O estado de São Paulo ultrapassou nesta quarta-feira (2) a marca de 100 milhões de doses de vacina contra Covid-19 aplicadas. Com 82,4% da população vacinada, o estado é líder em vacinação no Brasil, superando também os números de muitos países, como, por exemplo, Japão (79,53%), Itália (78,7%), França (77,56%), Alemanha (74,79%), Reino Unido (71,86%) e EUA (64,72%), quando comparada a população imunizada.
Em países com população igual ou maior do que a de SP, o Estado fica atrás apenas da Coreia do Sul (86,48%), China (85,48%) e Espanha (83,52%), segundo estatísticas do site Our World in Data.
“Os índices de vacinação em São Paulo seguem avançando graças a parceria com os 645 municípios. Os profissionais da saúde fizeram a diferença e, juntos, temos feito a maior campanha de vacinação da história”, destaca Regiane de Paula, Coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI).
Entre os elegíveis para receber as doses, ou seja, todos acima de 5 anos de idade, SP já chegou a marca de 88,2% da população imunizada com as duas doses. A vacinação da dose adicional também tem crescido nas últimas semanas, com mais de 20,4 milhões de doses aplicadas.
Entre as crianças, o estado já superou a marca de 3 milhões de doses aplicadas e tem 67,9% dos que tem de 5 a 11 anos com pelo menos uma dose. Cerca de 10% do público infantil que tomou o imunizante da Coronavac, já recebeu a segunda dose e completou o esquema vacinal. O intervalo de aplicação da vacina é de 28 dias, já o imunizante da Pfizer é de 8 semanas.
“São Paulo impulsionou a vacinação no Brasil e foi o primeiro a vacinar em janeiro de 2020. O pioneirismo do estado também ocorreu na imunização das crianças, quando em janeiro deste ano abriu a vacinação do público infantil no país. Estas iniciativas têm salvado vidas e são fundamentais para a redução das internações e óbitos por Covid-19 no estado, permitindo um maior controle da pandemia”, destaca o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.
Considerando os 10 municípios que mais aplicaram doses, segundo o quantitativo distribuído, estão pela ordem, respectivamente: 1) Botucatu; 2) Parisi; 3) Narandiba; 4) Poloni; 5) Marinópolis; 6) Alfredo Marcondes; 7) Álvaro de Carvalho; 8) Estrela do Norte; 9) Gabriel Monteiro e 10) Ilha Comprida. Confira as estatísticas completas de vacinação no estado de São Paulo no site www.vacinaja.sp.gov.br.
Fonte/texto: Portal Governo SP – Foto: Erasmo Salomão/MS
Série com informações sobre o vírus será destaque no Instagram do Icesp na semana do Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, promoverá em seu perfil do Instagram @institutodocancersp, uma série de vídeos em alusão ao Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, comemorado no dia 4 de março.
Entre os dias 1 e 4 de março, serão publicados vídeos com as dúvidas mais frequentes sobre as infecções e tumores causados pelo papilomavírus humano (HPV), que serão respondidas pela Profa. Dra. Luisa Lina Villa, chefe do Laboratório de Pesquisa e Inovação em Câncer do Icesp. A programação tem o intuito de levar informações de forma dinâmica e auxiliar na conscientização e prevenção do vírus, que é o causador da infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo.
“Estima-se que 80% da população sexualmente ativa já entrou em contato com o vírus alguma vez na vida. É nosso papel conscientizar as pessoas sobre o assunto e abordar a importância do autocuidado na prevenção do vírus e doenças relacionadas”, destaca a Profa. Dra. Luisa.
Apesar de muitas pessoas não saberem, o HPV não só atinge mulheres, como também homens e crianças de ambos os sexos. O vírus se instala na pele e em mucosas, podendo ocasionar lesões e desenvolver tumores de colo do útero, vagina, ânus, boca e garganta, vulva e pênis. “Na maioria dos casos, as infecções são eliminadas espontaneamente pelo organismo, sem qualquer sinal ou lesão. Entretanto, alguns tipos de HPV podem causar verrugas genitais. Outros tipos, quando persistentes, podem causar o câncer”, explica Luisa.
No ano de 2021, o Icesp atendeu cerca de 820 novos casos de câncer do colo do útero. “E quando falamos deste tipo de tumor, o vírus está relacionado a 100% dos casos. E infelizmente, muitos casos são diagnosticados em estágios mais avançados quando é mais difícil tratar”, explica a pesquisadora.
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Prevenção
O HPV é transmitido pelo contato entre pele e mucosas, sendo a principal forma de transmissão por meio da relação sexual. Mais raramente, pode acontecer também por meio do contato com objetos e roupas de uso pessoal contaminados, e de mãe para filho, durante o parto.
A imunização e o uso de preservativo são as melhores maneiras para a prevenção. A vacina contra o HPV é indicada para proteger de quatro tipos diferentes do vírus, dentre os quais os tipos 6 e 11, que geralmente causam verrugas genitais, e os tipos 16 e 18, principais responsáveis pelas lesões que precedem o câncer.
A vacina é disponibilizada pelo SUS, gratuitamente, para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Também têm direito à imunização gratuita homens e mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV, pacientes com câncer em tratamento de radioterapia e quimioterapia e pessoas transplantadas de órgãos sólidos e medula óssea.
O uso do preservativo é uma barreira na transmissão do HPV e é sempre recomendável por ser muito eficaz também para a prevenção de outras ISTs (infecções de transmissão sexual). A boa higiene genital, das mãos e de objetos de uso íntimo também pode minimizar o risco de contato com o vírus.
“É importante lembrar, também, que todas as mulheres precisam visitar o ginecologista e realizar o exame de Papanicolau rotineiramente, ferramenta muito importante para a detecção precoce de tumores”, finaliza a Profa. Luisa.
Estratégia global
A Organização Mundial de Saúde lançou em 2020 uma chamada global para que todos os países se empenhem em controlar o surgimento de novos casos do tumor do colo do útero e reduzir a elevada mortalidade pela doença.
Foram estipulados objetivos e metas a serem implantadas até 2030, que consistem em: vacinar 90% das meninas até 15 anos contra o HPV, que 70% das mulheres recebam pelo menos dois exames preventivos de alta qualidade, sendo um até os 35 anos e outro até os 45 e que 90% das lesões precursoras e o câncer recebam tratamento adequado.
Apesar de complexo e ambicioso, esse desafio pode ser alcançado, visando salvar a vida de muitas mulheres no Brasil e no mundo.
O Brasil chegou a 649.630 mortes em decorrência da covid-19, informou hoje (1) o Ministério da Saúde. Nas últimas 24 horas foram confirmados 297 óbitos e 23.545 diagnósticos positivos da doença, totalizando 28.811.165 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Ontem (28), o painel de informações da pandemia administrado pelo ministério trazia 28.787.620 casos acumulados.
Vacinação de crianças contra a covid-19 na UBS 5 de Taguatinga Sul
A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.655.530. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Ainda há 3.116 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a apuração sobre a causa ter sido a covid-19 continua em andamento.
Até hoje, 26.506.005 pessoas se recuperaram da covid-19, segundo os dados oficiais. O número corresponde a 92% dos infectados desde o início da pandemia.
Os números de novos casos e mortes em geral são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (164.613), Rio de Janeiro (71.781), Minas Gerais (59.647), Paraná (42.330) e Rio Grande do Sul (38.272).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.974), Amapá (2.102), Roraima (2.134), Tocantins (4.109) e Sergipe (6.254). Hoje, não atualizaram os dados o Distrito Federal, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Foto: José Cruz/AB
A campanha de vacinação contra a covid-19 na cidade de São Paulo é realizada, hoje (27), em parques e farmácias, e é exclusiva para adolescentes acima dos 12 anos e adultos. A imunização é feita até as 16h nas farmácias e acaba às 17h nos parques.
Para receber a vacina basta apresentar documento de identificação e cartão de vacinação contra a covid-19, físico ou digital, com o registro das doses já recebidas.
Na Avenida Paulista, a vacinação ocorre em duas farmácias parceiras, nos números 2.371 e 266. A imunização é feita também nos parques Buenos Aires, Severo Gomes, Villa-Lobos, da Independência, do Carmo e da Juventude.Mais informações sobre a vacinação na cidade de São Paulo podem ser obtidas no site Vacina Sampa.
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Foto: José Cruz/AB
O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (23) que as mortes por COVID-19 em São Paulo caíram pela primeira semana em 2022 após o pico de casos ocasionado pela variante Ômicron. A última semana epidemiológica fechou com uma redução de 11%, indicando uma tendência de queda já comprovada pela redução das internações na última semana.
“Essa queda consolida a tendência de redução de internações e de óbitos. A vacinação foi a grande responsável por evitar que a variante Ômicron causasse uma mortalidade em grande escala em São Paulo. Milhares de vidas foram poupadas”, disse Doria.
A média móvel de 7 dias de óbitos registrada nesta quarta-feira (23) foi a menor deste mês de fevereiro, com 212 novas mortes. O pico de óbitos neste ano foi no dia 8 de fevereiro, quando o estado registrou uma média móvel de 288 mortes.
“A expectativa do Governo de SP é que as quedas se mantenham nos próximos dias, fruto do avanço da vacinação no estado. Nosso objetivo é ampliar ainda mais a cobertura vacinal com a terceira dose, que hoje já tem cerca de 20 milhões de pessoas vacinadas, e reduzir o número de faltosos com a segunda dose”, destacou o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.
Redução nas internações
As novas internações em leitos de enfermaria e UTI em São Paulo registram queda nas últimas três semanas epidemiológicas. O estado tem hoje 6.220 pessoas internadas, sendo 2.540 em unidades de terapia intensiva e 3.680 em enfermarias. A redução das novas internações na última semana foi de 27,9%.
Em comparação com o pico causado pela variante Ômicron, SP apresenta uma redução de 46% no total de internados. No dia 28 de janeiro, o estado tinha 11.541 pessoas em leitos de enfermaria e UTI.
Entre o total de internados em enfermaria neste ano, a redução comparada com o pico, que ocorreu no dia 27 de janeiro, foi de 52%. O maior número de internados em unidades de terapia intensiva ocorreu em 3 de fevereiro e a redução até aqui é de 38%.
Por Portal Governo SP – Imagem: Reprodução/Governo SP/Istock
O Brasil ultrapassou a marca de 93% de brasileiros acima de 12 anos vacinados com a primeira dose da vacina contra covid-19. Com a dose única ou as duas doses do esquema vacinal, são 87% dos brasileiros cobertos, considerando o mesmo público-alvo.
Até o momento, foram 380 milhões de doses de vacina aplicadas nesse público. As informações são do Ministério da Saúde.
Já o reforço da imunização foi tomado por 50,6 milhões de pessoas. Desse total, 48,5 milhões são de doses de reforço e 2 milhões de doses adicionais.
No total, das mais de 660 milhões de doses de vacinas adquiridas, o Governo Federal já distribuiu mais de 430 milhões às unidades federativas.
Segundo o governo, a vacinação do público entre 5 e 11 anos também segue avançando. Das 20,4 milhões de crianças, mais de 5 milhões tomaram a primeira dose.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou com jornalistas na manhã desta segunda-feira (21) e reiterou a importância de completar o esquema vacinal contra covid-19 e tomar a terceira dose. “A campanha de vacinação segue firme e aproveito a oportunidade de reiterar o que eu tenho falado todos os dias: a necessidade de avançar com a dose de reforço. Isso é importante para a proteção da nossa população, sobretudo para os idosos, que tomaram as duas doses no começo da campanha. Esse reforço é fundamental para que tenhamos uma proteção maior contra a variante Ômicron”, disse Queiroga.
Uma pesquisa de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um novo método que pode contribuir para o tratamento do câncer no cérebro. O estudo da agora doutora Isadora Carvalho resultou na criação de um nanomaterial que pode ser adotado para a aplicação de medicamentos às células infectadas por tumores.
A pesquisa se preocupou em melhorar a chegada do fármaco ao local do tumor e causar menos efeitos colaterais. O tratamento de câncer provoca muitos efeitos colaterais nos pacientes, sendo muitas vezes bastante agressivo.
O dispositivo foi criado para transportar dois remédios utilizados no tratamento do câncer de cérebro, KLA e doxorrubicina. Foram feitos testes bem-sucedidos in vitro, aqueles que não envolvem pessoas.
Nesses ensaios, o nanomaterial atacou células tumorais sem danificar as células saudáveis. Quando o material entra na célula a medicação é liberada. Outro efeito do dispositivo foi iluminar com fluorescências as áreas atingidas. Isso permite formar uma bioimagem e visualizar onde está cada componente na célula.
A nanotecnologia atua com estudos e soluções em dimensões minúsculas. Nanômetro é uma medida equivalente a 1 metro dividido em 1 bilhão de partes.
A tese de Isadora Carvalho foi indicada na área de engenharias para o prêmio de teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mais importante concurso de pós-graduação do país.
O Brasil atingiu neste sábado (19) 28.167.587 pessoas infectadas com o novo coronavírus desde o início da pandemia. Foram 108.725 novos diagnósticos positivos em 24 horas.
O total de mortes causadas em decorrência de complicações associadas à covid-19 chegou a 643.880. Entre ontem e hoje, foram notificadas 851 mortes.
A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 2.573.925. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Ainda há 3.105 mortes em investigação. Os óbitos em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.
Até hoje, 24.949.782 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 88,6% dos infectados desde o início da pandemia.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (163.134), Rio de Janeiro (71.278), Minas Gerais (58.995), Paraná (42040) e Rio Grande do Sul (37.882).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.953), Amapá (2.097), Roraima (2.124), Tocantins (4.086) e Sergipe (6.210).
Vacinação
Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que foram aplicadas 379,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 170,8 milhões com a primeira dose e 155,4 milhões com a segunda dose ou dose única. Outros 47,8 milhões já receberam a dose de reforço.
No Dia Internacional do Combate ao Câncer Infantil, celebrado hoje (15), a médica Sima Ferman, chefe da Seção de Pediatria do Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, destacou a importância do diagnóstico precoce, que identifica o tipo de tumor, característica biológica e como aquele tumor se apresentou na criança. A partir dessas informações, ela lembra que pode ser feito um planejamento de tratamento, que será individualizado para cada paciente. De maneira geral, o tratamento para crianças com câncer inclui quimioterapia, radioterapia e cirurgia, mas ele é adotado de acordo com a situação de cada paciente.
O Inca recebe a cada ano cerca de 250 casos novos de câncer pediátrico, cuja maior parte requer tratamento ambulatorial. “A gente sempre tenta manter a criança na casa dela”. Se a criança ou jovem não precisar de apoio ou suporte hospitalar, nem medicação venosa, em geral ela pode ficar em casa. Recebe a medicação no hospital e vai para casa. “Apenas 10% ficam internados”, disse a doutora Sima à Agência Brasil.
Cura
O câncer pediátrico é, hoje em dia, uma doença muito curável. Nos países com renda alta, Sima disse que mais de 80% das crianças com câncer vão ser curadas. No Brasil, o índice de cura oscila em torno de 75% e varia de acordo com a região do país.
A doutora Sima Ferman disse que a taxa é um pouco mais baixa do que nas nações desenvolvidas porque a maioria das crianças chega ao Inca com a doença mais avançada, o que interfere na possibilidade de cura mais cedo. Ela ressalta também as questões socioeconômicas, como a pobreza, e comorbidades, como a desnutrição. “São algumas alterações que podem interferir no resultado do tratamento mas, em linhas gerais, a gente consegue muita cura”.
O câncer pediátrico tem maior incidência em meninos do que em meninas, mas ainda não foi identificada a razão.
O tratamento do câncer em uma criança leva uma média de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de doença que ela tenha. A partir daí, começa a fase de controle, que dura em torno de cinco anos. “É um tempo muito bom. A doença não volta e a criança pode ser considerada curada”, disse a médica.
O primeiro ano depois que termina o tratamento é o que apresenta maior risco de a doença voltar, destacou a chefe da seção de pediatria do Inca. “Mas, depois, à medida que vai passando o tempo, o risco vai diminuindo bem”, disse Sima Ferman.
O Dia Internacional do Combate ao Câncer Infantil foi criado em 2002 pela Childhood Cancer International (CCI) e simboliza uma campanha global para conscientização da sociedade sobre o câncer infantil, visando externar apoio às crianças e adolescentes com câncer e suas famílias.
Estimativas
Para este ano, a estimativa do Inca é de cerca de 8.500 casos novos de câncer infantil no Brasil, sendo 4.300 do sexo masculino e 4.200 do sexo feminino, informou à Agência Brasil Marceli Santos, tecnologista da Divisão de Vigilância e Análise de Situação, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca e doutora em Saúde Pública.
Marceli Santos disse que o câncer mais frequente em crianças e jovens brasileiros é a leucemia, como ocorre em todo o mundo, seguido de tumores do sistema nervoso central e linfomas. Para cada tipo de câncer tem uma faixa etária de maior incidência. Por exemplo, as leucemias acometem mais crianças de 1 a 4 anos de idade, o mesmo acontecendo com os tumores do sistema nervoso central. Já os linfomas têm uma característica bimodal, com picos em crianças até 4 anos e adolescentes de 15 a 19 anos de idade.
Em relação ao retinoblastoma, tipo de câncer que afeta o sistema intraocular em crianças com idade entre 2 e 5 anos, Marceli informou que se trata de um câncer raríssimo, afetando três crianças em cada milhão. “É um tumor muito específico, muito característico”.
O Ministério da Saúde ressalta também o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal); tumor de Wilms (tipo de tumor renal); tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos); osteossarcoma (tumor ósseo); e sarcomas (tumores de partes moles).
Sinais de alerta
Os oncologistas Gustavo Ribeiro Neves e Diego Greatti, membros da plataforma de saúde Doctoralia, alertam pais e responsáveis para ficarem atentos aos sinais de câncer infantil, porque o diagnóstico precoce é importante para aumentar a chance de cura do paciente. Em crianças e adolescentes, esse fator dobra de relevância já que os tumores costumam crescer rapidamente devido às mutações celulares.
Alguns desses sintomas são perda de peso contínua incomum; dores de cabeça na parte da manhã, que podem ser seguidas de vômito; inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações; protuberância ou massa no corpo; aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças na visão; febres recorrentes sem causa aparente; hematomas e sangramentos frequentes; cansaço prolongado.
Morte
O câncer já representa a primeira causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos de idade no país, cerca de 8% do total, informou o Ministério da Saúde, com base em dados do Inca.
O ministério adverte, no entanto, que com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes infanto juvenis terá boa qualidade de vida. “Por isso, o governo federal reforça o alerta aos responsáveis. Queixas das crianças ou sinais de anormalidade devem ser levados em consideração para avaliação de um profissional de saúde e para o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo iniciar, maiores são as chances de cura”.
Por Alana Gandra/Agência Brasil – Foto: Sumaia Vilela/AB
O total de casos de covid-19, no Brasil, desde o início da pandemia, chegou a 27.479.963, com o acréscimo de 54.220 novos diagnósticos registrados em 24 horas. A informação consta do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado todos os dias.
O documento informa 314 mortes em 24 horas. Desde o início da pandemia, as mortes em decorrência da doença chegaram a 638.362. Existem 3.160 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação. Nesses casos, são necessários exames e procedimentos posteriores para determinar se a causa da morte foi covid-19.
Atualmente, 86,5% do total de infectados são considerados livres de sintomas. Essa taxa chegou a 96,2% em dezembro, antes da chegada da Ômicron ao Brasil. O total de casos ativos e em acompanhamento é 3.058.158 (11,1%).
Divulgação/Ministério da Saúde
Estados
O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (161.489), Rio de Janeiro (70.839) e Minas Gerais (58.459). As unidades da federação com menos óbitos são Acre (1.923), Amapá (2.078) e Roraima (2.114).
Mato Grosso, Distrito Federal e Tocantins não atualizaram os dados, neste domingo.