A assessoria de imprensa como alavanca para pequenos e médios negócios – por Adriana Vasconcellos Soares

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Pequenos e médios negócios enfrentam um desafio comum no ambiente atual. Precisam ganhar visibilidade, construir credibilidade e gerar vendas em um mercado cada vez mais competitivo. O problema é que muitos ainda concentram esforços apenas em redes sociais e anúncios, ignorando um ativo estratégico que pode acelerar esse processo: a assessoria de imprensa.

Diferente da publicidade, que depende de investimento contínuo para gerar alcance, a assessoria de imprensa atua na construção de reputação. Ela posiciona a empresa como fonte confiável de informação, conecta o negócio a veículos de comunicação e amplia sua presença em ambientes onde a percepção de valor é mais elevada.

Para empresas menores, isso faz diferença direta na forma como são percebidas. Quando um negócio aparece em um jornal ou portal relevante, em uma matéria jornalística ou como fonte especializada, ele deixa de ser apenas mais uma opção no mercado e passa a ser visto como referência. Esse movimento impacta decisões de forma silenciosa. Antes de comprar, contratar ou entrar em contato, o cliente pesquisa. E, nesse momento, não avalia apenas preço ou portfólio. Ele observa sinais de confiança. Onde essa empresa já apareceu, quem já falou sobre ela, qual é o nível de exposição institucional. É nesse ponto que muitos negócios perdem oportunidades sem perceber. Não por falta de qualidade, mas por ausência de reputação construída de forma estratégica.

A assessoria de imprensa atua exatamente nesse espaço. Por meio de pautas bem estruturadas, relacionamento com jornalistas e presença recorrente na mídia, ela constrói autoridade ao longo do tempo. Não é uma ação pontual. É um processo contínuo de posicionamento.

Outro ponto relevante é o impacto nas buscas e nas inteligências artificiais. Sistemas de IA tendem a priorizar informações provenientes de fontes confiáveis e recorrentes. Na semana passada, a Folha de S. Paulo e o Google firmaram um acordo que sinaliza uma mudança na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis. Quando uma empresa é citada em veículos de comunicação, ela amplia sua relevância nesse ecossistema e aumenta suas chances de ser considerada nas respostas e recomendações.

Na prática, isso significa que a marca passa a ter mais chances de ser mencionada em respostas, comparações e recomendações feitas por IAs. Mesmo sem gerar clique direto, essa presença influencia na percepção e decisão.

Para pequenos e médios negócios, isso representa uma vantagem competitiva real. Enquanto muitos concorrentes disputam atenção apenas com anúncios, empresas que investem em reputação passam a ocupar um espaço mais sólido na mente do consumidor.

Além disso, a assessoria de imprensa contribui para reduzir o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo. Quanto maior a credibilidade percebida, menor a resistência na decisão de compra. O processo comercial se torna mais fluido, e a conversão tende a acontecer com menos esforço. Outro benefício está na construção de marca. Redes sociais geram visibilidade rápida, mas a imprensa constrói memória. É ela que consolida posicionamento, reforça narrativa e sustenta crescimento de forma mais consistente.

Isso não significa substituir outras estratégias, mas integrar. O marketing atrai. O comercial fecha. E a assessoria de imprensa fortalece a percepção que conecta esses dois pontos. Para pequenos e médios negócios que querem crescer de forma estruturada, ignorar esse processo é limitar o próprio potencial. Visibilidade isolada não sustenta crescimento. Credibilidade sim. No cenário atual, não basta aparecer. É preciso ser reconhecido, lembrado e validado. E é justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia necessária para quem quer crescer com consistência.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Redes sociais para saúde, produtos e serviços como escolher as melhores plataformas em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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A presença digital deixou de ser opcional. Em 2026, empresas, profissionais e marcas disputam atenção em um ambiente cada vez mais fragmentado e competitivo. Ainda assim, um erro comum continua se repetindo. Usar as mesmas redes sociais para qualquer tipo de negócio, sem considerar o comportamento do consumidor.

Produtos, serviços e saúde seguem lógicas diferentes de decisão. Quando essa diferença não é respeitada, a comunicação perde eficiência, o conteúdo não conecta e o resultado não aparece. Antes de escolher a plataforma, é preciso entender um ponto básico:

  • Produto vende por desejo.
  • Serviço vende por confiança.
  • Saúde exige segurança e autoridade.

A partir disso, a escolha das redes sociais deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.

Redes sociais para divulgar produtos

Quando falamos de produtos como roupas, cosméticos, papelaria ou ferramentas, o principal gatilho de compra é visual e emocional. O consumidor não quer apenas informação. Ele quer ver, se identificar e desejar. Por isso, as redes mais eficientes são aquelas que estimulam descoberta e impacto rápido.

Instagram segue como a principal vitrine digital. Com forte apelo visual, permite apresentar produtos em fotos, vídeos curtos, bastidores e provas sociais. Além disso, recursos como loja integrada e marcação de produtos encurtam o caminho até a compra.

TikTok cresce como canal de alcance. É onde produtos viralizam, ganham escala e entram no radar de novos públicos. Funciona bem para demonstrações rápidas, tendências e conteúdos espontâneos.

Facebook continua relevante, principalmente para campanhas pagas e segmentação. Embora tenha perdido protagonismo orgânico, ainda entrega alcance consistente para públicos mais amplos.

WhatsApp é o ponto de conversão. Depois do interesse, é ali que a venda acontece. Atendimento rápido, envio de catálogo e proximidade fazem diferença.

Nesse cenário, o erro mais comum é tratar produto como catálogo estático. O que funciona é contexto, uso real e identificação.

Redes sociais para divulgar serviços

Serviços como advocacia, contabilidade, mecânica ou limpeza seguem outra lógica. Aqui, a decisão não é impulsiva. O cliente busca confiança, clareza e segurança antes de contratar. Isso muda completamente a estratégia.

Google é o principal ponto de partida. É onde o cliente pesquisa, compara e decide. Estar bem-posicionado, com avaliações, fotos e informações atualizadas, influencia diretamente a escolha.

Instagram funciona como canal de proximidade. Mostra bastidores, explica processos, responde dúvidas e humaniza o serviço. Ajuda a transformar uma marca em alguém confiável.

LinkedIn ganha força em serviços técnicos e B2B. É onde a autoridade profissional se consolida, principalmente em áreas como consultoria, jurídico e financeiro.

WhatsApp novamente aparece como canal de fechamento. Depois da confiança estabelecida, é ali que o contato se torna conversa e a conversa vira contrato.

O erro mais comum aqui é falar difícil demais. Quando o conteúdo é feito para outros profissionais e não para o cliente, a comunicação se perde.

Redes sociais para divulgar saúde

Na área da saúde, a lógica é ainda mais sensível. Não se trata apenas de atrair, mas de gerar segurança.

E o Instagram é a principal plataforma. Permite educar, aproximar e construir autoridade por meio de conteúdos simples, acessíveis e consistentes.

O YouTube é essencial para aprofundamento. Vídeos mais longos ajudam a explicar temas complexos e posicionar o profissional como referência.

Já o LinkedIn fortalece a credibilidade institucional e o relacionamento entre profissionais.

Google é indispensável para busca local. É onde o paciente procura clínicas, avalia reputação e toma decisão.

Aqui, além da estratégia, entra a responsabilidade e a credibilidade. Conteúdo precisa ser ético, informativo e sem promessas.

Tendências

Alguns movimentos são claros e impactam todos os segmentos:

  • Vídeos curtos seguem como principal formato de descoberta.
  • Conteúdo precisa ser rápido, direto e relevante.
  • A inteligência artificial passa a apoiar produção e personalização. Mas o diferencial continua sendo humano.
  • A comunicação se torna mais simples.
  • Quem complica perde atenção.
  • A jornada de compra encurta.
  • O cliente quer resolver rápido, sem fricção.

O papel da estratégia

Não existe uma única rede social ideal. Existe combinação estratégica. Lembre-se:

  • O Instagram atrai
  • O Google valida
  • O WhatsApp converte
  • O LinkedIn posiciona
  • E o YouTube aprofunda

Quando cada canal cumpre sua função, o resultado aparece de forma consistente. O problema não está na escolha da plataforma, mas na falta de clareza sobre o comportamento do cliente. Empresas que entendem isso deixam de apenas postar e passam a construir presença com intenção. E isso muda completamente o jogo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Email marketing não morreu – por Adriana Vasconcellos Soares

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O e-mail marketing segue relevante em 2026, com alto alcance, engajamento consistente e retorno sobre investimento superior à maioria dos canais digitais. Longe de desaparecer, ele se consolida como um dos ativos mais estáveis da comunicação. Apesar da percepção de que as redes sociais dominam o ambiente digital, os dados mostram outro cenário. Estimativas da Statista e do The Radicati Group indicam que cerca de 4,73 bilhões de pessoas utilizam e-mail no mundo em 2026, com aproximadamente 392 bilhões de mensagens enviadas todos os dias. Trata-se de um dos maiores ecossistemas de comunicação digital em operação.

A ideia de que o e-mail perdeu relevância costuma estar associada ao uso pouco estratégico. Quando mal aplicado, o canal perde eficiência. Quando bem estruturado, continua sendo um dos mais consistentes em alcance, relacionamento e conversão. Outro mito recorrente envolve o comportamento dos jovens. Existe a percepção de que novas gerações não utilizam e-mail, mas os dados indicam o contrário. Levantamentos de mercado apontam alta adesão entre a geração Z, além de uma preferência clara pelo canal para comunicação com marcas. Segundo a HubSpot e a Mailjet, 57% da geração Z e 79% dos millennials preferem receber comunicações por e-mail, e não por mensagens diretas em redes sociais.

Entre públicos mais maduros, o desempenho é ainda mais relevante. Estudos compilados por plataformas como Campaign Monitor e Mailchimp mostram que faixas etárias mais altas apresentam taxas de abertura superiores à média, além de maior propensão à leitura completa e à conversão.

No comportamento diário, o e-mail segue integrado à rotina. Dados da OptinMonster indicam que 99% dos usuários verificam a caixa de entrada pelo menos uma vez ao dia, e mais da metade faz isso antes de acessar redes sociais ou portais de notícia. Isso mostra que o canal continua sendo um dos primeiros pontos de contato digital do dia.

A relação com marcas também é mais positiva do que se imagina. Pesquisas de mercado apontam que mais de 60% dos consumidores gostam de receber e-mails promocionais com frequência semanal. O problema raramente está no canal, mas na relevância da mensagem.

Do ponto de vista de resultado, o e-mail marketing segue liderando. Relatórios da Litmus e da HubSpot indicam retorno médio de até US$36 para cada US$1 investido, podendo variar conforme o setor. Em alguns cenários, esse desempenho supera com folga campanhas pagas, especialmente quando há segmentação e personalização.

A frequência, outro ponto frequentemente criticado, também depende de estratégia. Usuários não cancelam inscrições apenas por volume de envios, mas principalmente por falta de relevância. Conteúdos bem direcionados mantêm o engajamento mesmo com maior frequência. O formato também influencia. E-mails em texto simples frequentemente apresentam desempenho igual ou superior a layouts complexos, justamente por se aproximarem de uma comunicação mais direta e pessoal. Essa característica reduz a percepção de publicidade e aumenta a taxa de resposta.

O comportamento mobile reforça essa tendência. Dados da Campaign Monitor mostram que a maior parte dos acessos ocorre via smartphone, com taxas de clique significativamente superiores às registradas em desktop. O e-mail acompanha, portanto, o padrão atual de consumo digital.

Outro fator estratégico diferencia o canal de qualquer outro. A base de e-mails é um ativo próprio. E creio que atualmente, este seja o ponto mais importante sobre o e-mail marketing.

Diferentemente das redes sociais, onde o alcance e a visibilidade dependem de algoritmos e mudanças nas plataformas, a lista de contatos de e-mail marketing permanece sob controle da empresa. Alterações nas redes podem reduzir o alcance de forma imediata, enquanto o e-mail mantém previsibilidade. Casos recentes reforçam esse cenário. Mudanças de algoritmo, instabilidades e até o encerramento de plataformas ao longo dos anos mostram que a audiência nas redes sociais é um ativo condicionado. Já o e-mail segue como um canal direto e próprio.

O crescimento das newsletters ilustra esse movimento. Relatórios como o State of Newsletters 2026, da plataforma beehiiv, mostram aumento consistente nas taxas de abertura, crescimento acelerado de audiências e expansão de modelos de assinatura. Em muitos casos, a primeira conversão ocorre em poucas semanas, demonstrando o potencial do canal como ativo de longo prazo. A percepção de que o e-mail marketing não funciona está menos ligada ao canal e mais à forma como ele é utilizado. Listas desqualificadas, mensagens genéricas e falta de estratégia comprometem resultados. Por outro lado, quando há segmentação, consistência e entrega de valor, o e-mail se mantém como uma das ferramentas mais eficientes do marketing digital. A conclusão é objetiva. O e-mail marketing não morreu. Ele evoluiu, se adaptou ao comportamento mobile, incorporou automação e inteligência de dados e segue como um dos poucos canais que oferecem alcance, controle e previsibilidade em um ambiente digital cada vez mais instável.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Uso massivo de inteligência artificial levanta debate sobre autenticidade na comunicação – por Adriana Vasconcellos Soares

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A inteligência artificial deixou de ser uma promessa tecnológica para se tornar parte da rotina de milhões de brasileiros. Aplicativos que organizam ideias, respondem perguntas e produzem textos já fazem parte do cotidiano em celulares, computadores e ambientes de trabalho. Esse avanço também levanta uma discussão importante. Até que ponto a conveniência dessas ferramentas pode influenciar a forma como as pessoas pensam, se expressam e constroem sua própria identidade?

Dados recentes indicam que o Brasil está entre os países que mais adotam a tecnologia. Um estudo da Fundação Itaú em parceria com o Datafolha, divulgado em fevereiro de 2026, revelou que 93% dos brasileiros utilizam alguma ferramenta com inteligência artificial. Apesar disso, apenas 54% afirmam entender de fato o que é a tecnologia. O levantamento mostra que a IA já está presente em diferentes atividades do dia a dia, desde aplicativos de celular até sistemas de atendimento e ferramentas profissionais.

Outras pesquisas divulgadas entre 2025 e o início de 2026 reforçam essa tendência. Os estudos indicam que entre 56% e 63% dos brasileiros já incorporaram a inteligência artificial em atividades cotidianas, como trabalho, estudo ou entretenimento. O país também aparece em posição de destaque no cenário global. Segundo levantamento da Cisco em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil ocupa a segunda posição entre os países que mais utilizam inteligência artificial generativa no mundo.

Na prática, isso significa que milhões de pessoas recorrem diariamente a sistemas capazes de gerar textos, responder perguntas, sugerir ideias ou auxiliar na produção de conteúdo. Entre os usos mais comuns estão atividades relacionadas ao aprendizado e ao trabalho. Cerca de 75% dos brasileiros afirmam utilizar ferramentas de inteligência artificial para aprender algo novo ou apoiar tarefas profissionais. Outro comportamento que começa a se tornar frequente envolve a comunicação pessoal. Mais de 60% das pessoas já utilizaram inteligência artificial para escrever mensagens em aplicativos ou redes sociais.

Facilidade que pode alterar hábitos de comunicação

A popularização dessas ferramentas ocorre principalmente pela facilidade de uso. Em poucos segundos, a inteligência artificial pode sugerir respostas, corrigir textos ou ajudar a organizar ideias. Esse tipo de recurso torna a comunicação mais rápida e prática, mas especialistas começam a analisar possíveis impactos desse comportamento no longo prazo.

Quando uma ferramenta participa diretamente da construção de mensagens, e-mails ou textos pessoais, parte do processo de elaboração do pensamento pode ser transferida para a tecnologia. Com o tempo, esse hábito pode reduzir o esforço individual na formulação de ideias ou na escolha das palavras, estimulando a delegação de tarefas cognitivas à máquina. Pesquisadores que estudam comportamento digital observam que essa dinâmica pode criar uma dependência gradual. É fácil se acostumar a utilizar inteligência artificial para resolver tarefas do cotidiano. O desafio pode surgir quando a pessoa precisa retomar processos de reflexão e escrita sem o apoio da tecnologia.

Outro ponto que chama atenção é a possível padronização da linguagem. Ferramentas de inteligência artificial são treinadas com grandes volumes de dados e tendem a produzir textos claros e organizados. Esse padrão pode melhorar a qualidade da comunicação em muitos contextos. Por outro lado, quando muitas pessoas passam a utilizar as mesmas ferramentas, as mensagens podem começar a apresentar estruturas semelhantes, reduzindo marcas pessoais de estilo e expressão. Esse fenômeno levanta um debate sobre autenticidade na comunicação digital.

Em uma pesquisa realizada com 600 brasileiros, 63% afirmaram já ter utilizado inteligência artificial para escrever mensagens pessoais. Curiosamente, o mesmo percentual acredita que as pessoas eram mais autênticas e diferentes entre si no passado. A percepção sugere que a transformação tecnológica não está apenas modificando ferramentas, mas também a forma como a sociedade enxerga a própria comunicação.

Um outro dado relevante envolve a confiança nas decisões tomadas por sistemas digitais. Estudo divulgado em outubro de 2025 aponta que cerca de 51% dos brasileiros afirmam confiar mais em decisões baseadas em inteligência artificial do que em decisões humanas em determinados contextos. O resultado indica que a tecnologia vem ganhando espaço não apenas como ferramenta de apoio, mas também como referência para tomada de decisão.

Especialistas alertam, no entanto, que essa confiança precisa ser acompanhada de pensamento crítico e compreensão sobre como esses sistemas funcionam.

O papel das empresas na cultura digital

O crescimento do uso da inteligência artificial também está ligado ao ambiente corporativo. Muitas empresas já utilizam ferramentas automatizadas para otimizar processos, produzir relatórios, organizar dados e apoiar atividades de comunicação. Levantamentos já indicam que cerca de 80% das organizações planejam ampliar investimentos em inteligência artificial nos próximos anos.

A tecnologia pode contribuir para aumentar a produtividade e agilizar tarefas. No entanto, especialistas em comportamento e comunicação defendem que o uso precisa ser acompanhado de uma reflexão sobre criatividade, autonomia e pensamento crítico. Nem todas as atividades exigem necessariamente o apoio de sistemas automatizados. Em muitos casos, o desenvolvimento de ideias próprias continua sendo essencial. Por isso, as empresas também têm um papel importante na construção de uma cultura digital equilibrada, incentivando o uso consciente da tecnologia e estimulando a capacidade de análise dos profissionais.

O avanço da inteligência artificial abre espaço para uma discussão que vai além da inovação tecnológica. A forma como as pessoas se comunicam sempre foi uma expressão direta da identidade, da personalidade, da visão de mundo e da cultura de cada sociedade. Quando ferramentas digitais passam a participar desse processo, surge a necessidade de refletir sobre equilíbrio.

A tecnologia pode ampliar a capacidade humana de aprender, produzir e resolver problemas. Ao mesmo tempo, preservar a autenticidade e a diversidade de ideias continua sendo fundamental. Com a inteligência artificial cada vez mais presente na rotina, o desafio passa a ser utilizar esses recursos de forma consciente, sem renunciar àquilo que torna cada pessoa única na forma de pensar, escrever e se expressar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A força da presença midiática na construção de autoridade das marcas – por Adriana Vasconcellos Soares

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Em um mercado cada vez mais competitivo, estar presente nas redes sociais já não é uma escolha. É uma necessidade estratégica para qualquer empresa que busca relevância, reputação digital e relacionamento com o público. No entanto, um ponto decisivo ainda passa despercebido por muitos negócios. A presença qualificada dos seus líderes nos meios de comunicação tradicionais como jornais, revistas, rádio e TV.

A figura do porta-voz tornou-se um ativo estratégico. Quando o responsável pela marca assume esse papel e se posiciona nos veículos de comunicação, sua empresa se apresenta ao mercado com mais clareza, propósito e credibilidade. Essa visibilidade não acontece por acaso. Ela exige método, relacionamento e narrativa. É nesse cenário que a assessoria de imprensa ganha protagonismo.

Uma assessoria especializada vai além da divulgação. Ela estrutura reputação, desenvolve autoridade, orienta o porta-voz, define mensagens-chave, aproxima a marca dos jornalistas e coloca o negócio nas pautas certas, nos momentos certos e nos veículos adequados. O resultado aparece na construção de presença consistente e na percepção de valor do mercado. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) revela que 82,2% das empresas seguem investindo fortemente em assessoria de imprensa. Esse número mostra que as organizações reconhecem que autoridade não se compra por meio de anúncios. Ela se conquista com estratégia, narrativa e presença contínua.

Por que estar na mídia também é essencial para aparecer nas IAs

Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial generativa, a presença midiática passou a ter impacto direto na visibilidade digital. Isso ocorre porque assistentes de IA e mecanismos avançados de busca cruzam dados públicos e confiáveis para gerar respostas. Eles priorizam conteúdos de meios jornalísticos, entrevistas, reportagens e portais reconhecidos.

Quando uma empresa ou porta-voz aparece na imprensa, a informação se torna registrável, verificável e rastreável. Isso aumenta as chances de ser citada pelos sistemas de IA em respostas, análises de mercado e recomendações automáticas. A imprensa funciona como uma camada de validação que reforça a reputação digital perante algoritmos que buscam fontes seguras. Ou seja, presença na mídia é sinônimo de presença nos ambientes que influenciam a tomada de decisão dos consumidores. Marcas que não investem nessa construção ficam menos visíveis e menos citadas nos mecanismos baseados em IA, que hoje formam parte relevante do processo de descoberta de produtos, serviços e especialistas.

Benefícios diretos de contar com assessoria de imprensa

Uma estratégia bem conduzida traz avanços sólidos como:
– Reconhecimento no mercado
– Visibilidade estratégica
– Presença nos principais portais
– Reputação duradoura
– Apoio ao posicionamento do porta-voz
– Narrativa estruturada e alinhada ao propósito da marca
– Relação contínua com jornalistas e veículos
– Aumento das menções orgânicas por IA

A assessoria fortalece a marca e abre portas que não se conquistam apenas com marketing digital. Enquanto anúncios impulsionam a presença imediata, a comunicação estratégica gera valor permanente.

Contar com especialistas em comunicação aumenta a precisão da mensagem e amplia as oportunidades de exposição qualificadas. Uma assessoria de imprensa experiente identifica pautas relevantes, orienta o porta-voz, prepara o conteúdo e posiciona a marca nos veículos certos. Esse trabalho cria um ciclo contínuo de autoridade que se reflete em visibilidade, percepção de credibilidade e fortalecimento institucional.

Em um ambiente marcado por excesso de informação, conquistar espaço na mídia e ser reconhecido por sistemas de IA se tornou um diferencial competitivo. Empresas que compreendem esse movimento ganham destaque e ampliam sua força no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A responsabilidade no processo de vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A dinâmica de vendas em 2026 exige clareza absoluta sobre o papel de cada área que compõe o funil. Muitas empresas misturam funções, criam expectativas equivocadas e, quando o resultado não vem, responsabilizam setores que nunca tiveram a atribuição de vender. Essa confusão prejudica equipes, desgasta relações e desorganiza investimentos. Por isso, entender a responsabilidade de marketing, assessoria de imprensa e comercial não é apenas necessário. É estratégico.

O marketing tem a missão de gerar demanda qualificada. Ele posiciona a marca, comunica diferenciais, cria presença digital e atrai pessoas que têm potencial real para comprar. Quando existe planejamento, consistência e leitura correta de público, o marketing entrega visibilidade, interesse e tráfego. Ele aproxima o cliente, mas não conduz a negociação. Sua função é criar condições para que a venda aconteça.

A assessoria de imprensa atua em outra esfera. Ela constrói reputação, fortalece a imagem institucional e abre portas na mídia. Também é responsável por relacionamentos com jornalistas e influenciadores, criação de pautas, envio de releases, organização de coletivas e monitoramento de notícias. Além disso, passa a exercer um papel estratégico no ecossistema das inteligências artificiais, já que as citações feitas por esses sistemas têm origem em fontes confiáveis e amplamente referenciadas. Quando uma marca aparece com frequência em veículos qualificados, em sites institucionais bem estruturados e em bases respeitadas, aumenta suas chances de ser reconhecida como entidade por algoritmos e, consequentemente, mencionada nas respostas geradas por IA. Esse reconhecimento não é imediato. Ele se forma por meio de visibilidade contínua, consistência informativa e presença em fontes externas verificáveis. A assessoria também auxilia no gerenciamento de crises e no posicionamento público. A imprensa entrega autoridade, credibilidade e percepção de valor. Esses fatores impactam vendas no médio e longo prazo, mas não substituem a atuação comercial.

O comercial é quem fecha. É quem aborda, qualifica, conduz a conversa e transforma oportunidade em contrato. É no comercial que o processo encontra seu ponto decisivo. Quando leads chegam em volume e qualidade adequados, mas a conversão não avança, o problema não está na comunicação. Está na forma de abordar, no momento escolhido, na ausência de acompanhamento, na falta de conhecimento sobre o produto ou em técnicas ainda pouco desenvolvidas. Culpar o marketing ou a assessoria quando o comercial não executa sua parte é transferir responsabilidade.

É papel da comunicação alinhar essa expectativa desde a primeira reunião. Quando o cliente entende quem faz o quê, reduz frustrações e toma decisões mais inteligentes sobre investimentos. Reuniões iniciais claras evitam conflitos futuros, protegem profissionais e fortalecem parcerias de longo prazo. Marcas que compreendem essa diferença conseguem mensurar resultados com mais transparência e evoluir com mais rapidez.

Marketing e assessoria ampliam alcance, reputação e oportunidades. O comercial transforma isso em receita. Cada área opera em um estágio diferente da jornada do cliente e todas são necessárias. O erro está em esperar que uma substitua a outra.

Se você quer atrair clientes mais qualificados em 2026, estou aqui para ajudar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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O comportamento do consumidor em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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O consumidor de 2026 busca facilidade em todos os pontos da jornada. Ele não quer percorrer etapas longas, mudar de ambiente ou lidar com processos que exigem atenção total. Pesquisas da Euromonitor mostram que o público valoriza conforto, simplicidade e experiências que se encaixem no cotidiano, sem esforço extra. A tendência se confirma em estudos do RBC Capital Markets, que apontam maior sensibilidade ao valor e preferência por soluções diretas e funcionais.

Esse cenário desloca a lógica de presença digital. A compra deixa de depender da loja e passa a acontecer no ambiente onde o consumidor já está. Direct, WhatsApp e comentários se tornam locais naturais de conversão. A jornada é fluida e deve acompanhar o usuário de forma integrada. Plataformas como Instagram e TikTok aceleram esse processo ao estimular consumo imediato, o que torna arriscada a dependência de um único canal. Segundo o Jobspace, o comportamento híbrido é padrão e exige múltiplos pontos de contato funcionando de forma coerente.

Outro aspecto relevante é a busca por continuidade. O público não se envolve mais com conteúdos isolados. Ele procura narrativas que avancem, formatos reconhecíveis e entregas frequentes. Essa mudança impulsiona a lógica de canal, em que marcas e criadores trabalham quadros fixos, rotinas editoriais e identidade visual consistente. A Euromonitor aponta que quase metade dos consumidores desejam experiências personalizadas e com sensação de familiaridade. Postagens avulsas geram atenção momentânea. Séries criam hábito.

A tecnologia acelera essa transformação. Processos que antes exigiam grandes equipes agora podem ser estruturados por meio de planejamento e recursos de automação e inteligência artificial. Isso permite escala sem perder qualidade. Estudos da Consumidor Moderno indicam que o público aceita bem o uso de IA, desde que aplicado de forma transparente e realmente útil. O consumidor de 2026 também rejeita barreiras. Caminhos engessados, obrigatoriedade de aplicativos próprios ou etapas desnecessárias geram abandono imediato. Experiências conectadas, e não apenas multicanais, são as que se destacam. O cliente espera que uma conversa iniciada em um canal continue em outro sem perda de contexto. Quando a marca simplifica, a conversão cresce.

Outro movimento importante é a transformação do conteúdo em experiência. Quando marcas estruturam sua presença como um programa, com linguagem própria e entregas recorrentes, a audiência passa a voltar de forma espontânea. Essa dinâmica já aparece em grupos de mídia que adaptam formatos tradicionais para vídeos verticais e narrativas episódicas pensadas para consumo mobile. O conteúdo nasce no digital e para o digital.

Em 2026, presença digital eficiente depende mais de estratégia do que de volume. A construção de séries, estilos definidos e rotinas consistentes fortalece a relação. Marcas que entendem o comportamento atual deixam de disputar atenção e começam a desenvolver vínculo de longo prazo.

As previsões se alinham em diferentes estudos. A Euromonitor destaca o desejo por conforto. O RBC aponta a busca por valor real. A Consumidor Moderno reforça a importância do bem-estar e do uso consciente de tecnologia.

O Jobspace evidencia a preferência por jornadas integradas. Em conjunto, esses dados mostram um consumidor que busca facilidade, continuidade e conexão. Marcas que se adaptam a esse movimento conquistam vantagem competitiva, porque atendem não apenas a um desejo imediato, mas a um padrão de consumo que tende a se fortalecer nos próximos anos.

Por fim, a assessoria de imprensa ganha um papel ainda mais relevante nesse cenário. Com consumidores que valorizam clareza, confiança e experiências contínuas, torna-se essencial construir presença institucional sólida, visibilidade qualificada e reputação bem estruturada. A imprensa atua como ponte entre marca e sociedade, ampliando autoridade, fortalecendo narrativas e garantindo que a empresa seja encontrada, citada e reconhecida nos ambientes onde o público busca informação. Enquanto o conteúdo do dia a dia cria relação, a assessoria sustenta credibilidade, contextualiza a marca no setor e reforça sua relevância no longo prazo. Essa combinação coloca as empresas em posição de vantagem em 2026, unindo conexão imediata e reputação consistente.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Por que copiar trends afasta clientes e prejudica sua marca – por Adriana Vasconcellos Soares

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Hoje vamos falar sobre a ideia de que, se todo mundo do nicho está fazendo determinada trend, vale simplesmente copiar. Essa percepção parece inofensiva. Ela diverte, chama atenção e passa a sensação de que basta reproduzir o formato para alcançar mais pessoas. Só que, quando uma trend é   copiada sem análise do público, o resultado costuma ser o oposto do esperado. Em vez de gerar conexão, pode afastar justamente quem deveria se aproximar.

Um exemplo comum acontece com lojistas que entram em trends sobre clientes que experimentam vários produtos e não levam nada. Outra pessoa do setor pode achar graça, mas a cliente real interpreta de outro jeito. Ela pode lembrar de um dia em que não encontrou o tamanho certo, se sentiu constrangida por não comprar ou simplesmente pensar que está sendo criticada. Isso enfraquece a relação, diminui a confiança e pode até afastar um possível comprador.

Esse comportamento se repete em várias áreas. Corretores que usam termos que só outros corretores entendem, advogados que produzem trends cheias de jargão jurídico, profissionais de saúde que repetem vídeos técnicos porque viram colegas fazendo. A motivação é sempre a mesma. O conteúdo funcionou para alguém do nicho e foi replicado sem avaliar se fazia sentido para o cliente ideal. Grande parte desses erros surge porque muitos criadores consomem o Instagram como usuários e não como marcas. Assistem conteúdos de colegas, gostam e repetem. Só que quem precisa gostar é o cliente. É ele quem define se a mensagem é clara, útil e relevante. Quando o público não entende a linguagem ou não se sente parte da conversa, o vídeo perde força e a plataforma reduz o alcance nas publicações seguintes.

As redes sociais funcionam como ambiente de descoberta e relacionamento. Textos e vídeos curtos pedem clareza, identificação e mensagens que despertam interesse rápido. Não é espaço para críticas indiretas, aulas longas ou conteúdo técnico demais. É possível provocar reflexão e chamar atenção para comportamentos que merecem cuidado, mas sempre com foco em conexão real e não em ironia.

Antes de entrar em uma trend, vale observar alguns pontos simples. A mensagem conversa com a dor do meu cliente ideal? Corre o risco de ser interpretada como crítica? Está alinhada ao posicionamento da minha marca? Ajuda a reforçar a proposta de valor da minha marca? Se a resposta a estas perguntas for não, é melhor adaptar a ideia ou buscar uma linha própria.

Trends podem ser úteis quando fortalecem a identidade da marca e fazem sentido para quem realmente importa, mas deixam de ser estratégia quando são copiadas apenas porque o mercado está fazendo. Quando a criação passa a olhar primeiro para as necessidades do cliente, a comunicação ganha precisão, propósito e consistência.

Ao trocar indiretas vazias por conteúdos que geram identificação verdadeira, a marca evolui de quem segue o fluxo para quem lidera a conversa. Essa mudança simples já coloca qualquer perfil no caminho certo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Por que ser citado por inteligências artificiais virou ativo estratégico – por Adriana Vasconcellos Soares

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Já tratei desse tema anteriormente nesta coluna, mas vale retomar. Durante muito tempo, o SEO operou dentro de uma lógica previsível. Produzir conteúdo, conquistar posições nos buscadores, atrair tráfego e converter. Mesmo com mudanças constantes de algoritmo, a regra era clara. Quem aparecia mais, tinha mais chances de ser escolhido.

Esse cenário começou a mudar de forma estrutural. Hoje, uma parcela crescente dos usuários inicia sua jornada informacional dentro das inteligências artificiais. Em vez de buscar links, eles fazem perguntas, pedem comparações e recebem respostas prontas. Em muitos casos, essas respostas não geram cliques. Elas formam percepções.

Enquanto empresas seguem focadas apenas em métricas tradicionais, um novo tipo de visibilidade se consolida. A visibilidade por citação. Perguntas que antes movimentavam topo e meio de funil, como o que é, como funciona ou vale a pena, agora são respondidas diretamente pelas IAs. O usuário recebe contexto e alternativas sem acessar um site. O SEO não acaba, mas muda de papel. O topo de funil deixa de ser medido apenas por sessões e passa a ser medido por exposição dentro das respostas algorítmicas.

Não aparecer nesse ambiente significa deixar de existir em um momento decisivo da jornada.

Tráfego zero não é impacto zero. Um erro comum é associar impacto digital apenas a visitas. Na prática, a influência pode estar sendo construída fora do funil tradicional. Quando uma IA cita repetidamente a mesma marca ao longo de diferentes perguntas, o usuário cria familiaridade e confiança, mesmo sem clicar. No momento da conversão, a decisão já foi parcialmente construída. A citação não gerou tráfego, mas gerou consideração.

O princípio da familiaridade segue válido. Pessoas tendem a escolher o que reconhecem. As IAs ampliam esse efeito ao repetir referências em contextos distintos. Muitas empresas só percebem essa mudança nos números finais. As vendas continuam, mas os caminhos tradicionais de atribuição já não explicam tudo. Parte do convencimento aconteceu antes.

Outra consideração relevante é a substituição de pontos de contato. Antes, a jornada passava por blogs, reviews, vídeos e comparadores. Hoje, grande parte desse processo é sintetizada em uma conversa. Isso reduz interações diretas, mas aumenta o peso de cada menção. Uma citação em uma resposta pode valer mais do que várias impressões isoladas. Ser citado por uma IA é gerar influência. Ao mencionar uma marca, a IA sinaliza relevância e confiabilidade. Esse reconhecimento é cumulativo. Quanto mais contexto consistente uma empresa oferece, maiores as chances de continuar sendo referenciada.

A ausência tem custo. Não aparecer é não ser considerado.

O papel da assessoria de imprensa nesse cenário

Nesse contexto, a assessoria de imprensa ganha uma nova camada estratégica. É por meio de pautas relevantes, fontes qualificadas, presença editorial consistente e reputação construída em veículos confiáveis que as marcas se tornam referências reutilizáveis pelas IAs.

Conteúdos jornalísticos bem-posicionados, entrevistas, artigos de opinião, menções em matérias e presença institucional sólida aumentam a probabilidade de citação algorítmica. A IA aprende a partir de fontes confiáveis e recorrentes. A assessoria atua justamente nesse terreno.

Ser citado por inteligências artificiais deixou de ser curiosidade e passou a ser ativo estratégico. Não por gerar cliques diretos, mas por influenciar decisões antes mesmo da intenção explícita de compra. Visibilidade já não é apenas sessão. É presença recorrente, associação clara a temas e soluções, construção de autoridade reaproveitável. Quem entende essa mudança deixa de competir apenas por posição no ranking e passa a disputar espaço mental. Em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos, ser lembrado pode valer mais do que ser clicado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Planejar agora para crescer em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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Os presentes já estão embaixo da árvore, os panetones ocupam as mesas e o ritmo do calendário começa a desacelerar. Para muitas empresas, profissionais liberais e marcas pessoais, esse período costuma ser associado à pausa. Para quem atua de forma estratégica, no entanto, é exatamente o início de um novo ciclo. Em comunicação, antecipar decisões é o que garante espaço no futuro. O próximo ano já começou agora para quem entende que visibilidade não se improvisa.

E 2026 tende a ser tudo menos silencioso. Copa do Mundo, eleições, grandes eventos nacionais e internacionais, feriados estrategicamente distribuídos e um fluxo intenso de informações disputando atenção diariamente. Em um cenário tão competitivo, apenas existir não sustenta posicionamento. É preciso ser visto, lembrado e reconhecido como referência, especialmente por empresas B2B, médicos, advogados, executivos e empreendedores que competem por credibilidade em mercados cada vez mais saturados.

É nesse contexto que a assessoria de imprensa se consolida como uma estratégia central de comunicação. Diferentemente da publicidade paga, que depende de investimentos constantes e enfrenta custos crescentes, a presença editorial oferece algo que não se compra. Credibilidade.

Quando uma marca, clínica ou especialista aparece em uma reportagem, entrevista ou matéria jornalística, não está apenas divulgando um serviço. Está sendo validado por um veículo que o público reconhece como fonte confiável.

Pesquisas recorrentes sobre consumo de informação mostram que o público tende a confiar mais em conteúdos jornalísticos do que em anúncios. Essa confiança se reflete diretamente na reputação. Empresas e profissionais que mantêm presença contínua na imprensa costumam ser mais lembrados em momentos de decisão, seja para contratar um serviço, agendar uma consulta ou escolher um fornecedor. Não se trata de exposição pontual, mas de construção consistente de imagem.

As redes sociais seguem cumprindo papel relevante ao atrair, engajar e aproximar públicos. A imprensa, por sua vez, legitima e consolida essa presença. Quando essas frentes atuam de forma integrada, os resultados se potencializam. Uma matéria publicada gera conteúdo para redes, fortalece autoridade digital, influencia buscas e sustenta narrativas institucionais.

Quando caminham separadas, perdem força e impacto. Em um ano marcado por grandes acontecimentos e excesso de informação, essa integração deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.

Por isso, a assessoria de imprensa continua sendo uma das estratégias com melhor custo-benefício da comunicação. Com planejamento, consistência e leitura de cenário, ela transforma conhecimento técnico em pauta relevante, posiciona especialistas como fontes recorrentes e mantém marcas presentes nos veículos certos ao longo do ano. Não é sobre aparecer por aparecer. É sobre ocupar espaços estratégicos de forma contínua, coerente e alinhada aos objetivos do negócio.

Comunicação estratégica começa pela escuta

Na Six Comunicação Integrada, o trabalho começa pela escuta e pelo entendimento profundo de cada cliente, de sua atuação, desafios e metas. A partir disso, a expertise é traduzida em pautas jornalísticas, narrativas estratégicas e posicionamento editorial em portais, jornais, rádios, TVs e ambientes digitais. Sempre com responsabilidade, ética e, no caso das áreas da saúde e do direito, total alinhamento ao Código de Ética Médica e às diretrizes da OAB. Visibilidade sem estratégia gera ruído. Comunicação bem conduzida constrói autoridade.

Na prática, a era digital nivelou a disputa por atenção. Hoje, empresas de todos os portes competem pelos mesmos espaços simbólicos e informativos. Enquanto este texto é lido, é provável que um concorrente esteja investindo em comunicação para se manter presente ou conquistar novos públicos. A diferença está em quem compreende que comunicação não é custo, mas investimento direto em reputação, confiança e sustentabilidade.

Mostrar que sua empresa existe, explicar o que ela faz e deixar claro qual experiência entrega é essencial para crescer. Isso se torna mais eficiente quando assessoria de imprensa e marketing digital atuam de forma integrada. Essa combinação fortalece a imagem institucional, amplia presença online e transforma porta vozes em referências consistentes em seus setores.

Entrar em 2026 com um plano de comunicação estruturado é estar preparado para um ano intenso, competitivo e cheio de oportunidades. Em meio a agendas cheias e grandes eventos, quem constrói reputação com antecedência se destaca. Quem deixa para depois, disputa migalhas de atenção. A pergunta que fica é simples. Sua marca está construindo autoridade ou apenas reagindo ao mercado?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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