Por que algumas pessoas escrevem o 7 cortado? – por Tom Moisés

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Você já percebeu que algumas pessoas escrevem o sete cortado? Escrevem normalmente o numeral 7, mas depois dão um traço no meio dele. Pois é, há várias versões. A mais sensata é que no processo de alfabetização corta-se o 7 para diferenciá-lo do número 1 e evitar confusão visual na escrita manual. Isso é muito importante no ambiente de aprendizado, sobretudo escolar.

Mas, vamos tratar isso com imaginação e um pouco mais de bom humor. Reza a lenda que o verdadeiro motivo é outro. Dizem que, quando o profeta Moisés foi ler a tábua dos 10 mandamentos, ele reuniu o povo e disse:

– “Pessoal, é o seguinte: para disciplinar a conduta das pessoas na sociedade vamos ter que estabelecer algumas regrinhas básicas de conduta e comportamento; isso para manter uma melhor organização, ok? Então, anotem aí:”

Bem, todas as pessoas que desejavam uma sociedade melhor, mais justa e igualitária gostaram da ideia. Mas, os críticos de plantão já discordaram logo de cara e disseram.

– “Pera lá… Vamos ver se a gente vai concordar ou não”.

Com o pessoal reunido, Moisés começou a dizer.

– “1º mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas”.

Todos concordaram e Moisés continuou:

– “2º mandamento: não chamar o nome de Deus em vão”.

Todos concordaram e Moisés continuou:

– “3º mandamento: honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os seus dias na terra”.

Ótimo! Concordância unânime.  

E depois Moisés leu o 4º, 5º e 6º, sem contestações.

Mas, quando chegou no sétimo, disse o profeta:

– “sétimo: não desejarás a mulher do próximo”

Então os homens disseram.

– “Opa! Esse corta”.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Você tem problemas com a memória recente? – por Tom Moisés

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Ontem eu vim trabalhar de ônibus, ouvindo a conversa de três senhorinhas. Uma disse:

  • “Gente, estou ficando esquecida demais. Eu acabo de sair do quarto e volto para buscar alguma coisa, mas eu sempre me esqueço o que eu tinha ido buscar”.
    A segunda comentou:
  • “Eu pego o telefone para ligar urgente para uma pessoa, começo a procurar o nome da pessoa na agenda e daí me esqueço para quem eu tinha que ligar; e se eu ligo, esqueço o que eu tinha que falar. Isso porque era urgente”.
    As três sorriram e a terceira disse:
  • “Eu pego o copo d´água para tomar o remédio de pressão, mas logo me desconcentro e me vejo ali segurando o copo d’água tentando me lembrar se eu ia tomar o remédio ou se já tinha tomado”.

Ouvindo a conversa delas, fiquei pensando nesse negócio de problema com a memória recente. Deus me livre. Ainda bem que não sofro disso. Mesmo assim fui buscar um esclarecimento com o meu médico, Dr. Google.

Se você sofre com a falta de memória recente, não se preocupe, isso é normal. “Problemas na memória recente podem surgir em diferentes idades, sendo comum a partir dos 30 anos, devido a processos naturais de envelhecimento”. Depois de ler aquilo fiquei mais aliviado, afinal todos nós depois dos 18 anos temos muita informação na cabeça, excesso de notícias desnecessárias e um volume exagerado de conteúdo das redes sociais que só servem para ocupar um cantinho a mais em nossa memória e travar o nosso HD. Isso, sem falar nos e-mails, sms, whatsapp, ligações de telemarketing e nas preocupações com as contas a pagar e os compromissos pra cumprir. Eu estou bem, não sofro disso.

Entrei no trabalho e fiquei na dúvida se tinha trancado o carro. Corri até o estacionamento para ter certeza que havia acionado o alarme. Cheguei no pátio e não vi o carro. Que sensação ruim, deu suadeira, tontura, falta de ar e coceira pelo corpo com medo só de pensar na hipótese de terem roubado o meu carro comprado em suaves 72 prestações e sem seguro. Daí, graças a Deus, eu me lembrei que tinha ido trabalhar de ônibus. Lembrei. Ainda bem que a minha memória é muito boa.

E você? Sua memória ainda é boa? Comenta aqui pra gente o que você já esqueceu.


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O bom humor do Tom Moíses – Sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”

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Certamente, Veríssimo ficará feliz de fazermos crônicas bem humoradas sobre sua vida e obra. Até porque pessoas como ele não morrem, vivem para sempre. Obrigado, Veríssimo! “Onde quer que você estiver, você sempre estará lá” (leia essa frase de novo; até parecer engraçada).

Sei que a maioria das pessoas dessa geração prefere os vídeos à leitura. São dois os objetivos desse texto: 1- homenagear e agradecer ao Luís Fernando Veríssimo por toda sua contribuição social; e 2- insistir sobre o valor da leitura, pois ler é conhecer melhor as palavras e se familiarizar com o idioma; é despertar o imaginário; viajar pelo universo sem sair do lugar; conhecer os vocábulos, falar melhor e interpretar melhor a vida. Insista com suas crianças para aprenderem a ler. Só assim vão ler para aprender e “uma pessoa que lê vale por duas” (título do meu primeiro livro).

Aliás, escrevi parte do meu primeiro livro inspirado em Veríssimo. Foi um sucesso. Vendeu 3 mil exemplares no mesmo dia do lançamento. Tudo bem que foi para a mesma pessoa, minha mãe; mas, sem dúvida, foi um fenômeno de vendas.

Luisinho se foi e agora é necessário que seus imitadores continuem escrevendo para homenageá-lo e confirmar que o princípio ativo do genérico pode fazer os mesmos efeitos que o original. Compradores da tadalafila 20mg que o digam.

Muita pretensão da minha parte querer imitar o mestre; mas, como seu discípulo, tenho que escrever e manter o bom humor em alta. Eu também já fui humorista. Mas, depois, virei gestor público e “fiquei mal-humorado; fiquei sério, com cara fechada”. Antes eu sorria de tudo, contava piadas, escrevia crônicas. Aprendi muito com Veríssimo, ele me inspirava. Mas, depois que virei gestor público perdi a graça. Imagina se o tribunal de contas da internet suportaria um gestor público exercendo habilidades humorísticas. Vão me chamar de palhaço, ou dizer que estou fazendo palhaçada, o que não me incomodo. O palhaço é um grande artista que se usa do humor para entreter, emocionar e provocar reflexões. É um cara legal.  

Hoje, tive uma recaída. Decidi escrever para agradecer e prestar uma homenagem a esse grande escritor que sempre promoveu o riso e a inteligência. Falei para Rebeca, minha mulher:

– “Decidi, vou voltar a escrever”.

Ela respondeu:

– “Ué, eu nem sabia que você tinha começado”.

Liguei para a produtora que comprava os meus textos. Falei que recomeçaria a escrever. Falei com o dono e ele gostou, ficou eufórico, animado, entusiasmado e me disse: 

– “Tem certeza? Ah, tá bom, legal. Pode mandar por e-mail. Não prometo nada, mas, se der tempo, se eu conseguir, vou tentar dar uma olhada”.

Aproveitei para cobrar.

– “Chefe, quero voltar a trabalhar; mas, o senhor que me desculpe, vocês ficaram me devendo três meses de salários atrasados”.

Ele respondeu:

– “Está desculpado. Pode voltar ao trabalho”.

Se você leu até aqui, parabéns, obrigado. Acompanhe os meus textos toda semana aqui no Zero Hora Digital. Escrevo para todos, especialmente para quem não gosta de ler. Se “quem não tem cão caça com gato”; sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”. É o que tem pra hoje. Mas, tudo bem, ler o Tom pode ser tudo de bom. Muito obrigado.


Foto: Reprodução

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