Revo lança app de mobilidade urbana por helicóptero com reserva em poucos minutos

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A Revo, plataforma digital de mobilidade urbana que combina transporte aéreo e terrestre, apoiada por inteligência artificial, inicia operação em São Paulo. As primeiras rotas com voos regulares, feitas por helicópteros bimotores Airbus, ligam a Avenida Brigadeiro Faria Lima, principal centro financeiro da cidade, ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, e o Complexo Cidade Jardim à Fazenda Boa Vista, empreendimento de luxo localizado em Porto Feliz, a 100 quilômetros da capital. A Revo investiu mais de 5 milhões de dólares (cerca de 25 milhões de reais) para o seu lançamento. A maior parte dos recursos foram destinados ao desenvolvimento da sua plataforma tecnológica proprietária.

Parte do grupo português OHI, líder no mercado de transporte aéreo offshore na América Latina por meio da Omni Táxi Aéreo, a Revo propõe um serviço e um modelo de negócio inovador. Com base em dados e inteligência artificial que permitem traçar rotas de acordo com variáveis como número de voos com passageiros de categoria business/first e tráfego nas principais vias de São Paulo, a Revo oferece, via aplicativo de celular, ou diretamente com o serviço de concierge – via email ([email protected]) e ou WhatsApp (11 91639-9937) -, reserva em pouco minutos e cliques seja de apenas um assento, múltiplos assentos ou capacidade total da aeronave, algo inédito nesse mercado. 

Além do transporte aéreo, o serviço inclui carros que o levam até o destino final. “Somos um serviço digital exclusivo de alta qualidade, prontamente disponível para solucionar um problema de mobilidade existente e sem solução até agora”, afirma João Welsh, CEO da Revo. “Somos pioneiros em mobilidade urbana avançada e nascemos para que nossos clientes economizem tempo precioso quando é mais necessário, com praticidade, conforto e máxima segurança”.

Os helicópteros bimotores usados pela Revo fazem parte da frota da Omni. O modelo H135, por exemplo, transporta até cinco passageiros. Já o H155, até oito. Todos os voos seguem os mais altos padrões de segurança do setor e contam com dupla tripulação. O trajeto de helicóptero entre o aeroporto e a Avenida Faria Lima custa 3 500 reais por assento. No caso das rotas entre São Paulo e a Fazenda Boa Vista, o valor é de 5 000 reais. Hoje, para fazer esses mesmos percursos com helicópteros bimotores e tripulações dupla, o passageiro precisa fretar uma aeronave, com custo médio de 20 000 reais para o aeroporto e de 35 000 reais para a Fazenda Boa Vista, de forma muito mais analógica e sem todos os diferenciais da Revo.

Com foco no público de alta renda, a Revo foi concebida em 2020, período no qual houve uma forte aceleração da digitalização da sociedade e o aumento de serviços demandados por meio de apps e plataformas simples, intuitivas e seguras. A solução da Revo combina atendimento de primeira classe, lounges premium nos pontos de embarque e desembarque, além de hosts treinados para dar a assistência necessária aos passageiros. A empresa acredita que a mobilidade urbana aérea tem potencial para reduzir o trânsito. 

Pensando nisso, a Revo juntamente com a OHI já tem acordo assinado com a Eve Air Mobility, empresa spin-off da Embraer,  para aquisição de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (os eVTOLs) e a plataforma de tecnologia proprietária da empresa já está pronta para essa transição quando estes veículos estiverem disponíveis no mercado. “Os eVTOLs são o futuro da mobilidade. Eles tornarão os voos mais verdes, acessíveis e sustentáveis, mas quem vai operar esses veículos? Onde estão os passageiros? Há muito a ser feito ainda em termos de infraestrutura para que eles se tornem uma realidade em alguns anos. Estamos entrando primeiro, começando um processo acelerado de aprendizagem com helicópteros, para liderar essa transição. Estamos comprometidos em criar um futuro em que os voos urbanos serão mais democráticos e neutros  em carbono”, afirma Welsh. A empresa possui acordo assinado também com a Airbus para colaboração e compartilhamento de informações com foco no desenvolvimento do ecossistema e mercado de mobilidade urbana aérea por meio deste tipo de aeronave.

Durante o soft launch da operação entre agosto e outubro, a Revo operará cerca de 30 voos semanais, entre segunda e sexta-feira, de e para o Aeroporto de Guarulhos. Na rota da Fazenda Boa Vista, a empresa terá 10 voos regulares semanais entre sexta e segunda-feira. Além disso, será possível aos clientes reservar voos privados realizados sob demanda entre São Paulo e regiões próximas, como campo, praia e cidades vizinhas. A empresa planeja ampliar as rotas iniciais e a frequência de voos ao longo dos próximos meses. A Revo também estará atenta ao feedback dos clientes. No último trimestre deste ano, a empresa deve lançar duas novas rotas regulares a partir de São Paulo.

Todos os voos Revo são operados pela Omni Táxi Aéreo. Também controlada pelo grupo OHI, a Omni opera no Brasil há cerca de 20 anos, sendo hoje o maior operador de helicópteros na América Latina. Sua frota de 90 helicópteros, que realizam 1 500 voos semanais, está avaliada em 1 bilhão de dólares. Ao ano, cerca de 500 000 passageiros são transportados pela empresa. 

Sediada no Rio de Janeiro, a Omni Táxi Aéreo oferece serviços de transporte de pessoal e de equipamentos de bases em terra para plataformas marítimas e outras instalações, incluindo emergência médica, para clientes como Petrobras, Total, Exxon e Shell. A empresa conta com mais de 1 400  colaboradores e tem a sua própria academia de treinamento de pilotos e centros de manutenção.

O Grupo OHI é dono de 100% da Revo. Por sua vez, o OHI é apoiado pelo seu principal acionista, a Stirling Square Capital Partners, um private equity sediado no Reino Unido, que atualmente administra um portfólio de mais de 3 bilhões de euros.

Leia também: Maternidade municipal de Santana de Parnaíba comemora 4 anos de inauguração com marca de quase 4.500 bebês 


Fonte: Revo

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Hidrogênio verde: entenda a tecnologia e as vantagens do novo projeto do Governo de SP

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Uma iniciativa do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), sediado na Escola Politécnica da USP, pode colocar o estado de São Paulo na vanguarda das novas tecnologias de energia verde e transição energética. Com o apoio do Governo de São Paulo, esta será a primeira estação do mundo para abastecimento de hidrogênio renovável a partir do etanol.

A planta-piloto vai ocupar uma área de 425 metros quadrados na Cidade Universitária, na capital. A área receberá reservatórios de etanol e hidrogênio, laboratório, sala de controle e um reformador com capacidade de produzir 4,5 quilos de hidrogênio verde por meio do etanol.

O lançamento do projeto foi feito no último dia 10, na capital, em cerimônia com a participação do governador Tarcísio de Freitas. A previsão é que a estação experimental esteja operando até o final do primeiro semestre de 2024.

O RCGI é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), agência de fomento paulista, e também recebe apoio de empresas dos setores de energia e automotivo. As pesquisas são focadas em inovações que possibilitem ao Brasil atingir compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Atualmente, são 50 projetos em desenvolvimento no RGCI, com o envolvimento de cerca de 530 pesquisadores dos setores público e privado. O programa da planta de hidrogênio não tem objetivos comerciais e reúne investimentos que ultrapassam R$ 182 milhões.

Na prática, a estação vai aprimorar a eficiência da produção do hidrogênio verde, visando a chegada da tecnologia no mercado e a utilização em larga escala no futuro. Um reformador a vapor vai converter etanol líquido em em hidrogênio por meio de uma reação termoquímica, feita a uma temperatura de aproximadamente 700 graus Celsius.

Esse processo químico é chamado de reforma a vapor. Após ser submetido a altas temperaturas e pressões específicas, o etanol reage com água e gera o hidrogênio. O reformador ainda faz uma purificação do hidrogênio, por meio de outra tecnologia inovadora desenvolvida por uma empresa parceira para a planta.

O etanol necessário para a produção diária de 108 kg de hidrogênio será fornecido por outra parceira privada. Já o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) dará suporte ao projeto com o objetivo de otimizar o funcionamento do reformador do etanol.

Durante o funcionamento da estação experimental, os pesquisadores vão validar os cálculos sobre as emissões e custos do processo de produção de hidrogênio. “Nossa estimativa no momento é que o custo da produção de hidrogênio a partir de etanol será muito competitivo quando comparado ao custo do hidrogênio de reforma do gás natural no contexto brasileiro”, afirma Julio Meneghini, diretor executivo e científico do RCGI.

Logística e transporte

Ele afirma que uma das principais vantagens do hidrogênio obtido por meio do etanol será percebida na logística de transporte. “Normalmente, o hidrogênio é transportado em forma comprimida ou liquefeita, o que demanda grande energia e a utilização de grandes tanques de aço. Já para transportar o etanol, a logística e o transporte são muito simples. Todos os postos de gasolina do Brasil têm uma bomba de etanol”, explica Meneghini.

O transporte do etanol é feito em caminhões-tanque com capacidade de armazenamento em torno de 45 mil litros, volume que pode gerar de 5 mil a 7 mil quilos de hidrogênio. Devido ao baixo custo de transporte do biocombustível, a tecnologia terá mais facilidade de ser replicada globalmente.

Outra vantagem é a utilização de baterias quatro vezes mais leves que as dos carros elétricos com carregamento externo. O abastecimento de um ônibus movido a hidrogênio também é mais rápido: cerca de cinco minutos, segundo os pesquisadores, ante cerca de oito horas de um similar elétrico.

“Um ônibus puramente elétrico tem uma autonomia menor que 200 km e demora oito horas para carregar, além de ter duas toneladas de bateria. Com o hidrogênio, o ônibus fica mais leve e pode ser recarregado em cinco minutos. É o tempo que se abastece um ônibus convencional à diesel”, destaca o diretor do centro de pesquisa.

O hidrogênio produzido na estação experimental será usado para abastecer três ônibus cedidos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) do Governo de São Paulo e também um veículo cedido por uma montadora japonesa. Os veículos irão transitar exclusivamente no campus da USP.

Leia também: Saúde, educação, aplicativo de descontos e mudança de partido foram os temas abordados na Câmara de Barueri na última sessão


Fonte: Governo de SP

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Metroviários de SP decidem hoje se entram em greve nesta terça-feira

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Trabalhadores do metrô de São Paulo decidem hoje (14), em assembleia a ser realizada às 18h, se entram em greve a partir de 0h de terça-feira (15). De acordo com o Sindicato dos Metroviários, a greve é uma manifestação contra a privatização das linhas de metrô e trem e a favor da melhoria do serviço para a população.

“Desde que foi eleito, o governador Tarcísio de Freitas tem falado sobre sua intenção de privatizar todo o sistema de metrô e trem de São Paulo. Nós somos contrários a esse projeto, porque isso significa a piora do serviço e o aumento da tarifa”, disse a presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa.

Camila citou como exemplo a experiência com as Linhas 8 e 9, administradas pela Via Mobilidade desde o início do ano. Constantemente as linhas apresentam falhas, prejudicando a população. “E diferente do que o governo diz, não economiza dinheiro do Estado, ao contrário, tem mais gasto porque esses contratos tem garantia de lucro por 30 anos. Além disso, preveem a existência de uma câmara de compensação que permite a retirada de dinheiro do metrô público e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pública para colocar nessas empresas privadas”, apontou.

Segundo a presidente do sindicato, a greve foi marcada para amanhã por conta da publicação de um edital que prevê a terceirização dos serviços de manutenção dos trens da Linha 15 – Prata (monotrilho) e da notícia de que o grupo CCR entrará na Justiça para pedir a anulação da decisão que cancelou o leilão de entrega da linha, previsto para 28 de agosto. “Nós entramos com uma ação no Tribunal de Contas do Estado questionando este edital, que além de ter uma série de imprecisões, não exige a garantia do serviço da parte da empresa que vencer o certame”, disse Camila.

De acordo com Camila, ainda hoje haverá uma reunião entre Sindicato e Metrô para tentar chegar a um acordo que evite a greve. “Nossa expectativa é que seja retirado esse edital porque ele é um passo muito concreto e agressivo no processo de privatização da Linha 15 – Prata, que é parte da CPTM e que nós defendemos que continue sendo uma linha pública com mais investimentos do Estado”, afirmou.

A greve é um protesto contra a demissão de três funcionários que atuavam no momento em que duas composições de trens da Linha 15 – Prata colidiram, deixando toda a operação paralisada. As composições eram parte do monotrilho em via elevada que liga a zona sul à zona leste da capital paulista.

O acidente ocorreu entre as estações Sapopemba e Jardim Planalto, na zona leste, por volta das 4h30, antes do início da operação comercial, durante a movimentação de posicionamento dos trens, informou a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.

Segundo Camila, os funcionários foram apontados como culpados pelo incidente, porém a linha registra diversas falhas de operação que ocasionam os problemas.

Plebiscito

A presidente do Sindicato dos Metroviários informou que a decisão de formar plebiscito foi tomada, após plenária unificada entre os trabalhadores do metrô, CPTM e funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que também está no projeto de privatização do governo estadual, para saber a opinião da população sobre a privatização dessas duas empresas. “A população é contrária ao projeto de privatização e nós vamos realizar esse plebiscito no mês de setembro e fazer também mobilização unificada no mês de outubro”.

Leia também: Nunes diz a aliados que apoio de Bolsonaro não é seu principal objetivo


Fonte: Agência Brasil

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São Paulo elabora sistema municipal de monitoramento de viagens em bicicleta

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A Prefeitura de São Paulo, por meio das secretarias municipais de Mobilidade e Trânsito (SMT) e Relações Internacionais (SMRI), lançou quinta-feira (10) a publicação “Plano de Monitoramento de Viagens em Bicicleta em São Paulo”. O material foi produzido pela Ciclocidade, com apoio da SMT, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Partnership for Healthy Cities.

A publicação se insere dentro do contexto da elaboração de um sistema municipal de monitoramento de viagens em bicicleta capaz de endereçar, com periodicidade adequada, a pertinente questão: a quantidade de viagens em bicicletas nas ruas de São Paulo está aumentando? O indicador criado pode  ser executado pela própria municipalidade sem depender exclusivamente de pesquisas Origem e Destino, executadas a cada 5-10 anos pelo Governo do Estado, e vai auxiliar a Prefeitura no monitoramento de uma expressiva meta, explica Haydée Svab, uma das responsáveis pelo estudo: “A última Pesquisa OD, de 2017, apontou que 0,8% das viagens na cidade são feitas em bicicletas. De acordo com o Plano de Ação Climática do município, a meta é que cheguemos a 4% até o ano de 2030. Nesse contexto é que entra nosso trabalho, pois precisávamos de mecanismos mais eficientes para realizar o monitoramento, com a periodicidade e a frequência que um objetivo como esse demanda”. 

No relatório estão apresentados os esforços para a maior contagem de ciclistas da história da capital paulista em 210 pontos e seus achados principais, o modelo elaborado para estimar ciclistas e o plano de contagens estabelecido pela CET. Trata-se de uma definição de 110 pontos a serem acompanhados de forma bianual (55 por ano) de forma a compor o sistema de monitoramento de viagens em bicicleta da cidade.

O secretário municipal de Mobilidade e Trânsito da Cidade de São Paulo, Celso Gonçalves Barbosa, foi representado no evento por Alexandre Trunkl, chefe da Assessoria Técnica da SMT. Ele destacou que “acompanhar mais de perto e com menor periodicidade a evolução das viagens de bicicleta pelas vias da Capital nos auxilia na execução e no aperfeiçoamento das políticas públicas destinadas à mobilidade ativa, tornando-as mais efetivas, beneficiando mais pessoas”. 

A secretária-adjunta de Relações Internacionais, Ana Cristina Wanzeler, também presente na ocasião, reforçou a importância do trabalho para a capital paulista: “Em janeiro deste ano assinei o acordo de colaboração entre a Vital Strategies Brasil e o Município de São Paulo. O projeto vai ao encontro do Plano de Metas da Prefeitura, que dá destaque à mobilidade ativa segura e eficiente com vistas à Agenda 2030 da ONU. São 6 anos de trabalho conjunto da Prefeitura com a Parceria por Cidades Saudáveis em prol da segurança viária, mobilidade ativa, e da publicação do Manual de Desenho de Rua de São Paulo”, explica.  

O lançamento teve, ainda, a contribuição de Lucila Capelli, subsecretária de Planejamento da Mobilidade de Buenos Aires, que apresentou ações inspiradoras que foram implementadas na cidade e que multiplicaram o uso da bicicleta na capital argentina em poucos anos. “Durante os anos de intervenção, conseguimos vários impactos. Não somente promovemos viagens de bicicleta, nós reorganizamos as vagas de estacionamento e aproveitamos para diminuir os limites de velocidade”, explicou.  

Leia também: Lula viaja para Assunção, capital do Paraguai, nesta segunda-feira (14)


Fonte: SECOM – Prefeitura da Cidade de São Paulo – Foto: Marcos Santos

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Menor preço faria mais brasileiros usarem transporte público, diz CNI

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Menos tempo de espera e maior segurança também impactariam preferência

A redução de preço da tarifa (25%), a diminuição do tempo de espera (24%) e o aumento da segurança (20%) são os principais fatores a fazerem os brasileiros que não são usuários de transporte público utilizarem essa ferramenta nas grandes cidades. 

Os dados estão em pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre mobilidade urbana, que entrevistou 2.019 pessoas em cidades com mais de 250 mil habitantes nas 27 unidades da Federação. 

Maior disponibilidade de linhas e percursos, mais conforto interno, melhoria da qualidade dos veículos e a maior brevidade dentro do transporte público também foram citados pelos entrevistados como possíveis estímulos para usar mais o transporte público. 

O carro é o meio mais utilizado diariamente pelos entrevistados, com 75%. Na sequência vêm a moto (60%) e a bicicleta (54%). O ônibus é o meio de transporte coletivo mais frequentemente utilizado, com 50% das pessoas fazendo uso diário ou em quase todos os dias. Depois vêm a carona e o trem, com 37%; os fretados, com 30%; as vans, com 29%; os carros por aplicativos e o metrô, com 28%; o táxi, com 25%; e o barco, com 3%. 

Entre os entrevistados, 39% apontaram que usariam mais a bicicleta se houvesse melhoria da segurança para pedalar nas vias. O respeito dos motoristas aos ciclistas (35%) e a existência de mais ciclovias e ciclofaixas (27%) também seriam incentivos ao uso do transporte. 

Outro apontamento da pesquisa é a boa avaliação dos carros de aplicativo, que foi o meio de transporte mais bem avaliado nas cidades. Segundo a pesquisa, 64% dos usuários consideram esses serviços bons ou ótimos, mais que o dobro da avaliação boa ou ótima dos táxis (30%). O segundo serviço mais bem avaliado é o metrô, com 58% de ótimo ou bom. Na sequência, aparecem trem (38%), táxi (30%) e ônibus (29%). 

A pesquisa foi encomendada pela CNI e realizada pelo Instituto Pesquisa de Reputação e Imagem (IPRI) entre 1º e 5 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Queda no uso de ônibus

O sistema de transporte público brasileiro por ônibus urbano registrou uma queda de 24,4% na demanda entre 2019 e 2022, devido, principalmente, à pandemia. Isso significa que deixaram de ser realizados quase 8 milhões de deslocamentos de passageiros por dia, em média, no período. 

A informação foi divulgada esta semana no lançamento do Anuário 2022-2023 da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). 

O documento inédito mostra que, mesmo com um aumento de 12,1% na demanda (número de passageiros transportados) e de 10,3% na produtividade (número de passageiros transportados por quilômetro rodado) em 2022, na comparação com 2021, o segmento não recuperou os patamares pré-pandemia.

Leia também: PT confirma apoio a Boulos como candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024


Fonte: Agência Brasil

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Indicação da Vereadora Prof.ª Camila Godói para a implantação da Tarifa Zero é aprovada na Câmara Municipal de Itapevi

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Na última sessão da Câmara Municipal de Itapevi, na terça-feira (1º de agosto), foi aprovada a indicação de autoria da vereadora Prof.ª Camila Godói (PSB) que solicita a implantação da Tarifa Zero nas passagens de ônibus da cidade.

A proposta apresentada pela vereadora tem como objetivo proporcionar acesso gratuito ao transporte público para toda a população de Itapevi, buscando melhorar a mobilidade urbana e promover a inclusão social. Com a Tarifa Zero, a expectativa é de que mais pessoas tenham acesso aos serviços públicos, empregos e oportunidades.

A vereadora Prof.ª Camila Godói em suas redes sociais destacou a importância da aprovação da indicação e ressaltou que a Tarifa Zero é uma medida que visa beneficiar diretamente os cidadãos de Itapevi, especialmente aqueles que mais precisam. “Muitas pessoas deixam de comprar o pão e o leite para seus filhos para pagar uma passagem de ônibus. A Tarifa Zero é um investimento no futuro da nossa cidade”, afirmou a vereadora.

A vereadora Prof.ª Camila Godói tem demonstrado um firme compromisso com a concretização da implantação da Tarifa Zero em Itapevi. Em busca de apoio para essa importante medida, ela se reuniu recentemente com importantes autoridades políticas, incluindo o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, o Ministro Marcio França e o Prefeito de Vargem Grande Paulista, Josué Ramos, pioneiro da Tarifa Zero na região. Durante esses encontros, a vereadora apresentou os benefícios sociais e econômicos que a Tarifa Zero pode proporcionar à cidade e destacou a importância de promover a mobilidade urbana e a inclusão social. O engajamento da vereadora em buscar parcerias e apoio de lideranças políticas a nível nacional, estadual e municipal reforça seu compromisso com o bem-estar da população de Itapevi.

Leia também:  Beto Piteri tem apoio da “ampla maioria” de partidos em sua pré-candidatura; veja a lista


Fonte: O Repórter Regional – Foto: Reprodução/Facebook/Camila Godói

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Homem fica com a mão presa em porta de trem da CPTM e só consegue se libertar após duas estações

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Um passageiro ficou com a mão prensada pelas portas de um vagão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na estação Tatuapé, da Linha 11-Coral, na manhã da última segunda-feira (24).

O homem viajou com a mão presa até a estação Luz, onde a porta abre do mesmo lado que no Tatuapé, percorrendo uma distância de aproximadamente 6,5 km com a mão presa antes de conseguir soltá-la.

De acordo com a CPTM, os agentes da companhia só prestaram atendimento ao usuário na estação Luz porque não houve alerta ou acionamento do botão de emergência para abertura das portas durante a ocorrência.

Leia também: “Dia do Opala”, encontro deve reunir 700 veículos em SP neste domingo (30)


Fonte: TV Cultura

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PT protocola Projeto Tarifa Zero na Câmara e na Prefeitura de Barueri

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Nesta segunda-feira (24), o Partido dos Trabalhadores (PT) de Barueri protocolou junto ao Prefeito Rubens Furlan e também aos 21 (vinte e um) vereadores da cidade, a proposta Tarifa Zero sobre a gratuidade do Transporte Público (ônibus) na cidade.

Segundo divulgado pelo diretório do PT de Barueri, atualmente mais de 60 cidades brasileiras aplicam a gratuidade no transporte público municipal, como os municípios de Maricá e Volta Redonda no Estado do Rio de Janeiro e Paulínia, Vargem Grande Paulista e Pirapora do Bom Jesus no Estado de São Paulo.

Ainda segundo o partido, “com todas estas experiências é possível construir um projeto solido e personalizado para a cidade de Barueri, mas precisa de vontade política do Poder Executivo e Legislativo de Barueri, para elaborar este projeto e Barueri ser referência na região e até, possivelmente, ser uma referência nacional”, diz a nota do PT Barueri.

O PT Barueri também prepara no mês de agosto, uma plenária sobre Tarifa Zero, que será aberto ao público e com a presença confirmada do Engenheiro Lúcio Gregori, criador do projeto de transporte gratuito.

Leia também: Barueri: Levi Gobert se destaca como liderança política na região do Engenho Novo


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Santana de Parnaíba realiza recapeamento de importantes vias de Alphaville

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba realizou nesta semana alguns recapeamentos asfálticos de importantes vias pelo bairro de Alphaville. Os trabalhos da Secretaria de Operações Urbanas compreenderam trechos da avenida Gêmini e Delphinus, desde o Residencial 10 até os residenciais Gênesis I e II.

 Segundo a Administração Municipal, as ações de manutenção foram necessárias devido aos desgastes naturais de tempo de uso, além dos gerados pelo constante tráfego de veículos na região.

 A cidade de Santana de Parnaíba, que passa por um intenso processo de renovação em infraestrutura e manutenção, já efetuou nos últimos 10 anos mais de 300 km de recapeamento. Entre os bairros que receberam melhorias destaque para Refúgio dos Bandeirantes, Cristal Park, Chácara das Garças e Sítio do Morro e Parque Santana.

Leia também:  Avançam as obras do Parque do Pq. dos Eucaliptos em Santana de Parnaíba


Fonte: SECOM-Santana de Parnaíba

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Gratuidade nos ônibus das linhas em favelas em BH passa a ser lei

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A gratuidade nos ônibus do transporte coletivo municipal em 12 linhas que atendem regiões de favelas e vilas de Belo Horizonte passou a ter força de lei. O programa Tarifa Zero nas linhas foi instituído pela nova legislação do transporte urbano de ônibus da capital mineira (Lei 11.538 de 2023), sancionada no último dia 5 pela prefeitura.

As 12 linhas com passe livre transportam, em média, 433 mil passageiros por mês. No total, a cidade tem 313 linhas, segundo a prefeitura. Para utilizar o sistema gratuito, o usuário que possui o Cartão BHBus deve aproximá-lo do validador, no interior dos ônibus, para passar pela roleta, mas não há desconto de nenhum valor. Para quem não tem o cartão, a roleta é liberada pelo motorista.

Mesmo antes de se tornar lei, o passe livre para vilas e favelas estava funcionando desde abril no município, resultado de uma conciliação judicial, como uma das contrapartidas para a elevação do valor básico da passagem na cidade, que havia subido para R$ 6.

A nova lei sancionada permitiu à prefeitura voltar o valor da passagem principal para R$ 4,50 e aumentar, ainda no orçamento de 2023, os repasses às empresas de transporte em mais R$ 512 milhões. Como contrapartida, foram previstos – além da implementação do programa Tarifa Zero nas linhas de vilas e favelas, já em funcionamento – a subvenção de 100% do valor da tarifa correspondente a estudantes; o Vale-Transporte Saúde para pessoas em deslocamento para atendimento médico no Sistema Único de Saúde (SUS); o Auxílio de Transporte Social às famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica; e o Auxílio Transporte Mulher, para os deslocamentos de mulheres em situação de violência econômica ou social.

Essas medidas, no entanto, ainda precisam ser regulamentadas pela prefeitura para entrar em funcionamento – o prazo é de 90 dias a partir da data da sanção da lei.

Ao sancionar a lei, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, vetou, porém, o passe livre, aos domingos e feriados, para todas as pessoas. No projeto de lei original, aprovado pela Câmara Municipal, havia a permissão para prefeitura abrir créditos adicionais no orçamento, até o limite de R$ 25,8 milhões, para implementar a medida. O veto do prefeito, no entanto, ainda poderá ser derrubado pelos vereadores.

“Quando a tarifa zero surgiu, há dez anos, a proposta de catraca livre aos domingos e feriados não chegou nem a ser aprovada na primeira comissão da Câmara. Dez anos depois, essa emenda foi aprovada em primeiro e segundo turno, com 37 votos de 40. Isso é um avanço muito concreto”, destaca o pesquisador de mobilidade urbana André Veloso.

“O debate sobre a tarifa zero, as possibilidades concretas, avançou muito nos últimos dez anos. A gente tem hoje 76 cidades que têm essa política. Cidades governadas pela direita e pela esquerda. Tanto é que subsídio, que era um palavrão dez anos atrás, hoje é uma realidade no transporte de Belo Horizonte”, acrescentou.

Debate sobre passe livre

Bandeira levantada por movimentos populares nas grandes manifestações de junho de 2013, o fim da cobrança da passagem no transporte coletivo público urbano tem avançado nas casas legislativas e nas prefeituras de capitais do país. Além de Belo Horizonte, São Paulo é exemplo de capital em que a pauta tem ganhado espaço.

No final do ano passado, a prefeitura da capital paulista iniciou um estudo de viabilidade para a adoção do passe livre na cidade. O projeto Tarifa Zero está sendo desenvolvido pela São Paulo Transporte (SPTrans), empresa pública que faz a gestão do transporte no município. Segundo a administração municipal, o estudo ainda não está pronto.

No dia 15 de junho, vereadores de São Paulo propuseram um projeto de lei (PL) que dá passe livre parcial no município paulista, especialmente para pessoas de baixa renda: inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e desempregados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo dados do pesquisador Daniel Santini, 76 municípios brasileiros já adotaram a tarifa zero plena no transporte coletivo de ônibus. A maioria está em São Paulo e Minas Gerais: são 22 cidades paulistas e 19 mineiras.

Além de São Paulo e Belo Horizonte, outras sete capitais estão com o tema da tarifa zero em discussão na administração municipal ou nas casas legislativas: Campo Grande, Teresina, Fortaleza, Curitiba, Florianópolis, Palmas e Cuiabá. 

Leia também: Transporte público: vereadores de SP propõem lei do passe livre para população de baixa renda


Fonte: Ag. Brasil

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