SP chega a 26 mortes por chuvas após corpo ser encontrado

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O Corpo de Bombeiros encontrou nesta segunda-feira (26) o corpo de uma mulher que desapareceu após o carro em que estava ser arrastado pela correnteza do Ribeirão do Pinhal, na zona rural de Pinhalzinho, no interior de São Paulo. Ela havia desaparecido na manhã de domingo (25), quando tentou atravessar uma ponte em um trecho alagado.

Com a ocorrência, o estado de São Paulo soma 26 mortes relacionadas às chuvas neste ano, conforme o balanço informado no material divulgado.

No domingo, a Defesa Civil confirmou a morte de outras duas mulheres que foram arrastadas pela correnteza ao tentar atravessar um córrego no bairro Casa Branca, em Jundiaí.

Alagamentos deixam moradores desalojados

As fortes chuvas registradas no domingo provocaram alagamentos, deslizamentos e danos em diferentes municípios paulistas.

Em Capivari, trechos de nove vias foram interditados por causa dos alagamentos. Dez famílias foram para casas de parentes e outras três foram acolhidas em um abrigo municipal.

Em Guareí, cerca de 50 residências foram atingidas pela água na Rua Alameda Jair Martins Siqueira, deixando aproximadamente 200 pessoas desalojadas.

Já em Rafard, a inundação do Rio Capivari atingiu 15 residências nas ruas da Colonização, Felício Vigorito e Doutor Laureano. Duas famílias foram encaminhadas para casas de parentes e outras 13 foram acolhidas em abrigo municipal.

Em Eldorado, a elevação do nível do Rio Ribeira de Iguape provocou alagamentos em duas casas no bairro Vila Nova Esperança. Os moradores foram para residências de familiares.

Deslizamentos e danos em imóveis

Em Ribeirão Branco, foram registrados deslizamentos de terra, enxurradas e alagamentos. Moradores de áreas atingidas foram retirados e encaminhados para casas de parentes. No bairro Saival, um deslizamento na Rua Quatro também atingiu duas residências com alagamentos, mas não foi necessária a remoção dos moradores.

Em Diadema, o desabamento da escada de uma residência na Rua Caracas levou à interdição preventiva do imóvel. Uma avaliação técnica identificou risco associado a um talude nos fundos da casa. Doze pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas por familiares.

Em Torrinha, as chuvas provocaram erosão em estradas rurais e a queda de uma ponte na Rua Santo Ângelo, na área rural do município.

Previsão mantém risco de chuva

A previsão para esta segunda-feira (26) indica chuva persistente em São Paulo, principalmente nas regiões leste e norte do estado, com possibilidade de volumes elevados.

Diante do cenário, a Defesa Civil orienta a população a evitar áreas alagadas e a nunca atravessar ruas inundadas ou trechos com correnteza, seja a pé ou de veículo.

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Foto: Divulgação/Defesa Civil

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Chuva atinge 11 cidades de SP e Defesa Civil mantém alerta

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As chuvas intensas registradas entre a noite de sábado (24) e a madrugada deste domingo (25) provocaram alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e deslizamentos em pelo menos 11 municípios paulistas. Diante da previsão de novos temporais, a Defesa Civil mantém o alerta laranja para todo o estado.

Entre 0h e 6h15 deste domingo, foram enviados 28 alertas preventivos à população: 26 por SMS e dois pelo sistema Cell Broadcast. As mensagens advertiram sobre chuva intensa, raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo, além de riscos relacionados à elevação dos níveis de rios e córregos.

Até a atualização do balanço, havia registros de ocorrências em Botucatu, Timburi, Tapiraí, Guaimbê, Apiaí, Borebi, Itapetininga, São Carlos, São Paulo, Santana de Parnaíba e Carapicuíba.

Não havia registro de feridos. Em Apiaí, duas residências foram interditadas preventivamente após deslizamentos. Em Itapetininga, o transbordamento do Rio Ribeirão dos Cavalos inundou vias e atingiu imóveis.

Deslizamentos e alagamentos deixam moradores fora de casa

Em Apiaí, quatro pessoas ficaram desabrigadas e receberão auxílio-aluguel custeado pela assistência social do município. Outras pessoas afetadas buscaram abrigo com familiares.

Em Itapetininga, duas pessoas foram acolhidas em um abrigo municipal provisório após o transbordamento do rio na região da Vila Santa Isabel. Em Timburi, quatro moradores foram para a casa de parentes depois que duas edificações ficaram temporariamente alagadas.

Em Borebi, seis pessoas também foram acolhidas por familiares após o alagamento de uma residência. Já em Tapiraí, uma moradora ficará na casa de parentes até a limpeza do imóvel atingido.

As chuvas também provocaram danos em Botucatu, onde foram registradas 11 ocorrências de quedas de árvores em vias públicas e dez chamados por destelhamentos parciais. Houve ainda danos à rede elétrica, alagamentos temporários e transbordamento do Córrego Água Fria.

Em Guaimbê, foram registrados dois destelhamentos parciais e cinco ocorrências envolvendo árvores e fiação elétrica. O fornecimento de energia, interrompido temporariamente, foi restabelecido.

Em São Carlos, quedas de árvores e problemas na rede elétrica provocaram interrupções no fornecimento de energia em alguns bairros. A Defesa Civil estadual acionou a concessionária CPFL para agilizar os reparos, inclusive em áreas com escolas que serão utilizadas como locais de votação.

Capital e Grande São Paulo também registram ocorrências

O Corpo de Bombeiros recebeu 30 chamados relacionados às chuvas na capital e na Grande São Paulo entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Foram 16 ocorrências de quedas de árvores, dez de enchentes e alagamentos e quatro de desabamentos e soterramentos. Não houve registro de vítimas nesses atendimentos.

Na capital, os bombeiros atenderam a ocorrências de desabamento de muro na Avenida Padre Arlindo Vieira, no Sacomã, zona sul, e de muro e laje na Rua Roque Callage, em Perus, zona norte. Neste último caso, a ocorrência foi relacionada a uma obra. As áreas foram isoladas preventivamente.

Em Santana de Parnaíba, equipes foram mobilizadas para uma ocorrência na Rua Vila Nova, onde uma obra apresentava problemas para suportar o volume de água. Moradores de imóveis próximos foram orientados a deixar o local, e a área foi isolada.

Em Carapicuíba, o solo de uma residência cedeu na Rua José Colão Sama durante a chuva. Uma obra nas proximidades também teve a estrutura comprometida, levando a Defesa Civil a realizar o isolamento preventivo.

Em Itatiba, a barragem do Ribeirão Jacaré foi fechada preventivamente para reduzir o risco de inundação. Até a atualização do levantamento, não havia registro de ocorrências relacionadas à chuva no município.

Previsão mantém risco de novos temporais

A previsão meteorológica indica possibilidade de novas pancadas de chuva em diversas regiões paulistas, com destaque para a faixa leste do estado, que inclui a Região Metropolitana de São Paulo, a Baixada Santista, o Litoral Norte e o Vale do Ribeira. Nessas áreas, podem ocorrer precipitações intensas e acumulados expressivos em curtos períodos.

Nas regiões central, sul e oeste, são esperadas pancadas moderadas a fortes, distribuídas de forma irregular. No norte e noroeste, a chuva tende a ser mais localizada, mas ainda há possibilidade de episódios intensos.

O cenário mantém o risco de alagamentos, enxurradas, elevação rápida dos níveis de rios e córregos, quedas de árvores, destelhamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.

Neste domingo, o Gabinete Especial da Operação El Niño estará mobilizado no Centro de Gerenciamento de Emergências para acompanhar as condições meteorológicas e coordenar ações de prevenção e resposta.

Como receber alertas e se proteger

A Defesa Civil orienta a população a não atravessar ruas alagadas nem trechos com correnteza, a pé ou de carro. Durante tempestades, a recomendação é procurar abrigo seguro e manter distância de árvores, postes, placas e estruturas metálicas.

Em áreas de encosta, rachaduras no solo ou nas paredes, árvores inclinadas e surgimento de água barrenta podem indicar risco de deslizamento. Ao perceber esses sinais, a orientação é deixar a área e acionar a Defesa Civil.

Para receber alertas gratuitos por SMS, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. Em emergências, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

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Chuva diminui em SP, mas risco de alagamentos continua

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O sistema meteorológico responsável pela sequência de dias chuvosos começa a se afastar gradualmente do estado de São Paulo nesta terça-feira (15). Mesmo assim, ainda são esperadas pancadas isoladas em diferentes regiões, acompanhadas de raios e rajadas ocasionais de vento.

Os acumulados devem ser moderados em todo o território paulista. Na faixa leste, a circulação marítima mantém condições para chuva fraca e persistente ao longo do dia.

A entrada de ar mais frio e o aumento da nebulosidade devem deixar as temperaturas mais amenas em todo o estado.

Solo encharcado mantém riscos

Apesar da redução gradual das chuvas, a situação exige atenção porque o solo permanece encharcado após os elevados volumes registrados nos últimos dias.

Com isso, continua o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

A orientação é que a população evite áreas de risco durante períodos de chuva intensa e fique atenta a sinais de movimentação do solo, especialmente em regiões sujeitas a deslizamentos.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193.

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Chuva em setembro bate recorde histórico em São Paulo

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Capital paulista tem setembro mais chuvoso desde 1943

A cidade de São Paulo já registra o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1943. O acumulado chegou a 253,8 milímetros de chuva até as 9h desta segunda-feira (14), segundo informações do governo do estado, com base nos registros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona norte.

O volume é mais de três vezes superior à média histórica de chuva para setembro na região, que é de 83,3 milímetros.

O recorde anterior para o mês havia sido registrado em 1983, quando o acumulado chegou a 243,1 milímetros. Com o volume deste ano, setembro de 2026 já supera aquele registro em 10,7 milímetros.

Outros setembros considerados excepcionalmente chuvosos ocorreram em 1957, com 197,2 milímetros; 1993, com 206,7 milímetros; e 2015, com 201,7 milímetros.

Chuva também bate recorde no interior

A situação também chama atenção em outras regiões do estado. Na região de Campinas, foram registrados 257,2 milímetros entre os dias 1º e 13 de setembro. O volume corresponde a 3,1 vezes a média mensal, de 83,7 milímetros, e também representa recorde para a série histórica iniciada em 1961.

Na região de Registro, onde ocorreram alagamentos severos no fim de semana, o acumulado chegou a 185,3 milímetros até o dia 13. O volume coloca setembro de 2026 como o terceiro mês mais chuvoso da série histórica local, iniciada em 1961.

Em São José dos Campos, foram contabilizados 161 milímetros, o equivalente a 2,1 vezes a média mensal de 76 milímetros. O acumulado é o terceiro maior para setembro desde o início dos registros, em 1977.

Chuva diminui, mas solo continua encharcado

A previsão indica enfraquecimento e afastamento gradual do sistema a partir de terça-feira (15), mas ainda são esperadas pancadas isoladas ao longo do dia.

A maior nebulosidade e a entrada de ar mais frio também devem provocar queda nas temperaturas em todo o estado. Na quarta-feira (16), a chuva deve ficar concentrada no litoral e ser fraca.

Mesmo com a redução das precipitações, permanece o risco de alagamentos e deslizamentos devido ao solo encharcado.

No sul do estado, municípios como Eldorado e Barra do Turvo ainda têm bairros alagados.

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Foto: Paulo Pinto/ABR

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Defesa Civil coloca SP em atenção e descarta risco de tornado

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A Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou o território paulista em estado de atenção neste sábado (12) devido às chuvas persistentes que atingem diversas regiões. Embora o cenário aumente o risco de deslizamentos de terra, enchentes e sobrecarga de rios e córregos, o órgão informou que não há, neste momento, risco de tornado ou de tempestade severa.

Nas últimas 48 horas, o estado registrou 26 ocorrências relacionadas ao mau tempo, entre destelhamentos, desabamentos, deslizamentos de terra e vendavais. Em algumas regiões, as rajadas de vento chegaram a 92 km/h, enquanto o volume de chuva alcançou 100 milímetros em apenas um dia.

Chuvas elevam risco de deslizamentos

Segundo a Defesa Civil, o principal motivo de preocupação é o acúmulo contínuo de chuva, que encharca o solo e aumenta a possibilidade de deslizamentos, especialmente em áreas de encosta. O excesso de água também pode elevar rapidamente o nível de rios e córregos, favorecendo alagamentos e enxurradas.

O órgão segue monitorando as condições meteorológicas em todo o estado e poderá emitir novos alertas caso o cenário se agrave.

Orientações à população

A Defesa Civil reforça algumas medidas de segurança durante o período de instabilidade:

  • Não atravesse ruas ou áreas alagadas, seja a pé ou de carro;
  • Evite permanecer próximo a rios, córregos e áreas sujeitas a enchentes;
  • Fique atento a rachaduras em paredes, inclinação de árvores ou postes e movimentação do solo em áreas de encosta;
  • Ao identificar qualquer sinal de risco, deixe o local imediatamente e procure um lugar seguro.

Telefones de emergência

Em caso de necessidade, a população pode acionar:

  • Defesa Civil: 199
  • Corpo de Bombeiros: 193

As autoridades recomendam acompanhar os comunicados oficiais enquanto as chuvas persistirem em diferentes regiões do estado.

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

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Chega a 106 número de mortes devido às chuvas em Pernambuco

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Subiu para 106 o número de mortes confirmadas em Pernambuco, devido a deslizamentos e enxurradas causadas por chuvas que assolam o estado desde o dia 25. O número foi atualizado hoje (31) pelas forças de segurança pública e defesa social do estado.

Formadas principalmente por bombeiros, servidores da Defesa Civil, das Forças Armadas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), essas forças estão hoje atuando em quatro áreas de deslizamento e dois locais onde duas pessoas teriam sido levadas por enxurradas. Todas localizadas na região metropolitana do Recife.

Equipe de bombeiros trabalha na busca por sobreviventes. – Foto: Reprodução/TV Brasil

Ao todo, 436 profissionais trabalham com a ajuda de embarcações, cães de busca e aeronaves. “As buscas se concentram na localização de 16 vítimas das fortes chuvas, sendo 14 por soterramento, em áreas da Vila dos Milagres, Jardim Monteverde, Curado IV e Areeiro. Outras duas pessoas teriam sido levadas pelas enxurradas, sendo uma em Jaboatão Centro e outra em Paratibe (Paulista)”, informa a Secretaria de Defesa Social do estado.

“Há 14 casos confirmados, com nomes já identificados, depoimentos de parentes, e outros dois em que algum morador apontou a ausência ou cujo relato está impreciso, mas que também são objeto de atenção. Os dois casos ocorreram na Vila dos Milagres”, detalhou o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.

Desabrigados

Segundo a Central de Operações da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), há, até o momento, 6.198 pessoas desabrigadas, número que foi alcançado após as chuvas moderadas registradas nas primeiras horas desta madrugada. Os locais que apresentaram maiores volumes foram Goiana (65 mm), Cabo de Santo Agostinho (63 mm), Paulista (35 mm) e Recife (30 mm).

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê a “continuidade de chuvas rápidas ao longo do dia, com volumes moderados, tanto na região metropolitana do Recife como na Mata Norte”. “Na Mata Sul, Agreste e Sertão as chuvas serão isoladas, com poucos acumulados. A mesma previsão é válida para amanhã”, acrescenta a Apac.

Diante da situação, a Defesa Civil mantém o alerta para deslizamentos, por conta das condições do solo, ainda encharcado nas áreas afetadas.

Situação de emergência

O número de municípios com situação de emergência decretada está em 24: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, São José da Coroa Grande, Moreno, Nazaré da Mata, Macaparana, Cabo de Santo Agostinho, São Vicente Ferrer, Paudalho, Paulista, Goiana, Timbaúba, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Araçoiaba, Igarassu, Aliança, Glória do Goitá, Vicência, Bom Jardim, Limoeiro e Passira.


Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Foto: Reprodução/TV Brasil

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Defesa Civil confirma 91 mortes por causa das chuvas em Pernambuco

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A Defesa Civil de Pernambuco informou que 91 pessoas tiveram morte confirmada em decorrência das enchentes e deslizamentos que assolam o estado. Há ainda 26 desaparecidos, desde o dia 25, data em que as chuvas começaram a ficar mais intensas. As informações atualizadas têm por base dados do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) do estado.

Forças de segurança, Defesa Civil, Exército e órgãos municipais estão atuando em sete pontos de deslizamentos da região metropolitana do Recife: Zumbi do Pacheco e Curado IV (Jaboatão dos Guararapes); Areeiro (Camaragibe); Monte Verde/Ibura, Barro e Guabiraba (Recife) e Paratibe (Paulista).

A operação conta com a participação de 198 bombeiros de Pernambuco; 11 da Paraíba; sete de Minas Gerais e oito do Rio Grande do Norte. Auxiliam também nos trabalhos 60 militares do Exército; 22 da Marinha; oito policiais militares; 100 guardas municipais; quatro policiais civis e 25 funcionários da empresa de limpeza urbana.

“Estamos trabalhando com força total, mobilizando os recursos disponíveis, buscando profissionais de vários estados do Brasil com especialidade em resgate em áreas de deslizamentos, além de suporte às áreas atingidas por terra, água e ar”, informou, em nota, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.

O número de desabrigados está em cerca de 5 mil, segundo balanço divulgado hoje pela Central de Operações da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe).

Bairro de Jardim Monteverde, região limítrofe entre Recife e Jaboatão dos Guararapes, atingido pelas fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife
Trabalhos  de  busca,  resgate  e  limpeza  no  Jardim  Monteverde,  em  Jaboatão  dos  Guararapes  –  TV Brasil/Reprodução

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), as chuvas devem continuar até sexta-feira (3) na região metropolitana do Recife e na Zona da Mata, mas em menor volume e com intensidade moderada.

Diante da situação, a Defesa Civil estadual reforça o “alerta sobre o alto risco de deslizamentos, uma vez que o solo já está bastante encharcado”.

“Os maiores acumulados nas últimas 24 horas foram registrados nos municípios de Olinda (60 mm), Paulista (57 mm), Itapissuma (53 mm) e Recife (52 mm). A situação dos rios, porém, permanece estável. O nível de acúmulo nos pontos monitorados, sobre os quais foram emitidos avisos de alerta ou inundação já desceram ou estabilizaram, não havendo mais necessidade de aviso hidrológico”, informa a Defesa Civil.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que alguns trechos registraram alagamentos ou deslizamento de barreiras, o que provocou interdições parciais em rodovias ou tráfego em meia pista.


Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Foto: Reprodução/TV Brasil

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Chuvas desalojam famílias e bloqueiam estradas em Ubatuba

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Na manhã de hoje (4), as 12 famílias que estavam desabrigadas devido às fortes chuvas que atingem Ubatuba, no litoral paulista, desde a noite de quinta-feira (31), foram alojadas na Escola Municipal Padre José de Anchieta.

Os deslizamentos de terra atingiram as estradas na região, prejudicando o tráfego. Na tarde de ontem (3), a Defesa Civil estadual usou um helicóptero da Polícia Militar para levar mantimentos para as comunidades do Camburi e Picinguaba, que ficaram isoladas com o bloqueio das estradas.

Bloqueios
Na Rodovia Rio-Santos, houve deslizamentos e queda de rochas e árvores em diversos pontos. Segundo a prefeitura de Ubatuba, o asfalto chegou a se romper em um trecho. Em nove pontos da via, o tráfego ainda enfrenta restrições.

Na manhã de hoje, a Rodovia Oswaldo Cruz permanecia interditada devido à queda de barreiras e árvores. O asfalto da via também apresenta grande quantidade de trincas.


Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – Foto: Defesa Civil/Prefeitura de Ubatuba

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Com 117 mortos, Petrópolis volta a enfrentar chuvas e alagamentos

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Chuvas que caíram no fim desta tarde (17) em Petrópolis voltaram a gerar dificuldades para o município. As ruas Washington Luiz e Coronel Veiga, que ligam o centro histórico ao bairro Quintandinha, foram fechados para o tráfego em decorrência de alagamentos e inundações.

“Em uma hora, houve o registro de 60,54 milímetros”, informou a Defesa Civil municipal. Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, o órgão atua na sinalização e orientação da população. 

Outras vias da cidades foram interditadas pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans). Entre elas, a Estrada da Saudade, a Rua Silva Jardim, a Rua do Túnel, a Rua Marques de Pará, a Rua Santos Dumont e um dos sentidos da Rua do Imperador.

A Defesa Civil municipal emitiu alerta de mobilização para evacuação de moradores das áreas de risco do Quitandinha. Moradores das comunidades receberam o informe por mensagem de celular e por aplicativos. “A orientação é que os moradores de áreas de risco, que não tenham a opção de se acolher em casa de familiares em área segura, se desloquem para os pontos de apoio que funcionam na região”, diz a Defesa Civil. Ao todo, 25 escolas foram designadas pela prefeitura para receber os desabrigados.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense
Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Até o momento, já foram registradas 117 mortes desde o temporal de terça-feira (15). Segundo o governo do Rio de Janeiro, foi a pior chuva na cidade desde 1932.

As chuvas impactaram também para os serviços de saúde, tendo sido suspensa alguns atendimentos, incluindo a vacinação contra a covid-19. “Além da dificuldade de acesso de alguns profissionais aos locais de trabalho, devido às interdições, algumas unidades também sofreram danos com a chuva”, informou a Secretaria de Saúde, acrescentando que trabalha para restabelecer a normalidade dos atendimentos. A pasta está priorizando a atuação em unidades próximas ao Morro da Oficina, o local mais atingido. Houve um grande deslizamento de terra no local, que fica próximo à Rua Tereza, conhecida área comercial perto do centro histórico. A prefeitura estima que cerca de 80 casas tenham sido afetadas.

Hoje mais cedo, um novo deslizamento, dessa vez na comunidade 24 de Maio, exigiu rápida mobilização da Defesa Civil. Uma casa chegou a ser atingida, mas ninguém ficou ferido. Após a ocorrência, o órgão organizou a evacuação da Rua Nova.

Também foi interditada a Vila Manoel Correa, com acesso pela Rua Teresa. A medida é considerada preventiva. O tráfego de veículos na região também está impossibilitado.

O receio com novos deslizamentos aumenta diante da previsão meteorológica. Um aviso da Defesa Civil alertou para a possibilidade de pancadas de chuvas moderadas a fortes entre a tarde de hoje (17) e a madrugada de amanhã (18). Nas últimas horas, 14 das 18 sirenes instaladas próximas a áreas de risco da cidade foram acionadas.

Apesar das novas chuvas, o Corpo de Bombeiros informou que mantém as atividades de buscas por vítimas sem interrupção. A corporação conta com mais de 500 pessoas atuando no salvamento em toda a cidade. Segundo os dados divulgados, 24 pessoas já foram resgatas com vida.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense
Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por Léo Rodrigues/Agência Brasil – Fotos: Tânia Rêgo/AB

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