistemas de recomendação. Quem percebe essa dinâmica e se movimenta agora conquista vantagem. Para avançar, vale investir no trabalho de um assessor de imprensa qualificado e manter uma produção consistente de conteúdo para as redes sociais e para o blog.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Delegada Raquel Gallinati toma posse como deputada estadual na Alesp

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A delegada de polícia Raquel Gallinati tomou posse, nesta sexta-feira (28), como deputada estadual da 20ª legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Suplente do Partido Liberal (PL), ela assume a vaga deixada pelo deputado Carlos Cezar, que passou a integrar o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP).

Ex-secretária de Segurança Pública de Santos e eleita com mais de 52 mil votos em 2022, Raquel destacou, em seu primeiro discurso, o compromisso com a Segurança Pública e a defesa das vítimas de violência. “Venho representar as pessoas silenciadas e aprimorar a proteção a quem cuida da nossa sociedade, além de ampliar direitos das pessoas mais vulneráveis”, afirmou.

A parlamentar também reforçou a pauta da defesa das mulheres. Como a 28ª mulher na legislatura considerada a mais feminina da história da Casa, defendeu a igualdade de direitos e o combate à violência. “Não basta garantir igualdade apenas no papel. É preciso fazer acontecer. A defesa das mulheres está acima de ideologias e é o lado certo a seguir”, declarou.

A cerimônia ocorreu no Plenário Juscelino Kubitschek e contou com a recepção do presidente da Alesp, André do Prado, que destacou a experiência e a determinação da nova deputada. O deputado Reis elogiou a atuação de Raquel na defesa dos policiais civis e sua passagem pela Secretaria de Segurança de Santos. Já o deputado Delegado Olim ressaltou a competência técnica e o respaldo popular da parlamentar.

Também participaram da sessão os deputados Alex Madureira, André Bueno, Eduardo Suplicy e Fábio Faria de Sá, além do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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60+ Viva a Vida! – por Celso Tracco

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A sociedade brasileira está vivenciando uma boa e silenciosa revolução cultural, a quebra do paradigma que após os 60 anos a vida produtiva acabou. Segundo os últimos dados disponíveis mais de 8 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras com mais de 60 anos, estão no mercado de trabalho formal. Ou seja, exercem uma atividade sistemática e remunerada. Lembro que há alguns anos, tinha-se a convicção que havia pouquíssima chance de uma pessoa empregar-se após os 60 anos. A enorme maioria das ofertas de emprego, na descrição das qualidades requeridas para a vaga, deixava muito claro a restrição de idade. Hoje, pode-se dizer que é o contrário. Inúmeras empresas financeiras, industriais e comerciais, de vários setores da economia fazem questão de não restringir a idade do candidato à vaga, ou até, para certos trabalhos, dão preferência para os 60+, a geração ativa e “prateada”. Com o natural envelhecimento da população, a tendência é de que cada vez mais pessoas na faixa dos 60+ busquem uma colocação no mercado de trabalho, prolongando sua vida ativa e trazendo enormes benefícios para a sociedade como um todo, como veremos a seguir.

  • Ajuda a retardar o colapso do sistema previdenciário, mantendo o trabalhador ativo por mais tempo, oferecendo uma grande contribuição para as empresas em função de sua experiencia e excelência de trabalho.
  • Para os idosos que estão no mercado de trabalho, faz com que se mantenham atualizados com novas tendências profissionais; se interessem pelas novas tecnologias digitais, aumentem sua rede de contatos; desenvolvam novas habilidades; sirvam de exemplo e estímulo para outros. Não se trata “apenas” de ganhar dinheiro, que continua muito importante principalmente em um país política e economicamente instável, como o Brasil, mas proporciona à quem já cuidou durante a sua vida de muitas pessoas, possa se dedicar mais tempo a si próprio. Isso aumenta a autoestima, a dignidade e sem dúvida, contribui para uma saudável saúde mental.  
  • As empresas que adotam uma política efetiva de contratar colaboradores 60+, também nada tem a reclamar, ou seja, estão ganhando com isso. Os idosos agregam, além de suas competências técnicas, outras competências emocionais, cada vez mais importante atualmente, tais como: estabilidade, comprometimento, relacionamentos interpessoais, sabedoria em situações mais complexas, e podem acrescentar diversidade de pensamento, resultantes de sua experiência de vida.

Enfim, a sociedade brasileira, a exemplo do que já acontece com vários países mais avançados que o nosso, está aprendendo que os idosos, não são necessariamente um estorvo, um peso, um custo para seus familiares, e podem ser, com sua experiencia acumulada uma fonte de lucro para si, sua família, e seu local de trabalho. É certo que nem tudo são flores, ainda há preconceito contra os idosos, o chamado etarismo, mas tal qual outras minorias, quem quer faz acontecer. Afinal quem já venceu tantas dificuldades, situações adversas, não irá esmorecer, por estupidez preconceituosa. Vai à luta e vence!

Desenvolver em nós a arte de mudar para melhor é a maneira mais eficiente de trabalhar para um amanhã mais enriquecedor do que o hoje. A geração dos 60+ comprova na prática, que o importante na vida é o que se busca, e não o que se tem. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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O papel das Guardas Municipais – por Ramon Soares

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A Guarda Municipal é uma instituição fundamental para a segurança pública nos municípios, com atribuições claras e específicas, e desempenha papel crucial na manutenção da ordem e da segurança, sendo a base do Sistema Único de Segurança Pública.

O romantismo que nos envolve na infância em torno da figura da polícia e do ladrão — como nas histórias em quadrinhos dos Irmãos Metralha cede espaço, com o tempo, a uma compreensão mais madura da estrutura estatal. Aquela visão infantil dá lugar ao entendimento do que é legal dentro de um Estado Democrático de Direito, com suas normas e deveres.

Para quem vive em países que possuem uma única polícia, geralmente de ciclo completo, comunitária, preventiva, científica e judiciária , o papel da instituição policial é facilmente compreendido.

Para nós, brasileiros, porém, torna-se difícil entender as funções de cada polícia prevista na Constituição Federal, e mais ainda suas repartições e departamentos. Somam-se a isso instituições que sequer estão previstas constitucionalmente, criando um verdadeiro nó na cabeça da população.

Entre todas, a Polícia Militar tornou-se a mais popular e presente em todo o território nacional. Naturalmente, está gravada no inconsciente coletivo como a polícia de acesso imediato, sobretudo por causa do número de emergência (190).

Nesse cenário, as Guardas Municipais surgiram timidamente após a promulgação da Constituição Federal, com um caráter de mera zeladoria, a chamada “vigilância patrimonial”, ou seja, o cuidado exclusivo com o patrimônio municipal. Essa narrativa foi “plantada” no imaginário social.

Da mesma forma, consolidou-se a ideia de que os estados seriam os únicos responsáveis pela segurança pública, por meio de suas polícias civil e militar.

Entretanto, os estados se mostraram incapazes de manter efetivos suficientes nas polícias civil, científica e militar. Como consequência, convivemos com uma prevenção quase inexistente, repressão violenta e investigações de homicídios extremamente deficitárias.

Diante dessa deficiência e da edição do Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/2014), essas instituições cresceram 35,7% na última década (Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública), revelando um novo comportamento dos prefeitos que passaram a atuar como aliados quando na situação, e críticos quando na oposição aos governos estaduais.

Nesse contexto, as Guardas Municipais assumiram a função da segurança pública primária: a Segurança Pública Básica dos municípios. Embora essa atribuição não tenha sido amplamente divulgada, ela já estava prevista no art. 144, § 8º da Constituição Federal:

“Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.

Com esse papel, as guardas municipais passaram a restabelecer a paz social em inúmeras cidades, suprindo uma lacuna que os estados não conseguiam preencher. A cada ano, essa tarefa se torna mais complexa.

O Estatuto Geral das Guardas Municipais detalhou e ampliou as competências antes previstas na Constituição, oferecendo aos municípios a possibilidade de se dedicarem, de fato, à proteção de suas populações por meio do policiamento preventivo, um dos 18 princípios e competências definidos pela legislação.

A singularidade da Guarda Municipal está em suas atribuições: essencialmente preventivas. Essa característica gera, de maneira gradual, maior legitimidade e reconhecimento por parte da população, especialmente daqueles que desejam um novo modelo de polícia.

Para compreender o verdadeiro papel das Guardas Municipais, podemos recorrer a uma analogia com a saúde e a educação. Nessas áreas, cabe ao município o atendimento primário — a “saúde básica” e a “educação básica” — previstas nos artigos 196 e 205 da Constituição. Nada mais coerente que, na segurança pública, ocorra o mesmo, conforme estabelece o caput do art. 144:

“A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos…”

A Lei 13.022/14 define como princípios mínimos de atuação das Guardas Municipais a proteção dos direitos humanos fundamentais, o exercício da cidadania e das liberdades públicas; a preservação da vida; a redução do sofrimento; a diminuição das perdas; e o patrulhamento preventivo.

Entre suas competências específicas sempre respeitando as atribuições federais e estaduais, estão: zelar pelos bens, equipamentos e prédios públicos; atuar de forma preventiva e permanente em todo o território municipal; proteger sistemicamente a população que utiliza bens, serviços e instalações municipais; e exercer competências de trânsito quando autorizadas pelo Código de Trânsito Brasileiro ou mediante convênio com órgãos estaduais ou municipais.

As Guardas Municipais já são realidade em mais de 1.400 cidades e não há mais possibilidade de retrocesso. Com raras exceções, prestam um serviço indispensável às populações mais vulneráveis. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm dado sinais de ampliação de suas atribuições.

Em síntese, a Guarda Municipal é uma instituição essencial para a segurança pública municipal. Com funções claras e específicas, exerce papel crucial na manutenção da ordem e da proteção social, consolidando-se como base do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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