Central de golpes é descoberta com movimentações de até R$ 5 milhões em Carapicuíba

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Uma operação da Polícia Militar revelou um esquema sofisticado de fraudes bancárias que movimentava valores milionários em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A ação ocorreu na tarde de sexta-feira (27) e terminou com a descoberta de uma espécie de “central do golpe” instalada dentro de uma residência.

De acordo com os agentes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), a suspeita começou após a equipe identificar, através da janela do imóvel, uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos ligados simultaneamente. Entre os itens estavam celulares, notebook, tablet, máquina de cartão e dispositivos de armazenamento.

Ao abordar o morador, os policiais notaram comportamento nervoso. Questionado, ele não soube explicar a origem dos aparelhos. Durante a verificação, os agentes constataram que todos os dispositivos estavam ativos e conectados, o que levantou ainda mais suspeitas.

A análise inicial revelou indícios claros de um esquema organizado. Em um dos aparelhos, havia uma lista intitulada “cartela de clientes”, com dados pessoais e bancários de diversas vítimas, incluindo senhas. Outro dispositivo continha ferramentas de criptografia usadas para gerenciar várias contas do WhatsApp, prática comum em golpes digitais.

Também foram localizados registros de transações financeiras com valores expressivos — um deles de R$ 400 mil e outro superior a R$ 5 milhões — além de um caderno com anotações detalhando abordagens e informações sobre vítimas.

Diante das evidências, o suspeito admitiu participação no esquema. Segundo o relato, o grupo se passava por funcionários de uma central de atendimento vinculada a um banco para enganar clientes. As vítimas eram induzidas a fornecer dados sensíveis, clicar em links falsos e permitir o acesso às suas contas, inclusive com clonagem de WhatsApp.

Ainda conforme o depoimento, a organização criminosa lucrava entre 14% e 35% sobre cada golpe aplicado, indicando uma operação estruturada e com divisão de ganhos.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Carapicuíba, onde o suspeito permaneceu detido e à disposição da Justiça.

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Foto: PMESP

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82% dos idosos em SP já foram alvo de golpes virtuais, revela levantamento inédito

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Um levantamento inédito da Fundação Seade revela que 82% das pessoas com 60 anos ou mais no estado de São Paulo já sofreram tentativas de golpes virtuais, por meio de mensagens, e-mails ou ligações fraudulentas. O estudo aponta que, mesmo com menor uso da internet em comparação a outras faixas etárias, os idosos continuam amplamente expostos a fraudes digitais.

Fonte: SEADE

A pesquisa foi realizada entre julho e setembro de 2025 e integra a série Seade SP TIC, que analisa o acesso e o uso de tecnologias de informação e comunicação no estado.

Embora o percentual entre idosos seja inferior ao registrado entre pessoas de 30 a 59 anos — grupo em que os índices ultrapassam 90% — os dados mostram que a digitalização ampliou os riscos para todas as idades.

Segundo Irineu Barreto, analista de pesquisas da Fundação Seade, a vulnerabilidade da população mais velha tem características específicas.

“A digitalização ampliou a exposição de todos os grupos etários. No caso das pessoas de 60+, ainda que a intensidade de uso da internet tenda a declinar, há vulnerabilidades específicas, especialmente em golpes que envolvem o uso fraudulento de dados pessoais”, afirma.

Entre os golpes que de fato se concretizam, chama atenção a abertura fraudulenta de contas bancárias ou contratação de empréstimos não autorizados. Esse tipo de fraude atinge 12% das pessoas com 60 anos ou mais, a maior proporção entre todas as faixas etárias analisadas no levantamento.

Compras on-line também preocupam

O estudo também analisou fraudes envolvendo compras pela internet. De acordo com os dados, 40% da população paulista relatou já ter comprado um produto on-line e descoberto depois que a loja ou o vendedor não existiam.

Entre os idosos, o percentual é menor: 26% afirmaram ter passado por esse tipo de situação.

Fonte: SEADE

Segundo os pesquisadores, essa diferença está diretamente relacionada ao menor uso do comércio eletrônico por pessoas mais velhas. O levantamento indica que a população com 60 anos ou mais concentra a maior parcela de indivíduos que nunca realizaram compras pela internet.

Sensação de insegurança é maior entre idosos

Além da exposição aos golpes, o estudo mostra que os idosos também demonstram maior sensação de vulnerabilidade no ambiente digital.

Entre as pessoas com 60 anos ou mais, 68% acreditam que atualmente é praticamente impossível se proteger de golpes on-line. O índice é 17 pontos percentuais maior do que o registrado entre jovens de 18 a 29 anos.

Fonte: SEADE

A pesquisa também aponta que, nessa faixa etária, é maior o número de pessoas que afirmam não ter confiança em sua própria capacidade de evitar fraudes digitais.

Os dados reforçam que, mesmo com menor presença no ambiente digital, a população idosa segue exposta a riscos e demonstra maior percepção de insegurança diante do avanço dos golpes on-line.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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