Nova lei autoriza mulheres a comprar spray de pimenta para defesa pessoal

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Norma sancionada pela Presidência da República estabelece regras para aquisição, porte e uso do equipamento por mulheres maiores de 18 anos

Mulheres com 18 anos ou mais poderão adquirir e portar spray de pimenta para fins de defesa pessoal em todo o país. A medida está prevista na Lei nº 15.474, sancionada pela Presidência da República e publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União.

A nova legislação autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossóis de extratos vegetais por mulheres adultas, desde que os produtos atendam às especificações e sejam aprovados pelos órgãos competentes.

O objetivo é permitir o uso do equipamento em situações de legítima defesa, para conter temporariamente um agressor diante de ameaça à integridade física ou sexual.

Pela lei, o spray deverá utilizar oleorresina de capsicum — princípio ativo da pimenta — ou outros extratos vegetais autorizados. As especificações técnicas, como concentração da substância, capacidade dos recipientes e padrões de segurança, serão definidas posteriormente por regulamentação do Poder Executivo.

Quais serão as regras para comprar o spray?

Para adquirir o equipamento, a compradora deverá:

  • ter 18 anos ou mais;
  • apresentar documento oficial com foto;
  • comprovar residência fixa;
  • declarar que não possui condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça.

Durante a sanção, a Presidência vetou o trecho do projeto que permitia a compra por adolescentes entre 16 e 18 anos mediante autorização dos responsáveis.

Os estabelecimentos autorizados a vender o produto deverão manter o registro das vendas por cinco anos, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de orientar as compradoras sobre o uso correto do equipamento.

A legislação também determina que o spray seja de uso individual e intransferível, sem substâncias letais ou que provoquem toxicidade permanente.

Uso será permitido apenas em legítima defesa

A lei estabelece que o spray de pimenta poderá ser utilizado apenas em situações de legítima defesa, conforme previsto no Código Penal.

O uso deverá ser proporcional à ameaça e interrompido assim que o risco for neutralizado.

Recipientes com capacidade superior a 50 mililitros serão classificados como de uso restrito e destinados exclusivamente às Forças Armadas, órgãos de segurança pública, guardas municipais e instituições responsáveis pela proteção de autoridades e instalações governamentais.

Programa de capacitação

A nova legislação também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres.

A iniciativa prevê ações de orientação sobre os limites legais da legítima defesa, divulgação de informações sobre violência doméstica e canais de denúncia, além de campanhas educativas sobre o uso responsável do spray de pimenta.

Segundo a lei, o programa será implantado gradualmente, conforme regulamentação do governo federal.

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Polícia investiga morte de casal encontrado em área de mata no litoral de SP

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Ieda Simplício e Fabiana Nogueira estavam desaparecidas desde o dia 9 de julho; investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG)

A Polícia Civil de São Paulo investiga, sob sigilo, a morte de Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47, encontradas sem vida na tarde do último sábado (20) em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral paulista.

O casal, morador de Praia Grande, estava desaparecido desde o dia 9 de julho. Segundo a Polícia Civil, a apuração é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que informou ter solicitado exames periciais e necroscópicos para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

Em nota, a corporação informou que as diligências seguem em andamento e que o caso é tratado como prioridade.

A investigação ainda não divulgou oficialmente a motivação do crime. No entanto, diante das circunstâncias do caso, entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e autoridades públicas passaram a defender que seja apurada a possibilidade de um crime motivado por ódio, incluindo hipóteses de feminicídio, lesbofobia e racismo.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, por meio das redes sociais, que acionou o Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou, afirmando que o crime deve ser investigado com rigor e ressaltando a necessidade de atenção aos casos de violência contra mulheres lésbicas.

A Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais divulgou uma nota nas redes sociais defendendo que a investigação considere a possibilidade de lesbofobia como motivação do crime. A entidade argumenta que identificar corretamente a motivação é fundamental para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência.

Nas redes sociais, usuários também questionaram a repercussão do caso na imprensa, alegando que crimes envolvendo mulheres lésbicas recebem menor visibilidade em comparação com outros episódios de violência.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das diligências.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Polícia acredita que empresário desaparecido em Carapicuíba foi morto após cativeiro

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Investigação aponta que Marcelo Magalhães de Almeida teria sido vítima de uma emboscada; três suspeitos estão presos e o corpo ainda não foi localizado

A investigação sobre o desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tenha sido morto após permanecer em cativeiro na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Marcelo desapareceu na noite de quinta-feira (16), depois de deixar um bar onde havia se encontrado com um homem conhecido pelo apelido de “Fumaça”. Desde então, familiares e forças de segurança realizam buscas na região

Até o momento, o paradeiro do empresário permanece desconhecido.

Emboscada e cativeiro

De acordo com as investigações, Marcelo teria sido atraído para uma emboscada e levado para um cativeiro.

A polícia apura que, enquanto a vítima permanecia amordaçada, os criminosos realizaram transferências bancárias via PIX utilizando suas contas novalor de R$ 8 mil.

Ainda segundo a investigação, Marcelo teria sofrido agressões durante o período em que esteve sob poder dos suspeitos.

Vídeos obtidos pela Polícia Civil também estão sendo analisados. As imagens, segundo os investigadores, mostram a vítima amordaçada enquanto integrantes do grupo consumiam bebidas alcoólicas no local.

A principal linha investigativa aponta que o empresário teria sido assassinado posteriormente em uma área de mata. As buscas continuam para localizar o corpo.

Carro foi encontrado abandonado

Horas após o desaparecimento, o veículo blindado de Marcelo foi localizado abandonado na Rua das Andorinhas, em Carapicuíba.

Testemunhas relataram que um homem estacionou o automóvel e fugiu correndo. O veículo passou por perícia, e os investigadores analisam vestígios encontrados no carro.

A Polícia Civil também investiga contradições apresentadas pelo homem conhecido como “Fumaça”, última pessoa vista com Marcelo antes do desaparecimento.

Três presos e investigação continua

Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de participação no caso.

Um dos investigados foi capturado na sexta-feira por possuir um mandado de prisão por roubo. Outros dois suspeitos foram presos no domingo durante as diligências da Polícia Civil.

Um quarto investigado morreu após trocar tiros com policiais do 5º BAEP durante uma operação.

Segundo informações obtidas pela investigação, a polícia apura se outras pessoas participaram do crime. A suspeita é de que o desaparecimento tenha contado com o envolvimento de um grupo criminoso.

Empresário atuava na construção civil

Marcelo Magalhães de Almeida era empresário do ramo de demolição e aluguel de máquinas e equipamentos para construção civil.

Conforme registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), ele integrava, desde 2019, o quadro societário de uma empresa sediada em Carapicuíba.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e localizar o corpo do empresário.

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Polícias apreendem quase 100 kg de maconha em depósito de drogas no interior de SP

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Homem foi preso em flagrante após ação conjunta das polícias Civil e Militar em Porto Ferreira

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na apreensão de 92,4 quilos de maconha e na prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas em Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

A ação ocorreu na quinta-feira (16), após policiais militares receberem informações de que uma residência no bairro Santa Luzia estaria sendo utilizada como depósito de entorpecentes.

Drogas estavam escondidas em terreno ao lado do imóvel

Durante as buscas, os policiais localizaram três fardos de maconha em um terreno ao lado da residência. Com o apoio da Polícia Civil, as equipes entraram no imóvel e encontraram o restante da droga.

Além dos entorpecentes, foram apreendidos R$ 550 em dinheiro, um telefone celular, uma balança de precisão e um automóvel que, segundo a investigação, pode ter sido utilizado na atividade criminosa.

Suspeito permaneceu preso

O homem que estava na residência foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Porto Ferreira.

Após o registro da ocorrência, ele permaneceu preso à disposição da Justiça. O caso foi registrado como tráfico de drogas, e a Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar a possível participação de outras pessoas.

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PM prende quadrilha com quase R$ 20 mil em notas falsas em São Paulo

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Cinco suspeitos foram presos em flagrante na Zona Sul da capital; Polícia Federal investigará o caso

Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar nesta quarta-feira (15), na região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida na circulação de notas falsas. Com o grupo, os policiais apreenderam quase R$ 20 mil em cédulas falsificadas, além de mercadorias adquiridas com o dinheiro ilícito.

A ação foi realizada por equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (16º BPM/M) após uma vítima denunciar o golpe. Os suspeitos foram localizados na Avenida Doutor Luiz Migliano, nas proximidades do Posto Policial Portal.

Dinheiro falso e mercadorias apreendidos

Inicialmente, quatro suspeitos — três mulheres e um homem — foram abordados portando diversas notas falsas. Durante a continuidade das diligências, os policiais localizaram o veículo utilizado pelo grupo e encontraram um quinto integrante, que também transportava cédulas falsificadas e produtos comprados com o dinheiro ilícito.

Todo o material foi apreendido e apresentado às autoridades.

Caso será investigado pela Polícia Federal

A ocorrência foi registrada inicialmente no 89º Distrito Policial (Morumbi) e, posteriormente, encaminhada à Polícia Federal, responsável pelas investigações de crimes relacionados à falsificação de moeda, conforme prevê a legislação brasileira.

Os cinco suspeitos permaneceram presos e ficarão à disposição da Justiça.

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Foto: José F. Cruz/Ag. Brasil

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Como funcionava a fraude de R$ 3,8 bilhões com créditos de ICMS investigada em SP

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Operação Distrato cumpre 38 mandados e apura suposto esquema que envolvia mais de 750 empresas

Uma operação realizada nesta quarta-feira (15) pelo Governo de São Paulo investiga um suposto esquema de comercialização irregular de créditos de ICMS que, segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP), levou à autuação de 752 empresas e envolve valores superiores a R$ 3,8 bilhões.

Batizada de Operação Distrato, a ação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), formado pela Sefaz-SP, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), com apoio das Polícias Civil e Militar.

Ao todo, estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.

Como funcionava o suposto esquema

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam créditos de ICMS com desconto a empresários, apresentando a operação como um planejamento tributário regular.

Na prática, conforme a investigação, os créditos não possuíam autorização da administração tributária e eram utilizados para reduzir artificialmente o valor do ICMS devido pelas empresas.

Após aderirem ao esquema, os empresários pagavam aos intermediários honorários que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Passo a passo da fraude, segundo a investigação

1. Oferta de créditos tributários

Escritórios e consultorias ofereciam créditos de ICMS supostamente disponíveis para compensação de impostos.

2. Registro dos créditos

Os valores eram lançados na Escrituração Fiscal Digital (EFD ICMS/IPI), reduzindo artificialmente o imposto a ser recolhido.

3. Pagamento aos intermediários

As empresas repassavam parte do valor economizado aos responsáveis pela operação, por meio de honorários de êxito.

Irregularidades apontadas

Durante as auditorias fiscais, a Secretaria da Fazenda identificou diferentes indícios de irregularidades, entre eles:

  • créditos sem comprovação de origem;
  • utilização de empresas inaptas ou sem atividade econômica;
  • ausência de operações comerciais que justificassem os créditos;
  • uso de documentos considerados inconsistentes ou fictícios para dar aparência de legalidade às operações.

Sinais de alerta

De acordo com o CIRA-SP, alguns fatores chamaram a atenção dos investigadores:

  • redução artificial do ICMS devido;
  • comercialização de créditos tributários sem autorização;
  • honorários vinculados ao valor dos créditos utilizados;
  • prejuízo potencial à arrecadação pública.

Impacto da investigação

Segundo a Secretaria da Fazenda, as auditorias fiscais resultaram, até o momento, em 752 autos de infração, envolvendo um montante superior a R$ 3,8 bilhões.

Além da perda de arrecadação, o órgão afirma que o uso de créditos irregulares teria proporcionado vantagem competitiva indevida às empresas beneficiadas em relação aos contribuintes que recolhem regularmente seus tributos.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e eventual responsabilização nas esferas administrativa, cível e criminal.

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PM apreende carro com placas de caminhão roubado em Barueri

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Fiscalização identificou adulteração dos sinais do veículo; caso será investigado pela Polícia Civil

Um veículo com sinais identificadores adulterados foi apreendido pela Polícia Militar na terça-feira (14), durante patrulhamento da Força Tática do 20º BPM/M no bairro Vila Engenho Novo, em Barueri.

A abordagem aconteceu na Rua Cidade de São Paulo, após os policiais observarem um homem realizando intervenções em um GM/Corsa Hatch, o que despertou suspeita da equipe.

Durante a abordagem, nada de ilícito foi encontrado com o suspeito. No entanto, a consulta realizada pelos policiais revelou que a placa instalada no automóvel pertencia, na verdade, a um caminhão Iveco/Eurotech, registrado no município de Presidente Venceslau, no interior paulista, e com registro de roubo.

Na sequência, os policiais verificaram o número do chassi e identificaram que o veículo abordado era um GM/Corsa Hatch Maxx, ano 2007, confirmando a adulteração dos sinais identificadores.

O veículo, as placas e o investigado foram encaminhados à Delegacia Central de Barueri.

A Polícia Civil registrou a ocorrência por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O automóvel permaneceu apreendido para perícia e demais procedimentos legais, enquanto o investigado foi ouvido e liberado após o registro da ocorrência.

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Foto: Divulgação/20º BPM/M/PMESP

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Operação investiga fraude de R$ 3,8 bilhões com créditos de ICMS em SP

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Mais de 750 empresas foram autuadas; Justiça autorizou 38 mandados de busca em São Paulo e no Paraná

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) investiga um suposto esquema de comercialização irregular de créditos de ICMS que, segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), resultou em autuações superiores a R$ 3,8 bilhões.

Batizada de Operação Distrato, a ação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), formado pela Sefaz-SP, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), com apoio das Polícias Civil e Militar.

Ao todo, estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina (PR) e Cambé (PR).

Como funcionava o esquema, segundo a investigação

De acordo com as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas créditos tributários de ICMS com desconto, apresentando a operação como um planejamento tributário regular.

Ainda segundo os investigadores, os créditos utilizados não possuíam autorização da administração tributária e estavam vinculados a empresas inaptas, massas falidas ou operações sem lastro econômico.

Para dar aparência de legalidade às negociações, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices e até documentos falsamente atribuídos aos órgãos fazendários.

Conforme a investigação, após utilizar os créditos, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS devido e pagavam aos intermediários honorários que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Mais de 750 empresas autuadas

Segundo a Secretaria da Fazenda, auditorias fiscais já resultaram na autuação de 752 empresas supostamente envolvidas no esquema. O montante apurado ultrapassa R$ 3,8 bilhões em créditos considerados irregulares.

As investigações também buscam identificar os beneficiários econômicos do esquema e apurar eventuais responsabilidades nas esferas administrativa, cível e criminal.

Concorrência desleal

Na avaliação da Secretaria da Fazenda, além do impacto na arrecadação estadual, o uso de créditos irregulares gera concorrência desleal ao reduzir artificialmente a carga tributária de empresas beneficiadas, em prejuízo dos contribuintes que cumprem regularmente suas obrigações fiscais.

Segundo os órgãos responsáveis, novas medidas poderão ser adotadas conforme a análise do material apreendido, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa dos investigados.

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Foto: Divulgação/GESP

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Dados mostram redução expressiva nos principais índices criminais em Santana de Parnaíba

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Dados do primeiro semestre apontam redução em roubos e furtos de veículos; município também ampliou investimentos em segurança

Santana de Parnaíba registrou redução nos principais indicadores de crimes contra o patrimônio no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os destaques está o roubo de carga, que caiu 100%, passando de três ocorrências em 2025 para nenhum registro nos seis primeiros meses deste ano.

Os dados também mostram redução de 37,5% nos roubos de veículos, que passaram de 16 para 10 casos, e queda de 29,63% nos furtos de veículos, com redução de 27 para 19 ocorrências.

Outro indicador em queda foi o de roubos classificados como “outros”, que recuou 28,85%, passando de 52 para 37 registros.

Segundo a Prefeitura, o município também registrou diminuição nos índices gerais de furtos e roubos ao longo do primeiro semestre, reforçando a tendência de redução da criminalidade.

Investimentos em segurança

De acordo com a administração municipal, os resultados acompanham uma série de investimentos em segurança pública, entre eles o reforço do patrulhamento preventivo, operações de bloqueio realizadas pela Guarda Civil Municipal (GCM) e a utilização do sistema de monitoramento inteligente Smart+ Santana de Parnaíba.

Ainda segundo a Prefeitura, as ações da GCM resultaram na apreensão de 22 armas de fogo durante o período.

Nova base da Guarda Civil Municipal

Entre os investimentos recentes está a inauguração da nova sede da Guarda Civil Municipal, localizada na Estrada dos Romeiros, próximo à Barragem Edgard de Souza.

Com aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, a estrutura reúne setores administrativos e operacionais, academia, salas de treinamento, estande de tiro, canil, garagem para viaturas e estacionamento com capacidade para 165 veículos.

O complexo também abriga o novo Centro de Operações Integradas, responsável pelo monitoramento do sistema Smart+ Santana de Parnaíba, que integra câmeras de vigilância e tecnologias de apoio às forças de segurança.

Atualmente, a corporação conta com 377 guardas municipais em atividade e outros 73 agentes em formação. Durante a inauguração da nova base, os agentes também receberam novos aparelhos celulares para utilização nas viaturas, com o objetivo de agilizar o compartilhamento de informações durante as ocorrências.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Cajamar amplia monitoramento com novos totens inteligentes de segurança

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Equipamentos funcionam 24 horas por dia e contam com câmeras, reconhecimento facial, leitura de placas e botão de emergência

A Prefeitura de Cajamar ampliou a estrutura de monitoramento do programa Smart Cajamar com a instalação de novos totens inteligentes de segurança em diferentes pontos do município. Integrados à Central de Monitoramento, os equipamentos funcionam 24 horas por dia e utilizam tecnologia para apoiar as ações das forças de segurança e agilizar o atendimento de ocorrências.

Com cerca de 10 metros de altura, os totens foram posicionados em locais considerados estratégicos e são equipados com câmeras de monitoramento, sistema de reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos.

Segundo a administração municipal, os dispositivos permitem ampliar a cobertura das áreas monitoradas e fornecer informações em tempo real para as equipes responsáveis pelo atendimento das ocorrências.

Além dos equipamentos instalados em vias públicas, o programa também prevê totens inteligentes em pontos de ônibus da cidade. Nesses locais, os usuários contam com um botão de emergência, que estabelece contato direto com a Guarda Civil Municipal (GCM), além de câmeras com captação de áudio, reconhecimento facial e leitura automática de placas.

A proposta do Smart Cajamar é integrar diferentes tecnologias de monitoramento para ampliar a capacidade de acompanhamento das áreas públicas e oferecer suporte às ações de segurança realizadas no município.

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Foto: Divulgação/PMC

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