Barulho vira pauta na Alesp e projeto quer endurecer punições contra perturbação do sossego

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sediou, nesta segunda-feira (15), a 1ª Conferência Estadual sobre Perturbação do Sossego. O encontro foi promovido pelo deputado estadual Delegado Olim (PP), autor do Projeto de Lei 975/2023, que prevê penalidades administrativas para quem praticar atos de perturbação do sossego e do bem-estar público.

Segundo o parlamentar, o barulho excessivo está entre os problemas que mais impactam a qualidade de vida da população, especialmente na capital paulista. “Milhares de famílias convivem diariamente com som alto, festas clandestinas e situações que violam o direito fundamental ao descanso”, afirmou Olim. O deputado defendeu que o projeto busca garantir ordem, segurança, respeito às famílias e responsabilização de quem insiste em desrespeitar a lei.

Especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo – Foto: Rodrigo Costa/Alesp

Durante a conferência, especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo, destacando que o problema vai além do incômodo e deve ser tratado como questão de saúde, meio ambiente e segurança pública. Também foram debatidas soluções integradas envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Copom, Ministério Público e Judiciário. O evento marcou ainda o lançamento do Movimento Nacional pelo Direito ao Descanso.

A origem do combate à perturbação do sossego no Brasil remonta a 1941, com o Decreto-Lei nº 3.688, a Lei das Contravenções Penais. Na prática, isso faz com que grande parte das ocorrências seja tratada como demanda policial, por meio de chamadas ao 190.

Para o filósofo Marcelo Sando, idealizador da Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, o problema precisa ser atualizado à realidade do século 21. “Vivemos uma epidemia de barulho, impulsionada principalmente pelo avanço das tecnologias de som”, afirmou. Ele defende limites claros de decibéis e fiscalização efetiva. Sando ressaltou ainda que, apesar de existir legislação ambiental e administrativa, o Brasil não conta com uma lei federal específica sobre poluição sonora. “O descanso é fisiológico e está diretamente ligado ao direito constitucional à saúde”, destacou.

Dados apresentados reforçam a gravidade do cenário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a poluição sonora como o segundo maior problema ambiental das cidades, atrás apenas da poluição do ar. A exposição contínua ao ruído pode causar desde distúrbios do sono até doenças cardiovasculares.

Segundo o chefe do Copom, coronel PM Carlos Alexandre Marques, cerca de 25% das ligações ao 190 são motivadas por som alto. Nos fins de semana, esse número chega a 70%. Em 2024, o Copom passou a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial, chamada “Mike”, que já atendeu mais de 1 milhão de chamadas relacionadas à perturbação do sossego.

Representando a sociedade civil, a fundadora do movimento “Silêncio é Lei”, Carolina Vasconcelos, afirmou que a falta de punição transforma o problema em uma grave questão de saúde pública. “Deixamos de ser sociedade quando uma conduta ilícita não é punida”, declarou.

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Foto Destaque: Arquivo/PMJ

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Delegado Olim é eleito presidente pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo elegeu, nesta terça-feira (13), o deputado Delegado Olim (PP) como presidente. Na mesma votação, Oseias de Madureira (PSD) foi escolhido vice-presidente do Colegiado para o biênio 2025-2027.

Após ser escolhido por quatro votos, Delegado Olim defendeu o respeito à imparcialidade, legalidade e às normas do Regimento Interno da Casa nos casos julgados pelo Colegiado.

“É fundamental que haja verdade e equilíbrio nas análises para evitar eventuais prejuízos ou injustiças no mandato parlamentar. Devemos agir como se fosse uma balança: ouvir os dois lados sem excessos”, complementou o novo presidente.

Oseias de Madureira agradeceu aos presentes e defendeu o “bom senso e o equilíbrio durante os trabalhos”.

Membro do Conselho desde 2018, o deputado Altair Mores (Republicanos) reconheceu o caráter e a conduta honrosa, ética e respeitosa do presidente eleito.

No final do encontro, as reuniões do Conselho de Ética foram agendadas para as terças-feiras, às 10 horas.

O Conselho de Ética

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar é o órgão que assegura a integridade, dignidade e decoro dos mandatos dos deputados e deputadas, respeitando os princípios éticos e regimentais do Parlamento Paulista.

Os nove integrantes efetivos do Colegiado, indicados pelas lideranças são os parlamentares Carlos Cezar (PL), Emídio de Souza (PT), Carlão Pignatari (PSDB), Altair Moraes (Republicanos), Rafael Saraiva (União), Paula da Bancada Feminista (Psol), Dr. Eduardo Nóbrega (Podemos), Oseias de Madureira (PSD) e Delegado Olim (PP).

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Fonte: Alesp – Foto: Marco A. Cardelino/Alesp

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