Empresário morto em Interlagos: quase um ano depois, nenhuma resposta

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A Polícia Civil realizou na quinta-feira (26) novas diligências para tentar esclarecer a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado sem vida em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu em maio de 2025 e, quase um ano depois, segue sem autoria definida.

Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após participar de um festival de motociclismo no autódromo. O corpo foi localizado três dias depois, em 3 de junho, em uma área em obras dentro do complexo.

Segundo a investigação, o empresário foi encontrado em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. Sobre o corpo estava o capacete da vítima, mas sem a câmera que ele utilizava para registrar imagens do evento e publicar nas redes sociais.

A polícia informou ainda que Adalberto vestia jaqueta, camiseta e cueca, e estava sem calça e sem tênis. A principal linha investigativa indica que ele foi colocado no local já sem vida.

O laudo da Polícia Técnico-Científica apontou morte violenta por asfixia. Os peritos não descartam duas possibilidades: esganadura, devido a escoriações no pescoço, ou compressão torácica, quando há pressão sobre o tórax da vítima.

Apesar disso, não há confirmação sobre a dinâmica do crime nem sobre a participação de terceiros. Como o evento reuniu milhares de pessoas, investigadores consideram a possibilidade de envolvimento de mais de um indivíduo.

Para avançar no caso, a polícia utiliza o software israelense Cellebrite, empregado na extração de dados de ao menos 15 celulares e três computadores apreendidos. Os dispositivos pertencem à própria vítima, a um amigo, a seguranças e a produtores do evento. Segundo os investigadores, a apreensão não implica suspeita automática sobre os proprietários.

As empresas responsáveis pela segurança também foram alvo de apuração. A Malbork Serviços de Vigilância e Segurança informou ter disponibilizado 13 profissionais no dia do evento, enquanto a ESC Fonseccas Segurança Eirelli declarou ter atuado com 188 seguranças.

A investigação identificou inconsistências na lista de funcionários apresentada pela ESC, o que levou a pedidos de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Em julho, policiais recolheram celulares e computadores ligados a pessoas não inicialmente citadas.

Um dos seguranças não listados, praticante de jiu-jítsu, foi preso em flagrante por posse irregular de munições. Com ele, foram apreendidas 21 balas de calibre 38, embora a arma não tenha sido encontrada. Ele pagou fiança e responde em liberdade. Posteriormente, tornou-se réu por esse crime e possui antecedentes por furto, associação criminosa e ameaça.

Até o momento, não há comprovação de envolvimento dele na morte do empresário.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acompanhada pelo Ministério Público. Ao menos 15 pessoas já foram ouvidas, incluindo familiares da vítima, representantes do autódromo e das empresas de segurança.

Imagens de câmeras mostram Adalberto circulando pelo evento e pelo estacionamento do kartódromo, onde havia deixado o carro. No entanto, não há registros de brigas ou do momento do crime.

O inquérito principal já soma cerca de 300 páginas, além de dois processos paralelos relacionados ao caso. Até agora, não há denúncias formais nem suspeitos identificados.

Adalberto Amarílio Júnior tinha 35 anos, era empresário do ramo de óticas, casado e não tinha filhos.

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Golpe do falso advogado: polícia prende 10 em central criminosa e apreende celulares e carros

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (26), dez pessoas suspeitas de integrar um esquema de estelionato conhecido como “golpe do falso advogado”. Segundo as investigações, o grupo operava uma central criminosa responsável por contatar vítimas e induzi-las a realizar pagamentos indevidos.

De acordo com a polícia, os suspeitos — nove homens e uma mulher — abordavam as vítimas informando que havia valores a receber em supostas ações judiciais. Para liberar o dinheiro, exigiam o pagamento de taxas falsas. O grupo utilizava roteiros prontos e uma base de dados com informações sensíveis, o que aumentava a credibilidade da fraude.

A operação teve início após denúncia anônima. No local, os agentes flagraram os envolvidos em plena atividade. Durante a abordagem, alguns suspeitos tentaram destruir celulares e outros dispositivos para dificultar a coleta de provas.

Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações detalhando os scripts usados nas abordagens. Todo o material será analisado pela perícia.

Os presos foram levados ao 1º Distrito Policial de Itaquaquecetuba, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa. As investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha.

Outras ações

A Polícia Civil também realizou, no início da semana, outra operação contra o mesmo tipo de golpe. Na ocasião, 16 pessoas foram presas em um imóvel no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital paulista. Durante a ação, os agentes encontraram mensagens que comprovam a fraude, incluindo o envio de um comprovante de R$ 1,3 mil por uma das vítimas.

Em outra frente, quatro pessoas foram presas no estado por se passarem por advogados e aplicarem golpes relacionados a precatórios — pagamentos determinados pela Justiça para quitar dívidas de órgãos públicos. Nesse caso, os criminosos informavam que os valores haviam sido liberados e solicitavam transferências via Pix para custear taxas inexistentes.

As prisões fazem parte de uma operação interestadual voltada ao combate de fraudes envolvendo falsos advogados e precatórios.

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Smart Sampa já ajudou a prender mais de 4 mil suspeitos e localizar quase 3 mil foragidos em SP

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O sistema de videomonitoramento Smart Sampa já contribuiu diretamente para a prisão em flagrante de 4.010 pessoas na cidade de São Paulo, além da captura de 2.915 foragidos da Justiça desde sua implementação. Com mais de 40 mil câmeras instaladas em ruas, avenidas e equipamentos públicos, a tecnologia tem sido apontada como peça central no combate à criminalidade na capital.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, todas as detenções ocorreram sem necessidade de uso de armas de fogo, resultado atribuído à atuação integrada entre tecnologia e equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O programa utiliza análise de imagens em tempo real e inteligência artificial para identificar ocorrências e acionar rapidamente as equipes em campo. A estratégia tem ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança em casos de tráfico de drogas, roubo, furto, agressões e vandalismo, incluindo episódios de violência contra a mulher.

“O Smart Sampa se consolidou como ferramenta estratégica no combate à criminalidade. A tecnologia, aliada à atuação da nossa GCM, está transformando a forma de fazer segurança pública na cidade de São Paulo”, afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.

Casos recentes ilustram o impacto do sistema. Em dezembro de 2025, uma ocorrência de agressão contra uma mulher na Rua Barão de Piracicaba foi atendida em menos de um minuto após identificação pelas câmeras. O agressor foi contido e preso no local.

Em outubro do mesmo ano, a chamada “quadrilha do gogó”, que atuava na região central com golpes e roubos contra pedestres, foi identificada e monitorada a partir das imagens do sistema. O cruzamento de dados permitiu mapear os deslocamentos dos suspeitos e viabilizar a prisão do grupo.

Outro episódio ocorreu na madrugada de 1º de outubro de 2025, quando um homem invadiu a EMEI Maria Vitória da Cunha, na Zona Leste, e furtou uma moldura de alumínio após depredar um quadro. A ação foi detectada em tempo real, e o suspeito foi detido em flagrante nas proximidades após tentativa de fuga.

Além das prisões, o sistema também tem papel relevante na localização de pessoas desaparecidas. Até o momento, 185 indivíduos foram identificados e encontrados com auxílio da tecnologia.

Implantado em 2024, o Smart Sampa opera com cerca de 40 mil câmeras — sendo metade da rede pública e metade integradas da iniciativa privada. A central de monitoramento funciona 24 horas por dia no Centro Histórico da capital, com cerca de 250 agentes da GCM acompanhando as ocorrências em tempo real.

O modelo vem sendo observado por outras capitais como referência em resposta rápida e uso de tecnologia aplicada à segurança urbana.

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Quase 800 presos são recapturados em SP durante primeira ‘saidinha’ de 2026

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A Polícia Militar de São Paulo recapturou 794 detentos em todo o estado durante a saída temporária realizada entre os dias 17 e 23 de março. As prisões ocorreram principalmente por descumprimento de medidas judiciais impostas pela Justiça ou por crimes cometidos em flagrante. Todos os detidos foram reconduzidos ao sistema prisional.

Esta foi a primeira saída temporária de 2026. Do total de recapturados, 770 foram flagrados violando regras estabelecidas para concessão do benefício, como restrições de circulação, horários e conduta.

A maior concentração de capturas ocorreu no interior paulista. A região de Ribeirão Preto liderou o número de detenções, com 166 casos, seguida por Santos, com 159, e Campinas, com 135. Outras regiões registraram números menores, como Bauru (76), São José do Rio Preto (71), Araçatuba (68), São José dos Campos (47), Presidente Prudente (17) e Sorocaba (7). Na capital paulista, foram contabilizadas 12 prisões.

Além das violações de regras, 24 beneficiados pela saída temporária foram presos em flagrante por crimes como homicídio, estupro, violência doméstica, tráfico de drogas, furto, roubo, agressão, falsa identidade, ameaça, direção perigosa e dano ao patrimônio.

Os detentos beneficiados tinham até as 18h de segunda-feira (23) para retornar às unidades prisionais. Aqueles que não cumpriram o prazo passam a ser considerados foragidos.

Para ter direito ao benefício, os presos devem seguir uma série de condições determinadas pela Justiça, como não frequentar bares, não consumir drogas, evitar envolvimento em brigas, respeitar os limites territoriais fixados e permanecer em casa no período noturno.

Desde junho de 2025, uma parceria entre as Secretarias da Segurança Pública (SSP), da Administração Penitenciária (SAP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo ampliou o acesso dos policiais militares às informações dos detentos beneficiados pela saída temporária.

Com isso, durante abordagens, os agentes conseguem verificar em tempo real se o preso está cumprindo as condições impostas, sem a necessidade de conduzi-lo até uma delegacia para registro de ocorrência. Em caso de irregularidade, o detento é submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, encaminhado novamente ao sistema prisional.

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Mãe de Henry Borel é solta após decisão da Justiça e adiamento do júri

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A professora Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do filho Henry Borel, deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, no início da noite desta segunda-feira (23). Ela já está em casa.

A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, após o adiamento do julgamento do caso. A magistrada acatou o pedido da defesa para o relaxamento da prisão, sob o argumento de possível excesso de prazo com a remarcação do júri.

O julgamento havia começado, mas foi interrompido após a defesa de Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto de Henry e também réu no processo, solicitar o adiamento sob alegação de falta de acesso a provas. O pedido foi negado pela juíza.

Em seguida, os cinco advogados do parlamentar abandonaram o plenário. Com a saída da defesa, a sessão foi suspensa e o júri remarcado para o dia 25 de maio.

Na decisão, Elizabeth Louro criticou a conduta dos advogados, afirmando que o abandono do plenário não tem respaldo legal e provocou a interrupção indevida do processo.

“Combater a presidência do ato e afrontar o respeito à atividade profissional dessa magistrada na condução dos trabalhos, culminando com o abandono do plenário e consequente adiamento, é conduta que fere os princípios que norteiam as sessões de julgamento, além dos direitos dos acusados e da família da vítima”, declarou.

A juíza também destacou que o episódio comprometeu o direito de todos os envolvidos a um julgamento em prazo razoável, fundamento que embasou a decisão de conceder a liberdade provisória à acusada até a realização do júri.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Polícia prende 5 por “tribunal do crime” ligado a sequestro e morte em SP

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O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, prendeu nesta segunda-feira (23) cinco suspeitos de envolvimento em um sequestro seguido de morte relacionado a um julgamento clandestino conhecido como “tribunal do crime”. A operação foi realizada na zona norte da capital paulista.

De acordo com a polícia, três homens e duas mulheres foram detidos em ação coordenada por equipes da 2ª Delegacia da Divisão de Homicídios. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Os materiais recolhidos serão analisados pela perícia e devem auxiliar no avanço das investigações.

O caso começou a ser apurado em 2022, após um homem e sua esposa serem sequestrados e mantidos em cárcere por alguns dias. Durante o período, as vítimas foram agredidas e interrogadas sobre um suposto abuso. Posteriormente, a mulher foi libertada, enquanto o homem continuou em poder do grupo e desapareceu.

Meses depois, um cadáver em avançado estado de decomposição foi encontrado em um córrego na mesma região. Na ocasião, exames periciais não permitiram a identificação da vítima. Somente em 2025, com a realização de novos exames antropológicos e genéticos, foi possível identificar que os restos mortais pertenciam a duas pessoas — sendo uma delas o homem sequestrado.

Com a confirmação, o DHPP avançou na identificação dos suspeitos e deflagrou a operação que resultou nas prisões desta semana.

Os detidos foram levados à 2ª Delegacia da Divisão de Homicídios, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a dinâmica das mortes.

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Foto: Divulgação/GESP

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Santana de Parnaíba equipa GCM com celulares para agilizar atendimento a mulheres vítimas de violência

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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Santana de Parnaíba inaugura, nesta sexta-feira (20), uma nova base operacional e passa a contar com 47 celulares destinados exclusivamente ao atendimento de ocorrências de violência contra mulheres. As iniciativas integram o pacote de investimentos da prefeitura para reforçar a segurança pública e ampliar a proteção às vítimas no município.

A nova base faz parte do Complexo de Segurança, que também reúne a Delegacia de Polícia Civil e a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A inauguração está marcada para as 17h30, na Estrada dos Romeiros, km 38,5, nas proximidades da Barragem Edgard de Souza, e deve contar com a presença do prefeito Elvis Cezar (Republicanos), além de autoridades locais e regionais.

Com cerca de 4 mil metros quadrados de área construída, a estrutura foi viabilizada com recursos totalmente municipais. O espaço inclui salas administrativas e operacionais, academia, sala de defesa pessoal, refeitório, área para higienização de viaturas, estacionamento com capacidade para 165 veículos, estande de tiro, quadra poliesportiva e área destinada ao Canil.

Além da nova base, a GCM passa a operar com 47 aparelhos celulares doados pela Secretaria da Mulher e da Família. Os dispositivos serão utilizados exclusivamente no atendimento de casos de violência contra mulheres, com o objetivo de agilizar o contato, melhorar o acompanhamento das ocorrências e ampliar a rede de proteção às vítimas.

A medida reforça as ações voltadas à segurança pública no município, com foco especial na proteção das mulheres, tema que ganha destaque neste período de mobilização e conscientização.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Operação revela esquema online com celulares roubados e remédios ilegais em SP

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento com a venda ilegal de celulares e medicamentos para emagrecimento no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital. A ação, realizada na terça-feira (17), resultou na apreensão de cerca de 250 aparelhos com indícios de origem ilícita.

A operação foi conduzida por agentes da 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), após investigação que identificou pontos de armazenamento e comercialização clandestina na região. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes endereços.

Em um dos imóveis, um suspeito foi abordado e indicou aos policiais outro endereço de sua propriedade, onde funcionava um comércio de perfumaria. Nos fundos do estabelecimento, os agentes encontraram aproximadamente 250 celulares desmontados e sem comprovação de origem. No local, também foram apreendidas 20 caixas de medicamentos para emagrecimento sem registro, armazenadas em um frigobar.

Duas pessoas estavam no imóvel, incluindo um funcionário. Segundo o boletim de ocorrência, os produtos eram vendidos de forma ilegal pela internet.

Os três suspeitos foram encaminhados à 5ª Delegacia Seccional Leste, onde permaneceram à disposição da Justiça. O caso foi registrado como associação criminosa, receptação, cumprimento de mandado de busca e apreensão, localização e apreensão de veículo e falsificação de produtos medicinais.

Outro imóvel armazenava produtos estrangeiros

Durante a operação, os policiais também abordaram um outro suspeito em uma residência utilizada para armazenar mercadorias de origem estrangeira sem documentação fiscal. No local, foram apreendidos 41 celulares em embalagens originais e diversos eletrônicos sem nota fiscal.

O homem foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e acabou liberado após pagamento de fiança. Ele responderá por descaminho.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Santana de Parnaíba inaugura nova base da GCM e reforça estrutura de segurança na cidade

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba inaugura na próxima sexta-feira (20) a nova Base da Guarda Civil Municipal (GCM), instalada na Estrada dos Romeiros, nas proximidades da Barragem Edgard de Souza. A estrutura integra o Complexo de Segurança do município, que também reúne as sedes da Delegacia de Polícia Civil e da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Com investimento totalmente municipal, o novo equipamento faz parte da estratégia da administração para ampliar a estrutura de segurança pública e fortalecer o atendimento às ocorrências na cidade. A inauguração deve reunir o prefeito Elvis Cezar (Republicanos), além de autoridades municipais e regionais.

A base possui cerca de 4 mil metros quadrados e foi projetada para concentrar diversas atividades operacionais da corporação. O espaço conta com salas administrativas e operacionais, academia e sala de defesa pessoal, refeitório, área para higienização de viaturas e estacionamento com capacidade para 165 veículos.

O complexo também inclui estande de tiro, quadra poliesportiva e estrutura destinada ao Canil da GCM. Segundo a administração municipal, a instalação em um ponto estratégico da cidade deve melhorar as condições de trabalho dos agentes e ampliar a eficiência no atendimento às ocorrências.

Investimentos na Guarda Municipal

Nos últimos anos, a Prefeitura afirma ter ampliado os investimentos na estrutura da Guarda Civil Municipal. Entre as medidas adotadas está a entrega de mais de 1.500 novas fardas à corporação, confeccionadas com tecidos mais leves e modernos.

Também houve modernização do armamento utilizado pelos agentes. Entre os equipamentos adquiridos estão pistolas calibre 9 mm, carabinas CTT 40 e fuzis 5.56, além de outros itens voltados ao reforço da capacidade operacional da corporação.

Outra frente de investimento foi a renovação da frota de veículos da GCM. Atualmente, as forças de segurança do município contam com mais de 50 viaturas, entre modelos como Spin, Duster, caminhonete S-10, HB20, motocicletas, Sprinter, Toyota e até um Celta.

Inicialmente, 32 novos veículos foram entregues à Guarda Municipal. Segundo a prefeitura, a renovação da frota deve gerar uma economia estimada em cerca de 40% no consumo de combustível, além de ampliar a agilidade no deslocamento para atendimentos e ocorrências.

Monitoramento por câmeras e inteligência artificial

Santana de Parnaíba também conta com um Centro de Controle e Operações responsável pelo monitoramento em tempo real de diferentes regiões da cidade por meio de câmeras.

Em fevereiro, entrou em operação o programa Smart +, anunciado pelo prefeito Elvis Cezar. O sistema utiliza câmeras com leitura automática de placas de veículos e reconhecimento facial, integradas aos bancos de dados de segurança do Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com a gestão municipal, a iniciativa utiliza tecnologia e inteligência artificial para reforçar a segurança pública e contribuir com a mobilidade urbana.

O sistema funciona de forma semelhante ao Smart Sampa, implantado na capital paulista, permitindo o cruzamento de dados em tempo real para identificar pessoas procuradas pela Justiça e veículos relacionados a crimes.

“Teremos o Smart Santana, que agora, no mês de fevereiro, já iniciaremos com 3.500 câmeras com leitura de placas e facial, sincronizados com os bancos de dados de procurados e de todos os crimes e delitos. Vamos estender o monitoramento e o acompanhamento eficaz em todo o território de Santana de Parnaíba”, afirmou o prefeito Elvis Cezar em publicação nas redes sociais à época da implantação do Smart +.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Sem reajuste até abril, Polícia Civil pode ficar sem aumento em 2026

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) cobrou do governo estadual a apresentação urgente de uma proposta de aumento salarial para os policiais civis. A entidade afirma que o reajuste precisa ser encaminhado até 6 de abril, prazo limite antes das restrições impostas pela legislação eleitoral para concessão de aumentos a servidores públicos.

Em 2026, por causa das eleições marcadas para 6 de outubro, a lei impede reajustes salariais nos 180 dias que antecedem o pleito. Caso o governo não encaminhe uma proposta até o início de abril, a medida ficaria inviabilizada até depois da votação.

Diante da falta de sinalização concreta do Palácio dos Bandeirantes, o Sindpesp afirma temer que o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) deixe o prazo expirar e utilize a regra eleitoral como justificativa para não conceder o reajuste à categoria.

Além de oficiar o governador, o sindicato encaminhou documentos ao secretário de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, ao delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, e a deputados estaduais, pedindo apoio para que o Executivo envie um projeto de lei com a recomposição salarial.

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, afirma que a Polícia Civil paulista enfrenta um cenário de desvalorização salarial em comparação com outras unidades da federação. Segundo ela, os vencimentos da categoria estão entre os mais baixos do país, o que tem provocado evasão de profissionais e ampliado o déficit de efetivo.

Delegada Jacqueline Valadares é presidente
do Sindpesp. – Foto: Divulgação

De acordo com a dirigente, a falta de valorização também impacta diretamente o funcionamento das delegacias e a condução de investigações. “Faltam policiais no atendimento nas delegacias e na condução de investigações e inquéritos”, afirmou.

O ofício enviado ao governo estadual foi acompanhado de um parecer técnico elaborado pela assessoria jurídica do sindicato. O documento detalha os limites legais para concessão de reajustes em ano eleitoral e reforça a necessidade de envio rápido de um projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Segundo a entidade, apenas com a tramitação e aprovação do projeto antes do prazo eleitoral será possível garantir a recomposição salarial da categoria ainda neste ano.

A preocupação dos policiais civis aumentou após uma reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Alesp, realizada na quarta-feira (11). Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, e o secretário-executivo da pasta, Henguel Ricardo Pereira, foram questionados sobre a valorização da Polícia Civil.

De acordo com relatos do sindicato, os representantes do governo afirmaram apenas que o tema está em estudo.

O Sindpesp também destaca que a valorização da categoria está ligada à criação de uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil. A proposta prevê modernização institucional e mudanças na carreira, incluindo a possibilidade de todos os delegados alcançarem a classe especial.

Segundo Jacqueline Valadares, a atualização da legislação também foi promessa de campanha do governador em 2022, mas ainda não foi concluída.

No ofício enviado aos parlamentares, o sindicato pediu que deputados estaduais cobrem do governo o envio de um projeto de reajuste e reforçou que a valorização da Polícia Civil é uma pauta considerada suprapartidária.

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Foto: Arquivo/SSP-SP

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