Após dias de homenagem a Pelé, seu filho mais velho, Edinho, voltou a falar com a imprensa nesta sexta-feira (6). Em coletiva, o técnico do Londrina agradeceu todo o carinho recebido pelas pessoas. Sobre a ausência de grandes nomes do futebol brasileiro, ele minimizou a polêmica e preferiu ressaltar a presença popular na Vila Belmiro na segunda (2) e terça-feira (3).
“Em relação aos comentários e algumas críticas eventuais de pessoas que não foram lá… eu prefiro valorizar muito as pessoas que foram lá, sim. E compreendo totalmente em relação às pessoas que não foram. É uma época complicada do ano para viajar, ninguém, claro, naturalmente se programou para isso. É compreensível. Eu tenho certeza de que, independentemente de ter ido lá ou não, havia muito carinho e muito amor, muito respeito”, disse Edinho.
Vale lembrar que apenas dois jogadores de seleção brasileira da era moderna estiveram no velório, Elano e Zé Roberto. Da geração mais antiga, Clodoaldo, campeão em 1970, e Mauro Silva, vencedor em 1994, estiveram em Santos.
“É uma coisa que ganhou um corpo ali pela dinâmica de internet, de viralizar, mas eu e a família não focamos nisso, não absorvemos isso. Temos muita gratidão e carinho pelas pessoas que foram, principalmente pelo povo, foram 24 horas de uma fila interminável, não parou, uma coisa incrível. Me sinto privilegiado, honrado de estar lá representando ele, a família. Agora a gente segue em frente, busca dia após dia superar a dor. Realizar os meus objetivos pessoais dentro do futebol, tenho certeza de que isso vai trazer muita alegria para ele”, completou.
Além dos agradecimentos, o filho do Rei fez um balanço do evento e ressaltou a “magia” durante a cerimônia.
“Uma coisa indescritível, difícil de buscar algum outro exemplo ou ocasião parecida. Uma pessoa de luz que trouxe tanta alegria para tanta gente. O calor que a gente recebeu do torcedor, do santista e, como todos sabem, o Pelé transcende bandeiras e camisas”, explicou.
Agora, a missão dele é como técnico. O Londrina estreia no campeonato paranaense no dia 15 de janeiro contra o Azuriz.
O presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (6) que fez uma proposta para contratar Cristiano Ronaldo.
“A gente fez uma proposta de salário igual ao do Manchester United, dois anos de contrato, que é muito, mas é viável dentro da posição dos patrocinadores. Mas a proposta que veio de lá (Al-Nassr) é 20 vezes maior”, afirmou Duílio, em entrevista ao programa Donos da Bola, da TV Bandeirantes.
O astro portugues revelou no início desta semana, em sua apresentação no clube saudita, que recebeu ofertas de clubes de todo o mundo e citou o Brasil.
“Fizemos uma proposta há muito tempo, desde que começou a confusão no Manchester. É o Corinthians, por que não tentar? Conversei com Jorge Mendes algumas vezes e agora por outra pessoa. Fiz a proposta e torci até para não aceitar (risos). Mas a gente tinha muitas empresas… Um jogador desse tamanho se paga”, concluiu o dirigente.
O Corinthians teve um bom início de Copa São Paulo de Futebol Júnior ao golear o Zumbi-AL por 4 a 0, na noite desta terça-feira (3) na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, em sua estreia na edição 2023 da competição. Esta vitória deixa o Timão na ponta do Grupo 12.
Já o atual campeão da Copinha, o torneio mais tradicional da base do futebol brasileiro, o Palmeiras superou a Juazeirense-BA por 2 a 0 no Estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto-SP. O resultado deixou o Verdão na liderança do Grupo 3 da competição com três pontos.
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Agora o Palmeiras, que contou com os gols de Pedro Lima e Ruan Ribeiro para triunfar nesta terça, mede forças com o América-SP na próxima sexta-feira (6), a partir das 19h30 (horário de Brasília).
Outros resultados:
Mirassol 3 x 1 União ABC-MS Catanduva 3 x 2 América-RN Ferroviária-SP 2 x 1 Fast Clube-AM Chapecoense 2 x 1 Inter Minas-MG Avaí 1 x 3 Ceilândia-DF
O armário de Pelé no vestiário da Vila Belmiro segue trancado desde 1974, quando ele fez sua última partida pelo Santos FC. Ninguém sabe o que está guardado no armário e, após a morte do jogador, o mistério permanece.
O último jogo do craque foi contra a Ponte Preta. Pelé recebeu diversas homenagens em campo e deixou a partida no primeiro tempo. No vestiário, teria deixado um objeto no armário, trancado a porta e levado a chave.
Em 2013, o vestiário da Vila Belmiro chegou a passar por reformas, mas o armário foi preservado e seguiu trancado. Até hoje, ninguém do clube tem essa chave.
O presidente do Santos, Andrés Rueda, acredita que é possível que isso mude. “Nunca se pensou em abrir. Agora, vamos conversar com a família para ver o que faz. Se termina com esse mistério ou se continua”.
De acordo com a administração do acervo do clube, o pedido foi feito pelo próprio Rei. “As palavras do Pelé foram bem simples: enquanto o clube manter esse objeto, o clube sempre estaria com sorte ao seu redor”.
O corpo de Pelé será velado nesta segunda-feira (2), às 10h, na Vila Belmiro, em Santos. Porém, fãs do Rei do futebol já se posicionaram em uma das entradas do estádio para se despedir do ex-camisa 10.Pelé morreu na última quinta-feira, aos 82 anos.
O velório do ex-jogador vai durar 24 horas e irá até as 10h de terça-feira (3). A cerimônia será aberta ao público e as autoridades esperam um grande fluxo de pessoas no local.
O enterro será na Memorial Necrópole Ecumênica, que fica a menos de 1km do estádio, próximo ao canal 1. O traslado será propositalmente maior e passará pelo canal 6, onde mora a mãe de Pelé, dona Celeste, que tem 100 anos de idade.
Com média mensal de cinco mil visitantes, o Museu Pelé teve público superior a seis mil pessoas em um único dia, na sexta-feira (30), data seguinte à morte do Rei do Futebol.
Foi o maior público diário desde a inauguração do equipamento, em 2014. O recorde foi alcançado antes das 17h. Além de atrair muitos turistas de várias partes do mundo, a atração no Largo Marquês de Monte Alegre também recebeu equipes de TV do Brasil e do exterior.
Os jovens holandeses Nich Breen, 17 anos, e Troi Wippercht, 19, eram dois dos visitantes fascinados com o que viam. Era a primeira vez de ambos em Santos. Apaixonado por futebol, Nich acompanha os jogos do Ajax (Holanda) e do PSG (França), enquanto Troi é mais fã do Liverpool (Inglaterra). Sobre o Museu Pelé, eles contam ter ficado impressionados com o volume de informações sobre as várias fases da vida do Atleta do Século.
Foto: Divulgação/SECOM-Pref. de Santos
Sem estar preocupado em esconder a emoção, o boliviano Antenor Garcia, 41 anos morando na Capital paulista, mostrava, com satisfação, uma imagem em seu celular: era de um jogo, no começo da década de 70, de Pelé em solo boliviano. “Eu estava neste jogo”, orgulhava-se.
Antenor disse que Pelé representava muito para o povo de seu país. “Era um exemplo de homem que veio da pobreza e fez a vida no esporte. Era a nossa referência para o futebol”.
Foto: Divulgação/SECOM-Pref. de Santos
Repórter da Al Jazeera English, a californiana Monica Yanakiew era uma das dezenas de profissionais de Imprensa que passaram a sexta-feira cobrindo as visitas no Museu Pelé. Ela conta que a primeira referência que tem de Pelé foi um jogo da Copa do Mundo de 1970, a que ela assistiu com a família, pela TV, na Itália. “Estava cheio de italianos no local, e minha mãe falava bastante dele”.
Graças à sua experiência internacional, Monica chegou a entrevistar Pelé. “Ele era a referência do Brasil. Negro, pobre e que passou a ser respeitado no mundo, representando o Brasil”.
Foto: Divulgação/SECOM-Pref. de Santos
SERVIÇO
O Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo), que guarda o acervo da trajetória do Rei do Futebol, estará aberto ao público todos os dias – inclusive neste domingo (1º de janeiro) – com entrada gratuita, das 10h às 17h30.
A tradicional corrida da São Silvestre voltou a ser disputada na manhã deste sábado (31), e assim como nos últimos anos, os países africanos dominaram a prova mais tradicional do atletismo brasileiro e sul-americano.
No feminino, quem venceu foi a queniana Catherine Reline Amanang Ole, que cruzou a linha de chagada na primeira colocação, com o tempo de 49min39s. A atleta de 20 anos venceu a competição pela primeira vez na carreira. As etíopes Wude Ayalew Yimer, com 50min01s, e Kebebush Yisma Ewoldemariam, com 52min57s, completaram as três primeira posições.
Com a vitória de Catherine, o Quênia aumentou a sua hegemonia na São Silvestre. O país africano ficou no lugar mais alto do pódio nas últimas seis edições e já soma 15 títulos no feminino e 15 no masculino.
No masculino, Andrew Rotich Kwemoi foi o grande campeão, levando a Uganda ao lugar mais alto do pódio da São Silvestre pela primeira vez na história. O atleta de apenas 22 anos encerrou o percurso em 44min43s.
Na segunda colocação, ficou Joseph Tiophil Panga, da Tanzânia, com 45min17. O seu conterrâneo Maxwell Kortek Rotich fechou o pódio, com 45min42s.
Tanto no masculino quanto no feminino, a melhor colocação de um brasileiro foi a quarta colocação. Fabio Jesus Correia, de 24 anos, cruzou a linha de chegada com 46min13s. Já Jenifer do Nascimento Silva, de 31 anos, encerrou o percurso em 54min02s.
Considerado por muitos o maior nome da história do futebol mundial, Pelé morreu nesta quinta-feira (29), aos 82 anos de idade. Nas redes sociais, grandes astros do esporte prestaram homenagens ao ex-jogador.
“Os meus profundos sentimentos a todo o Brasil, e em particular à família do senhor Edson Arantes do Nascimento. Um mero “adeus” ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol. Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre. O carinho que sempre demonstrou por mim foi recíproco em todos os momentos que partilhamos, mesmo à distância. Jamais será esquecido e a sua memória perdurará para sempre em cada um de nós, amantes de futebol. Descansa em paz, Rei Pelé”, disse o ídolo português Cristiano Ronaldo.
“Hoje perdi meu irmão. Como cristão católico, sei que é “morrendo que se nasce para a vida eterna”. Teremos toda a eternidade para estarmos juntos na casa do Pai. Ele apenas deixou o mundo das coisas que tem fim e foi para o mundo das coisas que não tem fim. Até um dia, Pelé”, comentou o ex-lateral Cafu, vencedor das Copas do Mundo de 1994 e 2002.
Hoje perdi meu irmão. Como cristão católico, sei que é “morrendo que se nasce para a vida eterna”. Teremos toda a eternidade para estarmos juntos na casa do Pai. Ele apenas deixou o mundo das coisas que tem fim e foi para o mundo das coisas que não tem fim. Até um dia, Pelé. pic.twitter.com/J7hz5lbLh7
“Sou grato à Deus por Pelé ser brasileiro. O nosso futebol é conhecido e respeitado mundialmente por tudo que ele fez em campo e jamais será esquecido. Tenho orgulho em ter jogado duas Copas do Mundo com o número 10, que foi consagrado por ele. Rei Pelé, teu legado é eterno”, publicou o ex-jogador da seleção brasileira Rivaldo.
Sou grato à Deus por @Pele ser brasileiro. O nosso futebol é conhecido e respeitado mundialmente por tudo que ele fez em campo e jamais será esquecido. Tenho orgulho em ter jogado duas Copas do Mundo com o número 10, que foi consagrado por ele. Rei Pelé, teu legado é eterno. pic.twitter.com/4jGK2SlkzN
O garoto Edson Arantes do Nascimento chegou na cidade de Santos, em 1956, aos 16 anos de idade, para atuar na equipe do Santos FC. No primeiro momento o chamaram de Gasolina, mais tarde, de Pelé.
O jovem Pelé nas dependências do Santos FC. – Foto: Reprodução/Internet
Logo, ele conquistou seu lugar no time. Mal podia supor que se transformaria, em pouco tempo, numa espécie de embaixador daquele simpático município praiano e portuário que o acolheu.
Quando vivia na pensão, já com fama e dinheiro, Pelé não chegou a sequer comprar uma bicicleta. Passeava numa de um amigo. Como fazia parte do contrato com o Santos, Pelé recebeu um “Volkswagen.”
Pelé assinando seu primeiro contrato profissional com o Santos FC – Foto: Reprodução/Internet
Pelé passava o dia na pensão do Raimundo, ouvindo samba, fazendo amizades. Acabou ficando popular entre as crianças, as mulheres adolescentes e de toda a vizinhança.
Na folga, Pelé passava o dia na pensão, ouvindo discos ou conversando, à vontade, como qualquer outro bom rapaz da sua idade. – Foto: Reprodução/Internet
A pensão onde Pelé se hospedava pertencia a Raimundo, ex-jogador de cestobol (basquete) do Santos. Ali viviam também Zoca (Jair Nascimento), irmão de Pelé de 17 anos e aspirante do Santos FC e mais José Carlos, ou “Porunguinha”, de 3 anos de idade, espécie de irmão adotivo de Pelé.
Na frente da pensão de Raimundo, na Avenida Pinheiro Machado, bairro José Menino. – Foto: Reprodução/Internet
Apesar da fama e da popularidade, Pelé sempre conservou o comportamento simples dos rapazes do interior. O pai enviava-lhe a “mesada” de Cr$ 10 mil. Com esse dinheiro, o craque pagava a pensão.
Pelé, de certa forma, se tornou prisioneiro. Não podia locomover-se a qualquer hora, ir a qualquer lugar, pois, em pouco tempo já se formavam aglomerações em sua volta. Bastava apenas que alguém anunciasse a sua presença.
Devido a fama precoce, Pelé era constantemente parado nas ruas de Santos. – Foto: Reprodução/Internet
Entre as mulheres, seu nome soava como o de um astro de cinema. Então, seu trajeto mais habitual era da pensão ao Santos FC e vice-versa.
Pelé era visto entre as garotas como um astro do cinema. – Foto: Reprodução/Internet
Rei no campo, durante os jogos de futebol de que participava, Pelé não reinava fora do gramado, em matéria de contratos, de receita e de despesas.
Quem decidia tudo era Dondinho, o pai do craque. Ele foi jogador em Minas Gerais, vendo os astros do futebol ganharem fama, fortuna e tornarem-se depois de aposentados do futebol esquecidos, pobres, arruinados.
Com o pai, Pelé não teve esse destino. Dondinho exercia controle da finanças do Rei à distância, investindo em imóveis e guardando dinheiro em banco.
No ano seguinte da chegada em Santos, em 1957, Pelé tornou-se artilheiro do Campeonato Paulista, com 17 gols marcados.
Em 1958, tornou-se novamente artilheiro do Campeonato Paulista, superando todos os recordes brasileiros ao marcar, durante o certame, 58 gols.
Pelé fez 1.091 gols com a camisa do Santos FC – Foto: Reprodução/Internet
Foi, no entanto, ainda em 1958, no Campeonato Mundial da Suécia, que lhe deu a projeção de astro internacional, tornando campeão mundial pelo Brasil.
Os cronistas de todos os países foram unânimes em apontá-lo como o maior jogador de todos os tempos. Alguns foram até na pacata Santos para entrevistá-lo e conhecê-lo melhor.
Com a fama mundial que desfrutou nos anos dourados de sua carreira, Pelé poderia estar esbanjando tudo em automóveis, apartamentos, roupas e diversões, mas preferiu viver uma vida modesta.
O jovem atleta tinha tudo para se transferir para os grandes clubes europeus da época. Contudo, preferiu ficar na casa que o acolheu tão bem.
“Cada chute de Pelé valia milhões,” mas o maior craque de futebol de todos os tempos nunca perdeu a simplicidade, mesmo passando quase repentinamente da pobreza à posse de grande fortuna”
Pelé pedala na Avenida Pinheiro Machado, defronte à Pensão de Raimundo, com bicicleta emprestada. Na garupa, o menino “Porunguinha”, de três anos de idade, espécie de irmão adotivo. – Foto: Reprodução/Internet
Em 1959, o Santos Futebol Clube realizou cerca de 100 partidas. Pelé esteve presente em noventa. Em sua última excursão fora do Brasil, em 20 jogos, o Santos FC alcançou a renda de Cr$ 12 Milhões, calculando-se que a metade dessa quantia foi obtida graças à presença do astro. O resto da história todos nós já sabemos. Força, Pelé.
Outros detalhes
A pensão de Raimundo, onde Pelé se hospedou durante seu primeiros anos de jogador, situava-se à Avenida Pinheiro Machado, bairro José Menino, Santos. Não temos informações se a pensão ainda existe.
Pelé é patrimônio do Santos Futebol Clube, da cidade de Santos, cujo nome também adquiriu fama internacional. Pelé é e será o Rei do Futebol e dificilmente terá seu título perdido.