Operação mira tráfico em Osasco e Carapicuíba e mobiliza dezenas de policiais

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na madrugada desta terça-feira (7) a Operação Rota Caracas, com ações simultâneas em Osasco e Carapicuíba para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A ofensiva mobilizou dezenas de equipes e cumpre mandados de prisão e busca expedidos pela Justiça.

A operação também ocorre em outras cidades, como Praia Grande e São Vicente, ampliando o alcance da investigação e pressionando a estrutura do grupo em diferentes regiões do estado.

As investigações foram conduzidas pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba e apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e atuação coordenada em diversas frentes ilícitas.

Com base nas apurações, a Justiça autorizou mandados que estão sendo cumpridos de forma simultânea, estratégia usada para evitar fuga de suspeitos e garantir maior efetividade na coleta de provas.

A ação conta com apoio de unidades especializadas, como o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o Grupo de Repressão Tática (GRT), ligados à Delegacia Seccional de Carapicuíba e ao Demacro, reforçando o caráter integrado da operação.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de movimentações financeiras destinadas a ocultar valores ilícitos, o que indica um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de entorpecentes.

A ofensiva representa mais um avanço no combate ao crime organizado na Grande São Paulo, atingindo diretamente a estrutura financeira e operacional da quadrilha.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pelo grupo criminoso.

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Operação Criptonita prende grupo suspeito de lavar R$ 146 milhões com criptomoedas

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Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu cinco pessoas ligadas a um esquema milionário de lavagem de dinheiro com criptomoedas. A ação, realizada nesta terça-feira (7), tem conexão com uma fraude bancária estimada em R$ 146,5 milhões e se desdobrou em diferentes cidades dentro e fora do estado.

As prisões ocorreram em Sorocaba, Indaiatuba, Santa Isabel e também em Natal (RN). Um dos investigados já estava detido por envolvimento em apurações anteriores conduzidas pela Polícia Federal e pelo próprio Ministério Público.

O caso teve origem em um sequestro registrado no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista. A partir desse episódio, investigadores do 34º Distrito Policial identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e uso de criptoativos para ocultar recursos ilícitos.

As apurações indicam ligação direta com um esquema investigado pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Deic, que apura fraudes bancárias de grande escala. A vítima do sequestro, segundo a polícia, estaria envolvida na movimentação de valores do grupo.

Há indícios de que parte do dinheiro tenha sido desviada dentro da própria organização, o que pode ter motivado o crime. Também foram identificadas transferências superiores a R$ 70 milhões para um parceiro comercial, valor incompatível com a renda declarada.

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram relógios de luxo, veículos de alto padrão, equipamentos eletrônicos e dispositivos ligados a transações com criptomoedas. Um guarda civil municipal está entre os investigados.

Segundo o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis, responsável pelo caso, o grupo operava com alto nível de sofisticação para ocultar a origem dos recursos e viabilizar a circulação do dinheiro.

As investigações continuam para rastrear o destino dos valores e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

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Polícia apreende 118 kg de cocaína em carro de luxo perto do Aeroporto de Guarulhos

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A Polícia Civil apreendeu 118 quilos de cocaína escondidos em um carro de luxo na região do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, neste domingo (5). O motorista, de 31 anos, foi preso em flagrante após tentar fugir durante a abordagem.

A ação foi realizada por equipes do Garra, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), durante patrulhamento no Parque Cecap, área conhecida por movimentações ligadas ao tráfico de drogas.

Os policiais suspeitaram da atitude do condutor e decidiram realizar a abordagem na Praça Mamonas Assassinas. Ao perceber a ação, o homem abandonou o veículo e tentou escapar a pé, mas acabou detido.

Durante a vistoria no carro, os agentes encontraram 110 tijolos de cocaína no porta-malas, totalizando 118 quilos da droga, que foi imediatamente apreendida.

O veículo também foi recolhido para perícia, e os entorpecentes serão analisados para auxiliar na investigação sobre a origem e o destino da carga.

O suspeito foi encaminhado à 3ª Delegacia de Atendimento ao Turista do Aeroporto de Guarulhos, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como tráfico de drogas, e a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar possíveis envolvidos e a rota do entorpecente.

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Operação na zona sul de SP remove 167 motos e aplica R$ 1,1 milhão em multas

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A Polícia Militar realizou na noite de domingo (5) a operação “Paz e Proteção” na zona sul de São Paulo e desmontou um evento irregular, resultando na remoção de 167 motocicletas e na aplicação de cerca de R$ 1,1 milhão em multas.

A ação ocorreu na área do 3º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, com apoio do Ministério Público, e teve como foco conter aglomerações ilegais e reforçar a ordem pública na região.

Segundo a PM, o local foi cercado de forma estratégica, permitindo a dispersão do público sem registro de confrontos ou incidentes mais graves durante a intervenção.

Durante a operação, também foram recuperados seis veículos com queixa de roubo ou furto, além da apreensão de quatro equipamentos de som do tipo “paredão”, frequentemente utilizados em eventos clandestinos.

Uma pessoa foi detida ao longo da ação, embora a polícia não tenha detalhado as circunstâncias da ocorrência.

No campo administrativo, os agentes realizaram 173 autuações, que juntas somam aproximadamente R$ 1,1 milhão em penalidades aplicadas.

A operação integra uma série de ações voltadas ao combate de eventos irregulares e práticas que geram perturbação do sossego, além de infrações de trânsito e possíveis crimes associados.

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Mulher morre após ação policial e caso gera protesto na zona leste de SP

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Uma mulher morreu na madrugada desta sexta-feira (3) após ser baleada durante uma intervenção policial na Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. O caso, que envolve um agente do Estado, desencadeou protestos na região e levou ao afastamento dos policiais envolvidos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. As circunstâncias da ocorrência ainda são apuradas pelas Polícias Civil e Militar.

Como medida inicial, os agentes envolvidos foram retirados do serviço operacional até a conclusão das investigações. As imagens registradas pelas câmeras corporais serão analisadas e encaminhadas às autoridades responsáveis pelo caso.

A morte provocou reação imediata de moradores da Cidade Tiradentes. Na noite de sexta-feira, manifestantes ocuparam ruas do bairro, montaram barricadas e atearam fogo em pneus, interrompendo o tráfego em diferentes pontos da região.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a chegada da Polícia Militar para conter o protesto. Segundo a corporação, equipes foram acionadas para atender a uma manifestação na rua Alexandre Davidenko e atuaram para garantir a ordem pública, utilizando recursos de efeito moral para dispersar o grupo.

O Corpo de Bombeiros também foi mobilizado para controlar os focos de incêndio provocados durante o ato. De acordo com a polícia, não houve registro de feridos ou detenções durante a ação.

O caso segue sob investigação e amplia a tensão na região, enquanto moradores cobram esclarecimentos sobre a morte e a atuação policial.

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Polícia estoura central de golpes via Pix em chácara na Grande SP e prende 11

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Uma operação da Polícia Civil desmontou uma central clandestina de fraudes que funcionava em uma chácara em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ao todo, 11 pessoas foram presas em flagrante suspeitas de aplicar golpes pela internet, com foco em transferências via Pix.

A ação ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), após denúncias apontarem a existência de um “call center do crime”. Ao chegar ao endereço, os agentes identificaram movimentação incomum e veículos na entrada do imóvel, o que reforçou a suspeita de atividade ilegal.

Durante a abordagem, um carro tentou fugir ao desobedecer ordem de parada. Um dos ocupantes foi detido e confirmou que o local era usado para a prática de estelionato. Dentro da residência, outros dez suspeitos foram encontrados operando computadores e celulares no momento em que aplicavam os golpes.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estratégia baseada em engenharia social. As vítimas recebiam mensagens informando compras suspeitas em seus nomes. Ao buscar ajuda, acabavam entrando em contato com uma falsa central de atendimento, onde eram convencidas a fazer transferências via Pix para supostos cancelamentos — que, na prática, eram desvios para contas ligadas à quadrilha.

Os criminosos também compravam dados pessoais na internet para tornar a fraude mais convincente. De acordo com a polícia, o grupo pagava cerca de R$ 500 por pacotes com mil registros de possíveis vítimas. Em alguns casos, complementavam as informações com dados disponíveis publicamente.

No local, foram apreendidos notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos. Todo o material será analisado pela perícia para aprofundar as investigações.

Os suspeitos foram encaminhados ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, onde permanecem presos pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros integrantes da rede e possíveis ramificações do esquema.

Esquemas semelhantes se espalham pela região

Casos desse tipo têm se multiplicado na Grande São Paulo. Em março, operações semelhantes desarticularam estruturas criminosas que também funcionavam como centrais de atendimento falsas, com divisão de tarefas e uso intensivo de tecnologia.

Em uma dessas ações, realizada na zona leste da capital, 16 pessoas foram presas em um esquema que simulava atendimentos jurídicos para enganar vítimas. Dias depois, outro grupo foi detido em Suzano com atuação semelhante, prometendo valores inexistentes em processos judiciais para aplicar golpes.

As investigações indicam que essas organizações operam de forma cada vez mais estruturada, replicando modelos profissionais de atendimento para dar aparência de legitimidade e aumentar a taxa de sucesso das fraudes.

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Polícia encontra tonel enterrado com 200 kg de drogas em área de mata

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Uma operação da Polícia Militar revelou um esconderijo improvisado com cerca de 200 quilos de drogas enterrados em uma área de mata na tarde desta quarta-feira (1º). O material estava escondido em tonéis, sob o solo, em uma região usada por criminosos como ponto estratégico para armazenamento ilegal.

A descoberta ocorreu após equipes do Comando Força Patrulha do 18º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (18º BPM/M) identificarem movimentação suspeita nas proximidades da Estrada do Vista Alegre. Dois homens em uma motocicleta ignoraram a ordem de parada e fugiram por uma estrada de terra.

Na sequência, outros quatro suspeitos foram vistos nas imediações e também escaparam ao perceber a aproximação das viaturas, entrando em uma trilha no meio da vegetação.

Com base em denúncias já registradas, indicando o uso da área como depósito clandestino, os policiais ampliaram as buscas. Durante a varredura, um forte cheiro típico de entorpecentes chamou a atenção da equipe, além de sinais recentes de escavação no solo.

Ao aprofundar a inspeção, os agentes localizaram quatro tonéis enterrados contendo grande quantidade de substâncias ilícitas. O volume apreendido gira em torno de 200 quilos, mas a composição exata ainda será confirmada por perícia técnica.

A apreensão representa um impacto direto na logística do tráfico na região, já que o local funcionava como base de armazenamento e distribuição de drogas. Até o momento, ninguém foi preso.

A ocorrência segue em andamento, com apoio de outras equipes para tentar identificar e localizar os envolvidos que fugiram.

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Deic descobre fábrica de bebidas falsificadas que abastecia comércio no interior de SP

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Uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas que distribuía produtos adulterados para comerciantes do interior paulista foi desarticulada nesta quarta-feira (1º) em Limeira. Uma mulher de 70 anos, apontada como responsável pelo esquema, foi presa em flagrante no local.

A operação foi conduzida por investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) durante mais uma etapa da Operação Poison Source, que mira a cadeia de produção e distribuição de bebidas falsificadas no país. A ação teve como foco um galpão usado como base de fabricação e armazenamento dos produtos ilegais.

Segundo a Polícia Civil, a descoberta da fábrica ocorreu após análise de dados obtidos em fases anteriores da investigação. Informações extraídas de celulares apreendidos indicaram que bebidas vendidas em uma adega na região de Rio Claro tinham origem em uma produção clandestina instalada em Limeira.

Com base nessas evidências, os policiais avançaram na apuração e chegaram ao endereço onde funcionava o esquema. No local, além da prisão da suspeita, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher materiais e aprofundar as investigações.

Ao todo, a operação desta quarta-feira incluiu quatro mandados judiciais — três em Limeira e um em Piracicaba. De acordo com a polícia, o marido da mulher presa já cumpre pena em regime semiaberto por crimes tributários e contra o patrimônio, o que reforça a suspeita de envolvimento familiar em atividades ilícitas.

As autoridades destacam que a circulação de bebidas falsificadas representa risco direto à saúde pública, além de prejuízos econômicos para comerciantes e fabricantes regularizados. A investigação segue em andamento para identificar outros integrantes da rede e mapear a extensão da distribuição dos produtos adulterados.

A ofensiva faz parte de uma série de ações iniciadas no ano passado. Na primeira fase da operação, realizada em São Paulo, um dos principais fornecedores de insumos usados na falsificação foi preso, com apreensão de rótulos, tampas e selos falsos de impostos.

Na etapa seguinte, a polícia cumpriu dezenas de ordens judiciais em diversos estados, resultando em novas prisões e na apreensão de materiais ligados à adulteração. Já na terceira fase, em Rio Claro, foram encontrados pontos de produção clandestina e dois suspeitos acabaram detidos.

Agora, com a identificação da estrutura em Limeira, a polícia tenta avançar sobre os responsáveis pela distribuição em larga escala, ampliando o cerco contra o mercado ilegal de bebidas.

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GCM Barueri prende motorista com 273 iPhones escondidos em caminhão

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Um motorista foi preso em flagrante com 273 celulares iPhone sem documentação na noite desta segunda-feira (30), em Barueri, na Grande São Paulo. A carga ilegal estava escondida dentro de um caminhão baú e, segundo a polícia, seria levada para venda na região da Santa Ifigênia, tradicional polo de eletrônicos na capital.

A abordagem ocorreu durante patrulhamento na Avenida Gupe, no Jardim Belval — área conhecida por registros frequentes de roubo de carga. Os agentes da Guarda Civil Municipal de Barueri notaram o veículo estacionado com uma luz interna acesa, o que chamou atenção.

Ao se aproximarem, encontraram a cabine destravada e com a chave na ignição. Na sequência, ao verificarem o compartimento de carga, flagraram o motorista retirando pacotes escondidos em um compartimento lateral do baú.

Durante a vistoria, os agentes identificaram que os volumes continham diversos aparelhos celulares de alto valor, sem comprovação de origem. Questionado, o motorista admitiu que os produtos haviam sido trazidos do Paraguai e estavam misturados à carga regular. Ele afirmou ainda que faria a entrega dos aparelhos a terceiros, que seriam responsáveis pela comercialização em São Paulo.

Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão. A ocorrência foi encaminhada inicialmente à delegacia, que orientou o encaminhamento à Polícia Federal por indícios de crime federal, como descaminho — quando há entrada de mercadorias no país sem o pagamento de tributos.

O suspeito e os aparelhos foram levados à sede da Polícia Federal, na Lapa. Após análise do caso, o delegado responsável decidiu liberar o caminhão, que foi entregue a outro condutor. Já o motorista permaneceu à disposição da Justiça Federal.

Ao todo, foram apreendidos 273 iPhones de diferentes modelos.

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Central de golpes é descoberta com movimentações de até R$ 5 milhões em Carapicuíba

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Uma operação da Polícia Militar revelou um esquema sofisticado de fraudes bancárias que movimentava valores milionários em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A ação ocorreu na tarde de sexta-feira (27) e terminou com a descoberta de uma espécie de “central do golpe” instalada dentro de uma residência.

De acordo com os agentes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), a suspeita começou após a equipe identificar, através da janela do imóvel, uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos ligados simultaneamente. Entre os itens estavam celulares, notebook, tablet, máquina de cartão e dispositivos de armazenamento.

Ao abordar o morador, os policiais notaram comportamento nervoso. Questionado, ele não soube explicar a origem dos aparelhos. Durante a verificação, os agentes constataram que todos os dispositivos estavam ativos e conectados, o que levantou ainda mais suspeitas.

A análise inicial revelou indícios claros de um esquema organizado. Em um dos aparelhos, havia uma lista intitulada “cartela de clientes”, com dados pessoais e bancários de diversas vítimas, incluindo senhas. Outro dispositivo continha ferramentas de criptografia usadas para gerenciar várias contas do WhatsApp, prática comum em golpes digitais.

Também foram localizados registros de transações financeiras com valores expressivos — um deles de R$ 400 mil e outro superior a R$ 5 milhões — além de um caderno com anotações detalhando abordagens e informações sobre vítimas.

Diante das evidências, o suspeito admitiu participação no esquema. Segundo o relato, o grupo se passava por funcionários de uma central de atendimento vinculada a um banco para enganar clientes. As vítimas eram induzidas a fornecer dados sensíveis, clicar em links falsos e permitir o acesso às suas contas, inclusive com clonagem de WhatsApp.

Ainda conforme o depoimento, a organização criminosa lucrava entre 14% e 35% sobre cada golpe aplicado, indicando uma operação estruturada e com divisão de ganhos.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Carapicuíba, onde o suspeito permaneceu detido e à disposição da Justiça.

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