Castello Branco registra 32 acidentes durante o feriadão de 9 de Julho

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Concessionária registrou 367 atendimentos e 32 acidentes durante a operação especial

A Rodovia Castello Branco recebeu cerca de 1,3 milhão de veículos durante o feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 1932. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (13) pela Ecovias Raposo Castello, responsável pela administração do trecho entre a capital paulista e Araçariguama.

Segundo a concessionária, o período de maior movimento ocorreu na quarta-feira (8), véspera do feriado, quando aproximadamente 322 mil veículos passaram pela rodovia em apenas 24 horas.

Durante a operação especial, as equipes realizaram 367 atendimentos aos usuários. Entre os principais serviços prestados estiveram:

  • 166 socorros mecânicos;
  • 155 remoções por guincho;
  • 46 atendimentos médicos.

As ações contaram com o apoio de mais de 30 veículos operacionais, incluindo guinchos, equipes de atendimento da Bradesco Seguros e da Polícia Militar Rodoviária.

No período, a concessionária registrou 32 acidentes, que resultaram em 77 pessoas sem ferimentos, 11 vítimas feridas e duas mortes.

De acordo com o gerente de Operações da Ecovias Raposo Castello, Vinicius Antonioli, apesar da concentração de veículos na saída para o feriado, o fluxo permaneceu distribuído ao longo dos dias, contribuindo para a fluidez do tráfego.

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Foto: Divulgação/Ecovias Raposo Castello

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9 de Julho – A Revolução Constitucionalista – por Celso Tracco

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A Revolução Constitucionalista de 1932 constitui um dos momentos marcantes da política brasileira da primeira metade do Século XX. Deflagrada em São Paulo, a revolução tinha como objetivo principal pressionar o governo provisório de Getúlio Vargas a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte e restaurar a ordem institucional cancelada após a Revolução de 1930, terminando com a “República Velha” e iniciando a era Vargas. A revolução paulista foi derrotada militarmente, mas deixou um legado político, sendo até hoje lembrado como símbolo da luta pela legalidade e pelos ideais de uma república federativa. Por ela 9 de Julho é feriado no Estado de São Paulo. O Obelisco do Parque Ibirapuera é um mausoléu dedicado aos combatentes paulistas desta Revolução.

A Revolução de 1930 encerrou a “República Velha”, também conhecida como república do café com leite, pois desde 1894, data da primeira eleição direta para presidente da República, havia uma alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Em outubro de 1930 foi deposto o Presidente Washington Luís que estava em fins de mandato e foi impedido de tomar posse o presidente eleito Júlio Prestes. Ambos os políticos haviam sido Governadores do estado de São Paulo. Getúlio Dorneles Vargas, assumiu em 3 de novembro o governo provisório, dissolvendo o congresso nacional e suspendendo a Constituição de 1891. Vargas passou a governar centralizando a administração pública e nomeando interventores nos estados. No caso de São Paulo, os interventores vindos de outros estados, geraram muitas tensões entre as elites paulistas. A ausência de uma Constituição e governar por decretos, eram interpretados como claros indícios de autoritarismo. Para as classes econômicas, jurídicas e militares paulistas, a manutenção desta situação significava uma ruptura dos princípios federativos e democráticos.

A conjuntura de vários fatores serviu para a eclosão da revolução: a centralização do poder por Vargas; a intervenção federal nos estados; a perda da influência política de São Paulo. Em 23 de maio, no centro de São Paulo durante uma manifestação popular contra o regime, um grupo de apoiadores do governo central, dispararam armas de fogo contra a multidão. Quatro jovens morreram imediatamente: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo Camargo. A sigla MMDC tornou-se um símbolo da resistência paulista. No dia 9 de julho de 1932, as tropas paulistas se rebelaram contra o governo federal, iniciando uma revolução armada. O conflito se concentrou em regiões do Estado de São Paulo, como Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, fronteira com Minas Gerais. Estima-se em 35.000 o número de combatentes de São Paulo e cerca de 100.0000 os do governo federal. O número de mortos é incerto, alguns historiadores apontam entre 2.000 e 2.500 sendo deste total 800 a 1.000 paulistas. Sem armamentos e munições, e em visível desvantagem numérica, em 2 de outubro de 1932 São Paulo assinou sua rendição.

Apesar da derrota militar, alguns objetivos foram alcançados: foi convocada uma Assembleia Constituinte e uma nova Constituição foi proclamada em 1934; houve a ampliação dos direitos trabalhistas; foi instituído o voto feminino e secreto; houve a criação da Justiça Eleitoral. Sem dúvida houve um legado da Revolução Constitucionalista, mas pequeno. Getúlio Vargas seguiu no poder até 1945, quando foi deposto. Em 1937, tornou-se um ditador proclamando o Estado Novo, baseado em uma nova Constituição e aboliu a autonomia dos estados. Apenas entre 1934 e 1937 houve eleições, e somente para prefeitos. Em 1950 voltou ao poder por meio do voto democrático. Suicidou-se no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, então Capital Federal em 24 de agosto de 1954. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Feriado de 9 de Julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em São Paulo

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Estudo aponta que viagens durante o feriado prolongado e as férias escolares devem impulsionar bares, restaurantes, hotéis e o turismo no estado

O feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 9 de Julho deve movimentar entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,60 bilhões nos setores de hospedagem e alimentação fora do lar em todo o estado de São Paulo. A estimativa é da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

Segundo o levantamento, o período de quatro dias de folga, entre quinta-feira (9) e domingo (12), aliado às férias escolares, deve estimular as viagens para o litoral, o interior e as estâncias turísticas paulistas, aumentando o consumo em bares, restaurantes, hotéis, cafeterias, padarias e outros estabelecimentos ligados ao turismo.

A maior parte da movimentação financeira deverá ser registrada no segmento de alimentação fora do lar, com faturamento estimado entre R$ 2,11 bilhões e R$ 2,24 bilhões.

Já o setor de hospedagem deve movimentar entre R$ 337 milhões e R$ 358 milhões, impulsionado principalmente pela procura por destinos turísticos no litoral e no interior do estado, incluindo cidades conhecidas pelo turismo de aventura.

O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Fhoresp com base em dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além do histórico de consumo registrado em feriados prolongados anteriores.

Os dados também mostram um cenário positivo para o setor de serviços. Segundo o IBGE, até abril deste ano, a receita nominal dos segmentos de hospedagem e alimentação fora do lar acumulou crescimento de 9,2% nos últimos 12 meses, percentual superior à média nacional do setor de serviços, que ficou em 7,5%.

De acordo com a Fhoresp, a combinação entre o feriado prolongado e o recesso escolar cria um cenário favorável para o aumento das viagens e do consumo, beneficiando principalmente os municípios com vocação turística.

As projeções da entidade indicam ainda que, ao longo de 2026, os setores de hospedagem e alimentação devem movimentar aproximadamente R$ 209,6 bilhões no estado de São Paulo, sendo R$ 180,7 bilhões provenientes da alimentação fora do lar e R$ 28,9 bilhões da hospedagem.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Feriado prolongado: 2,7 milhões de veículos devem circular nas rodovias concedidas de SP

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O feriado de 9 de Julho se aproxima e, com ele, o aumento no movimento nas rodovias de São Paulo. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) estima que mais de 2,7 milhões de veículos deixarão a capital paulista entre os dias 5 e 9 de julho, rumo ao litoral e ao interior do estado.

A malha concedida e supervisionada pela agência contará com mais de 223 ambulâncias, 300 guinchos e 209 Postos de Serviço de Atendimento ao Usuário (Sau) para atender os motoristas em caso de necessidade. Câmeras CFTV, painéis de mensagens variáveis, call boxes (telefones de emergência), pontos de Wi-Fi e estações meteorológicas espalhados por mais de 11 mil km de rodovias auxiliarão no monitoramento do tráfego e na comunicação com os usuários.

O diretor-geral interino da Artesp, Laércio Simões, destaca: “Nosso objetivo é proporcionar um feriado tranquilo para os motoristas que trafegarem nas rodovias concedidas. Para isso, reforçamos o monitoramento da malha viária, bem como o atendimento médico e o socorro mecânico”.

Sistema Anchieta-Imigrantes

A concessionária Ecovias estima que aproximadamente 364 mil veículos descerão a serra em direção às praias da Baixada Santista pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160). O fluxo de veículos se intensificará a partir de sábado (6), das 9h às 18h, quando será implantada a Operação Descida 7×3, e também no domingo (7), das 9h às 13h. Para o retorno à capital, espera-se tráfego intenso ainda no domingo, das 20h à 0h, durante a Operação Subida (2×8).

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Durante o feriado, cerca de 871 mil veículos circularão pelo sistema. Os horários de maior movimento no sistema serão na sexta-feira (5), das 16h às 20h, e sábado (6), das 9h às 12h. Para o retorno, prevê-se um maior fluxo de veículos na terça-feira (9), entre 14h e 20h. Além disso, a Operação Caminhão estará em vigor, direcionando os caminhões com destino à capital pela Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) para a Rodovia Anhanguera (SP-330) no trecho do km 48 ao km 23, visando melhorar a distribuição do tráfego.

Sistema Castello-Raposo

No Sistema Castello-Raposo, operado pela ViaOeste, a expectativa é de que 661 mil veículos circulem. Os horários de maior movimento serão na sexta-feira (5), entre 16h e 20h; sábado (6), das 9h às 12h; e na terça-feira (9), das 14h às 20h

Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070)

Durante o feriado, a Ecopistas prevê que cerca de 680 mil veículos circulem nas rodovias nos dois sentidos. Os horários de maior movimento serão na sexta-feira (5), das 11h às 23h; sábado (6) das 6h às 18h; e domingo (7), das 8h às 13h. Para o retorno, o fluxo de veículos deve aumentar na terça-feira (9), das 11h às 23h.

Rodovia dos Tamoios (SP-099)

A Concessionária Tamoios estima até 148 mil veículos circulando na rodovia que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte.

Leia também: Pedágios ficam mais caros no Estado de SP


Fonte: Governo de SP – Foto: Benjamim Sepulvida/SECOM-PMB

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