Renda média do brasileiro alcança maior valor da história

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O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e marca o quarto ano seguido de alta na renda dos brasileiros.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a recuperação econômica iniciada após a pandemia continua refletindo no rendimento das famílias, impulsionada principalmente pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial no país.

O rendimento médio proveniente do trabalho também atingiu recorde histórico. Em 2025, os brasileiros receberam, em média, R$ 3.560 por mês em seus empregos e atividades profissionais, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2019, período anterior à pandemia, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

Segundo o levantamento, cerca de 143 milhões de pessoas possuíam algum tipo de rendimento no Brasil em 2025, o equivalente a 67,2% da população. É o maior percentual já registrado pela pesquisa desde o início da série histórica.

A massa de rendimento do trabalho, que representa o total de dinheiro circulando na economia por meio dos salários e ocupações, também alcançou recorde. O valor chegou a R$ 361,7 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019.

O IBGE destaca que o avanço foi impulsionado tanto pelo aumento dos salários quanto pelo crescimento da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de trabalhadores no país.

Apesar da melhora nos indicadores, a desigualdade de renda continua elevada. Segundo a pesquisa, os 10% mais ricos da população concentravam 40,3% de toda a massa de rendimento domiciliar do Brasil em 2025. Em média, esse grupo recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda.

O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde e chegou a R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% na comparação com o ano anterior.

Entre as regiões do país, o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita, com média de R$ 2.734. Na sequência aparecem Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470).

Os dados também mostram que aposentadorias e pensões continuam sendo a principal fonte de renda fora do mercado de trabalho, alcançando 13,8% da população brasileira. Já os programas sociais do governo atenderam 9,1% dos brasileiros em 2025, com maior presença nas regiões Nordeste e Norte.

O valor médio recebido em programas sociais ficou em R$ 870 no ano passado, patamar semelhante ao de 2024, mas 71,3% superior ao registrado antes da pandemia.

Entre os domicílios atendidos pelo Bolsa Família, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 774 em 2025. Nas famílias sem o benefício, a média alcançou R$ 2.682.

Para especialistas, os números reforçam o avanço da renda no país após o período crítico da pandemia, mas também evidenciam que a desigualdade social segue como um dos principais desafios econômicos do Brasil.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Vale Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias e amplia pagamentos em maio

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O programa Vale Gás do Povo alcançou mais de 15 milhões de famílias em todo o Brasil neste mês de maio, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). O pagamento realizado no último domingo (10), data em que foi celebrado o Dia das Mães, movimentou R$ 288,6 milhões em repasses federais.

Ao todo, 15,05 milhões de lares foram contemplados no país, alcançando cerca de 45,1 milhões de pessoas. O programa garante auxílio para a compra do gás de cozinha a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único.

O número de beneficiários também aumentou neste mês. Segundo o governo federal, mais de 345 mil famílias passaram a receber o benefício pela primeira vez em maio.

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Dados do MDS apontam que 14 milhões de beneficiárias são responsáveis familiares, o equivalente a mais de 93% dos domicílios contemplados pelo programa.

O Nordeste segue como a região com maior número de famílias atendidas. Foram 1,09 milhão de benefícios liberados em maio, totalizando R$ 116,1 milhões em investimentos.

No Sudeste, 760,2 mil famílias receberam o auxílio, com repasse de R$ 76 milhões. Já a região Norte contabilizou 480,4 mil domicílios atendidos, enquanto o Centro-Oeste teve 194 mil famílias contempladas. No Sul, o programa alcançou aproximadamente 179 mil lares.

O pagamento do benefício ocorre sempre no dia 10 de cada mês, independentemente de cair em fim de semana ou feriado. Segundo o MDS, a medida busca garantir previsibilidade às famílias beneficiadas.

A periodicidade do recebimento varia conforme o tamanho da família registrada no Cadastro Único. Famílias com dois ou três integrantes recebem um vale a cada três meses. Já famílias com quatro ou mais pessoas têm direito ao benefício a cada dois meses.

Para participar do programa, é necessário possuir renda familiar per capita de até meio salário mínimo, estar inscrito no Cadastro Único com dados atualizados nos últimos dois anos e não apresentar pendências cadastrais.

O governo federal também prioriza famílias já atendidas pelo Bolsa Família.

A consulta sobre elegibilidade e locais credenciados pode ser feita pelo aplicativo Meu Social — Gás do Povo, disponível para celulares Android e iPhone. Informações também podem ser obtidas pelo telefone 121, canal gratuito do Disque Social.

O programa foi criado para reduzir os impactos do aumento do preço do gás de cozinha no orçamento de famílias de baixa renda e vem sendo ampliado gradualmente em todo o território nacional.

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Foto: Divulgação/MDS

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