REDES SOCIAIS: O dilema do profissional liberal para comunicar serviços e estabelecer autoridade no ambiente digital – por Adriana Vasconcellos

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A dinâmica do mercado, notadamente competitivo, exige que profissionais liberais – médicos, advogados, psicólogos e consultores – estabeleçam uma forte presença digital. Contudo, o que deveria ser uma ferramenta de crescimento se tornou uma das maiores fontes de frustração. A principal dor desses especialistas não é a falta de tempo, mas a incapacidade de transformar sua autoridade construída em anos de prática em uma comunicação digital clara, ética e rentável.

De acordo com especialistas em marketing de reputação, essa dificuldade se resume a três pilares: o medo da superexposição, o rigor ético das profissões e a ineficácia em converter “likes” em clientes.

O Posicionamento “Perdido” e o Medo de Ser Genérico

Muitos profissionais sentem-se compelidos a “estar” nas redes sociais, mas hesitam em definir quem são e o que realmente resolvem. O resultado é uma comunicação genérica que não gera diferenciação no cenário saturado das Redes Sociais.

O Desafio é falar com “todo mundo” o que resulta em não falar com ninguém. Um advogado que se anuncia como “especialista em direito civil” se perde em meio a milhares de outros.

A Solução Prática (Nicho e Proposta de Valor Única – PVU): O sucesso digital exige o nicho. Em vez de focar apenas na área de atuação, o profissional deve focar na dor específica de um público. Por exemplo, um médico pode se posicionar como “Especialista em saúde preventiva para executivos com alta demanda de viagens”. Isso cria uma Proposta de Valor Única (PVU) que atrai clientes mais qualificados e dispostos a pagar por uma especialização de alto nível.

Outro ponto crucial é a consistência. A rede social é vista como um “extensor” do currículo e do consultório. A falta de um calendário editorial e a publicação esporádica enfraquecem a percepção de credibilidade e competência.

O Fio da Navalha Ética: Entre o Marketing e a Credibilidade

Para categorias como Medicina, Psicologia e Advocacia, a comunicação digital é regida por códigos de ética rigorosos. O receio de infringir regras sobre autopromoção excessiva ou promessa de resultados paralisa a ação de muitos.

O Desafio é encontrar o equilíbrio entre promover o serviço e manter a austeridade e credibilidade exigida pela profissão.

A Solução Prática é Educar e Não Prometer: A regra de ouro é educar em vez de prometer. O profissional liberal não deve vender um resultado (“Cure sua dor em 3 sessões”) e sim o conhecimento e o processo.

  • Exemplo para Médicos/Psicólogos: Em vez de usar “antes e depois” ou garantir curas, o foco deve ser na informação baseada em evidência. O conteúdo deve detalhar o passo a passo de um tratamento, a filosofia de trabalho ou desmistificar mitos comuns, sempre ressaltando o caráter individualizado de cada caso.
  • Exemplo para Advogados/Consultores: Em vez de citar casos específicos (o que pode ser vedado), o profissional deve usar estudos de caso hipotéticos ou análise de jurisprudência para demonstrar seu raciocínio e profundidade técnica.

Manter a ética significa que a informação é a principal moeda de troca, e não a venda agressiva.

A Frustração da Conversão e os Likes que Não Viram Clientes

Muitos profissionais dominam a arte de gerar “engajamento” (curtidas e comentários), mas falham na etapa crucial: converter esse interesse em agendamentos ou contratos. O seguidor consome o conteúdo e desaparece.

O Desafio: Conectar o conteúdo de “dica” (entretenimento) com o serviço de alto valor (conversão).

A Solução Prática (Funil de Conteúdo): O conteúdo deve ser estruturado em um funil, onde cada post tem um objetivo específico:

  1. Topo do Funil (Atração): Publicações que atraem o público amplo com o problema (ex: “Sinais de que seu negócio precisa de uma consultoria jurídica”).
  1. Meio do Funil (Consideração): Posts que estabelecem a autoridade do profissional como a melhor solução (ex: “As 3 Metodologias que uso na minha consultoria e a diferença entre elas”).
  1. Fundo do Funil (Conversão): Conteúdo que leva diretamente à contratação (ex: “Como funciona minha primeira sessão de avaliação e o passo a passo para agendar”).

É fundamental que cada publicação tenha uma Chamada para Ação (CTA) clara que direcione o interessado para fora da rede social (link na bio para o WhatsApp profissional, site ou formulário de pré-atendimento).

Em um ecossistema dinâmico como o das Redes Sociais, o profissional liberal que conseguir definir com clareza seu posicionamento, ancorar sua comunicação na ética e estruturar seu conteúdo para conversão terá a chave para transformar a rede social de uma fonte de dor em um verdadeiro motor de crescimento.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são

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Por que você e sua empresa precisam da assessoria de imprensa na era da inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos

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A Inteligência Artificial mudou a forma como nos comunicamos, buscamos informações e consumimos conteúdo. Ferramentas como ChatGPT e Perplexity já fazem parte do cotidiano de usuários e empresas. No entanto, quando o assunto é visibilidade, credibilidade e reputação da sua marca pessoal ou da sua empresa, a assessoria de imprensa nunca foi tão necessária.

Um estudo da Web Estratégica mostra que, entre julho de 2024 e agosto de 2025, apenas 0,5% do tráfego de sites no Brasil veio de ferramentas de IA. Já os buscadores tradicionais, como o Google, responderam por 23,85%. Em outras palavras, a IA ainda não substitui os canais consolidados. Porém, está se tornando um espaço decisivo para visibilidade e autoridade de marca. E é exatamente aí que a assessoria de imprensa assume um papel estratégico: garantir que sua empresa seja reconhecida como fonte confiável tanto pelos buscadores quanto pelas IAs generativas.

Como a assessoria de imprensa se transforma com a IA

Fonte de autoridade e credibilidade
Menções em veículos confiáveis funcionam como um “selo de qualidade” para algoritmos de busca e de IA. A assessoria constrói essa presença editorial, aumentando as chances de você e sua empresa serem citados como referência em respostas automáticas.

Visibilidade nos resumos de IA (GEO)
Enquanto o SEO tradicional busca cliques e links, a assessoria trabalha para que você e sua marca sejam lembrados nas respostas geradas por IA, que priorizam consistência e credibilidade.

Gestão de reputação em um novo ecossistema
Se antes bastava acompanhar a mídia e as redes sociais, hoje também é preciso monitorar como você ou sua marca aparecem em plataformas de IA. A assessoria corrige narrativas, garantindo que você e sua empresa sejam representados com clareza e transparência.

Conteúdo rico e estruturado
A IA precisa de informações consistentes para referenciar uma marca ou profissional. A assessoria produz comunicados, artigos e entrevistas bem formatados, capazes de alimentar jornalistas e algoritmos ao mesmo tempo.

Mais tempo para relações humanas
Com tarefas repetitivas sendo automatizadas, a assessoria de imprensa pode focar no que nenhuma IA substitui: a construção de relacionamentos genuínos com jornalistas e influenciadores, base da credibilidade.

Por que isso importa para a sua empresa

O estudo da Web Estratégica deixa claro que a IA ainda não é um canal de tráfego consolidado, mas já influencia a visibilidade de marca. Isso significa que o jogo ficou mais complexo e que a disputa não será apenas por cliques, mas por credibilidade. Marcas e profissionais que aparecerem como fontes confiáveis em veículos de imprensa terão mais chances de serem citados nos resumos gerados por IA conquistando autoridade em um cenário cada vez mais competitivo.

Ou seja, mais do que buscar espaço, você e sua empresa precisam garantir a narrativa correta nos lugares certos. Essa curadoria estratégica, baseada em dados, relacionamento e reputação, é exatamente o que a assessoria de imprensa entrega.

Na era da Inteligência Artificial, a assessoria de imprensa não se torna obsoleta. Pelo contrário, se fortalece. Enquanto a tecnologia automatiza processos, o assessor potencializa a comunicação com estratégia, ética e visão de longo prazo. Investir em assessoria de imprensa hoje é preparar sua marca para o futuro, garantindo presença não só nas manchetes da imprensa e nos buscadores, mas também nas respostas que as IAs entregam diariamente a milhões de pessoas.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Economia prateada movimenta trilhões, mas segue invisível na publicidade e no mercado de trabalho – por Adriana Vasconcellos

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Eles têm experiência, estabilidade financeira e representam quase um terço do consumo brasileiro. Mesmo assim, continuam invisíveis na publicidade e no mercado de trabalho. Estamos falando da geração 50+, que movimenta cifras bilionárias e segue sendo tratada como coadjuvante nas estratégias das empresas.

O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado. Até 2044, serão 75 milhões de pessoas acima dos 60 anos, responsáveis por 35% de todo o consumo nacional. Só em 2024, a chamada economia prateada girou R$ 1,8 trilhão e deve dobrar em apenas 20 anos. Hoje, esse público já representa 20% do consumo brasileiro, segundo o Sebrae, e desperta a atenção de empresas em diversos setores.

Apesar desse potencial gigantesco, a contradição persiste: enquanto são essenciais como consumidores, profissionais 50+ enfrentam invisibilidade no mercado de trabalho e na comunicação. Para muitas empresas, ainda somos “novos para aposentar, mas velhos para contratar”. O resultado? Pessoas experientes que poderiam impulsionar resultados estratégicos permanecem subutilizadas, enquanto marcas perdem a chance de se conectar de forma genuína com o público maduro.

Inclusão é estratégia, não caridade

A inclusão de profissionais maduros não é apenas uma pauta social; é uma decisão estratégica. Ter pessoas acima de 40, 50, 60 ou até 70 anos em posições operacionais, médias ou de decisão permite compreender melhor o comportamento desse consumidor e construir ofertas mais relevantes. Além disso, a geração prateada traz atributos que impactam diretamente na performance: comprometimento, responsabilidade, inteligência emocional, disciplina e prudência.

Empresas que sabem valorizar essas qualidades aumentam a produtividade, reduzem retrabalho e formam equipes mais engajadas. É um diferencial competitivo que não pode ser ignorado.

Como integrar essa geração à comunicação das marcas

Não basta contratar, é preciso dar voz e visibilidade a esses profissionais. Veja alguns caminhos práticos:

  • Campanhas publicitárias inclusivas: mostrar pessoas maduras usando produtos ou serviços reforça representatividade e gera identificação.
  • Conteúdos educativos: profissionais 50+ podem compartilhar conhecimento técnico em vídeos, artigos, webinars e podcasts, humanizando a marca.
  • Porta-vozes experientes: executivos mais velhos podem assumir protagonismo em entrevistas e matérias, fortalecendo a credibilidade institucional.
  • Mentorias e programas internos: integrar colaboradores maduros em treinamentos reforça expertise e cria histórias inspiradoras para a comunicação externa.
  • Marketing segmentado: campanhas digitais voltadas ao público 50+ mostram que a marca fala diretamente com eles, de forma autêntica e relevante.

O mundo já aponta caminhos

Marcas globais como Dove, L’Oréal e Nike já apostaram em campanhas que valorizam a diversidade geracional e mostraram resultados positivos de engajamento e reputação. Se o mercado internacional entendeu que inclusão vende, por que ainda insistimos em tratar esse público como invisível?

A decisão está nas mãos das empresas

As marcas que compreenderem o poder da economia prateada saem na frente. Não se trata apenas de empatia ou responsabilidade social, mas de estratégia para acessar um mercado trilionário que busca representatividade e identificação.

A economia prateada não é o futuro, é o presente.

A questão é: sua empresa vai continuar ignorando esse público ou vai liderar a transformação?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Inteligência sem visibilidade não gera autoridade digital- por Adriana Vasconcellos

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Já reparou como profissionais medianos dominam a internet, enquanto especialistas altamente preparados permanecem invisíveis? Não é falta de conhecimento. A explicação é outra: autocrítica em excesso.

Quanto maior o nível de preparo, maior a tendência de travar diante do processo criativo. O especialista revisa, ajusta, adia. Pensa que o áudio não está perfeito, que a luz não favorece, que o cenário não condiz. Resultado: o conteúdo nunca vai ao ar. Enquanto isso, quem não carrega esse filtro simplesmente publica. Não espera o momento ideal, não se paralisa com inseguranças, não complica o processo. E justamente por isso, cresce, aparece e vende.

A lógica é simples: o algoritmo não recompensa inteligência, premia constância. Quem aparece mais, é lembrado mais. E quem é lembrado, vende mais.

Pense em uma médica referência, com pesquisas publicadas e anos de experiência. No consultório, é reconhecida pelos pares. Mas, no digital, quase não existe porque nunca grava um vídeo rápido ou compartilha uma reflexão simples. Quem ocupa o espaço são profissionais menos preparados, porém muito mais consistentes na exposição.

No mundo dos negócios, encontramos casos semelhantes. Fundadores de startups sem currículo brilhante se tornam referência porque entenderam cedo: visibilidade gera oportunidades. Enquanto isso, empreendedores mais competentes permanecem no anonimato, esperando que a autoridade fale sozinha.

Segundo a Nielsen (2023), 92% das pessoas confiam mais em especialistas que aparecem com frequência. A HubSpot mostrou que empresas que publicam conteúdo regularmente geram 67% mais leads do que as que postam de vez em quando. E o Edelman Trust Barometer (2024) confirma: visibilidade consistente é o que constrói credibilidade digital.

Constância sem profundidade não sustenta

Apesar de o algoritmo favorecer quem posta mais, aparecer sem consistência não garante credibilidade. Engaja no curto prazo, mas não sustenta no longo. Se você deseja ser reconhecido como referência, precisa unir frequência com conteúdo sólido. É essa combinação que transforma conhecimento em autoridade, seguidores em comunidade. A presença faz você ser lembrado, a profundidade faz você ser respeitado. Quem equilibra os dois conquista visibilidade constante e credibilidade duradoura.

O mundo digital valoriza clareza. Traduzir complexidade em linguagem acessível não é perder profundidade; é mostrar domínio. É essa a combinação que diferencia especialistas que crescem daqueles que permanecem invisíveis.

No fim, a pergunta não é “por que pessoas medianas crescem mais na internet?”.

A questão real é: até quando você, que tem preparo e conhecimento, vai continuar escondido atrás da sua própria autocrítica?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Comunicação Ruim: O sintoma silencioso que mina empresas e como corrigi-lo – por Adriana Vasconcellos

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Uma comunicação eficiente é tão estratégica quanto planejamento financeiro ou inovação. Ela sustenta a cultura organizacional, garante produtividade e fortalece reputação. Quando falha, porém, os prejuízos são gigantescos.

Um estudo da Holmes Report mostrou que empresas com comunicação eficaz registram 47% mais retorno aos acionistas. Já a Gartner estima que falhas de comunicação podem custar até US$ 62,4 milhões por ano em grandes organizações. A McKinsey reforça: companhias que priorizam clareza interna aumentam a produtividade em 20 a 25%.

Ou seja, comunicar bem não é detalhe. É sobrevivência.

Sintomas mais comuns da comunicação ruim

Esses sinais surgem de forma sutil, mas corroem resultados com o tempo:

  1. Falta de clareza – Metas vagas levam à execução confusa.
    Exemplo: equipes que não sabem qual é a prioridade do trimestre e trabalham em direções opostas.
  1. Ruídos constantes – Informações distorcidas geram retrabalho.
    Exemplo: marketing e vendas divulgam números diferentes para clientes.
  1. Inconsistência – Cada gestor passa uma versão distinta da mesma decisão.
    Resultado: colaboradores não confiam no que ouvem.
  1. Atraso de informações – Decisões chegam tarde e os prazos estouram.
  1. Excesso de jargões – Linguagem técnica demais distancia em vez de engajar.
    Exemplo: propostas comerciais que soam como manuais de engenharia.
  1. Falta de escuta ativa – Quando colaboradores não se sentem ouvidos, surgem desmotivação e alta rotatividade.
  1. Retrabalho frequente – Instruções mal compreendidas geram erros repetidos.
  1. Conflitos desnecessários – Mal-entendidos se transformam em atritos pessoais.
  1. Baixa adesão da equipe – Pouca participação em projetos indica falha na forma como mensagens são transmitidas.
  1. Perda de credibilidade – Contradições ou omissões corroem a confiança na liderança.

Se sua empresa apresenta três ou mais desses sinais, o problema não é apenas operacional: é estratégico.

Como corrigir e transformar a comunicação em ativo de crescimento

  • Objetividade: líderes precisam ser claros sobre metas, responsabilidades e prazos.
  • Canais oficiais: centralizar informações evita boatos e ruídos.
  • Alinhamento prévio: garantir que todos os gestores transmitam a mesma mensagem aumenta confiança.
  • Pontualidade: comunicar no tempo certo mantém equipes produtivas.
  • Linguagem acessível: adaptar o discurso ao público interno e externo gera inclusão.
  • Escuta ativa: ouvir e validar contribuições fortalece engajamento.
  • Feedback constante: checar entendimento reduz erros e retrabalho.
  • Cultura de diálogo: incentivar conversas abertas previne conflitos.
  • Explicitar o propósito: quando o time entende o “porquê”, o engajamento é natural.
  • Transparência: discurso e prática precisam caminhar juntos.

O elo entre comunicação e reputação

É aqui que entra a assessoria de imprensa como aliada estratégica. Muitas crises de imagem que explodem externamente começam, na verdade, com falhas de comunicação interna.

Ter profissionais preparados garante que:

  • o discurso institucional seja coerente;
  • porta-vozes estejam prontos para lidar com mídia;
  • mensagens da marca cheguem com clareza e consistência;
  • reputação seja protegida e fortalecida em momentos de pressão.

A comunicação não é apenas uma tarefa operacional. Ela é uma ferramenta de gestão, liderança e diferenciação competitiva. Empresas que negligenciam esse ativo pagam caro em produtividade, clima organizacional e credibilidade. Já aquelas que tratam comunicação como estratégia colhem equipes mais engajadas, clientes mais fiéis e uma marca mais respeitada no mercado.

A verdade é simples e provocativa: não é o melhor produto que vence, mas o que sabe comunicar melhor o seu valor.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Como pequenos negócios podem captar a atenção em um mundo de distrações digitais – por Adriana Vasconcellos

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O consumidor nunca esteve tão exposto a estímulos digitais. Cada notificação, vídeo ou meme disputa atenção em segundos. Pesquisas mostram que a média de atenção caiu de 75 segundos em 2012 para apenas 47 segundos hoje. Esse fenômeno, chamado recessão da atenção, é um desafio para qualquer marca, especialmente pequenos negócios.

Mas há boas notícias: é possível se destacar, mesmo nesse cenário, quando se entende o jogo.

Um perfil parado é o erro mais comum. Atualizações frequentes passam confiança, mantêm a marca visível e aumentam as chances de ser lembrada na hora da compra. E cuidado: ter muitos seguidores não garante relevância. Engajamento real, conteúdo útil e consistência valem muito mais do que métricas de vaidade.

Não existe horário mágico, mas dados indicam padrões: terça a quinta-feira, entre 11h e 14h ou após às 19h, costumam gerar mais engajamento. Mais importante que o horário é manter regularidade e observar as métricas de cada rede.

Se o tempo de atenção diminuiu, o conteúdo precisa conquistar nos primeiros segundos. Algumas estratégias funcionam:

  • Ofereça valor: dicas rápidas, tutoriais, bastidores ou conteúdos que ajudem o cliente.
  • Seja breve e direto: frases curtas, listas e vídeos de até 1 minuto aumentam a retenção.
  • Use recursos visuais: vídeos, carrosséis e imagens bem diagramadas atraem mais que texto puro.
  • Estimule interação: enquetes, quizzes e caixinhas de perguntas aumentam relevância.
  • Humanize sua marca: mostre quem está por trás, compartilhe depoimentos e mensagens personalizadas.

Checklist rápido: publique constantemente, foque em engajamento real, teste horários, produza conteúdo visual e interativo, responda mensagens e acompanhe métricas.

Se organizar tudo isso parece desafiador, contratar um especialista pode ser decisivo. Mas lembre-se: o trabalho vai muito além de deixar o feed bonito. Envolve estratégia, planejamento, criação, testes, análise e presença digital com propósito. O profissional ideal caminha junto com você, oferecendo orientação e construção contínua de valor.

Na era da recessão da atenção, não vence quem fala mais alto, mas quem fala de forma clara, útil e humana. Para pequenos negócios, cada postagem é uma chance de permanecer na mente do cliente. Seguidores não definem sucesso: consistência, valor e relacionamento verdadeiro é o que realmente importa.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Se sua empresa não aparece nas respostas da IA, para o seu cliente ela simplesmente não existe – por Adriana Vasconcellos

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Na semana passada participei de um curso sobre GEO (Otimização para Mecanismos de IA Generativa)* e quero compartilhar com você um pouco do que aprendi. Essa transformação muda não só a forma como as pessoas buscam informações, mas também como as marcas são descobertas e lembradas.

Por mais de vinte anos, o Google foi o centro das atenções. Toda estratégia de marketing digital girava em torno de uma pergunta: como aparecer no topo da busca? Mas em 2025 esse jogo mudou. Hoje, quando alguém quer uma resposta rápida e confiável, muitas vezes não vai mais ao Google, e sim a ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini, Perplexity ou Copilot.

E aqui está a grande diferença: enquanto o Google mostra uma lista de links, a IA já entrega uma resposta pronta, construída com base em várias fontes. Ou seja: a disputa agora não é só para aparecer na primeira página, mas para estar dentro da resposta. Se sua empresa não aparece, para o consumidor você simplesmente não existe.

É nesse contexto que surge o GEO. Ele não substitui o SEO tradicional (aquele usado para aparecer no Google)*, mas amplia a estratégia. Agora, não basta estar bem ranqueado: é preciso ser reconhecido como referência por essas ferramentas de IA. Para isso, três pontos fazem diferença:

         Autoridade: sua empresa é mencionada em veículos de credibilidade?

•         Consistência digital: sua marca está presente de forma coerente em diferentes canais?

         Utilidade real: seu conteúdo é claro, objetivo e realmente ajuda o público?

Aqui entra a força da assessoria de imprensa. Antes, o objetivo era “sair na mídia”. Hoje, a exposição em veículos relevantes também aumenta as chances de a sua empresa ser usada como fonte pelas IAs. Um médico citado em portais de saúde, um advogado ouvido em reportagens jurídicas ou uma empresa mencionada em sites de economia ganham mais espaço como resposta quando alguém faz perguntas sobre esses temas.

No fundo, essa mudança exige que empresas e profissionais deixem de pensar só em tráfego ou posição no ranking. É preciso pensar em presença estratégica: estar citado nas respostas, ser lembrado como referência e acelerar o caminho até o cliente.

Esse novo cenário traz implicações diretas em três áreas:

         Marca e reputação: cada vez que sua empresa é citada por uma IA, sua autoridade cresce.

•         Aquisição de clientes: aparecer em mais respostas significa mais pontos de contato com quem procura soluções.

         Vendas: estar presente desde o início até a recomendação final encurta a jornada de compra.

O futuro da busca é híbrido: parte tráfego, parte presença. O ranking no Google continua importante, mas não basta. Quem não for lembrado pelas IAs corre o risco de ficar invisível.

Por isso, o recado é simples: prepare-se agora. Estruture conteúdos que realmente ajudem, construa autoridade para ser citado e invista em assessoria de imprensa como ferramenta estratégica. No novo jogo da atenção, não basta ser encontrado: é preciso ser reconhecido.

Dicionário rápido (para você não se perder nos termos):

•           SEO (Search Engine Optimization) – técnicas para melhorar a posição de um site no Google.

•           GEO (Generative Engine Optimization) – adaptação do SEO para ferramentas de IA, que passam a entregar respostas prontas em vez de links.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Sua marca está perdendo atenção, descubra como reconquistá-la antes que seja tarde – por Adriana Vasconcellos

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Vivemos na era da atenção. Em um mundo hiperconectado, onde milhares de estímulos disputam nossa mente a cada segundo, atrair e manter o foco das pessoas se tornou o ativo mais valioso da atualidade. Não é exagero dizer que quem conquista atenção conquista também influência, valor e resultados de negócio. Mais do que cliques, curtidas ou visualizações, a atenção é a verdadeira porta de entrada para o consumo, para a criação de vínculos duradouros e para a construção de autoridade. Sem ela, nenhuma estratégia se sustenta.

A atenção funciona como um ativo flutuante: cada dia oferece uma nova janela de oportunidade que pode ser aproveitada ou desperdiçada. A lógica das redes sociais mudou, e essa janela está cada vez mais descentralizada. A neurociência cognitiva mostra que o cérebro humano opera sob economia de energia, filtrando automaticamente o que merece foco. Por isso, atenção exógena*, contraste perceptual e surpresa se tornam ferramentas essenciais em estratégias de marketing digital. Enquanto a atenção endógena* depende de objetivos conscientes do consumidor, a atenção exógena é capturada por estímulos sensoriais inesperados — cores, movimentos, sons ou formatos que rompem o padrão do ambiente. O uso intencional desses elementos em campanhas digitais, stories, reels ou transmissões ao vivo aumenta significativamente a retenção da atenção e a lembrança da marca.

Os grandes cases de negócios mostram como isso funciona na prática. Uber, Airbnb, Alibaba e Instagram são gigantes sem possuírem frota, imóveis, estoques ou conteúdo próprio. O que todas têm em comum? Conquistaram a atenção das pessoas. Afinal, como se diz, o dinheiro flui para onde vai a atenção.

Nesse cenário, não basta estar presente nas redes sociais. É preciso entregar conteúdo de valor, que informe, inspire ou resolva dores reais. As pessoas não querem discursos engessados, e sim histórias reais e relevantes. É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa se torna estratégica. Enquanto o marketing digital trabalha a conquista da atenção nas redes sociais, a assessoria de imprensa amplia essa visibilidade em veículos de credibilidade, como jornais, revistas, portais e TV. Estar na mídia tradicional ainda gera um impacto poderoso, pois reforça autoridade, aumenta a confiança e diferencia a marca em meio a tantos concorrentes. A imprensa oferece o que poucos canais digitais entregam: legitimidade. Quando um cliente vê um profissional citado em uma matéria jornalística, essa atenção se transforma em respeito e lembrança de marca.

Ignorar essa realidade pode ser fatal. Blockbuster e Kodak são exemplos de empresas que não acompanharam as mudanças na forma como o consumidor distribui sua atenção. O resultado foi a irrelevância. Bill Gates já dizia: existirão apenas dois tipos de empresas, as que fazem negócios pela internet e as que estão fora dos negócios.

A atenção é o novo ouro.

Ela é o ponto de partida para gerar influência, confiança e resultados. O desafio está em aprender a conquistá-la e mantê-la.

A grande questão é: como você está atraindo a atenção das pessoas para o seu negócio?

*A atenção exógena é o tipo de atenção que é capturada de forma automática por estímulos externos, sem que a pessoa precise querer ou se esforçar conscientemente para prestar atenção. Ou seja, algo no ambiente “puxa” sua atenção.

* A atenção endógena é o oposto da atenção exógena. Ela é voluntária e controlada conscientemente, ou seja, você decide focar em algo com base em seus objetivos, interesses ou intenções.


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Assessoria de Imprensa: por que ela continua sendo essencial diante do novo comportamento da Geração Z? – por Adriana Vasconcellos

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Na semana passada, abordamos aqui o novo comportamento da Geração Z nas redes sociais. Hoje, vamos mostrar por que a assessoria de imprensa continua sendo essencial diante dessas mudanças. O avanço do social commerce, aliado à transformação digital dessa geração, tem levado empresas a revisarem suas estratégias de comunicação. Com menos foco no feed e maior preferência por interações privadas e conteúdos efêmeros, muitos gestores questionam se métodos tradicionais, como a assessoria de imprensa, ainda são eficazes. A resposta definitiva é: SIM. Na verdade, esse serviço se torna ainda mais fundamental nesse novo contexto.

A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1997 e 2012, cresceu imersa na tecnologia, mas hoje faz um uso mais seletivo e intencional das redes sociais. A tendência do “feed zero”, em que perfis permanecem praticamente vazios, não significa desconexão, mas sim a busca por autenticidade, privacidade e espontaneidade. Essa geração valoriza marcas que transmitam credibilidade e estabeleçam conexões reais, filtrando com rigor o que consome e ignorando rapidamente o que parece artificial ou excessivamente publicitário.

É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa mostra sua força. Ao trabalhar de forma estratégica para construir reputação, ela posiciona marcas e profissionais de forma natural nos canais onde a Geração Z busca informação, ampliando a visibilidade sem recorrer a táticas invasivas.

Ao contrário dos anúncios pagos, facilmente identificados e muitas vezes ignorados, uma reportagem em um portal de credibilidade, uma entrevista em um podcast ou um artigo de opinião em um veículo especializado carregam peso e confiança. Para a Geração Z, a validação por meio da mídia é um sinal claro de autoridade.

A assessoria de imprensa cria histórias que vão além da propaganda. As pautas são construídas com base em dados, fatos e propósitos, transmitindo mensagens mais humanas e consistentes. É o tipo de abordagem que ressoa com uma geração cansada de imagens polidas e textos engessados, e que prefere conhecer o lado verdadeiro das marcas. Indo muito além da mídia tradicional como veículos impressos, rádio e TV, a assessoria atua também nas mídias digitais, conecta marcas e profissionais a blogs, podcasts e influenciadores, e transforma pautas jornalísticas em conteúdos adaptados para Reels, TikTok e stories, garantindo que a mensagem chegue aos formatos e espaços mais consumidos pela Geração Z.

Mais do que apenas vender, essa geração busca diálogo e posicionamento genuíno. Releases, entrevistas e artigos de opinião, produzidos pela assessoria de imprensa, ajudam a fortalecer relações e a construir uma imagem sólida, o que contribui para o engajamento e a fidelização. Para atingir esse público, a assessoria de imprensa precisa atuar de forma integrada, incorporando influenciadores que tenham identificação verdadeira com a audiência, humanizando as narrativas e valorizando causas e propósitos relevantes para esse grupo. Marcas que se posicionam de maneira clara e coerente têm muito mais chances de serem lembradas e recomendadas.

Portanto, investir em assessoria de imprensa é essencial para marcas e profissionais que desejam se destacar e se conectar de forma verdadeira com a Geração Z. Em um cenário de constante transformação digital, essa estratégia se torna um diferencial competitivo, capaz de gerar credibilidade, fortalecer a autoridade e construir relacionamentos duradouros com um público cada vez mais exigente. Quem não se adaptar a essa realidade corre o risco de ficar invisível no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Geração Z, “feed zero” e o futuro das vendas nas redes sociais – por Adriana Vasconcellos

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A Geração Z, também conhecida como Zoomers (pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e início de 2010), está mudando as regras do jogo digital e das vendas. Nativa das redes, essa geração cresceu cercada pela tecnologia, mas agora começa a utilizar as plataformas de um jeito diferente. Surge, então, uma tendência em ascensão: o “feed zero”, em que os perfis permanecem quase vazios, embora seus donos continuem ativos em stories, mensagens diretas e grupos privados.

Esse comportamento mostra que os jovens priorizam interações mais autênticas, privadas e efêmeras, o que impacta diretamente a forma como as marcas se conectam com eles e vendem seus produtos. A decisão de abandonar o feed tradicional não é aleatória, ela reflete mudanças profundas na maneira como a Geração Z enxerga o ambiente digital.

Muitos demonstram cansaço com a superexposição e a constante comparação, já que a pressão por curtidas e validação social pode gerar ansiedade, levando-os a evitar o julgamento público. Soma-se a isso a preocupação com privacidade e rastros digitais, que os faz reduzir conteúdos permanentes. Essa geração também busca autenticidade e espontaneidade, valorizando momentos reais compartilhados em formatos rápidos, como stories e mensagens privadas. Além disso, o desgaste com algoritmos e conteúdos excessivamente perfeitos desestimula a publicação no feed, reforçando a preferência por interações mais orgânicas e menos planejadas.

O resultado é um uso das redes mais seletivo, onde o conteúdo efêmero e as interações privadas ganham destaque. A Geração Z não está desconectada, apenas escolhe ambientes digitais que ofereçam controle, proximidade e menor exposição pública. Essa tendência já força mudanças nas próprias plataformas, que investem cada vez mais em stories, transmissões ao vivo e vídeos curtos, reforçando a experiência espontânea que os jovens buscam.

E como esse comportamento afeta as vendas nas redes sociais?

As redes sociais continuam sendo uma vitrine poderosa para as marcas. Costumo dizer que o Instagram pode ser tanto a 25 de Março quanto a Oscar Freire, dependendo do produto ou serviço que está sendo oferecido. Segundo o Relatório do Varejo 2025, divulgado pela Adyen, 55% dos brasileiros compram pelas redes e 37% tendem a adquirir produtos que estão em alta. No entanto, o novo comportamento da Geração Z está transformando a dinâmica das vendas. Com menos atenção no feed, anúncios estáticos e excessivamente produzidos perdem efeito. Essa geração é rápida em identificar conteúdos que parecem “forçados” e tende a ignorá-los.

Em contrapartida, a Geração Z valoriza conteúdos autênticos. Campanhas que mostram bastidores, depoimentos reais e situações do dia a dia têm muito mais chances de engajar. Nesse cenário, parcerias com microinfluenciadores e conteúdo colaborativo (UGC) se tornam estratégias poderosas. Outro fator é a expansão dos formatos efêmeros. Stories, Reels e TikTok são os espaços onde as marcas precisam estar, já que vídeos curtos, criativos e diretos geram maior conexão com esse público.

Apesar das oportunidades, existem desafios. Grande parte das interações acontece em grupos fechados e mensagens privadas, o que dificulta a mensuração de resultados. Isso exige maior investimento em dados, análise de comportamento e campanhas personalizadas. Além disso, não basta vender; é preciso construir relacionamento. A Geração Z espera que as marcas conversem, se posicionem e criem vínculos. Estratégias focadas apenas em conversão de vendas perdem força, abrindo espaço para um marketing/comunicação mais humano e participativo.

O “feed zero” e a preferência por interações privadas mostram que a Geração Z não rejeitou as redes sociais, mas demanda novas formas de conexão. Para as marcas, isso significa repensar anúncios, criar experiências autênticas e investir em formatos que gerem engajamento real.

As empresas que entenderem essa transformação terão vantagem no social commerce, que já movimenta bilhões e segue em crescimento. Portanto, este é o momento de adaptar sua estratégia, falar a língua dessa geração e transformar seguidores em clientes fiéis.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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