Autoridade e Limites – “O desafio de pais e educadores na atualidade” – por Vera Resende

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É comum ouvir queixas de famílias sobre dificuldades em conter e orientar crianças e adolescentes. Muitos acreditam que o problema seja exclusivo da nossa época, resultado das tecnologias e das transformações sociais. No entanto, se resgatarmos nossas próprias experiências na juventude e as compararmos às vividas por nossos pais e avós, veremos que tais desafios sempre existiram. O confronto sempre fez parte das estratégias de algumas famílias.

Tudo se tornaria mais simples se os adultos compreendessem que crianças e adolescentes não apenas acatam, mas questionam normas e regras. Isso não ocorre por desrespeito, mas pelo desejo de compreender o mundo em que vivem e as relações que o regem. As crises surgem porque eles percebem os sentimentos dos adultos e os utilizam para sustentar suas posições. Se os pais não encararem cada episódio como uma batalha, mas mantiverem o controle emocional, será possível contornar as dificuldades sem grandes dramas.

É essencial considerar tanto os sentimentos quanto as circunstâncias. Há emoções que podem trair os pais e comprometer sua autoridade, sendo a culpa a mais perigosa delas. Quando não passam o tempo que acreditam ser ideal com os filhos, muitos tendem a compensar essa ausência com concessões. Se essa atitude se repete ao longo da convivência, os jovens aprendem a se beneficiar dessa fragilidade. O mesmo ocorre em situações de guarda compartilhada, quando o adulto evita impor limites ou exigir responsabilidades para “não estragar” o tempo junto. Nesse cenário, abre-se um vácuo de autoridade que os filhos rapidamente preenchem.

Outro fator que fragiliza a autoridade parental é a insegurança em relação aos próprios valores. Pais que não estão firmes em suas convicções terão mais dificuldade para transmiti-las e para organizar rotinas familiares.

Regras são indispensáveis. Sem elas, não há coordenação possível entre os membros de uma sociedade. Deixar crianças sem regras significa arriscar que se tornem adultos egocêntricos, incapazes de dialogar e cooperar. Os limites não devem ser vistos apenas como proibições ultrapassadas. Pelo contrário, devem ser entendidos como referências positivas: situam a criança, dão consciência de seu lugar na família, na escola e na sociedade.

Atitudes coerentes reduzem resistências. Isso acontece quando o adulto é capaz de refletir sobre as normas que deseja estabelecer: ele próprio as cumpre? Considera-as justas? Elas se baseiam em princípios ou apenas expressam intolerância e preconceito?

A verdadeira autoridade se estabelece no amor e no respeito.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Esperança ou Colapso? – por Celso Tracco

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Constantemente ecoam notícias que estamos próximos do “fim do mundo”. Profecias (falsas, na minha opinião) de todos os cantos do planeta, dão conta que o mundo vai acabar em tal data. Videntes anunciam o apocalipse nas redes sociais de tempos em tempos. Deixando de lado essas bizarrices, várias análises, baseadas em dados científicos, preveem o colapso da atual forma de vida no planeta Terra, caso a humanidade não mude alguns hábitos. Exemplos:

A mudança climática já está gerando eventos extremos em todo planeta. Chuvas torrenciais em todos os continentes, períodos de seca e de calor escaldante constante, temperatura mais elevada nos oceanos, derretimento das geleiras e da cobertura polar, desaparecimento de lagos e rios, ameaça de aumento do nível do mar causando o desaparecimento de países insulares. A mudança climática também pode extinguir a cultura de alimentos amplamente consumidos em nosso dia a dia.

O mundo está assistindo inúmeros conflitos e guerras declaradas na Europa, Oriente Médio, África e Sudeste da Ásia, e sempre surgem no horizonte ameaças do uso de armas nucleares, o que seria realmente catastrófico para humanidade.

O crime organizado que se tornou uma empresa multinacional. Tráfico de drogas em submarinos, uso de aviões próprios, troca de malas com cocaína e outros entorpecentes em aeroportos importantes, tráfico de qualquer tipo de armamento, ameaçam a paz diariamente.

Além das ações cada vez mais violentas e letais, ainda temos decisões políticas que não contribuem com a vida e matam em silêncio. Os governantes da grande maioria dos países, cortam investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, transportes, moradias populares, mas investem em armamentos, novos contingentes policiais, novos aparelhos de vigilância que visam combater a violência urbana, sempre com mais violência ostensiva. Não combatem efetivamente as causas da violência, como o tráfico de armas, de drogas, de dinheiro ilícito. Neste confronto urbano vemos que muitos inocentes, adultos e crianças, morrem ou são feridos por balas “perdidas”. Uma tragédia que infelizmente a sociedade está normalizando. Vemos vários países que constroem ou estão projetando construir muros em suas fronteiras, um grande crescimento da xenofobia, que só irá gerar mais violência. As cenas de milhares de inocentes famintos, que alguém poderoso decidiu impedir de terem acesso a alimentos, deveria constranger e envergonhar qualquer ser humano. São contínuos os aumentos de mortes e perseguições por intolerância religiosa, por motivos ideológicos e por questões econômicas.

Sim a situação geral parece ser muito desanimadora. O que fazer? Sentar e aceitar em contemplação passiva todos os desmandos gerados pela irracionalidade humana, ou manifestar-se em favor de uma cultura de paz, fraternidade e solidariedade?

Quero ser otimista, mesmo que pareça utópico. Creio que a solução está na própria humanidade, pois o ser humano é a única espécie viva no planeta que tem a capacidade de discernir e agir para, pelo menos, tentar evitar o caos. A pergunta novamente é: a humanidade quer se unir de fato, e salvar o planeta ou continuar a expor características como:  arrogância, soberba, prepotência, egocentrismo e continuar indiferente, pensando apenas em si e não na coletividade? Não me atrevo a prever o futuro, apenas penso que temos o poder de torná-lo melhor do que se apresenta hoje. Depende apenas de nós, do nosso comportamento e de nossas atitudes perante a sociedade, seus problemas e seus governantes. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Fazer o bem, sempre! – por Celso Tracco

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A humanidade é, dentre todas as espécies que já habitaram a Terra ao longo de seus bilhões de anos de existência, a que possui o maior poder de destruição. E não estou me referindo apenas ao vasto e diversificado arsenal de armamentos militares que existem em muitos países ao redor do planeta. Me refiro à própria índole do ser humano, maldosa por natureza.

Como é possível que alguém, diante de uma tragédia ambiental, se aproveite da situação para roubar e saquear propriedades desprotegidas, ou desviar recursos e doações destinados à população atingida? É verdade que em geral, frente a uma calamidade, se forma uma imensa corrente de solidariedade: órgãos oficiais, ONGs, igrejas, clubes, comunidades, e até mesmo cidadãos comuns, tornam-se voluntários doando seu tempo e suas habilidades, às vezes até arriscando suas vidas em favor de pessoas que nem conhecem. No entanto, o mal persiste em ofuscar o bem. Como explicar que milhares de pessoas, muitas delas idosas, se recusem a deixar suas casas, pequenos comércios e armazéns por medo de serem saqueadas? Para mim, isso reflete a degradação máxima do ser humano.

Aqueles que agem dessa maneira não têm caráter algum e são ainda piores do que os animais ditos irracionais, pois estes não atacam, roubam ou matam deliberadamente sua própria espécie. Sinceramente, sinto-me indignado como ser humano e, indo contra todas as minhas crenças, penso que aqueles que abusam dos que já perderam praticamente tudo, não merecem fazer parte da comunidade e não merecem uma segunda chance. Infelizmente, muitos dos que praticam esses atos, são pessoas comuns, homens e mulheres que não têm o roubo como meio de vida.

Essas pessoas não se manifestam apenas em grandes catástrofes, mas também episodicamente no cotidiano. Todos nós já testemunhamos acidentes rodoviários envolvendo carretas que transportam alimentos, eletrônicos ou qualquer outro bem de valor. Dezenas de pessoas comuns surgem do nada, como um cardume de piranhas atacando um animal ferido e indefeso, dilacerando-o até a morte. A carga da carreta acidentada é saqueada em questão de minutos, e nem se preocupam em saber se alguém ficou ferido devido ao acidente. Como chegamos a esse estado de barbárie?

Será a desumanidade de viver em cidades gigantescas, onde tudo é difícil e precário para a maioria de seus habitantes? Será a impunidade que assola este país há séculos? Será o inconsciente coletivo, onde pensamos que se eu não roubo, outros vão roubar, e chega de sermos ingênuos? Ou será porque não temos em nossa cultura a formação adequada de valores verdadeiramente humanos? Afinal, tenho certeza de que a imensa maioria das pessoas com mais de 10 anos sabe que roubar algo ou alguém não é correto, talvez não saibam que é um crime, mas sabem que é errado. Não devemos amenizar a punição para quem comete esse tipo de delito.

Acredito que estamos chegando a um ponto de não retorno. Ou retomamos o caminho de uma cultura de paz, solidariedade, responsabilidade social e convivência pacífica e ordeira, onde os livros devem ser mais acessíveis do que as armas e onde a comunicação seja baseada em princípios éticos e não em desinformação. Ou então vai prevalecer a lei do mais forte, a barbárie, a selvageria e a total desumanidade. A ausência de qualquer tipo de lei ou ordem, se tornará mais um novo normal. Alguns desses cenários, infelizmente, já estão fazendo parte do nosso cotidiano. Ainda assim, sinceramente, aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Geração Z, “feed zero” e o futuro das vendas nas redes sociais – por Adriana Vasconcellos

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A Geração Z, também conhecida como Zoomers (pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e início de 2010), está mudando as regras do jogo digital e das vendas. Nativa das redes, essa geração cresceu cercada pela tecnologia, mas agora começa a utilizar as plataformas de um jeito diferente. Surge, então, uma tendência em ascensão: o “feed zero”, em que os perfis permanecem quase vazios, embora seus donos continuem ativos em stories, mensagens diretas e grupos privados.

Esse comportamento mostra que os jovens priorizam interações mais autênticas, privadas e efêmeras, o que impacta diretamente a forma como as marcas se conectam com eles e vendem seus produtos. A decisão de abandonar o feed tradicional não é aleatória, ela reflete mudanças profundas na maneira como a Geração Z enxerga o ambiente digital.

Muitos demonstram cansaço com a superexposição e a constante comparação, já que a pressão por curtidas e validação social pode gerar ansiedade, levando-os a evitar o julgamento público. Soma-se a isso a preocupação com privacidade e rastros digitais, que os faz reduzir conteúdos permanentes. Essa geração também busca autenticidade e espontaneidade, valorizando momentos reais compartilhados em formatos rápidos, como stories e mensagens privadas. Além disso, o desgaste com algoritmos e conteúdos excessivamente perfeitos desestimula a publicação no feed, reforçando a preferência por interações mais orgânicas e menos planejadas.

O resultado é um uso das redes mais seletivo, onde o conteúdo efêmero e as interações privadas ganham destaque. A Geração Z não está desconectada, apenas escolhe ambientes digitais que ofereçam controle, proximidade e menor exposição pública. Essa tendência já força mudanças nas próprias plataformas, que investem cada vez mais em stories, transmissões ao vivo e vídeos curtos, reforçando a experiência espontânea que os jovens buscam.

E como esse comportamento afeta as vendas nas redes sociais?

As redes sociais continuam sendo uma vitrine poderosa para as marcas. Costumo dizer que o Instagram pode ser tanto a 25 de Março quanto a Oscar Freire, dependendo do produto ou serviço que está sendo oferecido. Segundo o Relatório do Varejo 2025, divulgado pela Adyen, 55% dos brasileiros compram pelas redes e 37% tendem a adquirir produtos que estão em alta. No entanto, o novo comportamento da Geração Z está transformando a dinâmica das vendas. Com menos atenção no feed, anúncios estáticos e excessivamente produzidos perdem efeito. Essa geração é rápida em identificar conteúdos que parecem “forçados” e tende a ignorá-los.

Em contrapartida, a Geração Z valoriza conteúdos autênticos. Campanhas que mostram bastidores, depoimentos reais e situações do dia a dia têm muito mais chances de engajar. Nesse cenário, parcerias com microinfluenciadores e conteúdo colaborativo (UGC) se tornam estratégias poderosas. Outro fator é a expansão dos formatos efêmeros. Stories, Reels e TikTok são os espaços onde as marcas precisam estar, já que vídeos curtos, criativos e diretos geram maior conexão com esse público.

Apesar das oportunidades, existem desafios. Grande parte das interações acontece em grupos fechados e mensagens privadas, o que dificulta a mensuração de resultados. Isso exige maior investimento em dados, análise de comportamento e campanhas personalizadas. Além disso, não basta vender; é preciso construir relacionamento. A Geração Z espera que as marcas conversem, se posicionem e criem vínculos. Estratégias focadas apenas em conversão de vendas perdem força, abrindo espaço para um marketing/comunicação mais humano e participativo.

O “feed zero” e a preferência por interações privadas mostram que a Geração Z não rejeitou as redes sociais, mas demanda novas formas de conexão. Para as marcas, isso significa repensar anúncios, criar experiências autênticas e investir em formatos que gerem engajamento real.

As empresas que entenderem essa transformação terão vantagem no social commerce, que já movimenta bilhões e segue em crescimento. Portanto, este é o momento de adaptar sua estratégia, falar a língua dessa geração e transformar seguidores em clientes fiéis.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A segurança pública e o crescimento urbano desordenado e clandestino – por Ramon Soares

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A segurança pública tem sido, historicamente, discutida sob a ótica da atuação policial por governantes de todos os níveis — prefeitos, governadores e presidentes. O foco mais comum entre os políticos gira em torno do tráfico de drogas, do crime organizado e da ostensiva presença de armas nas mãos de criminosos em comunidades.

A criminalidade, no entanto, costuma ser debatida como se não houvesse uma estrutura complexa por trás de sua atuação. Pouco se considera a logística do crime organizado, o que contribui para a perpetuação da criminalidade, especialmente quando criminosos planejam suas ações e utilizam comunidades como esconderijos.

Essas comunidades, em sua maioria, surgiram de ocupações feitas por pessoas simples, de baixa renda ou em situação de extrema vulnerabilidade frente ao Estado. Por conta dessa ausência do poder público, muitas dessas áreas tornaram-se verdadeiros refúgios para criminosos — especialmente traficantes —, que acabam usando os próprios moradores, pessoas de bem e trabalhadoras, como escudos humanos em confrontos com as forças de segurança.

O Estado, em especial no âmbito municipal, falha ao não atuar preventivamente na criação e ordenação dessas comunidades. Essa omissão está diretamente relacionada à ausência de planejamento urbano — um fator que pode parecer distante da temática da segurança, mas que, na prática, tem profunda conexão com os altos índices de violência. Cidades com maiores níveis de criminalidade, como a capital fluminense, demonstram que, onde o Estado não se faz presente — não apenas por meio da polícia, mas também por meio de infraestrutura, serviços e políticas públicas —, o crime se organiza e se fortalece.

Exemplo disso foi o caso da cidade do Guarujá, em 2023, onde uma operação da Polícia Militar paulista, a Operação Escudo, teve desdobramentos catastróficos, segundo dados da própria Secretaria de Segurança. Essa e outras operações, como a Operação Verão, realizadas até 2024, resultaram em mais de 84 mortes em confrontos, entre civis e policiais. Um número alarmante, que poderia ter sido evitado com fiscalização adequada e planejamento urbano eficaz, especialmente em áreas propensas à ocupação ilegal ou a loteamentos clandestinos.

É fundamental que os municípios possuam planos de urbanização capazes de orientar o crescimento e o desenvolvimento das cidades, estabelecendo diretrizes claras para o uso e ocupação do solo, infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida da população. Esses planos têm ligação direta com a segurança pública, principalmente na prevenção e redução da criminalidade.

A capital do Rio de Janeiro, por exemplo, conta com 813 comunidades, onde vivem cerca de 1,3 milhão de pessoas, tornando-se a cidade com o maior número de favelas do Brasil. Nessas áreas, facções criminosas mantêm um verdadeiro arsenal bélico, comparável ao de forças armadas, o que dificulta ou inibe ações de intervenção policial — não apenas pela resistência armada, mas também pela complexidade geográfica, arquitetônica e social dessas regiões.

A Constituição Federal, em seus artigos 182 e 183, regulamentados pela Lei nº 10.257/2001, estabelece que cabe aos municípios a responsabilidade pela execução da política urbana. Já o artigo 30, inciso VIII, determina que é competência municipal promover o adequado ordenamento territorial, por meio do planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

Dessa forma, é imprescindível que os governantes municipais sejam cobrados quanto ao ordenamento urbano, garantindo-se o livre acesso do Estado a todo o território — não apenas pelas forças policiais, mas também por meio dos serviços essenciais de saúde, educação e assistência social.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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A Nova Era do Desejo Digital: O Morango do Amor virou um fenômeno cultural – por Adriana Vasconcellos

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O Morango do Amor virou um fenômeno cultural ao mostrar como um simples doce pode se transformar em desejo coletivo com a força do branding

Por que um morango mergulhado no chocolate virou o produto mais desejado do país nos últimos dias? A pergunta parece simples, mas a resposta revela muito sobre comportamento digital, marketing afetivo e branding de experiência. O “Morango do Amor” não é apenas uma sobremesa bonita, ele é um fenômeno cultural.

O movimento pode ser comparado ao sucesso do pistache, que também viralizou, mas de forma diferente. As pessoas não buscavam um doce específico com pistache, buscavam qualquer coisa com pistache. O que está acontecendo com o morango do amor é inédito: é a primeira vez, fora datas comemorativas como Páscoa, Natal ou Dia dos Namorados, que um único doce alcança tamanha força espontânea nas redes sociais.

O morango do amor é, acima de tudo, instagramável. A composição visual é praticamente feita para viralizar: o vermelho vivo da fruta, o brilho do chocolate, os confeitos coloridos, corações e embalagens cuidadosamente montadas. Basta um vídeo bem-feito ou até mesmo malfeito para despertar o desejo.

Esse é o ponto onde branding e marketing digital se encontram: no digital, estética é argumento de venda. Um produto visualmente atraente, mesmo simples, chama atenção e se transforma em objeto de desejo. Em um ambiente ruidoso, o morango do amor tem a força de fazer o consumidor parar de rolar o feed.

Mas não é só o visual. O morango do amor carrega consigo uma narrativa afetiva. Ele representa mimo, carinho, romantismo e cuidado. O nome já diz tudo, não é só um doce, é um gesto. Casais trocam, mães presenteiam filhos, pessoas se dão de presente. E isso reforça uma lição poderosa do branding: quando um produto se conecta com a emoção, ele se torna inesquecível.

O que diferencia o morango do amor não é apenas o sabor, é a experiência. A sobremesa vem carregada de memória, sensação e intenção. A estética seduz, mas é o significado que fideliza.

O marketing espontâneo venceu novamente

A explosão desse doce nas redes é, acima de tudo, um case de marketing espontâneo e orgânico. O morango do amor viralizou sem campanha paga e sem grandes marcas por trás. Bastaram vídeos curtos, histórias reais e gente comum postando seus acertos e erros na receita. Influenciadores, confeiteiros, donas de casa e até iniciantes na cozinha ajudaram a espalhar a tendência. E aqui está uma lição importante: não é a perfeição que viraliza, é a autenticidade. Erros divertidos, tutoriais simples e bastidores da produção foi o que gerou identificação, engajamento e desejo.

Se você tem um negócio, físico ou digital, o morango do amor ensina três verdades fundamentais:

  • Um produto simples pode virar especial com branding
    O que transforma é o cuidado na apresentação. A embalagem, a entrega, o nome.
  • Venda por impulso exige conveniência
    É preciso estar onde o desejo surge. Por exemplo, no feed do Instagram, balcão da cafeteria, checkout da loja virtual etc.
  • A experiência é o que faz o cliente voltar
    Quando o consumidor se encanta, ele compra de novo, indica e ainda compartilha.

Além disso, empreendedores que souberem aproveitar o hype não apenas venderão mais, mas criarão marcas próprias, com personalidade, estilo e presença. O morango do amor é a porta de entrada para centenas de pequenos negócios tocados por mulheres, muitas vezes com investimento mínimo e retorno imediato. Isso é branding pessoal na prática. E como aplicar isso no seu marketing?

Aqui vão três passos simples e eficazes:

  • Capriche na estética
    Seja doce, post ou e-book, a apresentação importa. Invista em imagens, detalhes, embalagens, legendas bem escritas.
  • Facilite a compra por impulso
    Use botões de compra visíveis, ofereça brindes e crie oportunidades de desejo. No físico ou no digital.
  • Conte uma boa história
    Quem faz, por que faz, como faz. No caso do morango do amor, é a vendedora da praça que sorri, é o artesão que embala um a um com cuidado. Tudo isso conecta.

Branding é emoção. E emoção vende!

O sucesso do morango do amor reforça que vender é encantar. É provocar sentimento, criar identificação e despertar vontade. E mais: mostra que você não precisa de um grande orçamento para ter um grande resultado. Só precisa de uma boa ideia e um estética bem cuidada para transformar o seu produto na alma no negócio. No fim, o morango do amor virou mais que uma sobremesa. Virou símbolo. Virou desejo. Virou lição. Agora pense: qual é o “morango do amor” do seu negócio? Qual produto ou serviço você pode transformar em desejo, só cuidando da forma como ele é visto, oferecido e vivido?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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É conversando que a gente se entende – por Celso Tracco

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Em 17 de julho celebramos o Dia Mundial da Escuta. Uma data que nos convida à reflexão sobre uma característica que mais nos distingue como seres humanos, porém está cada vez mais raro: ouvir atentamente quem nos fala. Diz um antigo ditado popular que temos dois ouvidos e uma boca, deste modo deveríamos ouvir pelo menos o dobro, do que falamos. Mas, isso não acontece na realidade, muito pelo contrário, falamos muito mais do que ouvimos. Num mundo tão barulhento realmente fica difícil ouvir, todos os sons parecem agredir nossos conturbados tímpanos. Além do imenso barulho externo, também convivemos com o “barulho interno”. Vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico, agitado, sempre com pressa, não paramos para pensar, queremos estar bem-informados, saber de tudo. Ouvir tornou-se uma tarefa cansativa. O cérebro não descansa nem quando estamos dormindo.

O individualismo é impulsionado pela tecnologia da comunicação. O avanço dos aparelhos moveis, celulares e tablets especificamente, levam, ainda que de modo indireto, ao desenvolvimento do individualismo. É muito comum vermos no transporte coletivo a maioria das pessoas com seus fones de ouvido. Certamente estão “aproveitando” o tempo, ouvindo o que desejam ouvir, mas ao mesmo tempo isso representa, para os demais, que aquela pessoa não está disposta a escutar e dialogar. Corremos o risco, como humanidade de viver em uma bolha do egocentrismo, deixando a boa prática do conviver. Conviver é, necessariamente, a interlocução entre duas ou mais pessoas, falando e ouvindo, no seu devido tempo.

 Sem uma escuta atenta, não posso conhecer o meu próximo, não posso saber o que ele pensa, qual sua opinião sobre determinado assunto, se ele precisa de ajuda. Sem escutar o que o outro está falando, não haverá possibilidade de diálogo. Certamente é muito importante o diálogo, principalmente nos dias de hoje, neste mundo carente de gentilezas, troca de ideias, convergência. Em uma sociedade marcada pela famigerada radicalização de opiniões, apenas o diálogo é a chave para o franco entendimento. Saber ouvir atentamente é fundamental para um diálogo construtivo. Ouvir é mais do que captar sons, ouvir é acolher, é conhecer a outra pessoa. Sem uma escuta atenta, não há compreensão e sem compreensão não há diálogo.   Escutar atentamente é abrir espaço para a existência da outra pessoa. Para que as suas ideias, perspectivas e emoções se manifestem. É dar oportunidade para que a diversidade, se incorpore no nosso dia a dia, e enriqueça nossa vida, modificando nossas atitudes.

Vamos praticar uma boa conversa de pé de ouvido, ao redor de uma mesa, de um café. Falar e ser ouvido, expor ideias, sem se importar com julgamentos preconcebidos. Ouvir atentamente, sem interromper quem está falando, e falar quando for adequado. Sempre buscando uma convergência. Uma conversa acolhedora, aquela que não dá vontade de parar. Num mundo que fala cada vez mais com máquinas, precisamos reaprender a conversar entre nós. Ouvir sem julgamento, com atenção e curiosidade genuína, é próprio da convivência humana.   A escuta atenta é um ato de coragem e generosidade. Que tal praticar esse silêncio ativo e generoso? Quem sabe, por meio dele, podemos reencontrar a nós mesmos, e tornar nossa existência mais compreensiva, inclusiva e dialogante.  Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Sua marca está onde o seu cliente está? A importância de um perfil profissional nas redes sociais – por Adriana Vasconcellos

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Se você ainda trata as redes sociais como algo secundário para o seu negócio, é hora de rever suas prioridades. No Brasil, mais de 80% da população está conectada às redes sociais e o país ocupa o 3º lugar no ranking mundial de uso diário dessas plataformas. Os brasileiros passam, em média, 4 horas por dia nas redes — um número que nenhum empresário pode ignorar.

O comportamento do consumidor mudou. Ele descobre, compara, comenta, compartilha e decide pelo celular — muitas vezes antes mesmo de pisar em uma loja ou acessar o site oficial de uma empresa. Nesse novo cenário, ter um perfil profissional nas redes sociais não é mais uma vantagem. É uma necessidade estratégica.

Instagram: sua vitrine está acesa?

O Instagram, é um bom exemplo. Ele, é hoje uma das plataformas mais relevantes no processo de descoberta e decisão de compra. Mais de 70% dos usuários dizem usar a rede para conhecer novos produtos ou marcas. A plataforma é visual, dinâmica e, acima de tudo, emocional — exatamente como o consumo moderno. Mas atenção: não basta estar presente. É preciso estar com propósito, planejamento e consistência. Um perfil desatualizado, com conteúdo desalinhado e sem estratégia prejudica a imagem da marca e transmite amadorismo. Por outro lado, um perfil bem estruturado se torna uma vitrine digital viva, que comunica, engaja e vende.

Costumo dizer que o Instagram pode ser tanto uma Oscar Freire quanto uma 25 de Março — depende de como sua marca se posiciona e de quem ela deseja atrair. Em segmentos como varejo, gastronomia, saúde, beleza, moda e serviços, a rede social é o primeiro ponto de contato com o público. Ali nasce o interesse, ali se constrói a confiança e, muitas vezes, ali começa a jornada de compra.

Recursos como Reels, Stories, Lives e o Instagram Shopping oferecem às marcas ferramentas concretas para gerar visibilidade, conectar-se com seu público e, principalmente, transformar seguidores em clientes e até em Fandoms (comunidades de fãs apaixonados por uma marca, produto, celebridade ou qualquer tipo de conteúdo que compartilham interesses em comum).

Comunicação é investimento, não despesa

Uma presença estratégica nas redes sociais não se improvisa. Exige identidade visual consistente, conteúdo relevante, linguagem adequada e acompanhamento de métricas. Isso significa que sua empresa precisa profissionalizar essa presença, seja com uma equipe interna ou com apoio de uma agência especializada. Um perfil bem gerenciado pode atrair parcerias, fidelizar clientes, melhorar a percepção da marca e impulsionar vendas. Isso sem falar no ganho reputacional — essencial em tempos em que a reputação digital impacta diretamente no valor percebido do seu negócio.

As redes sociais se consolidaram como espaços de decisão, influência e relacionamento. Estar fora delas — ou presente de forma amadora — significa perder visibilidade, oportunidades e espaço no mercado.

A pergunta que todo empresário deve se fazer hoje é simples: sua marca está sendo vista pelo público certo, do jeito certo, no lugar certo?

Se a resposta for não, talvez esteja na hora de acender a luz da sua vitrine digital.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Tornar sua marca, produto ou serviço mais visível exige estratégia, criatividade e ajuda profissional – por Adriana Vasconcellos

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Em um cenário econômico competitivo e com consumidores cada vez mais conectados e exigentes, fazer com que sua marca, produto ou serviço ganhe visibilidade deixou de ser uma tarefa espontânea. Hoje, quem quer se destacar precisa mais do que boas ideias: é preciso investir em comunicação estratégica, construir autoridade e buscar apoio profissional para transformar esforço em resultado. Seja você um pequeno empreendedor, profissional liberal ou gestor de uma grande empresa, um ponto é inegociável: visibilidade gera negócios. E para que ela seja positiva e duradoura, é preciso explorar diferentes frentes de forma integrada. Veja, a seguir, alguns caminhos eficazes para aumentar a sua presença no mercado:

Presença Digital: visibilidade no dia a dia do consumidor

As redes sociais tornaram-se vitrines poderosas para empresas de todos os tamanhos. Estar presente nelas é fundamental, mas estar com estratégia é o que realmente faz diferença.

Invista em anúncios segmentados, crie campanhas promocionais criativas na sua fanpage, participe de eventos virtuais e, sempre que possível, capture os contatos (como e-mails) dos participantes para construir uma base ativa. Envie conteúdos relevantes, promoções e dicas que aproximem o consumidor da sua marca, produto ou serviço. A comunicação digital, quando bem planejada, constrói relacionamento e gera vendas.

O poder do boca a boca – e como provocá-lo

Nada substitui a boa e velha indicação. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o “boca a boca” pode – e deve – ser planejado. Crie ações que surpreendam e encantem, como brindes inusitados ou promoções com impacto emocional. Um exemplo simples e eficaz? Distribuir mudas de árvores com descontos para quem plantar. Além de vincular sua marca a uma causa ambiental, você desperta empatia, engajamento e naturalmente faz com que as pessoas falem sobre você.

Eventos: criar ou participar, o importante é estar presente

Eventos são excelentes oportunidades de aproximação com o público. Não é preciso, necessariamente, começar com algo grandioso. Um encontro temático, uma live com especialistas ou uma ação em parceria com outros negócios já é o suficiente para gerar visibilidade.

A dica é pensar nos eventos como pontos de contato reais com pessoas interessadas no que você oferece — e, claro, usá-los para gerar conteúdo e atrair mais público nas redes sociais.

Torne-se um especialista: autoridade gera confiança

As marcas mais fortes são aquelas que se tornam referência no seu segmento. Ensinar algo relevante ao seu público é uma das formas mais eficazes de construir essa autoridade. Se você vende cosméticos naturais, por que não ensinar como montar uma rotina de cuidados com a pele? Se você é um advogado, por que não explicar mudanças simples na legislação que impactam no dia a dia? Esse tipo de conteúdo gera valor real e aproxima sua marca do consumidor.

Para ampliar ainda mais o alcance dessa autoridade, vale investir em assessoria de imprensa, uma das ferramentas mais estratégicas quando o objetivo é construir reputação e consolidar uma imagem de referência em seu segmento. Uma assessoria de imprensa qualificada atua como ponte entre a sua marca e os veículos de comunicação, posicionando você ou sua empresa nas páginas de jornais e revistas, nas pautas de rádio e TV, nos sites de notícias e colunas de opinião. Ao ser citado como fonte confiável por um veículo respeitado, você conquista algo que a publicidade sozinha não consegue: credibilidade espontânea.

Essa presença na mídia tradicional não apenas amplia o alcance da sua mensagem, como também gera um efeito de validação pública — afinal, se você foi notícia, é porque tem relevância. Além disso, uma boa matéria pode ser reaproveitada em outras frentes de comunicação, como redes sociais, e-mail marketing, apresentações institucionais e propostas comerciais, reforçando o valor da sua marca em diferentes contextos. Em um mercado competitivo, essa visibilidade estratégica é muitas vezes o diferencial que coloca você à frente.

Fortaleça suas parcerias

Nenhum negócio cresce sozinho. Buscar parceiros locais ou do seu segmento pode ampliar sua capacidade de divulgação. Pense em ações conjuntas que beneficiem ambos os públicos – como descontos cruzados, sorteios ou eventos co-branded. Um co-branding é a união estratégica de marcas para criar valor, e quando isso acontece em forma de evento, é uma oportunidade concreta de crescimento conjunto. Use e abuse dos canais disponíveis: redes sociais, blogs, e-mail marketing e, novamente, a imprensa. Quando a ação é bem comunicada, o resultado é maior para todos os envolvidos.

Networking: a força das conexões

Relacionamento é uma das moedas mais valiosas no mundo dos negócios. Manter uma rede de contatos ativa e colaborativa abre portas, gera parcerias e aumenta a visibilidade da sua marca de forma orgânica.

Participe de eventos setoriais, converse com outros profissionais, ofereça ajuda, compartilhe informações úteis. O networking é uma via de mão dupla: quanto mais valor você entrega, mais portas se abrem.

Comunicação profissional é investimento, não custo

Se existe um ponto em comum entre todas essas estratégias é a necessidade de planejamento, consistência e ajuda profissional. A comunicação bem-feita não acontece por acaso. Ela exige conhecimento, sensibilidade e visão de longo prazo. Contratar uma assessoria especializada pode ser o passo que faltava para sua empresa crescer de forma sustentável, conquistar novos públicos e se destacar em um mercado cada vez mais ruidoso.

Afinal, se a sua marca é boa, ela merece ser vista — e bem falada.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Especialista em segurança pública, Ramon Soares integra o time de colunistas do Zero Hora Digital

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O portal Zero Hora Digital acaba de reforçar seu time de colunistas com a chegada de Ramon Soares, que passa a assinar conteúdos quinzenais sobre segurança pública.

Guarda Municipal de Barueri, Ramon possui ampla experiência na área, tendo atuado também como GCM na capital paulista. Ele é vice-presidente da AGM Brasil (Associação de Guardas Municipais) e coautor do projeto nacional “Segurança Pública Básica”, iniciativa que visa fortalecer a atuação das guardas municipais em todo o país.

Bacharel em Direito pela UNIFIEO, Ramon também atua como palestrante sobre Segurança Pública Municipal, instrutor em cursos de formação de Guardas Municipais, com foco em disciplinas jurídicas, e instrutor de armamento e tiro. Em seu currículo, destaca-se ainda o certificado internacional em Segurança Escolar, conquistado durante conferência realizada em Indianápolis, nos Estados Unidos.

Ao lado de Reinaldo Monteiro, presidente da AGM Brasil e também colunista do portal, Ramon trará análises, artigos e reflexões sobre os desafios e avanços da segurança pública em âmbito municipal, estadual e nacional.

As colunas de Ramon Soares poderão ser acompanhadas no Zero Hora Digital a partir deste mês.

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Foto: Divulgação

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