Supermercados de SP criam mais de 25 mil empregos e superam média nacional

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O setor supermercadista paulista encerrou 2025 com a criação líquida de 25.510 empregos formais, alcançando um total de 715.240 trabalhadores ativos no estado. O desempenho representa crescimento de 3,7% em relação a 2024, índice superior ao registrado no Brasil no mesmo período, que foi de 2,71%.

Os dados são da Associação Paulista de Supermercados (APAS), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O balanço também indica aceleração na geração de vagas: foram 3.574 postos de trabalho a mais do que no ano anterior.

Segundo o presidente da APAS, Erlon Ortega, o resultado reflete a capacidade de adaptação do setor mesmo em um cenário econômico desafiador. “O resultado de 2025 mostra a força e a resiliência do setor supermercadista paulista. Conseguimos gerar mais de 25 mil empregos formais, demonstrando a capacidade de investir, expandir operações e cumprir um papel social relevante”, afirmou.

O levantamento aponta que a maior parte das contratações foi ocupada por mulheres. Ao todo, mais de 18 mil vagas — cerca de 71% do total — foram preenchidas por trabalhadoras. Atualmente, elas representam mais da metade da força de trabalho nos supermercados do estado.

Entre os jovens de até 25 anos, o setor também manteve ritmo de contratação, com 4.342 admissões, o equivalente a 17% do total. Já os profissionais com 50 anos ou mais responderam por 6.844 vagas, ou 27% das contratações, evidenciando a participação de trabalhadores mais experientes.

Para o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, os dados mostram uma recomposição no perfil da força de trabalho. “Há uma ampliação da participação dos jovens nas novas vagas e também uma presença relevante de profissionais mais experientes, o que evidencia o papel do setor na inclusão produtiva”, disse.

Na divisão regional, a capital paulista liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 5.739 vagas em 2025. Em seguida aparece a regional de Campinas, com 4.181 novos postos de trabalho no período.

De acordo com Queiroz, todas as 16 regionais e distritais da APAS registraram saldo positivo no ano. O desempenho acompanha o cenário nacional, que fechou o último trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série recente.

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foto: Joédson Alves/ABR

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Setor supermercadista pede revisão na devolução do ICMS em reunião com Kassab

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Em reunião realizada na sede da Associação Paulista de Supermercados (APAS), em São Paulo, o presidente da entidade, Erlon Ortega, solicitou ao secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado, Gilberto Kassab, a revisão do modelo de devolução do ICMS pago em duplicidade após mudanças no sistema tributário que entraram em vigor em janeiro deste ano.

A proposta apresentada pela APAS é que o ressarcimento ao setor supermercadista seja feito em seis parcelas, e não em 24, como previsto inicialmente pelo governo estadual. Segundo a entidade, o formato atual pode provocar desequilíbrios financeiros, especialmente entre pequenas e médias redes.

De acordo com Ortega, foram apresentados dados técnicos e planilhas com exemplos reais que apontam aumento expressivo do ICMS referente ao mês de janeiro. Para a associação, a antecipação do reembolso contribuiria para aliviar o fluxo de caixa das empresas e permitir um reequilíbrio financeiro mais rápido do setor.

Em 2026, passou a valer uma mudança no regime de substituição tributária do ICMS em São Paulo. No modelo anterior, havia retenção antecipada do imposto sobre as mercadorias. Com o fim dessa sistemática, fornecedores e importadores deixaram de recolher previamente o tributo para toda a cadeia, o que resultou em pagamentos duplicados em alguns casos.

Durante o encontro, a APAS também alertou para o risco de aumento de preços ao consumidor caso a redução de impostos obtida anteriormente pela indústria não seja refletida no valor final dos produtos comercializados nos supermercados.

A entidade ainda destacou o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e pela Fundação Procon-SP, especialmente nas ações de orientação ao setor. No ano passado, APAS e Procon-SP lançaram uma cartilha sobre o Código de Defesa do Consumidor, voltada à qualificação de equipes, organização das lojas e adoção de boas práticas no atendimento ao público.

Ao final da reunião, foram discutidos cenários políticos nos âmbitos estadual e nacional. Segundo Ortega, o secretário demonstrou disposição para avançar na agenda do setor e atuar como interlocutor junto ao governo estadual para o encaminhamento das demandas apresentadas.

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Foto: Edu Leporo/Divulgação/APAS

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Fórmula 1 injetará R$ 2 bilhões na economia paulistana, estima SPTuris

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A São Paulo Turismo (SPTuris), empresa da prefeitura da capital paulista, estima que o Grande Prêmio de Fórmula 1, que ocorrerá neste fim de semana, com atividades nos dias 1º, 2 e 3 de novembro, deverá injetar cerca de R$ 2 bilhões na economia do município. A projeção supera a cifra de R$ 1,64 bilhão alcançada no evento em 2023.

“O GP São Paulo Fórmula 1 tem um destaque natural na estratégia de atrair público do interior paulista, de outros estados e do exterior. Trata-se de um turista fiel, que consome produtos e serviços da cidade, aquecendo de forma democrática diversos setores econômicos e, como consequência, com impacto social positivo por meio da geração e manutenção de empregos”, destacou o presidente da SPTuris, Gustavo Pires.

Para a corrida deste ano, a cidade investiu R$ 37 milhões em reformas, como o recapeamento completo do asfalto do Autódromo de Interlagos e outras obras de infraestrutura. Também está em construção o novo Hospitality Center, espaço de 22 mil metros quadrados que dará visão privilegiada para o miolo do autódromo e para os palcos de shows.

Perfil do público

Pesquisa do Observatório de Turismo e Eventos (OTE), da SPTuris, com apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada no GP de São Paulo em 2023, mostrou que os argentinos formam a maior parte do público estrangeiro que visitou o autódromo durante a última corrida da Fórmula 1, seguidos dos chilenos, colombianos e uruguaios. 

Depois, os que mais marcaram presença foram os peruanos, suíços, paraguaios, bolivianos e os estadunidenses. No total, os estrangeiros ocuparam, em 2023, 12,2% dos lugares no autódromo. 

Já entre os brasileiros, a maioria do público no autódromo foi de paulistas (62,8%), seguidos pelos mineiros (8,3%), paranaenses (7,2%), catarinenses (5%) e gaúchos (3,6%). Os turistas do Rio de Janeiro somaram 3% do público que esteve nas arquibancadas.

Leia também: SP atinge novo recorde de empresas abertas e tem quarta marca histórica em 2024


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Reproduçõa/X/Red Bull Racing

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