9 de Julho – A Revolução Constitucionalista – por Celso Tracco

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A Revolução Constitucionalista de 1932 constitui um dos momentos marcantes da política brasileira da primeira metade do Século XX. Deflagrada em São Paulo, a revolução tinha como objetivo principal pressionar o governo provisório de Getúlio Vargas a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte e restaurar a ordem institucional cancelada após a Revolução de 1930, terminando com a “República Velha” e iniciando a era Vargas. A revolução paulista foi derrotada militarmente, mas deixou um legado político, sendo até hoje lembrado como símbolo da luta pela legalidade e pelos ideais de uma república federativa. Por ela 9 de Julho é feriado no Estado de São Paulo. O Obelisco do Parque Ibirapuera é um mausoléu dedicado aos combatentes paulistas desta Revolução.

A Revolução de 1930 encerrou a “República Velha”, também conhecida como república do café com leite, pois desde 1894, data da primeira eleição direta para presidente da República, havia uma alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Em outubro de 1930 foi deposto o Presidente Washington Luís que estava em fins de mandato e foi impedido de tomar posse o presidente eleito Júlio Prestes. Ambos os políticos haviam sido Governadores do estado de São Paulo. Getúlio Dorneles Vargas, assumiu em 3 de novembro o governo provisório, dissolvendo o congresso nacional e suspendendo a Constituição de 1891. Vargas passou a governar centralizando a administração pública e nomeando interventores nos estados. No caso de São Paulo, os interventores vindos de outros estados, geraram muitas tensões entre as elites paulistas. A ausência de uma Constituição e governar por decretos, eram interpretados como claros indícios de autoritarismo. Para as classes econômicas, jurídicas e militares paulistas, a manutenção desta situação significava uma ruptura dos princípios federativos e democráticos.

A conjuntura de vários fatores serviu para a eclosão da revolução: a centralização do poder por Vargas; a intervenção federal nos estados; a perda da influência política de São Paulo. Em 23 de maio, no centro de São Paulo durante uma manifestação popular contra o regime, um grupo de apoiadores do governo central, dispararam armas de fogo contra a multidão. Quatro jovens morreram imediatamente: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo Camargo. A sigla MMDC tornou-se um símbolo da resistência paulista. No dia 9 de julho de 1932, as tropas paulistas se rebelaram contra o governo federal, iniciando uma revolução armada. O conflito se concentrou em regiões do Estado de São Paulo, como Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, fronteira com Minas Gerais. Estima-se em 35.000 o número de combatentes de São Paulo e cerca de 100.0000 os do governo federal. O número de mortos é incerto, alguns historiadores apontam entre 2.000 e 2.500 sendo deste total 800 a 1.000 paulistas. Sem armamentos e munições, e em visível desvantagem numérica, em 2 de outubro de 1932 São Paulo assinou sua rendição.

Apesar da derrota militar, alguns objetivos foram alcançados: foi convocada uma Assembleia Constituinte e uma nova Constituição foi proclamada em 1934; houve a ampliação dos direitos trabalhistas; foi instituído o voto feminino e secreto; houve a criação da Justiça Eleitoral. Sem dúvida houve um legado da Revolução Constitucionalista, mas pequeno. Getúlio Vargas seguiu no poder até 1945, quando foi deposto. Em 1937, tornou-se um ditador proclamando o Estado Novo, baseado em uma nova Constituição e aboliu a autonomia dos estados. Apenas entre 1934 e 1937 houve eleições, e somente para prefeitos. Em 1950 voltou ao poder por meio do voto democrático. Suicidou-se no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, então Capital Federal em 24 de agosto de 1954. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Proclamação da República: mais de 2,4 milhões veículos devem seguir para litoral e interior de SP

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Com o feriado da Proclamação da República nesta sexta-feira (15), é esperado que mais de 2,4 milhões veículos deixem a capital paulista e a Grande São Paulo em direção ao litoral e ao interior. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informa que o tráfego nas principais rodovias deve se intensificar a partir de quinta-feira (14).

Leia mais: Governo de SP convoca municípios para ‘Dia D’ de combate à dengue

As rodovias concedidas do estado contam com uma rede de mais de 230 ambulâncias, 300 guinchos e 219 postos e bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).

Além disso, o monitoramento dos mais de 11 mil quilômetros de malha rodoviária concedida inclui contadores veiculares (SATs), câmeras CFTV, painéis de mensagens variáveis (eletrônicos), call boxes (telefones de emergência), pontos de Wi-Fi e estações meteorológicas, proporcionando maior conforto aos usuários.

Expectativa de fluxo de veículos

No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a concessionária Ecovias prevê que 362 mil veículos sigam em direção à Baixada Santista, com aumento de movimento a partir da tarde de quinta-feira (14). A Operação Descida 7×3 será implantada das 11h às 2h de sexta-feira (15) e será retomada das 5h às 14h. No domingo (17), haverá duas operações: a 4×6 e a Subida (2×8). A operação 4×6 ocorrerá das 8h às 15h, com quatro faixas para descida e seis para subida, direcionando ambas as pistas da Anchieta ao litoral e as duas pistas da Rodovia dos Imigrantes ao sentido capital.

O Sistema Anhanguera-Bandeirantes deve registrar a saída de aproximadamente 750 mil veículos da capital. A previsão de maior fluxo será na quinta-feira (14), entre 16h e 20h, e na sexta-feira (15), entre 9h e 12h. O retorno à capital terá pico de congestionamento no domingo (17), entre 14h e 21h. A Operação Caminhão estará em vigor na sexta-feira (15) e domingo (17), das 14h às 22h, desviando caminhoneiros para a Anhanguera (SP-330), entre Jundiaí e São Paulo

O Sistema Castello Branco-Raposo Tavares espera receber mais de 550 mil veículos. Os horários de maior movimento nas rodovias são na quinta-feira (14), entre 11h e 21h no sentido interior; na sexta-feira, (15), entre 7h e 16h no sentido interior; e no domingo, (17), entre 9h e 21h no sentido capital.

Para o Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto, estima-se que mais de 613 mil veículos sigam em direção ao interior. A concessionária estima que o fluxo de veículos em direção ao interior seja mais intenso a partir de quinta-feira (14), das 11h às 22h, e na sexta-feira (15), entre 10h e 14h. Para o retorno a São Paulo, o maior movimento está previsto para domingo (17), das 10h às 22h, e segunda-feira (18), das 6h às 10h.

Na Rodovia dos Tamoios (SP-099), cerca de 172 mil veículos devem circular.

Os trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, administrados pela SPMar, devem receber cerca de 704 mil veículos durante o feriado. Já o trecho Oeste, gerido pela CCR RodoAnel, estima a circulação de 889 mil veículos.

Movimento nos aeroportos regionais

Os aeroportos do interior paulista devem registrar um aumento significativo no movimento de passageiros. Segundo a Concessionária ASP Aeroportos Paulistas, é estimado que os aeroportos de São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Araçatuba recebam 7.200, 2.900 e 800 passageiros, respectivamente, considerando embarque e desembarque.

Além disso, a Concessionária VOA SE estima, entre embarque e desembarque, um fluxo de 6.650 passageiros em Ribeirão Preto, 1.512 passageiros em Bauru/Arealva, 138 passageiros em Marília e 108 passageiros em Araraquara. 

Leia também: Falta de energia: Governo de SP move ação civil pública contra Enel por prejuízos ao cidadão


Fonte: Governo de SP

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Feriado prolongado: 2,7 milhões de veículos devem circular nas rodovias concedidas de SP

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O feriado de 9 de Julho se aproxima e, com ele, o aumento no movimento nas rodovias de São Paulo. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) estima que mais de 2,7 milhões de veículos deixarão a capital paulista entre os dias 5 e 9 de julho, rumo ao litoral e ao interior do estado.

A malha concedida e supervisionada pela agência contará com mais de 223 ambulâncias, 300 guinchos e 209 Postos de Serviço de Atendimento ao Usuário (Sau) para atender os motoristas em caso de necessidade. Câmeras CFTV, painéis de mensagens variáveis, call boxes (telefones de emergência), pontos de Wi-Fi e estações meteorológicas espalhados por mais de 11 mil km de rodovias auxiliarão no monitoramento do tráfego e na comunicação com os usuários.

O diretor-geral interino da Artesp, Laércio Simões, destaca: “Nosso objetivo é proporcionar um feriado tranquilo para os motoristas que trafegarem nas rodovias concedidas. Para isso, reforçamos o monitoramento da malha viária, bem como o atendimento médico e o socorro mecânico”.

Sistema Anchieta-Imigrantes

A concessionária Ecovias estima que aproximadamente 364 mil veículos descerão a serra em direção às praias da Baixada Santista pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160). O fluxo de veículos se intensificará a partir de sábado (6), das 9h às 18h, quando será implantada a Operação Descida 7×3, e também no domingo (7), das 9h às 13h. Para o retorno à capital, espera-se tráfego intenso ainda no domingo, das 20h à 0h, durante a Operação Subida (2×8).

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Durante o feriado, cerca de 871 mil veículos circularão pelo sistema. Os horários de maior movimento no sistema serão na sexta-feira (5), das 16h às 20h, e sábado (6), das 9h às 12h. Para o retorno, prevê-se um maior fluxo de veículos na terça-feira (9), entre 14h e 20h. Além disso, a Operação Caminhão estará em vigor, direcionando os caminhões com destino à capital pela Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) para a Rodovia Anhanguera (SP-330) no trecho do km 48 ao km 23, visando melhorar a distribuição do tráfego.

Sistema Castello-Raposo

No Sistema Castello-Raposo, operado pela ViaOeste, a expectativa é de que 661 mil veículos circulem. Os horários de maior movimento serão na sexta-feira (5), entre 16h e 20h; sábado (6), das 9h às 12h; e na terça-feira (9), das 14h às 20h

Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070)

Durante o feriado, a Ecopistas prevê que cerca de 680 mil veículos circulem nas rodovias nos dois sentidos. Os horários de maior movimento serão na sexta-feira (5), das 11h às 23h; sábado (6) das 6h às 18h; e domingo (7), das 8h às 13h. Para o retorno, o fluxo de veículos deve aumentar na terça-feira (9), das 11h às 23h.

Rodovia dos Tamoios (SP-099)

A Concessionária Tamoios estima até 148 mil veículos circulando na rodovia que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte.

Leia também: Pedágios ficam mais caros no Estado de SP


Fonte: Governo de SP – Foto: Benjamim Sepulvida/SECOM-PMB

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