Aneel abre processo e coloca concessão da Enel SP em risco

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu nesta terça-feira (7) um processo administrativo para avaliar a continuidade da concessão da Enel na região metropolitana de São Paulo, que atende cerca de 8,5 milhões de clientes. A medida, considerada excepcional, pode impactar diretamente o fornecimento de energia na capital e em outros 23 municípios.

A decisão ocorre após a agência identificar falhas recorrentes na prestação de serviço, especialmente em situações de emergência. Segundo a Aneel, a concessionária apresentou desempenho abaixo do esperado, com demora no atendimento, interrupções prolongadas e problemas na execução de planos de contingência.

De acordo com o órgão regulador, a análise considerou eventos climáticos severos registrados entre 2023 e 2025. Mesmo nesses cenários, a distribuidora ficou abaixo da média de outras empresas do setor em situações semelhantes.

A agência também avaliou o plano de recuperação apresentado pela Enel, mas concluiu que as medidas propostas foram insuficientes para corrigir os problemas identificados. Pareceres técnicos e manifestações jurídicas da empresa foram rejeitados.

Em resposta, a Enel afirmou que cumpriu os indicadores previstos em contrato e disse confiar na legalidade e na consistência técnica de suas operações no Brasil. A empresa também defendeu previsibilidade regulatória e tratamento isonômico no processo.

A abertura do procedimento marca um novo estágio na relação entre a Aneel e a concessionária e pode resultar em sanções mais severas, incluindo a revisão ou até perda da concessão, dependendo do desfecho da análise.

O caso aumenta a pressão sobre o serviço de energia na Grande São Paulo e coloca em debate a qualidade do atendimento prestado à população em momentos críticos.

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Enel troca 192 geladeiras antigas em São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus

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A Enel Distribuição São Paulo inicia nesta semana mais uma etapa do programa Enel Compartilha Eficiência, com a substituição de 192 geladeiras antigas por equipamentos novos e de menor consumo de energia. A ação ocorre entre os dias 12 e 17 de janeiro e beneficia clientes previamente selecionados nos municípios de São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus.

Os contemplados participaram de um diagnóstico energético realizado pela distribuidora, que avaliou o consumo nas residências e definiu, com base em critérios técnicos, quais unidades receberiam os novos refrigeradores. O objetivo é estimular o uso consciente da energia elétrica e contribuir para a redução do valor da conta de luz.

Com a entrega dos novos equipamentos, as geladeiras antigas, consideradas de alto consumo, serão retiradas de circulação. A medida busca ampliar a eficiência energética nas residências atendidas e diminuir o desperdício de energia.

Além da troca dos eletrodomésticos, o programa inclui orientações aos moradores sobre hábitos de consumo mais eficientes, reforçando práticas que ajudam a economizar energia no dia a dia.

O Enel Compartilha Eficiência é um programa de eficiência energética que promove a substituição de equipamentos obsoletos por modelos mais modernos e econômicos, aliado a ações educativas. A iniciativa tem como foco a sustentabilidade, a redução do desperdício e a melhoria da qualidade de vida dos clientes atendidos.

A Enel Distribuição São Paulo integra o grupo multinacional Enel e é a segunda maior distribuidora de energia do país, responsável por 10,3% da energia distribuída no Brasil. A empresa atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, e atua alinhada ao Plano de Sustustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

Troca de Geladeiras | Enel Compartilha Eficiência

Municípios: São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus
Período: 12 a 17 de janeiro

Pirapora do Bom Jesus

  • Data: 12/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: CIC Pirapora – Praça dos Poderes Municipais, s/n – Centro

São Paulo – Jd. Edda

  • Data: 13/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Associação Abira – Av. Prefeito Paulo Lauro, 462 – casa 2

Carapicuíba – Centro

  • Data: 14/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: ONG Missões para Nações – Av. Fernanda, 210 – Centro

São Paulo – Pirituba

  • Data: 15/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Instituto Mensagem da Paz – Av. Paula Ferreira, 3755

São Paulo – Jd. Guanhembu

  • Data: 16/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Núcleo Popular Santos Dias da Silva – Rua Comercindo Antonio de Oliveira, 100

São Paulo – Jd. Doroteia

  • Data: 17/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Rua Dom Frederico Costa, 71

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Foto: Divulgação/ENEL

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Após pressão do governo, Enel promete R$ 10 bi e aposta em rede subterrânea em SP

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Após o anúncio do início do processo de caducidade do contrato de concessão dos serviços de distribuição de energia em 24 municípios de São Paulo, a Enel informou nesta quarta-feira (17) que pretende investir R$ 10 bilhões nos próximos anos. Segundo a concessionária, os recursos serão destinados principalmente à aceleração da transição para redes subterrâneas, ao reforço da resiliência do sistema elétrico e à ampliação da digitalização da fiscalização e das medidas preventivas.

Em nota, a empresa afirmou que a solução para os problemas recorrentes no fornecimento de energia passa por “investimentos maciços em redes resilientes e digitalizadas, além da implantação em larga escala de uma rede de distribuição subterrânea”. A Enel ressaltou, no entanto, que esse tipo de iniciativa exige um plano estruturado e coordenado com o poder público, incluindo definições sobre formas de remuneração dos investimentos. A concessionária declarou estar disposta a realizar os aportes como parte de uma estratégia conjunta com as autoridades.

A manifestação contrasta com posicionamentos anteriores da empresa, que em outras ocasiões havia rechaçado o enterramento da fiação, alegando inviabilidade financeira.

Na terça-feira (16), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que irão encaminhar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido formal de caducidade do contrato de concessão da Enel, que atende a cidade de São Paulo e outros 23 municípios da região metropolitana.

A iniciativa ocorre após novos episódios de interrupção prolongada no fornecimento de energia. Na semana passada, milhões de clientes ficaram sem luz por mais de cinco dias, após a queda de árvores sobre a rede elétrica, o que provocou danos a cabos e postes.

A Enel afirma que tem ampliado suas contratações, tanto de funcionários próprios quanto de terceirizados. Segundo a empresa, houve aumento de cerca de 30% nos custos ao comparar os três primeiros trimestres de 2025 com o mesmo período de 2024. O número de trabalhadores contratados cresceu 15%, ultrapassando 4,6 mil no ano.

Os gastos com poda e manutenção de árvores também subiram 16,8%. Já os investimentos acumulados em 2025 chegaram a R$ 1,9 bilhão, alta de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida cresceu 8,9%, superando R$ 16 bilhões, com lucro aproximado de R$ 650 milhões até setembro.

A concessionária sustenta ainda que cumpre integralmente os indicadores regulatórios e que apresentou avanços nos índices de qualidade do serviço, conforme fiscalizações recentes da agência reguladora.

Aneel

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Aneel informou que incluiu as informações sobre a recente interrupção prolongada na área de concessão da Enel-SP no processo de monitoramento instaurado após o apagão de outubro de 2024. Na ocasião, a agência emitiu um termo de intimação, etapa preparatória para eventual recomendação de caducidade do contrato ao Ministério de Minas e Energia.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Procon-SP multa Enel em cerca de R$ 14,3 milhões

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O Procon paulistano, órgão vinculado à Secretaria de Justiça da prefeitura de São Paulo, decidiu multar a concessionária de energia Enel “por falhas graves e estruturais na prestação de serviço” na capital paulista, ocorridas principalmente entre os dias 8 e 10 de dezembro deste ano.

A multa é de cerca de R$ 14,3 milhões e se refere ao fato de que milhões de consumidores ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratopical, na quarta-feira (10), que provocou fortes ventos e gerou muito estrago em diversas cidades paulistas. Entre os problemas verificados, informa o Procon, estão falhas no atendimento, interrupções no fornecimento e ausências de informações adequadas aos usuários.

Segundo o Procon Paulistano, a Enel já havia sido notificada anteriormente sobre as falhas no fornecimento que foram detectadas pelo órgão, mas ela “não adequou sua conduta para atender à exigência de manutenção do serviço de forma contínua, adequada, eficiente e segura”.

Após notificada, a Enel terá o prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa.

Clientes sem energia

Por volta das 15h de hoje (15), ainda havia 54 mil clientes da Enel na Grande São Paulo sem energia, o que corresponde a cerca de 0,63% do total de consumidores que são abastecidos pela empresa, a maior parte deles moradores da capital. Em nota publicada em seu site, a Enel informou que sua operação “voltou ao padrão de normalidade, com restabelecimento do serviço para os clientes afetados pelo ciclone extratopical”. A empresa informou ainda que seus técnicos “estão em campo atuando para atender casos registrados nos dias seguintes ao evento climático e que representam cerca de 0,4% dos clientes na região metropolitana de São Paulo”.

Já a prefeitura de São Paulo informou que nos últimos anos ajuizou três ações judiciais contra a empresa, buscando obrigar a Enel a melhorar o serviço prestado à população da capital. A administração municipal informou ainda que oficiou também o Procon estadual para cobrar a aplicação de um multa contra a Enel, em razão da demora da concessionária em restabelecer a energia no município.

Enel

A Enel informou que o ciclone extratropical “foi o vendaval mais prolongado já registrado na região”, com rajadas de vento “que perduraram por até 12 horas e atingiram um pico de 82,8 km/h no Mirante de Santana”. 

“As condições climáticas causaram impactos severos na rede elétrica, atingida por quedas de galhos, árvores e outros objetos arremessados pela força contínua dos ventos. Desde a manhã de quarta-feira (10), a Enel mobilizou um número recorde de equipes em campo, chegando a quase 1,8 mil times ao longo dos dias”, diz a nota da empresa. 

Segundo a companhia, a operação da distribuidora voltou ao padrão de normalidade no domingo à noite. 

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/Enel

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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Foto: Reprodução

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Apagão entra no quinto dia e Enel promete normalizar energia na Grande SP até domingo

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A concessionária Enel SP informou neste sábado (13) que o fornecimento de energia elétrica na capital paulista e na Região Metropolitana deve ser totalmente normalizado até o fim de domingo (14). Com isso, o apagão provocado pelo forte vendaval da última quarta-feira (10) chega ao quinto dia, acumulando transtornos para moradores, comércio e serviços públicos.

O temporal derrubou árvores, provocou desligamento de semáforos, cancelamentos de voos e deixou centenas de milhares de imóveis sem luz. Segundo balanço divulgado às 18h30 deste sábado, cerca de 331 mil imóveis ainda estavam sem energia na Grande São Paulo. Somente na capital, o número chegava a aproximadamente 235 mil unidades.

A situação levou a Justiça de São Paulo a determinar, na noite de sexta-feira (12), o restabelecimento imediato do fornecimento de energia, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A Enel informou, porém, que ainda não havia sido formalmente intimada da decisão, condição necessária para que a medida passe a valer.

Os reflexos do apagão também atingiram o trânsito. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ao meio-dia deste sábado havia 88 semáforos apagados por falta de energia, além de outros com falhas ou operando em amarelo piscante.

Em nota, a Enel afirmou que trabalha para normalizar o serviço até o fim do dia de domingo e classificou o vendaval como o mais prolongado já registrado em sua área de concessão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas chegaram a 82,8 km/h, e, desde 2006, é a primeira vez que a estação do Mirante de Santana registra uma sequência tão longa de ventos acima de 70 km/h em São Paulo.

A concessionária explicou que as condições climáticas adversas dificultaram o restabelecimento, já que ventos contínuos causaram novas interrupções durante os reparos. Para enfrentar a crise, a empresa afirma ter mobilizado um número recorde de equipes, com quase 1.800 times em campo ao longo da quinta-feira.

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Justiça suspende prorrogação antecipada da concessão da Enel em São Paulo

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A Justiça Federal determinou a suspensão do processo de prorrogação antecipada da concessão de energia elétrica entre a União e a Enel em São Paulo. A decisão atende parcialmente a um pedido da Prefeitura de São Paulo, que acionou a Justiça após sucessivos episódios de falhas no fornecimento de energia e reclamações sobre o atendimento prestado à população.

Na decisão, o juiz federal substituto Maurilio Freitas Maia de Queiroz, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou a suspensão imediata do processo administrativo até que haja uma decisão definitiva sobre o caso. O magistrado destacou que o processo de renovação deve aguardar a análise que pode resultar na caducidade do contrato atual e na verificação do cumprimento das medidas de fiscalização e sanção aplicadas à concessionária.

Além disso, a Justiça ordenou que a União avalie alternativas à atual concessão, levando em conta critérios de eficiência, equilíbrio entre qualidade e preço justo, sustentabilidade financeira e modernização da infraestrutura elétrica.

A Enel é responsável pela distribuição de energia na capital paulista e tem sido alvo de críticas devido a constantes interrupções no serviço, especialmente em períodos de chuvas e tempestades.

Em nota, a empresa afirmou que mantém o compromisso de longo prazo com o Brasil e que tem feito investimentos significativos em tecnologia, renovação de redes e capacitação de pessoal. A concessionária declarou ainda confiar nos “ritos de renovação estabelecidos pelos agentes reguladores” e reforçou que cumpre “rigorosamente todas as cláusulas estabelecidas em seu contrato de concessão”.

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Tarcísio critica Enel e promete barrar renovação de contrato em SP

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez duras críticas à Enel nesta terça-feira (23) durante reunião com a Defesa Civil e prefeitos da região metropolitana, após os temporais que atingiram o estado na véspera. Ele afirmou que a concessionária é a pior em resposta a emergências e se comprometeu a lutar contra a renovação do contrato da empresa, que vence em 2028.

“Vamos lutar com todas as forças até o fim para varrer essa concessionária do nosso estado. Para variar, quem deixa a gente na mão sempre é a Enel”, disse o governador, destacando que outras distribuidoras, como a CPFL, apresentam respostas mais eficientes. Tarcísio também criticou a possibilidade de prorrogação antecipada do contrato em discussão no Ministério de Minas e Energia.

As chuvas de segunda-feira (22) deixaram mais de 172 mil clientes da Enel sem energia elétrica na Grande São Paulo, segundo atualização da própria concessionária na manhã desta terça. A Defesa Civil informou ainda que 24 pessoas ficaram feridas, oito desabrigadas e 33 desalojadas, sem registro de mortes.

Em nota, a Enel informou que até as 17h desta terça já havia restabelecido o fornecimento para 95% dos clientes afetados, mobilizando mais de 1.300 equipes em campo. A concessionária afirmou que as rajadas de vento, que chegaram a 98 km/h, danificaram trechos inteiros da rede elétrica, derrubaram árvores e lançaram galhos sobre a fiação.

A empresa também destacou que cumpre as regras para a prorrogação das concessões e que tem investido em melhorias para aprimorar o serviço.

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*Com informações Folha de S. Paulo – Foto: Paulo Guereta/GESP

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Contas de luz sobem em SP: Reajuste da Enel entra em vigor com alta de até 15,77%

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Começa a valer nesta sexta-feira (4) o reajuste nas tarifas de energia elétrica da Enel em São Paulo. A medida, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (2), terá impacto médio de 13,94% para os consumidores atendidos pela concessionária em 24 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital paulista.

Para os consumidores residenciais, o aumento será de 13,26%, enquanto o reajuste para clientes em baixa tensão, como pequenos comércios, ficará em 13,47%. Já para grandes consumidores ligados em alta tensão, como indústrias, a alta média será de 15,77%.

De acordo com a Aneel, os principais fatores que influenciaram o aumento são os custos com encargos setoriais, aquisição de energia e componentes financeiros. A Enel destacou que grande parte desses custos são definidos por regulamentação federal e não estão sob controle direto da distribuidora.

A estrutura do reajuste é composta por duas parcelas: a Parcela A, que inclui custos como transmissão, encargos e compra de energia — com variação de +7,30% — e a Parcela B, que abrange os custos operacionais da distribuidora e teve alta de 1,02%. Além disso, componentes financeiros, que refletem ajustes regulatórios dos últimos 12 meses, também influenciaram o cálculo final.

O novo valor das tarifas começa a ser sentido nas faturas já nos próximos ciclos de leitura.

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Foto: Edson Mesquita Jr/ZH Digital

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Prefeitos da Grande São Paulo rejeitam renovação de concessão da Enel

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou, nesta segunda-feira (24), que os municípios que fazem parte da chamada Grande São Paulo vão mover ação conjunta contra a renovação da concessão de distribuição de energia elétrica à Enel. O processo está em avaliação no setor e, se concluído, levaria à renovação da concessão do serviço à Enel por mais 30 anos.

“A Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] está procurando fazer uma manobra desonesta de antecipar o contrato, que vence em 2028, de uma empresa que não respeita as pessoas, que toda hora dá problema para os 24 municípios que eles atendem aqui no Estado de São Paulo”, afirmou Ricardo Nunes, que informou ser a medida consensual entre as prefeituras.

A declaração foi dada durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, na qual foram discutidos também temas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66, que deve alterar regras de limites de pagamento de precatórios pelas cidades, a questão dos serviços de mototáxi, a mudança de nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal e a integração dos sistemas de monitoramento por vídeo.

Concessionária

A concessionária Enel, que, em nota, anunciou investimento de R$ 10,4 bilhões de 2025 a 2027 para melhoria, reforço, digitalização e expansão do sistema de distribuição de energia na região.

“A Enel reitera que tem forte compromisso com seus clientes e com a área de concessão em São Paulo, que abrange 24 municípios, incluindo a capital. Com foco na melhoria dos serviços prestados aos clientes, a distribuidora vem ampliando de forma constante e significativa os investimentos ao longo dos anos. De 2025 a 2027, a distribuidora vai investir R$ 10,4 bilhões, montante recorde para a região, principalmente, em função do avanço dos eventos climáticos. O investimento será destinado à melhoria, reforço, digitalização e expansão do sistema de distribuição, afirma a concessionária.

A empresa diz ainda que cumpre todos os compromissos estabelecidos no contrato de concessão e que vai contratar mais eletricistas, aumentar as manutenções preventivas e podas de galhos de árvores em contato com a rede elétrica, além de mobilizar antecipadamente equipes em campo de acordo com as previsões meteorológicas, entre outras ações. O texto acrescenta que, nos dois primeiros meses deste ano, a companhia reduziu em 40% o tempo médio de atendimento, registrando o melhor indicador para o período dos últimos sete anos.

Aneel

Em nota, a Aneel diz que as condições que preveem a renovação antecipada das concessões constituem-se de política pública – portanto, de competência do Poder Concedente – e estão previstas no Decreto nº 12.068, de 20 de junho de 2024. “Assim, coube à Aneel avaliar o cumprimento das condições previstas no decreto, para avaliação da renovação ou não pelo Ministério de Minas e Energia.” Segundo a agência, não foi aprovado contrato de concessão para a Enel-SP, mas sim modelo de contrato que deverá ser adotado caso o pedido de renovação da concessão seja acatado pelo ministério.

“Cabe ressaltar também que há termo de intimação contra a Enel São Paulo, cuja manifestação da distribuidora está em análise. Enquanto esse processo estiver aberto, não poderá haver renovação da concessão”, acrescenta a nota da Aneel.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Reprodução

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