Operação em Barueri mira motos com escapamento “corta giro” e aplica 41 multas

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A Prefeitura de Barueri realizou na noite da última terça-feira (2) a “Operação Corta Giro”, ação conjunta da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb) para fiscalizar motocicletas e carros que circulam com escapamentos irregulares — prática proibida pelo inciso XI da Lei 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que veta o uso de silenciador defeituoso, deficiente ou inoperante.

Segundo a administração municipal, o barulho excessivo provocado por escapamentos adulterados, especialmente entre jovens motociclistas, tem se tornado recorrente e vem gerando queixas de moradores. “O objetivo é coibir irregularidades e evitar a perturbação do sossego público”, afirmou Leandro Hengles Siqueira, coordenador operacional da GCM.

A operação mobilizou 40 agentes da GCM e 15 da Semurb posicionados em pontos estratégicos das avenidas Arnaldo Rodrigues Bittencourt e Guilherme Perereca Guglielmo. Durante a ação, centenas de veículos foram abordados, resultando em 41 autuações e 10 apreensões de motocicletas devido a irregularidades consideradas graves. Automóveis também foram fiscalizados.

Pelo CTB, conduzir veículo sem silenciador adequado gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. As motos e carros apreendidos foram encaminhados ao pátio do Detran em Carapicuíba, onde são cobradas diárias. Barueri não cobra taxa de guincho.

A fiscalização também constatou uso de celular ao volante, infração gravíssima que prevê multa de R$ 293,47 e perda de sete pontos. Todos os ocupantes dos veículos abordados foram revistados; não houve apreensão de armas ou drogas.

Entre os autuados está um mototaxista de 28 anos, morador do Parque Viana, que teve a motocicleta recolhida por falta de licenciamento. Ele afirmou que recentemente gastou grande quantia na retífica do motor e acabou atrasando a documentação. Um motoboy de Carapicuíba também teve o veículo apreendido por escapamento adulterado. Segundo relatou, tinha o equipamento original em casa, mas não conseguiu providenciar a troca a tempo.

De acordo com agentes da operação, quando o motorista consegue solucionar a irregularidade no local, a multa é aplicada, mas o veículo não é apreendido. Na noite da ação, apenas um motociclista conseguiu evitar o pátio ao trocar o escapamento no ponto de fiscalização com ajuda de amigos, em uma operação descrita por agentes como “ágeis como mecânicos de Fórmula 1”.

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Foto: Divulgação/PMB

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Polícia Civil frustra roubo de carga e prende quadrilha na Grande SP

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A Polícia Civil prendeu, na tarde de quinta-feira (4), uma quadrilha que se preparava para realizar um roubo de carga na Avenida Novo Brasil, no bairro de Cumbica, em Guarulhos. A ação foi deflagrada após uma denúncia anônima alertar que o grupo planejava assaltar uma transportadora na região.

Com base na informação, os investigadores montaram campana no local indicado e conseguiram impedir o crime no momento em que parte dos suspeitos deixava um dos veículos para acessar o segundo automóvel utilizado no esquema.

Quatro homens, com idades entre 22 e 31 anos, foram presos em flagrante. Um adolescente de 16 anos, que também atuava com o grupo, foi apreendido. Com eles, os policiais localizaram um revólver, um simulacro de arma de fogo, cinco celulares, duas placas automotivas e diversos pertences.

A quadrilha utilizava dois carros, sendo que um deles era produto de furto e já havia sido empregado em outros roubos de carga. Ambos estavam com placas trocadas. Os veículos e os itens apreendidos foram encaminhados para perícia.

Consultas aos sistemas de inteligência confirmaram que todos os envolvidos possuíam antecedentes criminais. Os suspeitos foram levados ao 8º Distrito Policial de Guarulhos, onde permaneceram à disposição da Justiça. O caso foi registrado como receptação, posse ilegal de arma de fogo, associação criminosa, corrupção de menor e apreensão de veículo.


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Polícia de SP apreende carros de luxo na Operação Falso Mercúrio

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Falso Mercúrio para desarticular uma rede especializada em lavar dinheiro para uma facção criminosa. Ao todo, 54 mandados judiciais foram cumpridos na capital e na Grande São Paulo, incluindo seis de prisão e 48 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis, embarcações e centenas de veículos registrados em nome dos investigados.

Entre os principais bens recolhidos estão veículos de luxo. A polícia apreendeu um Audi RS6 avaliado em R$ 950 mil, além de modelos da Porsche como Macan, de R$ 400 mil, Cayenne, cerca de R$ 1 milhão, Taycan, R$ 800 mil, e um Carrera Stuttgart, estimado em R$ 1,5 milhão. Também foram retirados outros carros usados pelos investigados, entre eles um Jeep Compass blindada, de R$ 160 mil, um Honda Civic, de R$ 120 mil, um Toyota Corolla, de R$ 40 mil, e um GM Celta, de R$ 20 mil.

Segundo as investigações da polícia, o grupo operava com três núcleos, com coletores, intermediários e beneficiários finais. Ele era estruturado para movimentar e ocultar recursos provenientes de tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar. A operação mobilizou 100 policiais civis e simboliza, segundo a cúpula da Segurança Pública, um dos maiores trabalhos de descapitalização do crime organizado já realizados pela polícia.

“É uma das maiores operações já deflagradas pela Polícia Civil contra a lavagem de capitais. Os envolvidos no crime viviam uma vida de luxo e conseguiam milhões com a atividade ilícita. Hoje, nós avançamos contra essa rede criminosa”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

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Rede prestadora de serviços de lavagem de dinheiro do crime organizado é alvo de operação do Deic

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A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou, nesta quinta-feira (4), a Operação Falso Mercúrio, com o objetivo de desmantelar uma organização que prestava serviços de lavagem de dinheiro a uma facção criminosa. São cumpridos 54 mandados judiciais, sendo seis de prisão e 48 de busca e apreensão na capital paulista e na Grande São Paulo. 

A pedido dos investigadores, a Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, de três embarcações e 257 veículos em nome dos investigados. Pelo menos 20 pessoas físicas e outras 37 jurídicas tiveram as contas bloqueadas.

Segundo as investigações da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os criminosos montaram uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro proveniente de crimes como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar. Há indícios que essa rede tenha ligação direta com uma facção criminosa amplamente conhecida no estado. 

Essa rede operava com três núcleos principais: coletores, responsáveis por arrecadar os valores ilícitos; intermediários, encarregados de movimentar e ocultar os recursos;  e beneficiários finais, que recebiam o dinheiro já legitimado. Cada um com funções distintas e estruturadas para fazer com que o esquema funcionasse.

No total, 100 policiais civis de todas as delegacias da DIG foram empenhados para a operação, que recebeu o nome de Falso Mercúrio em alusão ao Deus do comércio e dos trapaceiros na mitologia romana.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou a saída das equipes para o cumprimento dos mandados nesta madrugada. “É uma das maiores operações já deflagradas pela Polícia Civil contra a lavagem de capitais. Os envolvidos no crime viviam uma vida de luxo e conseguiam milhões com a atividade ilícita. Hoje, nós avançamos contra essa rede criminosa”, disse. 

O delegado e diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, revelou que esta é a maior investigação patrimonial e financeira já realizada pelo departamento. “Seguimos a diretriz de descapitalizar o crime organizado e recuperar ativos. Essa operação simboliza isso em razão do número de imóveis e bens que estão bloqueados e restritos”, afirmou.

Os envolvidos e os itens apreendidos serão levados à 3ª DIG, onde os casos serão registrados. As ações seguem em andamento.

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Fonte/foto: SSP-SP

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Polícia Civil prende dupla de estelionatários que aplicava golpes em idosos

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A Polícia Civil do 2° Distrito Policial de Praia Grande deflagrou, nesta terça-feira (2), a segunda fase de uma operação para prender integrantes de uma quadrilha especializada em aplicar golpes em idosos, que se passavam por agentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para realizar supostas “provas de vida”. Com os dados coletados, os suspeitos contratavam empréstimos consignados fraudulentos, causando prejuízos aos beneficiários.

Em cumprimento aos mandados de prisão e de busca, um homem foi preso em Peruíbe e uma mulher na zona leste de São Paulo. A ação contou com apoio de agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

As investigações tiveram início após diversos boletins de ocorrência relatando que idosos estavam sendo enganados por suspeitos que se apresentavam falsamente como servidores do INSS, utilizando crachás e camisetas padronizadas. A partir disso, os investigadores iniciaram o cruzamento de informações, análise de imagens, comparação de depoimentos e consultas aos sistemas policiais.

Com isso, foi possível identificar um padrão: os suspeitos sempre chegavam uniformizados, alegando necessidade de realizar “prova de vida” ou “atualização cadastral”, recolhiam documentos, fotografavam cartões bancários e induziam as vítimas a assinar papéis. Logo depois, empréstimos eram contratados de forma fraudulenta, gerando grandes prejuízos aos aposentados.

A dupla se dividia nas funções. Um era responsável por tirar fotos, recolher documentos e manter vigilância externa. Já o líder do bando, que havia sido preso durante a primeira fase da operação, era quem fazia o contato com as vítimas, se passando por funcionário público.

Os criminosos foram identificados pelas vítimas como autores dos crimes. O caso foi registrado como organização criminosa e estelionato. As investigações prosseguem para identificar e prender outros envolvidos no esquema criminoso.

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Fonte/foto: SSP-SP

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Com presença de Tarcísio e despedida de Derrite, Rota completa 134 anos em SP

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Com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite, o Governo de São Paulo celebrou, nesta segunda-feira (1º), os 134 anos do 1º Batalhão de Choque Tobias de Aguiar, da Polícia Militar. A cerimônia marcou ainda o último dia de Derrite no comando da pasta, antes de seu retorno à Câmara dos Deputados.

Durante o evento, autoridades, personalidades e instituições que contribuíram para a segurança pública paulista foram homenageadas com a Medalha do Centenário do 1º BPChq. Em seu discurso, Tarcísio destacou o simbolismo da data para a história do batalhão e para a transição no comando da Secretaria de Segurança.

“É simbólico celebrar o aniversário e lembrar todas as tradições desse batalhão que assistiu a momentos importantes da nossa história. O dia também marca a despedida do nosso secretário. Em três anos, tivemos mais de R$ 1 bilhão investidos em infraestrutura, a entrega de 2.600 viaturas, 17 mil armas, 39 mil coletes e, sobretudo, os menores indicadores criminais da nossa história”, afirmou o governador.

Visivelmente emocionado, Derrite fez um balanço da gestão. “Exatamente há três anos eu fazia minha primeira aparição como secretário anunciado. Hoje tenho muito orgulho dos resultados e agradeço aos policiais civis e militares, às famílias e ao governador”, declarou.

Mudança no comando da Segurança

A partir desta terça-feira (2), o delegado Osvaldo Nico Gonçalves assume oficialmente a Secretaria de Segurança Pública. Segundo Tarcísio, a escolha representa a continuidade das políticas adotadas nos últimos anos. “Ele tem uma larga trajetória de dedicação à Segurança Pública e vai dar seguimento a esse trabalho de cooperação com os municípios e com o Ministério Público”, afirmou.

Nico agradeceu a confiança e reforçou o compromisso com a redução da criminalidade. “Sou apaixonado pela Segurança Pública. Se conseguirmos manter os indicadores em queda, ficarei realizado. Quero deixar um legado de transparência”, disse.

Rota e o combate ao crime organizado

Na atual gestão, foi assinada a reformulação da diretriz de atuação da Rota no combate ao crime organizado. A medida consolidou as atribuições da unidade no enfrentamento às organizações criminosas, com reforço no patrulhamento inteligente, apoio a ações de alta periculosidade e ampliação de cursos e treinamentos especializados.

Atualmente, o Batalhão de Choque Tobias de Aguiar é comandado pelo tenente-coronel Vergílio Corrêa Mariano e conta com quatro companhias, 470 policiais e 177 viaturas.

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Foto: Pablo Jacob/GESP

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Delegado Nico assume Segurança Pública de SP após saída de Derrite para a Câmara

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O governador Tarcísio de Freitas anunciou nesta sexta-feira (28) a nomeação de Osvaldo Nico Gonçalves como novo secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Ele substitui Guilherme Derrite, que deixa o cargo na próxima semana para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados.

Atual secretário executivo da pasta desde janeiro de 2023, Nico é formado em Direito e especialista em Polícia Judiciária. Segundo o governo paulista, sua gestão dará continuidade às políticas de combate ao crime organizado e às ações de valorização das forças policiais.

Com mais de quatro décadas de atuação na segurança pública, Nico ingressou na Polícia Civil como investigador em 1979, passando por departamentos estratégicos como DECAP, DHPP, DEIC e GARRA. Em 1992, após se formar como delegado, fundou o primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, tornando-se também o primeiro delegado piloto da unidade.

Durante 12 anos, foi supervisor do Grupo Especial de Resgate (GER), no GARRA, comandando mais de 200 policiais civis. Na carreira, também criou o Grupo Anti-Bombas e o Grupo de Motos. Em 2019, assumiu a direção inicial do Departamento de Operações Policiais Especializadas (DOPE) e, em 2022, chegou ao cargo máximo da instituição ao ser nomeado delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

A nomeação reforça a estratégia do Palácio dos Bandeirantes de manter a continuidade na condução da segurança pública paulista.

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Foto: Arquivo/GESP

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Operação Corta Giro reforça segurança e apreende motos irregulares em Barueri

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A Secretaria de Segurança Urbana e Defesa Social de Barueri (SSUDS), por meio da Guarda Civil Municipal de Barueri (GCM), realizou na noite de terça-feira (25) a Operação Corta Giro nas proximidades do Ginásio Poliesportivo José Corrêa. A ação teve como foco coibir irregularidades e garantir a segurança viária na região.

A operação contou com o apoio de equipes do patrulhamento ordinário, do Grupo Tático Móvel (GTM), das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e da Secretaria de Mobilidade Urbana de Barueri (Semurb). Durante a fiscalização, motociclistas foram abordados, revistados e identificados.

Como resultado da ação, oito motocicletas foram recolhidas por apresentarem diversas irregularidades. Os veículos foram encaminhados ao pátio de recolhimento com auxílio do guincho da Semurb. Além disso, os agentes lavraram 14 autuações por infrações constatadas no momento das abordagens.

De acordo com informações obtidas pelas equipes que atuaram na operação, os motociclistas teriam saído do bairro de Parelheiros, na zona sul da capital paulista, com a intenção de promover um “rolezinho” em Barueri.

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Foto: Reprodução/PMB

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Operação Heródoto cumpre mandados contra adolescente suspeito de crimes digitais na Bahia

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Um adolescente de 17 anos foi alvo de dois mandados de busca e apreensão cumpridos nesta sexta-feira (28) no município de Camaçari. A ação integra a Operação Heródoto, deflagrada após trabalho conjunto da Polícia Civil de São Paulo com a polícia baiana.

As investigações são conduzidas pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), vinculado à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Segundo os investigadores, o jovem participava de diversos grupos fechados em redes sociais, onde adotava condutas consideradas graves no ambiente digital.

Durante o monitoramento, foram identificadas ameaças de ataques a escolas, além de práticas como indução e instigação ao suicídio, abuso sexual pela internet e até transmissões ao vivo de maus-tratos contra animais.

Ainda de acordo com a investigação, o adolescente utilizava conhecimentos avançados de tecnologia para acessar, organizar e divulgar dados pessoais de autoridades envolvidas no combate a crimes cibernéticos. “Essas informações eram compartilhadas em grupos restritos, ampliando o risco à integridade das equipes e demonstrando o nível de articulação do investigado nas comunidades virtuais”, afirmou o delegado-geral Artur Dian.

A operação reuniu equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais, da 18ª Delegacia Territorial de Camaçari, do Departamento de Inteligência Policial e do Ciberlab da Polícia Civil da Bahia, além do apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a apuração. As autoridades avaliam que a ação contribuiu para interromper as condutas ilícitas e reforçar a segurança da comunidade escolar e de servidores públicos que tiveram seus dados expostos.

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Foto: SSP-SP

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Sonegação bilionária em combustíveis compromete saúde e educação, diz governador de SP

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A Operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira (27), tem como alvo um sofisticado esquema de fraude fiscal envolvendo um dos maiores grupos empresariais do setor de combustíveis do país. A ação apura uma dívida de R$ 9,6 bilhões com o Estado de São Paulo e um prejuízo nacional estimado em mais de R$ 26 bilhões em débitos inscritos na dívida ativa. A ofensiva é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), sob coordenação do Governo do Estado de São Paulo.

Durante coletiva na sede do Ministério Público de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o valor sonegado compromete diretamente os serviços públicos. “São R$ 9,6 bilhões que deixaram de entrar nos cofres do Estado. Isso equivale, por exemplo, a retirar mensalmente um hospital de médio porte da população ou impedir a construção de 20 escolas”, comparou.

A operação envolve mais de 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de integrar organização criminosa voltada a crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e fraudes estruturadas. A investigação é realizada em conjunto pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e o MPSP, com apoio da Receita Federal do Brasil, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria Municipal da Fazenda da capital e das polícias Civil e Militar.

Segundo o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, a ação faz parte de um conjunto de mais de 200 operações integradas realizadas nos últimos anos. “Somente com esse esforço colaborativo temos conseguido avanços concretos”, afirmou.

Dinheiro apreendido durante a operação. Foto: Divulgação

Esquema sofisticado

De acordo com o subsecretário-adjunto da Fazenda, Paulo Ribeiro Pacello, trata-se da primeira operação que integra Estado, União e Município. O grupo utilizava empresas interpostas, fintechs, estruturas societárias em camadas, paraísos fiscais e substituição frequente de sócios para ocultar os verdadeiros beneficiários e evitar o pagamento do ICMS. “Era um sistema altamente sofisticado”, destacou.

A procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, reforçou que a troca de dados entre os órgãos foi fundamental para desmontar o esquema. As autoridades esclareceram ainda que a Poço de Lobato não tem relação com operações anteriores e não há indícios de envolvimento de facções criminosas.

Segundo o promotor Alexandre Castilho, a coleta de documentos confirmou as suspeitas. “É um grupo empresarial extremamente organizado, com atuação nacional”, disse.

Bloqueio bilionário e projeto de lei

Além das medidas criminais, a PGE/SP determinou o bloqueio imediato de R$ 8,9 bilhões em bens e valores do grupo, enquanto a PGFN busca a indisponibilidade de R$ 1,2 bilhão na esfera federal.

Tarcísio também defendeu no Congresso a aprovação do PL 125, que prevê punições a empresas que deixam de pagar impostos de forma reiterada e intencional, como restrições a licitações e vínculos com o poder público.

O nome da operação faz referência ao primeiro poço de petróleo do Brasil, descoberto em 1939 no bairro do Lobato, em Salvador (BA), símbolo histórico da origem da indústria petrolífera nacional.

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Foto: Celso Silva/GESP

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