Tarcísio articula escolha na Alesp, e veteranos rejeitam novato

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A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para 2027 começa a expor divergências dentro da base aliada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Enquanto o PL busca manter o comando do Legislativo estadual, deputados veteranos resistem à possibilidade de um parlamentar novato assumir o posto.

O cenário deve entrar na pauta das próximas semanas, quando Tarcísio pretende conversar com as bancadas partidárias para discutir as prioridades da Assembleia e os nomes que podem suceder André do Prado (PL), atual presidente da Casa. A mudança ocorrerá em fevereiro de 2027, no início da nova legislatura.

A resistência aos novatos tem como argumento a experiência política e a capacidade de articulação necessárias para conduzir os trabalhos legislativos e manter o diálogo com os diferentes grupos parlamentares, inclusive a oposição.

Disputa por espaço entre PL e Republicanos

O comando da Alesp também é objeto de disputa entre o PL e o Republicanos. O partido de André do Prado elegeu a maior bancada, com 27 cadeiras, e busca permanecer à frente da Assembleia.

Nos bastidores, Tarcísio teria sinalizado que a presidência deve continuar com o PL. O governador já conversou sobre o assunto com André do Prado, que deixará o Legislativo paulista para assumir uma cadeira no Senado Federal em 2027.

Uma das alternativas discutidas para acomodar os interesses das duas siglas prevê a manutenção de Gilmaci Santos como líder do governo na Assembleia, enquanto o PL indicaria o próximo presidente.

PL tem disputa interna pela presidência

A definição do nome também divide os integrantes do próprio PL. Alex Madureira, atual líder da bancada, está entre os interessados no cargo, assim como outros deputados com trajetória mais longa na Assembleia.

Rogério Franco, ex-prefeito de Cotia, aparece entre os novatos que buscam espaço na disputa. A possibilidade de um parlamentar sem longa experiência na Casa, porém, encontra resistência entre deputados veteranos, que defendem um perfil com histórico no Legislativo e capacidade de negociação política.

As reuniões previstas por Tarcísio com os partidos aliados devem ajudar a dimensionar o apoio aos possíveis nomes. Até o momento, a sucessão permanece em fase de articulação, sem definição oficial sobre quem ocupará a presidência da Alesp a partir de fevereiro de 2027.

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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