CAOS, DOR, SOFRIMENTO – por Celso Tracco

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Dentre todas as espécies conhecidas, o ser humano foi a que melhor desenvolveu o cérebro e com isso passa a raciocinar, a prever, a ter estratégias para enfrentar e se adaptar a qualquer situação, por mais inesperada e difícil que pareça. Infelizmente, também usa suas habilidades cognitivas, para fazer o que mais aprecia: guerrear, matar, conquistar territórios, escravizar prisioneiros, expandir domínios, eliminar possíveis ameaças, destruir a natureza. Isso não é de hoje, o famoso livro A Arte da Guerra, atribuído ao estrategista Sun Tzu, foi escrito na China há 2.500 anos. Um dos mais antigos tratados sobre o tema “guerra”. A obra tem 13 capítulos e fala da estratégia militar, planejamento, conhecimento do inimigo e flexibilidade tática. A Ilíada e a Odisseia poemas escritos pelo poeta grego Homero, são ainda mais antigos. Homero viveu entre os anos de 750 e 650 a.C. Os poemas enaltecem os guerreiros e heróis gregos, reais ou imaginários, mas sempre combatentes. Essa obra é considerada fundamental para se entender a cultura ocidental. Portanto, não é de hoje que a humanidade, no ocidente ou oriente, adora, admira, e deseja guerras. A maneira de convivência das diversas culturas humanas, certamente mudou muito nos últimos 30 séculos, mas a cobiça, a arrogância, a ganância, o desejo de conquistar, de acumular poder, de ser “o rei dos reis”, a indiferença pela vida dos outros, a exploração dos inimigos, não mudou. Continuamos com o título da mais cruel, sanguinária, bárbara, impiedosa espécie que já surgiu na face da Terra. Gostamos de enaltecer aqueles ou aquelas que a sociedade atual classifica como vencedores, atribuindo-lhes o título de: “águia ou falcão, leão ou tigre, tubarão”. Não importa onde seja: no ar, terra ou água, imitamos os maiores predadores.

Certamente ficamos indignados, vendo crianças sendo mortas em salas de aula, cidades destruídas, instalações civis de infraestrutura sendo deliberadamente bombardeadas. A intenção do atacante é clara: deixar a população inimiga padecer de fome e de sede. E isso é feito em nome de Deus, matar inocentes em nome de Deus! Deixando claro que isso acontece com qualquer dos lados em litígio. O Deus pode ser Jesus Cristo, Alá ou Javé. Pode ser chamada de cruzada ou guerra santa, o importante é que a matança de inocentes, segundo os senhores da guerra, é obra de Deus. É inacreditável que uma raça conhecida pela sua capacidade cognitiva, racional, mesmo depois de 40 séculos de história, comprovadamente recheada de genocídios sangrentos, ainda cultive uma cultura de guerra, de morte e destruição, em detrimento de uma cultura de paz, de entendimento mútuo, de compreensão. A marcha da insensatez humana não tem fim.

Há 120 anos, os Estados Unidos da América, alcançaram o posto da maior potência econômica e militar do mundo, e permanecem assim até hoje. Baseado na teoria do manda quem pode, nos últimos 80 anos o Estados Unidos já interferiu militarmente em dezenas de países, sempre com o pretexto de “proteger a democracia” e seus próprios interesses. Destaco alguns: Coreia (1950-1953); Vietnã (1955-1975); Kuwait (1991); Iraque (2003-2005); Afeganistão (2001- 2022). Essas intervenções deixaram milhões de vítimas, entre civis e militares. As baixas militares americanas, são estimadas em torno de 104.000 mortos e 305.000 feridos. Vietnã, Iraque e Afeganistão, são intervenções classificadas como verdadeiros fracassos. Os Estados Unidos, apesar de todo seu poderio econômico e militar, não alcançaram os objetivos iniciais que levaram o país à guerra. Será que valeu a pena? E agora, valerá a pena? Não tenho essa resposta, o que sei é que o caos, a dor e o sofrimento, para todos os envolvidos, já estão assegurados.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Por uma cultura de paz – por Celso Tracco

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Em fevereiro retornam ao trabalho o Congresso Nacional, assim como o STF. Teoricamente os nossos deputados e senadores, legitimamente eleitos pelo povo, voltam aos seus afazeres no parlamento para elaborar, regulamentar, discutir, aprovar leis e decretos que, em última análise, deveriam melhorar a vida do povo e o bem-estar geral da nação. Este, pelo menos, é o discurso oficial. Mas, como 2026 é um ano especial, pois teremos eleições para presidente da república, governadores dos estados, senadores, deputados federais e estaduais. A agenda política estará cheia. Os parlamentares estarão, creio eu, preocupados com o futuro de sua vida na política, a qual, obviamente irá depender do resultado da eleição. Apenas como um exercício mental, interpreto o que estaria pensando um ou uma parlamentar, neste momento:

“Será que vale a pena ser candidato à reeleição? Ou posso pensar em voos mais altos? Quem sabe mudar de partido? Como será o financiamento de minha campanha? Quais serão meus potenciais adversários? Qual é minha matriz de ganhos e perdas, nesse jogo? Quais serão meus aliados nessa nova batalha? Lealdade na política é algo raro”.

Na realidade é legitimo pensar que os candidatos se prepararão para uma “sangrenta” batalha eleitoral. E quem vai determinar quem serão os vencedores? Em um regime democrático, serão os eleitores. A quantidade de votos necessários determinará quem será eleito. E o campo de batalha, para a conquista do seu voto será, prioritariamente, nas redes sociais. Quem vencer a batalha nas redes sociais, será eleito. E aqui está o ponto central deste artigo: não deixe essa batalha entrar em sua vida particular. Não leve a discussão política, radicalizada, ideológica para dentro de seu lar, entre os membros de sua família, entre seus colegas de trabalho, de barzinho, de lazer. Já está claro que a narrativa do “nós contra eles” é da campanha política, eles precisam atacar seus adversários, provar que são melhores ou menos ruins. Ultimamente tem sido pura pancadaria. Mas porque, nós precisamos ser agressivos com quem não comunga de nosso pensamento? Creio que faz parte da democracia defender nosso pensamento político, mas não deveríamos nunca chegar a uma ruptura comportamental.

Já temos muitas preocupações em nossas vidas: pagar contas, educar nos filhos, enfrentar desconforto no transporte coletivo, filas para atendimento médico, trânsito caótico, escapar de golpes pela internet, falta de segurança para andar na rua. Além de todos esses problemas, ainda temos que escutar as falcatruas, golpes, roubos, desvios de dinheiro público por políticos eleitos e outros servidores públicos, de vários partidos e ideologias. Já temos muito com que nos preocupar, então por que vou me envolver em novas lutas que não são minhas? Não coloquemos mais lenha nesta fogueira, muitas das mensagens que iremos receber, poderão ser falsas, “fabricadas” por pessoas que ninguém conhece. Essa guerra não merece ser vivida, não crie inimigos dentro de seus relacionamentos por causa da radicalização política. No final, o sistema sempre vence e o povo sempre paga a conta. Em geral os eleitores só são lembrados no período da eleição, e aí deveriam exercer seu real poder: afastar os péssimos políticos e votar consciente de sua escolha, não no menos ruim, mas no melhor. E após a eleição, caso seu candidato tenha sido eleito, cobrar as promessas eleitorais para que não fiquem no esquecimento. A eleição em um regime democrático, deve ser uma festa cívica e não uma batalha. Aproveite, em paz, o seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S.

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RED-S e o momento em que o corpo do esportista entra em modo de emergência – por Dr. Guilherme Falótico

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No mundo do esporte, onde mais é frequentemente confundido com melhor, existe uma condição silenciosa que está minando a saúde de atletas profissionais e amadores: a Deficiência Energética Relativa no Esporte (RED-S). Esta não é simplesmente uma questão de comer pouco, mas sim de um desequilíbrio crítico entre a energia consumida e a energia gasta, um estado em que o corpo, literalmente, começa a se consumir para sobreviver.

O que é RED-S? Uma definição que vai além da nutrição

Anteriormente conhecida como a Tríade da Mulher Atleta Feminina, que englobava distúrbios alimentares, amenorreia (ausência de menstruação) e osteoporose, a RED-S representa uma evolução desse conceito. Hoje, sabemos que essa condição:

  • Afeta homens e mulheres de todas as idades e níveis esportivos
  • Impacta praticamente todos os sistemas do corpo
  • Pode ocorrer mesmo sem diagnóstico de transtorno alimentar

O núcleo do problema é simples na teoria, mas complexo na prática, pois o esportista não consome calorias suficientes para suportar seu gasto energético diário, incluindo as demandas do treino, da recuperação e das funções corporais básicas.

O efeito dominó fisiológico quando o corpo desliga sistemas para sobreviver

Imagine seu corpo como uma empresa em crise financeira. A RED-S é o momento em que o “CEO fisiológico” começa a desligar departamentos não-essenciais para manter as luzes acesas:

  1. Sistema reprodutivo: O primeiro a ser “desligado”
  1. Mulheres: irregularidade ou ausência menstrual
  2. Homens: redução significativa dos níveis de testosterona
  3. Consequência: infertilidade e alterações profundas na libido
  1. Sistema ósseo: Um silêncio perigoso
  1. Redução da densidade mineral óssea
  2. Aumento do risco de fraturas por estresse
  3. Dano que pode ser irreversível em atletas jovens
  1. Sistema endócrino em caos
  1. Cortisol elevado crônico (hormônio do estresse)
  2. Redução do hormônio do crescimento
  3. Resistência à insulina
  4. Tireoide desregulada
  1. Sistema imunológico comprometido
  1. Infecções recorrentes
  2. Resfriados constantes
  3. Recuperação lenta de lesões
  1. Impacto no desempenho: A ironia final
  1. Fadiga precoce
  2. Perda de força e potência
  3. Tempos de reação mais lentos
  4. Maior risco de lesões
  5. Recuperação inadequada entre treinos

Quem está em risco? Mitos e Verdades

Contrariamente à crença popular, a RED-S não afeta apenas:

  • Atletas de esportes estéticos (ginástica, patinação, dança)
  • Atletas de endurance (corredores, ciclistas, triatletas)
  • Atletas com distúrbios alimentares declarados

Ela também pode afetar:

  • Esportistas recreacionais com alta carga de treino
  • Homens que restringem calorias para alcançar definição muscular
  • Adolescentes em fase de crescimento com treinos intensivos
  • Qualquer pessoa com desequilíbrio energético crônico

Os Sinais de Alerta: Reconhecendo antes que seja tarde

A RED-S muitas vezes se instala gradualmente. Fique atento a:

  • Perda de peso não intencional ou dificuldade em ganhar peso
  • Preocupação excessiva com alimentação e composição corporal
  • Frequentes fraturas por estresse ou lesões recorrentes
  • Queda inexplicável no desempenho, apesar do treino consistente
  • Alterações de humor, irritabilidade ou sintomas depressivos
  • Sensação constante de frio
  • Problemas gastrointestinais frequentes

O Caminho para a recuperação: Uma jornada de respeito

Tratar a RED-S não é apenas “comer mais”. É um processo multifacetado:

  1. Ajuste energético imediato: Aumentar a ingestão calórica para atender às necessidades, frequentemente com apoio nutricional especializado.
  2. Redução do volume ou intensidade do treino: Temporariamente, para permitir que o corpo se recupere.
  3. Acompanhamento multidisciplinar: Envolvendo médico do esporte, nutricionista, psicólogo e treinador.
  4. Reparo ósseo: Monitoramento da densidade mineral óssea e possível suplementação.
  5. Retorno gradual: À plena atividade apenas quando os marcadores de saúde forem restaurados.

A mudança cultural necessária

Combater a RED-S exige uma transformação na cultura esportiva:

  • Treinadores que valorizam saúde acima de performance a qualquer custo
  • Esportistas que veem o descanso e a nutrição adequada como parte integral do treino
  • Competições que não recompensam corpos insustentavelmente magros
  • Uma compreensão de que performance ótima requer saúde ótima

Um apelo à escuta corporal

Se você é atleta, treinador, pai de um jovem esportista ou simplesmente alguém que busca excelência física, lembre-se: seu corpo não é uma máquina que pode operar sem combustível. Ele é um sistema biológico complexo que precisa de equilíbrio para prosperar. A verdadeira performance de elite não vem da exaustão, mas da energia abundante. Não da restrição, mas da nutrição estratégica. Não do desrespeito aos limites, mas da sabedoria em reconhecê-los.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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Planejar agora para crescer em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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Os presentes já estão embaixo da árvore, os panetones ocupam as mesas e o ritmo do calendário começa a desacelerar. Para muitas empresas, profissionais liberais e marcas pessoais, esse período costuma ser associado à pausa. Para quem atua de forma estratégica, no entanto, é exatamente o início de um novo ciclo. Em comunicação, antecipar decisões é o que garante espaço no futuro. O próximo ano já começou agora para quem entende que visibilidade não se improvisa.

E 2026 tende a ser tudo menos silencioso. Copa do Mundo, eleições, grandes eventos nacionais e internacionais, feriados estrategicamente distribuídos e um fluxo intenso de informações disputando atenção diariamente. Em um cenário tão competitivo, apenas existir não sustenta posicionamento. É preciso ser visto, lembrado e reconhecido como referência, especialmente por empresas B2B, médicos, advogados, executivos e empreendedores que competem por credibilidade em mercados cada vez mais saturados.

É nesse contexto que a assessoria de imprensa se consolida como uma estratégia central de comunicação. Diferentemente da publicidade paga, que depende de investimentos constantes e enfrenta custos crescentes, a presença editorial oferece algo que não se compra. Credibilidade.

Quando uma marca, clínica ou especialista aparece em uma reportagem, entrevista ou matéria jornalística, não está apenas divulgando um serviço. Está sendo validado por um veículo que o público reconhece como fonte confiável.

Pesquisas recorrentes sobre consumo de informação mostram que o público tende a confiar mais em conteúdos jornalísticos do que em anúncios. Essa confiança se reflete diretamente na reputação. Empresas e profissionais que mantêm presença contínua na imprensa costumam ser mais lembrados em momentos de decisão, seja para contratar um serviço, agendar uma consulta ou escolher um fornecedor. Não se trata de exposição pontual, mas de construção consistente de imagem.

As redes sociais seguem cumprindo papel relevante ao atrair, engajar e aproximar públicos. A imprensa, por sua vez, legitima e consolida essa presença. Quando essas frentes atuam de forma integrada, os resultados se potencializam. Uma matéria publicada gera conteúdo para redes, fortalece autoridade digital, influencia buscas e sustenta narrativas institucionais.

Quando caminham separadas, perdem força e impacto. Em um ano marcado por grandes acontecimentos e excesso de informação, essa integração deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.

Por isso, a assessoria de imprensa continua sendo uma das estratégias com melhor custo-benefício da comunicação. Com planejamento, consistência e leitura de cenário, ela transforma conhecimento técnico em pauta relevante, posiciona especialistas como fontes recorrentes e mantém marcas presentes nos veículos certos ao longo do ano. Não é sobre aparecer por aparecer. É sobre ocupar espaços estratégicos de forma contínua, coerente e alinhada aos objetivos do negócio.

Comunicação estratégica começa pela escuta

Na Six Comunicação Integrada, o trabalho começa pela escuta e pelo entendimento profundo de cada cliente, de sua atuação, desafios e metas. A partir disso, a expertise é traduzida em pautas jornalísticas, narrativas estratégicas e posicionamento editorial em portais, jornais, rádios, TVs e ambientes digitais. Sempre com responsabilidade, ética e, no caso das áreas da saúde e do direito, total alinhamento ao Código de Ética Médica e às diretrizes da OAB. Visibilidade sem estratégia gera ruído. Comunicação bem conduzida constrói autoridade.

Na prática, a era digital nivelou a disputa por atenção. Hoje, empresas de todos os portes competem pelos mesmos espaços simbólicos e informativos. Enquanto este texto é lido, é provável que um concorrente esteja investindo em comunicação para se manter presente ou conquistar novos públicos. A diferença está em quem compreende que comunicação não é custo, mas investimento direto em reputação, confiança e sustentabilidade.

Mostrar que sua empresa existe, explicar o que ela faz e deixar claro qual experiência entrega é essencial para crescer. Isso se torna mais eficiente quando assessoria de imprensa e marketing digital atuam de forma integrada. Essa combinação fortalece a imagem institucional, amplia presença online e transforma porta vozes em referências consistentes em seus setores.

Entrar em 2026 com um plano de comunicação estruturado é estar preparado para um ano intenso, competitivo e cheio de oportunidades. Em meio a agendas cheias e grandes eventos, quem constrói reputação com antecedência se destaca. Quem deixa para depois, disputa migalhas de atenção. A pergunta que fica é simples. Sua marca está construindo autoridade ou apenas reagindo ao mercado?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Da formação do ofício: O médico como obra inacabada – por Dr. Guilherme Falótico

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Afirmam que existem instituições que produzem médicos em série, preenchendo-os de conhecimento estanque e entregando-os ao mundo com um pergaminho que tapa ausências. E questiono: que transformação é esta que converte um jovem em autoridade de avental branco, sem antes lhe revelar a humana imperfeição da matéria que tratará?

A realidade é que se formam profissionais como quem monta estruturas e, se faltar algum elemento, segue-se adiante, pois o diploma cobre todas as lacunas. E depois admira-se quando o organismo humano, esse sistema complexo e singular, recusa funcionar conforme os manuais.

Das casas de instrução vazias

Ingressa-se com ideais luminosos, egressa-se com protocolos nas mãos. A academia, essa suposta catedral do conhecimento, converteu-se frequentemente em depósito de informações transitórias. Ensina-se o corpo como mecanismo, mas omite-se que este mecanismo sofre, teme, espera, desanima. Ocupam-se mentes com dados como quem estoca volumes, mas esquecem o essencial: que a medicina é, antes de tudo, um encontro entre duas vulnerabilidades.

Comentam agora que a residência médica, esse ritual formativo, essa travessia necessária que transforma conhecimento teórico em sabedoria prática, perdeu valor. Tornou-se cerimônia acelerada, formalidade burocrática onde se trocam noites de vigília por assinaturas no currículo. Onde está o mestre que ensinava não apenas o procedimento, mas o respeito pelo mistério? Substituíram-no pelo supervisor apressado, ele mesmo cativo da produtividade.

Do aprendizado como arte esquecida

Lembro os antigos mestres, esses seres raros, para quem o ato médico era ritual, não transação. Instruíam com paciência de artesãos, demonstravam que diagnosticar é ouvir o que as palavras silenciam, que examinar é decifrar um texto escrito na linguagem íntima do corpo. Hoje, receio, muitos aprendem a observar exames e esquecem-se de ver o doente.

E assim vamos construindo médicos ruins tecnicamente e incultos humanamente.

Da correção necessária

Não será hora de repensar a formação médica? De voltar a fazer da medicina não um curso, mas um chamado cultivado? De tratar a residência não como etapa a vencer, mas como obra a esculpir?

Talvez necessitemos mais doentes reais nos corredores e menos apresentações e narrativas. Menos especialização antecipada e mais contato com o humano em sua plenitude.

Porque no final, quando todos os aparatos falharem e todos os protocolos se mostrarem insuficientes, restará apenas o médico com seu saber, sua intuição, sua humanidade. E esse médico não se forma em seis anos. Esse médico forma-se numa existência inteira de encontros, de equívocos, de aprendizados, de humildade.

O paciente, esse ser intricado que nos confia seu corpo, merece mais do que um técnico bem instruído. Merece um humanista que conheça a ciência. E forjar esse profissional exige mais do que instalações modernas ou currículos atualizados.

Que as escolas formem não médicos, mas pontes. Não técnicos, mas tradutores. E que a residência médica seja, novamente, não um suplício a suportar, mas um deserto necessário onde se perdem as certezas frágeis para encontrar a sabedoria humilde.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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Entender para atender – por Adriana Vasconcellos

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Na semana passada participei de dois encontros aqui em Alphaville/Barueri, o Ativa Experience e o Elevate Minds. Temas distintos, palestrantes diferentes e experiências únicas, mas um ponto central emergiu em ambos. Para que exista conexão verdadeira é preciso estabelecer um diálogo que ultrapasse a superfície. A comunicação só ganha força quando há intenção, escuta e disposição para compreender o que o outro realmente deseja transmitir.

Essa ideia não é nova, mas permanece atual. Stuart Hall, um dos principais teóricos da comunicação, já alertava que nenhuma mensagem existe sozinha. Ela depende da interpretação do receptor. Ou seja, comunicar não é apenas emitir informação, mas garantir que ela seja compreendida dentro do contexto, das expectativas e das experiências de quem a recebe.

No campo das relações humanas e profissionais essa lógica é ainda mais evidente. Entender para atender se tornou um princípio de convivência. Serve para a família, para colegas de trabalho e, acima de tudo, para a relação entre marcas e clientes. Sem proximidade e escuta ativa não existe construção de valor. Peter Drucker também reforçava que o objetivo da comunicação é gerar entendimento. Quando não há entendimento, não há impacto.

Vivemos em uma era em que a informação de qualidade se tornou um ativo estratégico. Como jornalista e assessora de imprensa vejo que ouvir continua sendo a ferramenta mais poderosa para acessar informação. É na escuta que surgem nuances, dores, necessidades e oportunidades que muitas vezes passam despercebidas no discurso unilateral. É ouvindo que conseguimos traduzir expectativas em estratégias e transformar percepção em resultado.

Essa troca não é apenas útil. É indispensável. No ambiente corporativo a escuta ativa representa uma vantagem competitiva. Philip Kotler, conhecido como o pai do marketing moderno, afirma que empresas orientadas para o cliente não partem do que querem vender, mas do que o público precisa. Para descobrir essas necessidades é preciso abrir espaço para o diálogo e cultivar relações que permitam entender tanto comportamentos quanto motivações. No fim, comunicar bem é menos sobre falar muito e mais sobre ouvir para falar certo.

O diálogo com propósito fortalece vínculos, constrói confiança e cria relevância. Quando uma empresa se dedica a compreender antes de responder, ela se torna mais eficiente, mais humana e mais presente na vida das pessoas.

A comunicação deixa de ser uma mensagem isolada e passa a ser uma experiência compartilhada. É aí que reside sua força.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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60+ Viva a Vida! – por Celso Tracco

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A sociedade brasileira está vivenciando uma boa e silenciosa revolução cultural, a quebra do paradigma que após os 60 anos a vida produtiva acabou. Segundo os últimos dados disponíveis mais de 8 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras com mais de 60 anos, estão no mercado de trabalho formal. Ou seja, exercem uma atividade sistemática e remunerada. Lembro que há alguns anos, tinha-se a convicção que havia pouquíssima chance de uma pessoa empregar-se após os 60 anos. A enorme maioria das ofertas de emprego, na descrição das qualidades requeridas para a vaga, deixava muito claro a restrição de idade. Hoje, pode-se dizer que é o contrário. Inúmeras empresas financeiras, industriais e comerciais, de vários setores da economia fazem questão de não restringir a idade do candidato à vaga, ou até, para certos trabalhos, dão preferência para os 60+, a geração ativa e “prateada”. Com o natural envelhecimento da população, a tendência é de que cada vez mais pessoas na faixa dos 60+ busquem uma colocação no mercado de trabalho, prolongando sua vida ativa e trazendo enormes benefícios para a sociedade como um todo, como veremos a seguir.

  • Ajuda a retardar o colapso do sistema previdenciário, mantendo o trabalhador ativo por mais tempo, oferecendo uma grande contribuição para as empresas em função de sua experiencia e excelência de trabalho.
  • Para os idosos que estão no mercado de trabalho, faz com que se mantenham atualizados com novas tendências profissionais; se interessem pelas novas tecnologias digitais, aumentem sua rede de contatos; desenvolvam novas habilidades; sirvam de exemplo e estímulo para outros. Não se trata “apenas” de ganhar dinheiro, que continua muito importante principalmente em um país política e economicamente instável, como o Brasil, mas proporciona à quem já cuidou durante a sua vida de muitas pessoas, possa se dedicar mais tempo a si próprio. Isso aumenta a autoestima, a dignidade e sem dúvida, contribui para uma saudável saúde mental.  
  • As empresas que adotam uma política efetiva de contratar colaboradores 60+, também nada tem a reclamar, ou seja, estão ganhando com isso. Os idosos agregam, além de suas competências técnicas, outras competências emocionais, cada vez mais importante atualmente, tais como: estabilidade, comprometimento, relacionamentos interpessoais, sabedoria em situações mais complexas, e podem acrescentar diversidade de pensamento, resultantes de sua experiência de vida.

Enfim, a sociedade brasileira, a exemplo do que já acontece com vários países mais avançados que o nosso, está aprendendo que os idosos, não são necessariamente um estorvo, um peso, um custo para seus familiares, e podem ser, com sua experiencia acumulada uma fonte de lucro para si, sua família, e seu local de trabalho. É certo que nem tudo são flores, ainda há preconceito contra os idosos, o chamado etarismo, mas tal qual outras minorias, quem quer faz acontecer. Afinal quem já venceu tantas dificuldades, situações adversas, não irá esmorecer, por estupidez preconceituosa. Vai à luta e vence!

Desenvolver em nós a arte de mudar para melhor é a maneira mais eficiente de trabalhar para um amanhã mais enriquecedor do que o hoje. A geração dos 60+ comprova na prática, que o importante na vida é o que se busca, e não o que se tem. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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