O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quinta-feira (12) novo relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master na Corte.
A escolha do ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a Polícia Federal (PF) ter informado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão.
A menção está em segredo de Justiça.
A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mais cedo, Toffoli, que estava à frente do caso Master desde novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência aos demais membros da Corte do relatório da PF.
Saída de Toffoli
Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.
“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.
A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.
Reunião
Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro.
Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo.
Desde o mês passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.
Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmando que é um dos sócios do resort e disse que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para deixar a relatoria do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.
O pedido foi feito após reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para tratar do relatório da investigação da Polícia Federal (PF) que apontou menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
A partir de agora, caberá a Fachin fazer redistribuição do caso para outro ministro.
Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.
Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso.
Contudo, diante da pressão para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo, que terá um novo relator.
Desde o mês passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.
Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmou que é um dos sócios do resort e disse que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Veja nota oficial do STF:
Nota do oficial dos dez ministros do STF
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam: Luiz Edson Fachin, Presidente Alexandre de Moraes, Vice-Presidente Gilmar Mendes Cármen Lúcia Dias Toffoli Luiz Fux André Mendonça Nunes Marques Cristiano Zanin Flávio Dino
Dia 18 de novembro de 2025 o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A partir de então, estamos vendo, lendo e ouvindo, dia após dia, que a relação entre instituições financeiras e o poder público continua sendo um ponto bastante nebuloso no Brasil. Em um país marcado por escândalos recorrentes, apenas para citar alguns mais recentes: Mensalão, Lava Jato, Orçamento Secreto, Carbono Oculto, Emendas Parlamentares com desvios de finalidade, qualquer aproximação entre entidades financeiras e empresariais, agentes políticos e decisões governamentais desperta suspeitas, muitas vezes justificadas, outras vezes alimentadas pela falta de transparência, que caracteriza boa parte da administração pública. Estas promiscuas relações, beiram a infâmia. O Brasil convive há séculos com a percepção de que os órgãos de Estado, pagos com dinheiro dos contribuintes, e que deveriam defender os interesses da maioria do povo, na verdade, operam para servir as elites financeiras, empresariais e políticas do país. No caso do Banco Master esta infame relação, aparentemente, chegou a níveis inimagináveis, senão vejamos:
– Tudo indica que o BC (Banco Central) tinha pleno conhecimento, há pelo menos três anos, que o Banco Master estava em condições precárias de liquidez financeira, fazendo operações sem lastro e suspeitas de fraude. Oferecia ao mercado taxas de rentabilidade bem altas, fora dos padrões, para os seus CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) tendo como elemento de venda o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), uma entidade privada que efetivamente, em caso de quebra de um banco garante o pagamento ao investidor em CDBs até R$ 250.000,00 por CPF / CNPJ. Isto por si só já deveria ter sido investigado pelo Banco Central. FGC é um fundo de caráter emergencial, não para especular, “tipo compre que o FGC garante”. Por que o BC demorou para agir? Esta demora merece ser investigada.
– Desde o final de 2024 o Banco Master tenta conseguir investidores, sócios, compradores, com o objetivo de obter uma forte injeção de capital, pois corria o risco de insolvência. Apresenta-se um interessado: BRB (Banco de Brasília) um banco público cujo sócio majoritário é o Governo do Distrito Federal. O BRB pode operar no Brasil todo, em toda e qualquer atividade financeira. e se propõe a comprar o Master, segundo informações, interessado em sua carteira de crédito e de empréstimos consignados. Porque nenhum outro banco privado, com muito mais recursos que o BRB não demonstrou interesse em comprar o Master? Certamente porque não valia a pena. Mas um banco público possivelmente vinculado a alguma liderança política, insiste em comprar algo que seus concorrentes não querem. Este ponto obscuro deveria ser esclarecido, afinal o BRB é público. Em março de 2025, entra em cena o BC, ele deveria aprovar a compra do Master pelo BRB, mas não aprova. A carteira de créditos que o BRB comprou do Master por R$ 12 bi, segundo avaliação do BC teve seu valor superavaliado.
– Assim que se que se tornou pública a liquidação extrajudicial do Master pelo BC, entrou em cena o TCU (Tribunal de Contas da União), dando 72 horas para o BC explicar sua decisão. O BC entre outras funções estatutárias, deve atuar como guardião da moeda nacional e fiscalizar a integridade do sistema financeiro do Brasil. Está perfeitamente dentro de suas atribuições, liquidar entidades bancárias, que não honrando com seus compromissos, colocam em risco todo o sistema financeiro. Até agora não ficou claro o que respaldou a tentativa do TCU de bloquear a liquidação do Master. O que de prático aconteceu foi que houve um retardamento para o Master enviar as informações dos clientes que teriam valores a receber do FGC. Mais um ponto nebuloso: por que o TCU interveio? Com que autoridade constitucional?A quem interessa a não liquidação do Banco Master e por que tentar colocar a culpa nas ações do Banco Central?
– O STF (Supremo Tribunal Federal) interferiu de forma bastante heterodoxa no processo, com práticas pouco republicanas, inclusive impedindo ou não estimulando as investigações e as perícias da PF (Polícia Federal) sobre o caso. Atitudes que causaram constrangimentos e dissabores em diversos órgãos do governo. Além disso colocou sob sigilo, depois liberou, as investigações e depoimentos. Aqui chegamos ao ponto chave deste intrincado caso: quem estabelece os limites da atuação do STF. Certamente a Constituição Federal e/ou a Lei Maior da Magistratura devem ter algum tipo de regimento interno que regula as ações do STF. Como não advogado, não tenho condições de emitir pareceres nesta área, no entanto, tem-se a percepção que alguma medida de maior transparência deveria ser adotada. Um grande número dos ministros do STF tem parentes (esposa, filhos, filhas, ex-esposa) que possuem escritórios de advocacia, o que por si só já me parece questionável. No caso do Banco Master, vários desses escritórios já advogaram ou ainda advogam para os envolvidos e investigados no presente escândalo financeiro. As ligações particulares dos magistrados com pessoas investigadas, também não parecem ser convenientes e no mínimo, não contribuem para a abrandar a suspeição que paira no ar em certos casos. Fica a pergunta: Por ser um Ministro ou Ministra do STF, este fica acima de qualquer suspeita, em qualquer situação?
– Grandes investidores do Master são fundos de Previdência de estados e prefeituras espalhadas pelo Brasil. Mais uma vez uma grande malversação do dinheiro público. O ex-presidente da Rio Previdência, foi preso pela PF. Certamente haverá um rombo nas finanças destes institutos. Ainda não sabemos se o Master terá recursos para ressarcir esses investidores. Por definição fundos de previdências devem ter um comportamento conservador, pois os recursos são usados para pagamentos de aposentados e pensionistas. Trata-se de uma gestão incompetente ou fraudulenta? Como, em geral, a indicação para esses cargos é política, imediatamente repercutiu no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Mais uma vez tem-se a percepção de que haverá aquele clima de “muito trovão e pouca chuva”, ou seja, haverá muito barulho, muita investigação, mas ninguém é punido. Estamos em ano eleitoral, onde a eleição ou reeleição é o objetivo maior. “O vamos investigar a fundo, doa a quem doer” é, na minha opinião, apenas discurso vazio. Lembrando que parlamentares federais, têm foro privilegiado, portanto só podem ser julgados e condenados pelo STF.
– Como ponto positivo, temos a atuação da PF. Apesar de ter sofrido tentativa de interferência em seu trabalho de investigação e análises de provas, por ordem de ministros do STF, seguiu apurando os graves fatos que seguem surgindo junto ao Banco Master e seus controladores. Inclusive abrindo novas frentes com os desdobramentos que vão surgindo, tais como a atuação fora do padrão do BRB no mercado de capitais; REAG investimentos, um gestor de recursos financeiros, parceiro de negócios do MASTER, que também foi liquidado; o grupo empresarial FICTOR que oferecia aplicações via Sociedades em Conta de Participação (SCP), um modelo não regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e sem cobertura do FGC. O grupo fez uma oferta de compra para o MASTER e entrou na Justiça pedindo recuperação judicial; o RIOPREVIDENCIA, cujo ex-presidente foi preso recentemente. Os elementos sugerem que este caso está muito longe de acabar. Veremos até onde os governantes deste país permitirão a liberdade de investigação da Polícia Federal e fiscalização técnica do Banco Central.
Quero destacar o brilhante papel do jornalismo investigativo, de vários profissionais de diversos órgãos de imprensa, que revelaram e noticiaram muitos dos detalhes que estavam, digamos ocultos. Viva a liberdade de imprensa e de opinião que ainda existe neste país. A democracia resiste. Concluindo, como disse Antônio Carlos Jobim “o Brasil não é para amadores”. Me atrevo a dizer que o próximo escândalo envolvendo autoridades constituídas, governantes, parlamentares, magistrados, empresários, líderes religiosos, e agora o “crime organizado” sempre será o mais surpreendente, o mais audacioso, o mais impactante, o mais corrupto e o mais custoso para o país. A única coisa que não muda, é quem paga tudo isso: sempre o povo, mais pobre, mais endividado, mais sofrido, que luta dia a dia para seu parco sustento e da sua família e que paga mais impostos, relativamente, que os magnatas da corrupção.
Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo
Com a serenidade de quem dedicou a vida ao sistema financeiro brasileiro, manifesto publicamente meu repúdio às práticas fraudulentas apontadas em documentos divulgados pela imprensa nacional. As reportagens revelam o uso indevido de estruturas empresariais e do discurso de inovação para gerar prejuízos a empresas, investidores e ao crédito produtivo. Aos 96 anos, com 75 anos de atuação profissional, sigo atento e preocupado com movimentos que colocam em risco pilares institucionais fundamentais para a vida nacional.
À luz desse material jornalístico e das narrativas que surgiram após a liquidação extrajudicial do Banco Master, considero indispensável me posicionar. Decisões prudenciais adotadas pelo Banco Central não podem ser tratadas como objeto de disputa política nem reduzidas a interpretações tendenciosas. São atos voltados à preservação do Sistema Financeiro Nacional, à proteção da economia real e ao resguardo dos fundamentos do regime democrático. Por sua natureza, exigem elevado grau de qualificação técnica e jurídica.
Falo a partir da experiência de quem acompanhou, ao longo de décadas, a consolidação das instituições responsáveis pela estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Participei diretamente de processos decisórios, atravessei ciclos econômicos distintos e vivi momentos de crise que exigiram rigor técnico, independência institucional e estrita observância às normas. Essa trajetória permite afirmar, com segurança, que as decisões prudenciais do Banco Central têm natureza essencialmente técnica e constituem instrumento indispensável à preservação da confiança, da moeda e do crédito produtivo.
Registro, ainda, que sou o diretor mais antigo em atividade do Banco Central, condição que me confere a posição de decano de sua Diretoria. Essa circunstância, somada a uma vida dedicada ao serviço público e ao compromisso institucional, confere-me autoridade moral para me manifestar em defesa da autonomia, da credibilidade e do papel institucional da autoridade monetária.
Em nenhuma das inúmeras liquidações e processos de reorganização do sistema financeiro dos quais participei presenciei algo semelhante ao que se observa no presente. Há uma campanha aberta destinada a fragilizar a imagem do Banco Central por meio de pressões políticas, ruídos institucionais e ações de desinformação. Movimentos dessa natureza não contribuem para a solidez do mercado nem para o fortalecimento da democracia.
O debate sobre eventuais irregularidades deve ocorrer com imparcialidade, responsabilidade e competência, nos foros adequados. Precisa estar baseado em fatos, informações técnicas consistentes e pleno respeito ao devido processo legal. Não se pode admitir que setores inteiros sejam colocados sob suspeita por meio de generalizações ou construções narrativas que desconsiderem a diversidade das atividades econômicas e os avanços regulatórios alcançados, que só têm concorrido para obstar a conquista da tão almejada maturidade democrática do Brasil. Não podemos perder a esperança.
Ao longo desse percurso, atuei tanto na esfera pública quanto na iniciativa privada. Em 1982, fundei a Associação Nacional de Fomento Comercial, a ANFAC, entidade que presido há 44 anos e que teve papel relevante na consolidação do mercado de recebíveis e no desenvolvimento de modalidades de crédito empresarial não bancárias. Essa vivência reforça minha convicção quanto à centralidade da estabilidade regulatória e da atuação técnica do Banco Central para o funcionamento do crédito e da economia real. Em 1º de abril de 2025, a convite do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tive a honra de participar das comemorações pelos 60 anos da instituição. Constatar que o Banco Central do Brasil se consolidou como uma das autoridades monetárias mais respeitadas do mundo é motivo de legítimo orgulho para todos os brasileiros. Diante disso, não poderia me calar frente às aleivosias dirigidas à instituição, muitas vezes utilizadas na defesa de interesses escusos, em detrimento do rigor técnico que sempre orientou sua atuação.
Luiz Lemos Leite é advogado e fundador e presidente da Associação Nacional de Fomento Comercial (ANFAC) e diretor mais antigo em atividade do Banco Central do Brasil, condição que o coloca como decano de sua Diretoria.
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