Aos 91 anos, Erundina é a deputada mais velha eleita em 2026

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Ex-prefeita de São Paulo recebeu 169.567 votos e ficou na 13ª colocação na disputa pelas 94 cadeiras da Alesp

Aos 91 anos, Luiza Erundina (PSOL) foi eleita deputada estadual por São Paulo e se tornou a deputada estadual mais velha eleita no país nas eleições de 2026. Ela recebeu 169.567 votos e terminou a disputa na 13ª colocação entre os candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Erundina tomará posse em fevereiro de 2027 para a 21ª Legislatura da Alesp. Com o resultado, ela supera Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos, que até então era o deputado estadual mais velho da Assembleia paulista.

Nascida em 30 de novembro de 1934, em Uiraúna, na Paraíba, Erundina é formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem mestrado em Ciências Sociológicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Da Prefeitura de São Paulo ao Congresso

A trajetória política de Erundina ganhou projeção nacional em 1988, quando foi eleita prefeita de São Paulo pelo PT. Ela assumiu o cargo em 1989 e permaneceu à frente da maior cidade do país até 1992, tornando-se a primeira mulher de esquerda a comandar a capital paulista.

Depois da Prefeitura, construiu uma longa trajetória no Congresso Nacional. Foi eleita deputada federal por sete mandatos, período em que atuou em diferentes frentes relacionadas a políticas sociais, direitos das mulheres, infância, saúde, cultura e habitação.

Entre as iniciativas associadas à sua atuação parlamentar estão a chamada Lei das Brinquedotecas, que tornou obrigatória a instalação desses espaços em unidades de saúde com atendimento pediátrico em regime de internação, além de medidas relacionadas aos direitos das gestantes atendidas pelo SUS.

Também participou da elaboração de propostas voltadas à proteção das mulheres e de iniciativas de valorização da cultura nordestina, como a criação do Dia Nacional do Forró.

Eleição é vista como contraponto ao etarismo

Para a cientista política Jacqueline Pitanguy, coordenadora executiva da Organização Não Governamental Cidadania, Estudo, Pesquisa (CEPIA), a eleição de Erundina representa uma oportunidade de questionar o etarismo e valorizar a experiência acumulada ao longo da vida pública.

“Primeiro porque ajuda a quebrar a ideia do etarismo, de que as pessoas envelhecem e desaparecem”, afirmou Pitanguy em entrevista à Rádio Nacional.

Segundo ela, a trajetória de Erundina também demonstra a possibilidade de mobilidade social e política, desde sua origem no interior da Paraíba até a Prefeitura de São Paulo e, agora, o retorno à Assembleia Legislativa.

Pautas no novo mandato

No mandato estadual, Erundina defende pautas como transporte público e tarifa zero, direitos das mulheres, crianças e adolescentes, democratização da comunicação, participação popular, direitos humanos e políticas públicas universais.

A nova legislatura da Alesp começa em 1º de fevereiro de 2027, quando Erundina assumirá uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo.

*Matéria elaborada com base nas informações publicads na Agência Brasil.

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Foto: José Cruz/ABR

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Mulheres ampliam presença na Alesp e dominam maiores votações

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Nova bancada feminina assumirá em 2027; Eduarda Campopiano liderou votação para deputado estadual em São Paulo

As eleições deste domingo (4) vão ampliar a presença feminina na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Ao todo, 28 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura, que terá início em 1º de fevereiro de 2027.

O resultado também chama atenção pelo desempenho das candidatas nas urnas: três das cinco maiores votações para deputado estadual em São Paulo foram de mulheres.

A maior votação foi de Eduarda Campopiano (PL), que recebeu 1.956.238 votos. Na sequência, entre as mulheres mais votadas, aparecem Sofia Favero (PSOL), com 407.773 votos, e Paula da Bancada Feminista (PSOL), com 326.190.

Nas eleições de 2022, 25 mulheres conquistaram uma cadeira na Alesp. Durante a 20ª Legislatura, porém, a composição da bancada sofreu alterações em razão da posse de suplentes e de mudanças decorrentes da recontagem dos votos.

Quem são as 28 mulheres eleitas

A nova bancada feminina da Alesp será formada por:

  • Eduarda Campopiano (PL)
  • Sofia Favero (PSOL)
  • Paula da Bancada Feminista (PSOL)
  • Ediane Maria (PSOL)
  • Luiza Erundina (PSOL)
  • Monica das Pretas (PSOL)
  • Bruna Furlan (Republicanos)
  • Dani Alonso (PL)
  • Regina Nunes (MDB)
  • Duda Hidalgo (PT)
  • Professora Bebel (PT)
  • Ana Carolina Serra (PSDB)
  • Mariana Conti (PSOL)
  • Delegada Graciela (PL)
  • Marta Costa (PSD)
  • Débora Camilo (PSOL)
  • Leticia Aguiar (PL)
  • Carla Morando (PSD)
  • Analice Fernandes (PSD)
  • Ely Santos (Republicanos)
  • Thainara Faria (PT)
  • Marina Bragante (PSB)
  • Solange Freitas (União Brasil)
  • Camila Godoi (União Brasil)
  • Renata Sene (Republicanos)
  • Ana Perugini (PT)
  • Fabiana Bolsonaro (PL)
  • Keit Lima (PSOL)

PL terá a maior bancada

Além da mudança na representação feminina, a eleição também definiu uma nova correlação de forças entre os partidos na Assembleia Legislativa.

O PL será a maior bancada da Alesp a partir de 2027, com 27 parlamentares.

O PT terá 16 deputados, enquanto PSOL e PSD elegeram nove representantes cada.

Podemos e Republicanos terão seis deputados cada. MDB e PP terão cinco cada, seguidos por União Brasil, com quatro, e PSB, com três.

Missão, Novo, PRD e PSDB terão um representante cada.

Nova legislatura começa em fevereiro

Os 94 deputados estaduais eleitos terão mandato de quatro anos na 21ª Legislatura da Alesp, que começa em 1º de fevereiro de 2027.

A eleição para deputado estadual ocorre pelo sistema proporcional. Dessa forma, a distribuição das 94 cadeiras não depende exclusivamente da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho dos partidos e federações.

Os votos destinados às legendas são considerados no cálculo para distribuição das vagas, conforme as regras do sistema eleitoral.

A relação completa dos eleitos e os dados da votação podem ser consultados nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral.

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Foto: Larissa Navarro/Alesp

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Bruna Furlan é reeleita deputada estadual por São Paulo

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Bruna Furlan (Republicanos) está reeleita deputada estadual por São Paulo nas eleições deste domingo (4). Com pouco mais de 95% das urnas apuradas, a parlamentar soma 116.036 votos e garante um novo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

A votação de Bruna ainda pode ser atualizada até o encerramento da totalização. O número definitivo de votos será divulgado pela Justiça Eleitoral após a apuração de 100% das urnas no estado de São Paulo.

Bruna Furlan disputou a reeleição pelo Republicanos com o número 10010 e confirmou sua permanência na Assembleia Legislativa para a próxima legislatura.

Reeleição para a Alesp

A vitória garante a Bruna Furlan um novo mandato como deputada estadual. A parlamentar foi eleita pela primeira vez para a Alesp em 2022 e, antes disso, exerceu três mandatos como deputada federal por São Paulo.

Durante a campanha de 2026, a deputada destacou principalmente sua atuação nas áreas de saúde e educação, além de pautas relacionadas ao desenvolvimento de São Paulo e da região.

Atuação regional

Natural de Barueri, Bruna Furlan construiu sua trajetória política na região Oeste da Grande São Paulo e mantém atuação próxima aos municípios da região.

Entre as bandeiras apresentadas durante sua trajetória política estão investimentos em saúde, educação e infraestrutura.

Com a reeleição, Bruna Furlan seguirá representando São Paulo na Assembleia Legislativa durante a próxima legislatura, com início em 2027.

Votação

Bruna Furlan (Republicanos): 116.036 votos — mais de 95% das urnas apuradas.

O número é parcial e poderá aumentar com a conclusão da apuração. A votação definitiva será conhecida após a totalização de 100% das urnas do estado de São Paulo.ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Divulgação

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São Paulo terá 1.395 candidatos na disputa pela Alesp

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Prazo para registro terminou neste sábado (15); partidos, federações e coligações agora entram na fase de campanha eleitoral

Um total de 1.395 candidatos disputa 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. O prazo para partidos políticos, federações e coligações solicitarem o registro das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15).

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral valeu para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual.

Para a Alesp, a relação entre o número de registros e as cadeiras disponíveis mostra o tamanho da concorrência pela próxima legislatura.

O registro é a etapa que formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções partidárias. Após o protocolo, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação eleitoral.

PL, DC e Novo aparecem entre os partidos com mais candidatos

Entre as legendas com maior número de candidaturas para deputado estadual estão PL, Democracia Cristã (DC) e Novo, com 95 registros cada, segundo os dados apresentados no levantamento.

Os partidos ligados aos dois principais candidatos ao governo de São Paulo citados na disputa, aparecem com um número menor de nomes registrados para concorrer a uma cadeira na Alesp.

O Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, registrou 67 candidatos. Já o PT, legenda do ex-prefeito Fernando Haddad, apresentou 77 candidaturas.

No caso do PT, entretanto, o número precisa ser analisado dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Considerada a federação, o grupo reúne 86 candidaturas para a Alesp, de acordo com os dados apresentados.

Partidos com menor número de candidaturas

Na outra ponta, PV e UP aparecem com dois candidatos cada, enquanto Democrata e PSTU registraram três candidaturas cada, conforme os dados fornecidos para o levantamento.

A diferença entre os números individuais dos partidos e aqueles considerados por federações é relevante porque as federações funcionam como uma unidade partidária para determinados efeitos eleitorais.

Campanha eleitoral começa neste domingo

Com o encerramento do prazo para registro, a disputa entra oficialmente na fase de campanha.

A propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo (16), inclusive na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir de agora, os candidatos poderão apresentar propostas, participar de atos de campanha e utilizar os meios de propaganda autorizados pela legislação eleitoral.

Os pedidos registrados neste momento ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. Portanto, o número de 1.395 corresponde aos registros apresentados e não significa, necessariamente, que todos os candidatos já tenham seus registros definitivamente deferidos.

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Foto: Tom Oliveira/Arquivo/Alesp

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Tarcísio avalia nomes para vice em 2026 e disputa entre Felício, Kassab e André do Prado se intensifica

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Interlocutores do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontam o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), como o nome mais provável para compor a chapa à reeleição em 2026, embora a definição ainda não tenha sido formalizada. De acordo com apuração da revista Veja, Felício estaria preparado para diferentes cenários e, caso não seja mantido como vice, não pretende disputar outro cargo nem concorrer ao Legislativo, permanecendo filiado ao PSD.

Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, outro nome que segue em articulação é o do secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Segundo fontes do alto escalão estadual, Kassab trabalha com a hipótese de integrar a chapa como vice já de olho em 2030, quando poderia se credenciar como opção ao governo paulista. A indefinição sobre a composição tem provocado desgaste na relação entre Kassab e Felício, ambos do mesmo partido, segundo relatos de aliados.

Também é citado como potencial vice o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), aliado do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. De acordo com fontes do governo, André tem se movimentado para viabilizar seu nome e acompanha com frequência a agenda pública do governador. A aliados, o deputado afirma estar pronto para assumir a “missão”, caso seja o escolhido.

Integrantes do núcleo político de Tarcísio, porém, avaliam que o PL já estaria contemplado no cenário nacional com o apoio do governador à candidatura de Flávio Bolsonaro, o que reduziria a pressão por uma vaga na chapa estadual. Nesse contexto, a manutenção de Felício Ramuth ou a entrada de Kassab como vice permanecem como as principais alternativas em análise.

A decisão final sobre a composição da chapa deve ficar para mais adiante, mas o debate já expõe disputas internas e cálculos estratégicos que envolvem não apenas a eleição de 2026, como também a sucessão ao governo paulista em 2030.

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Foto: João Valério/GESP | *Texto com informações Revista Veja

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PT de Osasco articula dobradinha entre João Paulo Cunha e Emídio de Souza para 2026

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O Partido dos Trabalhadores (PT) de Osasco deve repetir uma parceria histórica nas eleições de 2026. O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha articula sua volta à vida pública e deve disputar uma vaga de deputado federal, em dobradinha com o deputado estadual Emídio de Souza, também de Osasco.

Integrante da “velha guarda” petista, João Paulo Cunha decidiu atender a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito em julho durante um evento na cidade. Na ocasião, Lula convocou o ex-deputado a retomar o contato com as bases. “E João Paulo, trata de voltar para a política. Para de ganhar dinheiro como advogado em Brasília. Vem para a porta de fábrica fazer comício, pô”, disse o presidente, em tom de incentivo.

João Paulo Cunha foi o deputado mais votado do PT nas eleições de 2006 e 2010 e mantém forte influência na região de Osasco. Interlocutores próximos afirmam que ele só confirmou sua pré-candidatura após garantir que Emídio de Souza não tentará uma vaga na Câmara dos Deputados, permanecendo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Emídio, por sua vez, é um dos nomes de maior prestígio no PT paulista e tem relação próxima com Lula e com a primeira-dama Janja. Em 2022, foi reeleito deputado estadual com 157.834 votos, com destaque nas urnas de Osasco e da capital paulista.

A dobradinha entre João Paulo Cunha e Emídio de Souza tende a fortalecer o PT na Grande São Paulo, especialmente em Osasco, onde o partido pretende consolidar sua base eleitoral para as eleições de 2026.

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Foto: Reprodução/Montagem/ZH Digital

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André do Prado é reeleito presidente da Alesp com apoio amplo, incluindo PT

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O deputado André do Prado (PL) foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) neste sábado (15), em sessão que consolidou sua liderança na Casa. Com 88 votos dos 94 parlamentares, o deputado garantiu sua recondução ao cargo com ampla base de apoio, incluindo o PT, principal partido de oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A eleição contou ainda com a candidatura da deputada Paula da Bancada Feminista (PSOL), que recebeu quatro votos de correligionários. Dois deputados licenciados não participaram da votação.

André do Prado se tornou o primeiro presidente da Alesp a ser reeleito dentro de uma mesma legislatura. Isso só foi possível após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em outubro de 2023, que permitiu a recondução ao cargo.

Antes de sua trajetória na Alesp, onde está em seu quarto mandato consecutivo, André do Prado foi vereador e prefeito de Guararema, no interior paulista.

Leia também: Câmara de SP aprova mudança de nome da GCM para Polícia Municipal


Foto: Rodrigo Romeo/Alesp

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Com leitura de mensagem do governador, Alesp dá início aos trabalhos legislativos de 2024

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O ano legislativo de 2024 começou oficialmente na Assembleia do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (1º). Conduzida pelo presidente André do Prado, a sessão inaugural contou com a entrega e a leitura da Mensagem Anual encaminhada pelo governador Tarcísio de Freitas e a presença do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima.

No documento, que será publicado no Diário Oficial, Tarcísio agradece às deputadas e aos deputados pelo trabalho realizado ao longo do ano passado, destacando os principais projetos de leis aprovados pela Casa. Também faz uma lista das ações, dos investimentos e dos programas que o Governo vem realizando nas áreas da Saúde, Educação, Infraestrutura, Esporte e Habitação, entre outras.

“Preciso, antes de tudo, agradecer a todos os nobres deputados e deputadas e dizer que este Parlamento teve muita coragem e altivez para enfrentar debates tão difíceis e urgentes. A busca de soluções para problemas estruturais não é uma tarefa fácil. É preciso muito diálogo e vontade de trabalhar para promover políticas transformadoras na vida das pessoas”, afirma o governador.

Sabesp e projetos aprovados

Um dos destaques da mensagem do chefe do Executivo foi a aprovação do projeto de lei na Alesp, em 2023, que autorizou a desestatização da Sabesp. “Com mais participação do capital privado, a universalização do saneamento será realidade em 2029, quatro anos antes do prazo legal”, afirma Tarcísio.

No total, foram 19 projetos enviados pelo Governo e aprovados pela Casa no ano passado, dentre eles a Reforma Administrativa e o programa Resolve Já, que tem como missão desburocratizar a resolução de dívidas tributárias com o Estado.

Tragédia no Litoral Norte

Os próximos dias 18 e 19 marcam um ano da tragédia ocorrida em São Sebastião, no Litoral Norte, quando um temporal de volume recorde culminou na morte de dezenas de pessoas e em centenas de moradores desabrigados. O governador cita que o Governo do Estado está entregando mais de 700 moradias definitivas na região, além de promover outras iniciativas para evitar novas tragédias, incluindo a instalação de um radar meteorológico. As ações do Governo no Litoral Norte somam R$ 1 bilhão.

Habitação

Além de São Sebastião, a política habitacional foi elencada no documento. De acordo com o Governo, o novo programa Casa Paulista entregou 18 mil moradias em 2023 e há ainda cerca de 100 mil em construção. “Outra frente de atuação da nossa política habitacional é a reforma de moradias, por meio do programa Viver Melhor. Conseguimos reformar 35 mil imóveis ao longo do último ano. Com isso, estamos recuperando o patrimônio das pessoas. A oferta de moradia digna é uma prioridade do nosso governo, especialmente para aqueles que moram nas áreas de risco, em várzeas de rio ou encostas”, cita o governador.

Infraestrutura e transporte

Tarcísio pontua, ainda, as principais ações relacionadas às obras de infraestrutura e de mobilidade tomadas no primeiro ano de mandato. A lista conta com a assinatura do contrato de conclusão do Rodoanel Norte, que tem previsão de ser concluído até 2026; a construção e a recuperação de 6,4 mil quilômetros de rodovias, com recursos públicos e privados; e o lançamento do programa Universaliza SP, relacionado a obras de saneamento.

“Para este ano, temos planos ainda maiores: vamos leiloar o Trem Intercidades que ligará São Paulo a Campinas, o túnel imerso Santos-Guarujá, a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e o Lote Litoral com 213 km de rodovias. Somente com estes projetos, serão mais de R$ 26 bilhões em investimentos privados nos próximos 30 anos”, acrescenta.

O chefe do Executivo lista, ainda, os três “tatuzões” em operação na Capital paulista, sendo que dois estão operando na Linha 6-Laranja e outro na expansão da Linha 2-Verde do Metrô.

Saúde e Educação

Em relação à Saúde, o governador cita, entre as ações, o lançamento da nova tabela do SUS Paulista e o investimento de cerca de R$ 2,8 bilhões a mais para oferecer um respiro financeiro aos hospitais. Também destaca que a regionalização da Saúde é um dos nortes do Governo para aprimorar a gestão dos recursos no setor.

Na Educação, a realização do primeiro Provão Paulista e o programa Prontos Pro Mundo, que irá oferecer oportunidade de intercâmbio internacional a jovens, foram os principais destaques do texto.

Segurança Pública

Os desafios da Segurança Pública no Estado foram enfatizados pelo Executivo. Entre as decisões tomadas pelo Governo, foi enfatizada a criação do projeto Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, instalado no centro da Capital, próximo à região conhecida como cracolândia. Em oito meses de funcionamento, foram mais de 18 mil atendimentos realizados. Ainda de acordo com o documento, houve uma queda de 51% na ocorrência de roubos e de 37% na de furtos na região central da Capital.

O aumento salarial dos agentes policiais também está realçado na mensagem encaminhada por Tarcísio: “No primeiro ano de mandato, demos um reajuste salarial médio de 20,2% aos profissionais de Segurança, o qual agradeço novamente pelo apoio dado por essa Casa”, cita.

Expectativa alta

Para o presidente da Alesp, André do Prado, o ano de 2024 deve ter o Parlamento Paulista como protagonista das políticas públicas do Estado. “Esperamos que seja um ano em que essa Casa possa produzir, aprovar e melhorar os projetos do Legislativo e do Executivo para que tenhamos um período de grandes realizações em prol da nossa população”, afirma.

A primeira sessão ordinária ocorre nesta sexta, dia 2. As reuniões diárias são realizadas no Palácio 9 de Julho, no Plenário Juscelino Kubitschek, e contam com transmissão ao vivo pelo Youtube do Parlamento Paulista e pela TV Rede Alesp. O acesso do público ao plenário é livre.

Leia também: Governo Lula é melhor avaliado do que Governo Bolsonaro por 51% dos brasileiros, diz PoderData


Fonte: Alesp – Foto: Rodrigo Romeo/Alesp

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Assembleia Legislativa de São Paulo entra em recesso parlamentar

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Com o projeto de Diretrizes Orçamentárias aprovado na última semana, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo entrou oficialmente, a partir do dia 1º de julho, no período de recesso parlamentar. Este intervalo, que é previsto pela Constituição Estadual, vai até o dia 31 de julho.

A aprovação do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) confirma a paralisação das atividades, encerrando o primeiro semestre de 2023. Com isso, as sessões legislativas, reuniões de comissões e as demais atividades ordinárias desempenhadas no Palácio 9 de Julho ficam suspensas por 30 dias e retornam no dia 1º de agosto.

Apesar da suspensão dos trabalhos da Casa, os deputados e deputadas da Alesp não ficam impedidos de desempenhar suas atividades parlamentares, incluindo aquelas externas ligadas ao levantamento das demandas da população do Estado e de suas bases eleitorais.

Palácio 9 de Julho

Durante o período de recesso parlamentar, a sede do Poder Legislativo segue aberta para os cidadãos que utilizam os serviços disponíveis no Palácio 9 de Julho, como agências bancárias, Defensoria Pública, Polícia Civil e o Poupatempo. Além disso, eventos diversos e reuniões extraordinárias podem continuar acontecendo na sede do Parlamento, sempre que necessário.

Leia também: Alesp aprova reajuste de 6% nos salários do funcionalismo público de SP


Fonte: Ag. Alesp

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Racismo contra Vinicius Jr e greve de servidores pautam sessão da Alesp desta segunda (22)

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O novo episódio de racismo contra o atacante brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid, durante uma partida pelo Campeonato Espanhol no final de semana; a greve dos servidores da Fundação Casa, que já dura mais de 20 dias; e a possibilidade de o governo paulista tentar a redução do orçamento obrigatório de investimento em Educação. Esses foram os temas em destaque durante a sessão desta segunda-feira (22) no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O deputado Reis (PT) fez um discurso em que repudiou os consecutivos casos de racismo em que o jogador Vinicius Júnior vem sofrendo na Espanha por parte de torcedores de times rivais do Real Madrid. O parlamentar citou que o presidente Lula e muitas outras autoridades mundo afora estão se mostrando indignadas e cobrando respostas por parte dos responsáveis em coibir essas práticas criminosas nas arquibancadas.

“Atacar uma pessoa com xingamentos e insultos por ela ser negra é querer viver como se ainda existisse escravidão negra e desejar manter o povo negro em uma situação inferior, de subalternidade às classes mais altas. O racismo dói. A discriminação ofende. Não podemos permitir. É preciso uma postura política frente a essa questão e vigilância constante, para que haja o respeito à diversidade racial”, afirmou Reis.

Fundação Casa

A greve dos trabalhadores da Fundação Casa, que já dura mais de 20 dias, também foi tema de discurso na tribuna da Alesp. O deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT) cobrou o Governo Estadual para que negocie e atenda às solicitações dos servidores, que buscam melhores condições de trabalho e valorização salarial condizente com a proposta para as Polícias Militar e Civil.

“Os servidores da Fundação Casa querem ser reconhecidos e incluídos no projeto de reajuste das polícias porque também desempenham um trabalho importante na área da Segurança Pública. Esperamos que o Governo promova o diálogo com a categoria e que isso seja resolvido o mais rápido possível. Trabalhadores da Segurança Pública não podem ser tratados de forma diferenciada”, afirmou o parlamentar.

Educação

A informação divulgada pela imprensa de que o atual Governo pretende reduzir de 30% para 25% o mínimo obrigatório de investimento do orçamento estadual em Educação foi criticado pelo deputado Carlos Giannazi (Psol). O parlamentar pontuou que, se isso ocorrer, o orçamento anual destinado às escolas e universidades públicas paulistas pode ser reduzido em R$ 10 bilhões.

Gianazzi mostrou fotos de uma escola pública na capital paulista em que a quadra poliesportiva está, há anos, quebrada e interditada, impossibilitando a prática de atividades físicas pelos alunos. Para o deputado, esse é um retrato do que acontece em outras unidades espalhadas pelo Estado.

“Quero ver qual deputado vai querer deixar as digitais num projeto como esse. Se isso acontecer, será um crime. Tenho certeza de que a sociedade vai reagir e jamais vamos aprovar um projeto como esse”, afirmou Giannazi. O projeto de lei com esse objetivo não foi, até o momento, encaminhado pelo Executivo à Alesp.

Leia também: Mercado reduz previsão da inflação de 6,03% para 5,8% este ano


Fonte:  Tom Oliveira/Alesp

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