Morte de menina após picada de escorpião acende alerta para crianças

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Especialistas explicam por que o veneno é mais perigoso nos pequenos, quais são os sintomas e como agir em caso de acidente

A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião no Distrito Federal, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de acidente, especialmente entre crianças. Segundo especialistas, elas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento médico imediato.

Valentina foi picada ao calçar um sapato. Após o acidente, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada a um hospital onde recebeu o soro antiescorpiônico. Ela permaneceu internada por 24 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no último domingo (5).

De acordo com a pediatra Joelma Gonçalves Martin, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o organismo infantil sofre mais com a ação da toxina porque a mesma quantidade de veneno representa uma dose proporcionalmente maior em crianças do que em adultos.

“O veneno se distribui por um organismo com menor peso corporal, aumentando a concentração da toxina por quilo e tornando os efeitos muito mais intensos”, explica a especialista.

O veneno do escorpião atua principalmente sobre o sistema nervoso e pode provocar alterações cardíacas e respiratórias graves. Entre os principais sintomas estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, aumento ou queda da pressão arterial, aceleração ou redução dos batimentos cardíacos, convulsões, sonolência, falta de ar, vômitos e dor abdominal.

Segundo a especialista, quanto menor a criança, maior tende a ser o risco de evolução para um quadro grave.

Atendimento rápido pode salvar vidas

Especialistas alertam que o fator mais importante após uma picada de escorpião é o tempo para administração do soro antiescorpiônico.

A recomendação é procurar imediatamente um hospital de referência que disponha do medicamento. Enquanto o atendimento não acontece, a orientação é lavar o local da picada, manter o membro afetado elevado e evitar qualquer procedimento caseiro que possa atrasar a chegada ao hospital.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para encaminhar o paciente ao serviço adequado.

Como prevenir acidentes

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar casos graves.

Especialistas orientam que roupas, sapatos e toalhas guardados por muito tempo sejam sacudidos antes do uso, principalmente em residências onde há registros da presença de escorpiões.

Também é importante evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção, madeira e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais.

Outra recomendação é instalar telas e vedações em ralos, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis ou cobertores encostem no chão.

Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância Ambiental do município.

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*Matéria com informações Agência Brasil | Foto: Canal Saúde/Fiocruz

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Violência contra crianças – por Dra. Vera Resende

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A sociedade está profundamente impactada pela absolvição de um homem de 35 anos que transformou em “esposa” uma criança de 12 anos. Os argumentos utilizados pelos juízes que o inocentaram chamam atenção para o risco de se normalizar o inaceitável. Quando a violência contra crianças é relativizada, os limites entre o permitido e o abominável começam a desaparecer. Trata-se de uma forma brutal de destruir a infância e de impor a adultização precoce de meninas.

Diante desse cenário, é fundamental revisar o que entendemos como violência doméstica contra crianças e adolescentes à luz de estudos recentes sobre o tema.

Qualquer ato ou omissão praticado por pais, parentes ou responsáveis que cause danos físico, moral ou psicológico caracteriza violência. Esse tipo de conduta fere o dever de proteção que cabe ao adulto. A criança deixa de ser reconhecida como sujeito em desenvolvimento e passa a ser tratada como objeto.

A violência doméstica pode atingir crianças de qualquer faixa etária e costuma ser praticada por pessoas do próprio círculo familiar, como pais biológicos ou adotivos, parentes, vizinhos e conhecidos. Quatro formas são mais frequentemente identificadas: negligência, violência física, violência sexual e violência psicológica.

Negligência é o descuido grave e persistente no atendimento das necessidades básicas de abrigo, sono, higiene e alimentação. Esse contexto compromete a saúde e afeta o desenvolvimento global da criança.

A violência física permanece amplamente tolerada, muitas vezes confundida com métodos de educação. Inclui danos com ou sem objetos, espancamentos, beliscões, empurrões e outras agressões. A violência sexual consiste no envolvimento forçado de crianças e adolescentes em práticas que atendem aos desejos de adultos. É uma violência silenciosa, pois a vítima é coagida a ocultar o que viveu. Em alguns casos, os responsáveis também silenciam e não denunciam por medo, vergonha ou desconhecimento.

A violência psicológica ocorre quando a criança é exposta a rejeição intensa, ameaças, humilhações e relações hostis. Esse ambiente produz efeitos emocionais profundos e duradouros, que comprometem sua formação e sua segurança interna.

A gravidade desses casos exige atenção, responsabilidade e compromisso social. Nenhuma forma de violência pode ser normalizada, ignorada ou relativizada. Crianças têm direito à proteção integral e à preservação da infância.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

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Crianças estão em férias? Confira programação gratuita no Planeta Inseto

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As férias chegaram e uma das melhores programações gratuitas em São Paulo para toda a família é a visita ao Planeta Inseto, a exposição permanente do Museu do Instituto Biológico, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Único museu dedicado aos insetos no Brasil, o espaço oferece uma imersão divertida e educativa no universo desses pequenos seres essenciais para o equilíbrio ambiental.

Instalado em um charmoso casarão histórico da década de 1940, o Planeta Inseto reúne atrações interativas para todas as idades, incluindo o famoso Jardim dos Insetos, painéis sensoriais, insetos vivos, laboratório com lupas e a adorada corrida das baratas. O público também pode observar colmeias com câmeras internas, formigueiros reais, cupinzeiros e até acompanhar o ciclo do bicho-da-seda.

Pensada para acessibilidade e inclusão, a mostra conta com áudio-guia, mapa tátil, plataforma elevatória, painéis em braille e cenografias imersivas, garantindo que todos possam explorar, aprender e se encantar.

Localizado próximo ao Parque Ibirapuera, o museu permite um passeio completo em um único dia. A visita dura cerca de 1 hora e é indicada para crianças, estudantes e adultos curiosos pela natureza.

Pensada para acessibilidade e inclusão, a mostra conta com áudio-guia, mapa tátil, plataforma elevatória, painéis em braille e cenografias imersivas. Foto: Governo de SP

Serviço

Planeta Inseto

  • Endereço: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana, São Paulo – SP
  • Visitação: terça a domingo, das 9h às 16h
  • Entrada gratuita
  • Informações: (11) 2613-9500 | [email protected]
  • Acessibilidade e estacionamento gratuito disponíveis
  • Não é permitido entrar com alimentos. Não há fraldário.

Sobre a Apta

A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

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Fonte/foto: Divulgação/GESP

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Santana de Parnaíba vacina crianças contra covid-19 e realiza campanha de imunização contra gripe

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou no mês de março uma ação programada de vacinação contra a covid-19 nas escolas de ensino infantil, com o objetivo de imunizar crianças de seis meses a menores de cinco anos. Paralelo a isso, a pasta da saúde também iniciou a campanha contra a gripe nas unidades de saúde do município, com encerramento previsto para 31 de maio.

A vacina contra a covid-19 foi incorporada no calendário vacinal em janeiro deste ano, passando a ser obrigatória. Os pais podem levar os filhos às unidades de saúde para receberem o imunizante, mas as equipes da saúde estão indo até as escolas para facilitar a vacinação, uma vez que muitos pais têm dificuldade de ir até os postos. Essa ação está prevista para ocorrer até 20 de abril.

Todas as crianças entre seis meses e menores de cinco anos podem receber as três doses do imunizante contra o coronavírus, seguindo o intervalo recomendado de quatro semanas entre a 1ª e a 2ª dose e oito semanas entre a 2ª e a 3ª. Crianças a partir de cinco anos de idade que já tomaram duas doses são consideradas vacinadas, não sendo necessário reforço.

Na campanha contra a gripe, a Secretária Municipal de Saúde esclarece que o público prioritário é composto por crianças de seis meses a menores de seis anos; trabalhadores da saúde; gestantes; puérperas; professores do ensino básico e superior; indígenas; idosos; pessoas em situação de rua, com doenças crônicas e com deficiência permanente; população privada de liberdade; adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas; além de trabalhadores de algumas categorias profissionais.

Leia também: Com casa cheia e presença de Tarcísio de Freitas, Elvis Cezar oficializa filiação no Republicanos


Fonte: SECOM-Santana de Parnaíba

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Consumo excessivo de energético por parte dos jovens pode causar problemas físicos e mentais

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Crianças e jovens que consomem bebidas energéticas em excesso podem ter problemas físicos, mentais e comportamentos de risco.

Uma revisão mais abrangente sobre o produto foi publicada na revista Public Health. Ela foi feita com base em 57 estudos com mais de um milhão de crianças de 21 países. Os meninos são os que mais consomem bebidas energéticas.

O uso excessivo do produto traz aumento do risco de suicídio, sofrimento psicológico, sintomas de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, comportamentos depressivos e de pânico.

Há também uma forte associação entre o uso de energéticos e consumo excessivo de cigarro, álcool e outras substâncias. O estudo também constatou efeitos negativos sobre o sono e o desempenho na escola.

Também foram observados problemas de saúde relacionados ao excesso de açúcar, como cáries, diabetes tipo 2 obesidade.

Leia também: Preço médio do aluguel avançou 16,16% em 2023, aponta Índice FipeZap


Fonte: TV Cultura – Foto: Unsplah

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Prefeitura de Santana de Parnaíba faz campanha de conscientização sobre uso de telas por crianças

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu uma palestra para alertar sobre os riscos da exposição excessiva a telas de dispositivos eletrônicos por bebês e crianças, nesta sexta-feira (24/11). O evento ocorreu no auditório do Centro Administrativo Bandeirantes (CAB), sede da prefeitura, e contou com a participação de profissionais da educação e da saúde do município.

A palestra foi ministrada pela pesquisadora Cláudia Dias Prioste, que também é psicóloga, docente e coordenadora do Departamento de Psicologia da Educação da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara. Cláudia ficou em 2º lugar no Prêmio Jabuti de 2017 com o livro “O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual”.

Conforme a pesquisadora, a estimulação visual faz nosso cérebro ficar em alerta e pode produzir efeitos maléficos. “O uso precoce de telas traz prejuízos psíquicos a crianças e adolescentes, cria dependência”, afirma. Ela também ressaltou que a utilização de dispositivos eletrônicos pode colocar as crianças em contato com conteúdo adulto, jogos violentos e práticas nocivas.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a palestra fez parte da Semana de Conscientização e Prevenção dos males causados pelo uso precoce e de longa duração de eletrônicos por bebês e crianças, instituída pela lei municipal nº 3.942/2021. 

Leia também: Com 150 mil espectadores, Taylor Swift quebra recorde de público em shows no Allianz Parque


Fonte / Foto: SECOM – Santana de Parnaíba

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Obesidade cresceu em crianças e adolescentes brasileiras na pandemia

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O número de crianças e adolescentes com excesso de peso aumentou no país entre 2019 e 2021, período que abrange a pandemia de covid-19. Segundo levantamento do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância – Fiocruz/Unifase), houve crescimento de 6,08% no grupo das crianças de até 5 anos de idade. Entre aqueles com 10 a 18 anos, o crescimento foi de 17,2%. O excesso de peso inclui tanto os casos de sobrepeso como os de obesidade. 

Os dados do estudo são baseados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan-WEB), ferramenta que monitora indicadores de saúde e nutrição. Segundo os pesquisadores, a diminuição de exercícios físicos e o desajuste na alimentação são as principais explicações para os problemas de peso.

“A obesidade infantil e de adolescentes no Brasil ainda é uma grande preocupação de saúde pública. Apesar de observarmos uma queda nos últimos anos, o Brasil ainda possui números acima da média global e da América Latina. Nos anos de pandemia, observamos um aumento nos índices de obesidade infantil, possivelmente como consequência do aumento no consumo de ultraprocessados durante o período de isolamento”, explica Cristiano Boccolini, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e coordenador do Observa Infância. 

Pós-pandemia

O cenário começa a melhorar no período seguinte, entre 2021 e 2022, mas ainda com percentuais altos. O número de crianças com excesso de peso teve um recuo de 9,5% e o de adolescentes queda de 4,8%. Em 2022, a taxa de crianças de até cinco anos com excesso de peso era de 14,2%. A de adolescentes estava em 31,2%.  

O último grupo é o que mais preocupa os pesquisadores do Observa Infância. Pelas análises das séries históricas, há uma tendência de queda do problema entre as crianças, principalmente depois do período de isolamento. Mas entre os adolescentes, a queda aconteceu apenas entre 2021 e 2022. No longo prazo, a tendência é de crescimento do excesso de peso. 

A comparação com outros países mostra que a situação no Brasil é mais crítica. Aqui, em 2022, há três vezes mais crianças com excesso de peso do que a média global (14,2% no Brasil e 5,6% na média global). Sobre os adolescentes, a média nacional é quase o dobro da global: 31,2% contra 18,2%. 

“Acreditamos que os altos números da obesidade infantil no Brasil devem muito à falta de regulação dos alimentos ultraprocessados no país. A partir de outubro de 2023 passa a vigorar plenamente a nova rotulagem frontal dos alimentos industrializados, indicando os excessos de sal, gorduras saturadas e açúcares na parte frontal das embalagens. As crianças são muito suscetíveis a esses produtos e acreditamos que a implementação dessa política terá algum impacto nos números de obesidade a partir deste ano”, diz Boccolini.

“Este estudo serve como um chamado à ação para políticas públicas, profissionais de saúde, escolas e famílias para redobrar os esforços na luta contra a obesidade infantil, garantindo um futuro mais saudável para as crianças do Brasil.” 

Leia também: Funcionários do Metrô de São Paulo confirmam greve para próxima terça-feira (28)


Fonte / Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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Covid-19 recua e aumentam infecções respiratórias entre crianças

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O boletim semanal Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela uma tendência de queda dos casos de covid-19 entre os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De outro lado, o levantamento chama atenção para as infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) entre crianças. Além disso, aponta aumento das ocorrências de influenza A e B em diversos estados.

A SRAG é uma complicação respiratória que demanda hospitalização e está associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas.

Os dados atualizados apontam que – nas últimas quatro semanas epidemiológicas – a covid-19 estava relacionada a 29,5% dos casos de SRAG com resultado positivo para alguma infecção viral. Já o VSR representou 48,6%. Quando se observa apenas os quadros de SRAG que evoluíram a óbito, 65,8% estão associados à covid-19.

O VSR é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos. Ele é responsável por aproximadamente 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias em crianças até 2 anos de idade. Nessa faixa etária, cerca de 10% a 15% dos casos demandam internação hospitalar. Em adultos cardiopatas ou com problemas crônicos no pulmão, o VSR também pode gerar quadros que necessitam mais cuidados.

De acordo com o boletim, 17 das 27 unidades da federação registram sinal de crescimento de ocorrências de SRAG na tendência de longo prazo. Em sete delas, o avanço dos casos se relaciona fundamentalmente com a infecção de VSR entre o público infantil: Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe.

Pesquisadores da Fiocruz explicam que, embora não exista imunizante para esse vírus, infecções podem ser evitadas levando as crianças para tomar as vacinas contra a gripe e contra a covid-19. Isso porque, elas terão menos risco de desenvolverem problemas respiratórios, evitando a ida aos hospitais, onde ficariam mais expostas ao VSR.

Entre a população adulta, o levantamento da Fiocruz aponta que a covid-19 se mantém predominante nos registros de SRAG associados à alguma infeção viral. No entanto, seu impacto vem se reduzindo, ao mesmo tempo em que surgem casos de influenza A e influenza B.

O Boletim Infogripe leva em conta as notificações de SRAG registradas no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério de Saúde e alimentado por estados e municípios. A nova edição, disponibilizada na íntegra no portal da Fiocruz, se baseia em dados referentes à semana entre 16 e 22 de abril.

Ao todo, o Brasil já registrou em 2023 um total de 19.250 casos de SRAG com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Destes, 4,2% são referentes à influenza A; 4% à influenza B; 37% ao VSR; e 44% à covid-19. Outros 4.926 ocorrências estão em fase de análise.

Leia também: Marcos Tonho participa da Formatura da 7ª turma da Guarda Mirim em Santana de Parnaíba


Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Foto: Sumaia Vilela/Ag. Brasil

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Secretaria da Saúde registra aumento de 149% nos surtos de Mão–Pé–Boca em SP este ano

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou um aumento de surtos da Doença Mão-Pé-Boca (DMPB) no estado. De janeiro a março deste ano, ocorreram 391 surtos da enfermidade, sendo que, no ano passado, no mesmo período, havia 157 notificações, um aumento de 149% em 2023.

Durante todo o ano de 2022, foram contabilizados no estado 387 surtos da doença, que pode se intensificar no outono, assim como as enfermidades respiratórias bronquite e sinusite.

A Doença Mão-Pé-Boca é uma síndrome viral e sazonal. Ela é mais frequente em crianças de até cinco anos, cuja transmissão ocorre por meio de secreções de vias aéreas, gotículas de saliva, via fecal-oral e pelo contato com lesões. Os fatores que provocam a circulação do vírus são socioambientais, e a prevenção ocorre por meio de medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos e evitar aglomerações, especialmente durante época de surto.

O vírus habita o sistema digestivo e pode provocar estomatites (um tipo de afta que afeta a mucosa da boca), causando febre alta nos primeiros dias e, posteriormente, pequenas bolhas nas mãos e nas plantas dos pés, manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe. Também podem ocorrer sintomas como falta de apetite, vômitos e diarreia. Além disso, por causa de incômodos, há dificuldade para engolir e muita salivação.

“Geralmente, como ocorre em outras infecções por vírus, a doença regride espontaneamente após alguns dias. Não existe vacina contra esta doença, portanto, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas”, explicou a infectologista infantil do Hospital Darcy Vargas, Doutora Helmar Abreu Rocha Verlangieri.

Na maioria dos casos, o período de incubação do vírus varia de 1 a 7 dias após a contaminação. O vírus pode permanecer em secreções da mucosa oral por até 2 semanas e na via respiratória de 1 a 3 semanas após a infecção.

Prevenção

  • Deve-se manter medidas frequentes de higiene pessoal e do ambiente em que as crianças têm acesso, pois o vírus persiste no local por semanas em temperatura ambiente, perpetuando o surto;
  • Atenção na troca de fraldas. Evite compartilhar objetos como pomadas e lenço umedecido;
  • Evite qualquer ação que tenha o contato das mãos com a boca;
  • Higienize itens de uso pessoal e do ambiente com solução de álcool etílico 70% ou desinfecção com solução clorada. Objetos pessoais devem ser higienizados antes de retornarem ao uso;
  • Evitar a circulação de crianças menores de cinco anos em aglomerações públicas nos períodos de surto.

Tratamento

Não há tratamento específico para DMPB e a recuperação pode durar entre 7 e 10 dias. O uso de analgésicos, antitérmicos e hidratação pode auxiliar no tratamento dos sintomas.

Também é recomendado manter isolamento social, enquanto durar a fase de surto da doença, como, por exemplo, evitar que a criança frequente a creche por cerca de sete dias ou até o desaparecimento das lesões de pele.

Leia também: Dormir e acordar mais ou menos no mesmo horário faz bem ao coração


Fonte: Portal Governo de SP – Foto: Montagem/Reprodução/O Globo

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Capital paulista vacina crianças de 6 meses a 2 anos contra a Covid-19 a partir desta quinta-feira (2)

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, inicia nesta quinta-feira (2) a vacinação de todas as crianças de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias de idade contra a Covid-19. Além disso, crianças de 5 a 11 anos que já estejam imunizadas com as duas primeiras doses (D1 e D2) poderão receber a dose de reforço (D3).

A capital recebeu na noite de terça-feira (31) novos lotes com um total de 768 mil doses de imunizantes contra a Covid-19, entre Pfizer Baby e Pediátrica, por parte dos programas Nacional e Estadual de Imunizações (PNI e PEI). Na manhã de ontem, quarta-feira (1º), as doses começaram a ser enviadas para toda a rede de vacinação do município para iniciar a imunização dos públicos elegíveis nesta quinta-feira (2).

“A chegada desses novos lotes nos permitirá avançar com a vacinação infantil na cidade de São Paulo. Nesta semana, iniciamos a vacinação de todas as crianças de 6 meses a 2 anos e ampliamos a imunização com a dose de reforço para todos de 5 a 11 anos”, afirma o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.

Segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) deste ano, o município de São Paulo tem, ao todo, 367.439 crianças na faixa etária de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias. Já o público na faixa etária de 5 a 11 anos para receber a D3 é estimado em 812.426 crianças.

Até terça-feira (31), foram aplicadas 32.019 doses em crianças de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias com comorbidades, deficiência permanente, indígenas, sendo 24.810 D1 e 7.209 D2, incluindo doses remanescentes para o público em geral dessa faixa etária que inscrito nas unidades de saúde para receber a chamada “xepa”.

Em crianças de 5 a 11 anos, foram aplicadas 1.082.827 D1, com cobertura de 100%, e 904.866 D2, com cobertura de 83,5%.

A cidade já aplicou, ao todo, 37.175.745 doses de imunizantes contra a Covid-19 desde o início da vacinação. Desse universo, 12.144.396 de pessoas receberam a D1, enquanto 11.507.451 e 367.511 completaram o ciclo vacinal com a D2 e dose única (DU), respectivamente. Outras 8.361.813 primeiras doses adicionais (DA1), 4.528.573 segundas doses adicionais (DA2) e 266.001 terceiras doses adicionais (DA3) já foram aplicadas em toda a população elegível.

Os imunizantes contra a Covid-19 estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas AMAs/UBSs Integradas aos sábados, também das 7h às 19h.

Os pais e responsáveis podem consultar o endereço da unidade de saúde mais próxima de sua residência por meio da plataforma Busca Saúde.

Leia também: Estudo indica que vacinados com três doses tem mais proteção contra variante ômicron


Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo

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