Zerar seguidores não faz o Instagram entregar mais – por Adriana Vasconcellos Soares

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De tempos em tempos, uma teoria volta a circular entre criadores de conteúdo, empresas e influenciadores digitais. A ideia de que apagar seguidores ou até zerar completamente a base do Instagram faria o algoritmo “reiniciar” e voltar a entregar os conteúdos para mais pessoas.

A promessa parece tentadora. Menos seguidores ruins, mais alcance, mais crescimento. O problema é que essa lógica não funciona exatamente assim. O Instagram não possui um mecanismo de “reset” capaz de premiar perfis apenas porque removeram seguidores. O algoritmo não interpreta a exclusão da base como um sinal positivo automático. O que ele realmente observa é comportamento de audiência.

E é justamente aí que muita gente confunde causa e consequência. Perfis com muitos seguidores falsos, bots (contas automatizadas, falsas ou programadas para simular comportamento humano) ou contas inativas costumam apresentar um problema comum. Baixo engajamento proporcional. A conta até possui números altos, mas pouca interação real. Isso enfraquece sinais importantes para a plataforma, como retenção, compartilhamentos, comentários e salvamentos.

Na prática, um perfil com 100 mil seguidores e poucas interações pode parecer menos relevante para o Instagram do que outro com 10 mil seguidores altamente engajados. Por isso, quando alguém remove seguidores falsos ou inativos, algumas métricas podem melhorar naturalmente. A taxa de engajamento sobe, a audiência fica mais qualificada e o perfil passa a refletir dados mais reais. Mas isso não significa que o algoritmo resolveu entregar mais conteúdo porque o perfil “zerou”.

Existe uma diferença importante entre limpar audiência ruim e destruir completamente a base construída ao longo do tempo. Apagar todos os seguidores pode gerar efeitos negativos. O perfil perde prova social, reduz sinais históricos de relevância e enfraquece a distribuição inicial das publicações. Além disso, seguidores reais que ainda interagiam com o conteúdo também desaparecem nesse processo.

Outro ponto importante é que o Instagram vem realizando limpezas massivas de contas falsas, bots e perfis inativos desde 2025. Muitos usuários perceberam quedas bruscas no número de seguidores e passaram a associar isso a uma suposta melhora de alcance. Em alguns casos, o engajamento realmente melhora depois dessas remoções, mas não porque houve um “reset”. O que acontece é uma qualificação da audiência.

O problema central da maioria dos perfis não está apenas nos seguidores. Está no conteúdo.

Hoje, o Instagram prioriza sinais muito mais profundos do que quantidade bruta de audiência. A plataforma observa tempo de retenção, compartilhamentos, recorrência de interesse, interações reais e consistência temática. Se o conteúdo não gera interesse genuíno, zerar seguidores não resolve o problema. Muitos perfis enfrentam queda de alcance porque produzem conteúdos genéricos, sem posicionamento claro, sem narrativa e sem conexão consistente com o público. Outros sofrem com excesso de posts reaproveitados, baixa retenção nos vídeos ou frequência irregular de publicação.

O algoritmo atual favorece originalidade, relevância temática e capacidade de manter atenção. Não apenas volume de seguidores. Isso explica por que perfis menores muitas vezes conseguem crescer mais rápido do que contas enormes. O Instagram quer entregar conteúdos que façam as pessoas permanecerem na plataforma, interagirem e retornarem. É isso que define distribuição.

Nesse cenário, a estratégia mais inteligente não costuma ser radical. Em vez de apagar toda a base, o ideal é remover gradualmente seguidores claramente falsos, abandonar automações, revisar posicionamento e produzir conteúdos mais alinhados ao comportamento real da audiência. O foco precisa deixar de ser quantidade e passar a ser qualidade.

Ter menos seguidores reais e interessados tende a gerar muito mais resultado do que manter uma audiência inflada artificialmente. Afinal, bots não compram, não indicam, não comentam de verdade e não constroem reputação.

O Instagram mudou. Hoje, crescer na plataforma depende menos de “hackear algoritmo” e mais de construir relevância consistente. No fim, o algoritmo não recompensa perfis zerados. Ele recompensa conteúdo que faz sentido para pessoas reais.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Crise não começa quando viraliza – por Adriana Vasconcellos Soares

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Quando uma crise explode nas redes sociais, a sensação para muitas empresas é de surpresa. Mas, na prática, raramente uma crise surge do nada. Na maioria das vezes, os sinais estavam presentes muito antes do problema ganhar repercussão pública. O erro mais comum é acreditar que gestão de crise começa quando a marca já está sendo criticada. Na realidade, ela começa muito antes. Empresas que conseguem preservar reputação em momentos difíceis normalmente investem em preparação, monitoramento e processos claros de tomada de decisão.

A gestão de crise pode ser dividida em seis etapas. Prevenção, detecção, classificação, resposta, monitoramento e aprendizado. Embora pareçam fases independentes, elas funcionam como um ciclo contínuo de proteção da reputação.

A crise começa antes da crise

A prevenção é a etapa mais importante. A melhor crise é aquela que não acontece ou que consegue ser controlada antes de ganhar proporções maiores. Para isso, é fundamental que a empresa tenha um comitê de crise definido, reunindo áreas como marketing, atendimento, jurídico e assessoria de imprensa. Cada profissional precisa saber exatamente qual será seu papel em uma situação crítica.

Outro ponto importante é o treinamento de porta-vozes. Em momentos de tensão, declarações mal formuladas podem ampliar o problema. Por isso, quem representa a organização deve estar preparado para entrevistas, pronunciamentos e interações públicas.

Também é recomendável mapear riscos potenciais. Produtos, serviços, campanhas publicitárias, questões trabalhistas, falhas operacionais e posicionamentos institucionais podem se transformar em gatilhos de crise.

Mensagens pré-aprovadas para cenários recorrentes ajudam a acelerar respostas e reduzir erros. Da mesma forma, é importante definir canais oficiais de comunicação e deixar claro para o público onde buscar informações confiáveis.

Depois da prevenção vem a detecção. Ferramentas de social listening permitem acompanhar menções à marca em tempo real e identificar mudanças no sentimento do público. Comentários negativos isolados fazem parte da rotina de qualquer empresa. O alerta surge quando essas manifestações começam a ganhar volume, alcance e engajamento. Monitorar palavras-chave relacionadas à organização e termos sensíveis, como reclamações, denúncias, processos ou acusações, ajuda a identificar problemas ainda nos estágios iniciais. Quanto mais cedo a empresa percebe o problema, maiores são as chances de controle.

Nem toda crítica, porém, representa uma crise. Antes de agir, é necessário avaliar a gravidade do tema, o alcance da repercussão e a urgência da situação. Uma reclamação individual pode exigir apenas atendimento. Já uma denúncia envolvendo segurança, discriminação ou descumprimento de normas pode demandar resposta imediata e mobilização de diferentes áreas da empresa.

Responder rápido não significa responder sem estratégia

Quando a crise está instalada, a comunicação passa a ser decisiva. A recomendação é responder no mesmo canal onde o problema surgiu, reforçando sempre os canais oficiais da empresa. O público espera posicionamento claro, objetivo e coerente. Linguagem defensiva costuma gerar mais desgaste. O caminho mais seguro é demonstrar empatia, reconhecer preocupações legítimas e explicar quais medidas estão sendo adotadas.

Quando houver erro, assumir responsabilidade costuma produzir resultados melhores do que tentar minimizar ou transferir culpa. Em situações que envolvem dados pessoais ou informações específicas, o ideal é direcionar a conversa para canais privados, sem deixar de comunicar publicamente que a questão está sendo tratada.

Publicar uma nota também não encerra o problema. A empresa precisa acompanhar continuamente as reações do público, avaliar se o tom das conversas está mudando e verificar se novas informações surgiram. Dependendo da evolução do cenário, ajustes na estratégia podem ser necessários.

Outro cuidado importante é garantir alinhamento interno. Todos os porta-vozes e equipes envolvidas devem seguir a mesma narrativa para evitar mensagens contraditórias.

O que fica depois da crise

Uma crise bem administrada também gera aprendizado. Após o encerramento do episódio, é recomendável elaborar um relatório detalhado registrando ações adotadas, resultados alcançados, erros identificados e oportunidades de melhoria.

Os protocolos devem ser revisados e as equipes treinadas com base na experiência real. Quando fizer sentido, comunicar publicamente as mudanças implementadas ajuda a reconstruir confiança e demonstrar compromisso com a melhoria contínua.

Muitas empresas investem em gestão de crise apenas quando o problema já está instalado. O desafio é que reputação não se fortalece durante a crise. Ela é construída antes dela. Organizações que investem em monitoramento, planejamento, treinamento e comunicação consistente costumam enfrentar momentos difíceis com mais segurança e menor impacto.

No ambiente digital, onde uma publicação pode ganhar milhares de compartilhamentos em poucos minutos, estar preparado deixou de ser uma opção. Tornou-se parte da estratégia de proteção da marca e da continuidade dos negócios.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Influência não é sinônimo de fama – por Adriana Vasconcellos Soares

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Você já ouviu falar em Tatiana Sampaio ou Jaqueline Goes de Jesus?

Provavelmente, muita gente responderá não. E esse talvez seja um dos retratos mais claros da forma como o Brasil aprendeu a medir relevância de maneira distorcida.

Vivemos em uma era em que visibilidade virou métrica de valor. Seguidores, curtidas, alcance e visualizações passaram a funcionar como indicadores automáticos de importância. Quanto maior a exposição, maior a percepção de influência. Mas visibilidade e influência não são a mesma coisa.

Visibilidade é ser visto.

Influência é gerar impacto real na vida de alguém.

Uma influenciadora digital pode mobilizar milhões de pessoas para comprar um produto em poucas horas. Isso tem valor econômico, alcance e força comercial. Mas existe outro tipo de influência, menos barulhenta e muitas vezes invisível para os algoritmos.

Tatiana Coelho de Sampaio é bióloga e pesquisadora brasileira. Chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ganhou projeção internacional ao desenvolver a polilaminina, medicamento 100% brasileiro com potencial para regenerar lesões medulares. Seu trabalho influencia diretamente a possibilidade de uma pessoa voltar a abraçar o filho, recuperar autonomia ou caminhar novamente.

Devido à relevância de sua atuação na medicina regenerativa, Tatiana Sampaio passou a ser apontada na mídia especializada como uma das cientistas brasileiras com potencial para disputar um Prêmio Nobel no futuro. Em 2025, recebeu o Prêmio Todas, da Folha de S.Paulo, em reconhecimento ao impacto científico e social de sua pesquisa.

Jaqueline Goes de Jesus é biomédica, pesquisadora e cientista brasileira reconhecida internacionalmente por coordenar a equipe responsável pelo sequenciamento genético do SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil. O feito auxiliou diretamente pesquisas relacionadas a diagnósticos, vacinas e monitoramento do vírus.

A pesquisadora baiana possui doutorado em Patologia Humana pela UFBA e atua como professora no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Além da atuação durante a pandemia, Jaqueline também teve papel relevante no mapeamento genético do vírus da zika no Brasil e em projetos de monitoramento de patógenos.

O impacto do trabalho dessas profissionais ultrapassa audiência. Ele altera realidades. As duas são importantes. Mas apenas um tipo de influência costuma ser premiado pelas plataformas digitais. Isso acontece porque o algoritmo não mede transformação. Mede reação.

Ele privilegia quem gera engajamento rápido, compartilhamento instantâneo e permanência na tela. O mercado, por sua vez, aprendeu a confundir atenção com autoridade. O resultado é uma distorção perigosa. Pessoas extremamente relevantes podem permanecer invisíveis, enquanto figuras altamente visíveis são percebidas automaticamente como referência.

Essa lógica afeta não apenas celebridades ou cientistas. Afeta empresas, empresários, médicos, advogados, professores, consultores e qualquer profissional que dependa de reputação para crescer.

A pergunta que deveria orientar qualquer estratégia de marca hoje é simples.

Você está construindo visibilidade ou influência?

Existe uma diferença importante entre acumular audiência e construir autoridade. Seguidores podem desaparecer quando o algoritmo muda. Influência permanece porque está ligada à percepção de valor, confiança e resultado entregue.

É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa ganha relevância estratégica.

Enquanto as redes sociais trabalham velocidade e alcance, a assessoria atua na construção de credibilidade. Ela transforma conhecimento em narrativa pública, posiciona profissionais como fontes confiáveis e conecta experiências reais a temas de interesse coletivo.

A lógica muda completamente. Em vez de disputar apenas atenção, o profissional passa a disputar relevância.

Quando uma empresa ou especialista aparece em entrevistas, reportagens, artigos e veículos de comunicação, sua autoridade deixa de depender exclusivamente do algoritmo. A reputação passa a ser validada por contexto, consistência e reconhecimento externo.

Isso não significa abandonar as redes sociais. Significa entender que presença digital sozinha não sustenta influência de longo prazo. A construção de marca mais sólida não é necessariamente a mais barulhenta. Muitas vezes, é a mais consistente.

A influência verdadeira não nasce apenas da exposição. Nasce da capacidade de transformar percepção, gerar confiança e produzir impacto real.

E talvez esteja aí uma das maiores mudanças da comunicação atual. As marcas mais fortes do futuro provavelmente não serão apenas as mais vistas. Serão as mais lembradas quando alguém precisar confiar em uma decisão importante.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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SEO muda de função na era da inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muitos anos, dominar o Google parecia suficiente para garantir relevância digital. Se a empresa aparecia bem-posicionada, gerava tráfego e produzia conteúdos eficientes, o trabalho de SEO (Search Engine Optimization ou Otimização para Mecanismos de Busca) era considerado bem executado. Esse raciocínio ainda faz sentido, mas deixou de ser completo.

O Google continua sendo a principal porta de entrada para buscas e descoberta de informação na internet. O que mudou foi o comportamento do usuário. A jornada de decisão deixou de acontecer apenas no buscador tradicional e passou a ser distribuída entre diferentes inteligências artificiais, como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e os próprios AI Overviews do Google.

Hoje, profissionais e empresas utilizam essas ferramentas para entender contextos, comparar soluções, validar opções e aprofundar análises antes mesmo de acessar um site. Isso cria uma camada de influência. Antes do clique, existe a resposta. E, se a marca não aparece nela, já começa atrás na disputa.

O maior erro estratégico de muitas empresas é tratar AI SEO ou GEO (Generative Engine Optimization ou Otimização para Motores Generativos) como algo separado do SEO tradicional. Como se existisse um “SEO para IA” funcionando isoladamente. Isso leva à criação de conteúdos superficiais, genéricos ou produzidos apenas para tentar aparecer em respostas algorítmicas.

Na prática, o GEO não substitui o SEO. Ele amplia o SEO. A lógica da busca continua existindo, mas ficou mais complexa.

No ambiente B2B, a jornada do usuário se tornou híbrida. O profissional pesquisa no Google para validar demanda, utiliza IA para entender contexto, compara soluções com apoio algorítmico e só depois aprofunda a análise diretamente nas marcas. Isso altera completamente o topo do funil.

Perguntas que antes eram feitas apenas ao Google agora são distribuídas entre buscadores e inteligências artificiais. Questões como “qual o melhor CRM para empresas em crescimento” podem ser respondidas diretamente por IA, sem que o usuário visite um único site. Nesse cenário, a disputa deixa de ser apenas por clique e passa a ser por presença na resposta.

As inteligências artificiais tendem a destacar um conjunto menor de referências e marcas. Isso reduz o universo de empresas consideradas pelo usuário logo no início da jornada. E essa percepção começa antes mesmo da mídia paga, do contato comercial ou da estratégia de vendas.

Por isso, não aparecer nas respostas algorítmicas reduz drasticamente as chances de consideração. Não porque a empresa deixou de existir, mas porque deixou de ser lembrada quando a decisão começa a ser construída.

Esse movimento também muda o papel do SEO dentro das empresas. Antes, a principal preocupação era ranquear melhor. Agora, surge uma segunda questão igualmente importante. Como ser citado.

As duas coisas estão conectadas, mas não são iguais. Uma empresa pode ter bom posicionamento no Google e ainda assim não aparecer nas respostas das IAs. Da mesma forma, pode ser citada sem ocupar a primeira posição orgânica.

O SEO tradicional continua focado em indexação, ranking e tráfego. Já o GEO busca aumentar a capacidade de recuperação, interpretação e reutilização das informações pelas inteligências artificiais. Os dois precisam atuar juntos.

Grande parte das empresas ainda produz conteúdos pouco estruturados, genéricos e sem respostas claras, dificultando interpretação e reaproveitamento pelas inteligências artificiais. Outro erro comum é a falta de autoridade temática. Muitos conteúdos são isolados, sem coerência editorial ou aprofundamento real. Além disso, especialistas apontam excesso de foco no topo do funil e pouca produção voltada para comparação, validação e tomada de decisão. O resultado é previsível. A marca não é citada, não é lembrada e não entra na consideração.

O novo cenário exige mudança de mentalidade. Mais do que buscar palavras-chave, as empresas precisam mapear perguntas estratégicas que influenciam decisões reais de negócio. O conteúdo precisa ser estruturado de forma clara, objetiva e reutilizável pelas inteligências artificiais.

Também cresce o peso de conteúdos de fundo de funil, como comparativos, validações, provas sociais, análises técnicas e demonstrações de autoridade.

Como a assessoria de imprensa entra neste contexto

Nesse cenário, a assessoria de imprensa passa a ter um papel ainda mais estratégico. Além de fortalecer reputação e credibilidade perante o mercado, ela amplia a presença da marca em fontes confiáveis que alimentam buscadores e inteligências artificiais.

Quando uma empresa aparece de forma consistente em veículos de comunicação, entrevistas, artigos e reportagens, aumenta suas chances de ser reconhecida como referência também pelas IAs. Isso influencia percepção, confiança e consideração antes mesmo do clique.

Um exemplo recente desse movimento é a parceria firmada entre a Folha de S. Paulo e o Google. O acordo prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar respostas do Gemini e reforça a importância de fontes confiáveis no ecossistema das inteligências artificiais. Nesse contexto, a assessoria de imprensa ganha relevância ao ampliar a presença das marcas em veículos reconhecidos.

O SEO deixa de atuar apenas como aquisição de tráfego e passa a participar diretamente da construção de percepção. O impacto já não aparece apenas em cliques e visitas, mas também em qualidade de lead, velocidade de decisão, conversão e geração de oportunidades.

A transformação mais importante talvez seja esta, a disputa começa antes do clique. Muitas empresas ainda analisam performance apenas por métricas tradicionais, enquanto parte da influência já acontece fora dos relatórios clássicos, dentro das respostas geradas por inteligência artificial.

No novo ambiente digital, aparecer continua importante. Mas ser lembrado antes mesmo da busca se tornou ainda mais estratégico.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Instagram muda regras e obriga marcas a rever estratégias em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Instagram iniciou 2026 promovendo mudanças que alteram diretamente a forma como marcas, criadores de conteúdo e empresas conseguem crescer dentro da plataforma. E o recado da rede social ficou mais claro nos últimos meses. Quantidade já não é suficiente. O foco agora está em originalidade, autenticidade e qualidade de audiência.

A principal mudança foi confirmada oficialmente por Adam Mosseri, chefe do Instagram, no fim de abril. A plataforma começou a ampliar a penalização para contas que repostam conteúdo de terceiros sem utilizar as ferramentas oficiais do aplicativo. Antes concentrada nos Reels, a análise agora também passa a atingir fotos e carrosséis.

Na prática, perfis que vivem de republicar conteúdos prontos, sem acrescentar contexto, edição ou interpretação própria, deixarão de ser recomendados para novos usuários. Isso significa que a conta continua existindo normalmente para os seguidores atuais, mas perde capacidade de crescimento orgânico. O impacto tende a ser significativo principalmente para páginas de curadoria, agregadores de conteúdo e perfis que utilizavam repostagens como principal estratégia de alcance.

O Instagram deixa claro que o problema não é compartilhar conteúdo de terceiros, mas fazer isso sem gerar valor adicional. Apenas dar créditos na legenda ou inserir marca d’água já não basta. A plataforma passa a priorizar conteúdos considerados “originais”, ou seja, materiais que tragam edição relevante, narração, análise, contexto, remixagem ou uso das ferramentas oficiais, como Remix, Collab e o botão de repost.

Essa mudança acompanha uma tendência mais ampla das redes sociais. Plataformas querem reduzir conteúdos repetitivos e estimular a produção autoral. Para o algoritmo, perfis que apenas replicam materiais passam a competir menos por distribuição. Outro ponto importante é que o Instagram avalia o comportamento da conta nos últimos 30 dias. Isso significa que perfis impactados podem recuperar alcance ao mudar a estratégia e voltar a produzir conteúdo original.

O fim da obsessão por números

Paralelamente às mudanças no algoritmo, a Meta também iniciou uma grande remoção de contas falsas, bots e perfis inativos. A ação já provocou queda significativa no número de seguidores de influenciadores, celebridades e empresas.

Embora muitos tenham interpretado a redução como algo negativo, a própria plataforma sinaliza que a limpeza busca melhorar a autenticidade das métricas e combater manipulações artificiais de engajamento. Na prática, o Instagram está tentando separar audiência real de números inflados.

O movimento afeta diretamente uma cultura antiga das redes sociais, baseada na obsessão por quantidade de seguidores. Durante anos, perfis compravam seguidores ou utilizavam automações para aumentar artificialmente relevância. O problema é que números vazios não geram relacionamento, venda nem influência real.

Agora, a lógica começa a mudar. Com menos bots e contas inativas, o engajamento tende a se tornar mais fiel ao comportamento da audiência verdadeira. Curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos passam a refletir interações mais qualificadas. Isso melhora a leitura do algoritmo sobre relevância do conteúdo. Em muitos casos, perder seguidores pode até fortalecer o perfil. Se antes uma base cheia de contas inativas limitava o alcance, agora uma audiência menor, porém mais ativa, tende a melhorar distribuição orgânica e conversão.

O que muda para empresas e criadores

As mudanças obrigam marcas e produtores de conteúdo a repensarem estratégias. A lógica de volume perde espaço para construção de identidade. Publicar muito já não garante crescimento. Repetir tendências sem adaptação também perde força. O Instagram passa a valorizar mais contexto, posicionamento e diferenciação. Isso não significa abandonar referências ou conteúdos compartilhados. O ponto central está na transformação da informação. Perfis que comentam notícias, analisam tendências, contextualizam conteúdos e desenvolvem leitura própria continuam tendo espaço. Já aqueles que apenas replicam materiais prontos tendem a perder relevância.

Outro fator decisivo passa a ser consistência. Contas que mantêm frequência equilibrada, proposta clara e relacionamento real com a audiência tendem a se adaptar melhor ao novo cenário. O algoritmo está cada vez mais voltado para retenção de atenção qualificada e não apenas para volume de publicação. O Instagram também reforça uma mudança importante no mercado digital. Métricas de vaidade perdem espaço para indicadores mais concretos. Alcance qualificado, tempo de consumo, salvamentos, compartilhamentos e conversão passam a valer mais do que quantidade bruta de seguidores.

A plataforma deixa claro que crescimento artificial tem prazo de validade. Para empresas, isso representa uma mudança estratégica importante. Perfis mais enxutos, mas com audiência real, tendem a gerar resultados melhores em vendas, autoridade e relacionamento.

O que fazer agora

O primeiro passo é revisar a estratégia de conteúdo. Perfis que dependem excessivamente de repostagens precisam começar a produzir interpretação, análise e contexto próprio. Também vale acompanhar o “Status da Conta” dentro das configurações do Instagram, onde a própria plataforma informa possíveis restrições de recomendação.

Outro ponto importante é revisar a base de seguidores. O Instagram já identifica contas suspeitas de spam, permitindo uma limpeza gradual e estratégica. Mas existe um detalhe que muitos ignoram. Se o engajamento continua baixo mesmo após a remoção de bots e perfis falsos, o problema provavelmente não está apenas na audiência. Pode estar no conteúdo, na frequência, na linguagem ou na ausência de posicionamento claro.

As mudanças de 2026 mostram que o Instagram está deixando de premiar volume artificial para favorecer relevância real. E isso altera completamente as regras do jogo para quem usa a plataforma como ferramenta de marca, influência ou negócio.

Você gostaria de saber como ajustar sua estratégia de conteúdo para se adequar a essas novas regras?


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Dia das Mães nas redes sociais: Como transformar indecisão em vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo, mas em 2026 há um fator que exige atenção estratégica: a indecisão do consumidor. Dados do Google indicam que 9 em cada 10 brasileiros pretendem comemorar a data, porém 75% têm dificuldade para escolher o presente. Esse cenário muda a lógica da comunicação. O desafio não é apenas atrair. É ajudar o cliente a decidir.

E é justamente nas redes sociais que essa decisão começa a ser construída. Indecisão não é problema, é oportunidade. Quando o consumidor não sabe o que comprar, ele se torna mais aberto à influência. Marcas que assumem o papel de facilitadoras da escolha saem na frente.

O erro mais comum é focar apenas na divulgação de produto. Postar foto, preço e esperar conversão não resolve a dor de quem está perdido. O que funciona é assumir o papel de curadoria. Em vez de mostrar produtos, mostre soluções. Em vez de anunciar, oriente. Conteúdo que ajuda a decidir vende mais.

As redes sociais precisam funcionar como guia de compra, principalmente na semana que antecede a data, período em que metade das compras acontece. Algumas abordagens aumentam a eficiência:

  • Listas práticas
    Sugestões como “presentes até R$100”, “presentes úteis” e “presentes criativos” reduzem o esforço do cliente.
  • Comparações simples
    Mostrar opções lado a lado facilita a decisão e diminui a insegurança.
  • Indicação por perfil
    Presentes para mãe prática, vaidosa, tecnológica ou caseira geram identificação imediata.
  • Combos e kits
    Agrupar produtos reduz a dúvida e aumenta o ticket médio. O consumidor não quer pensar demais. Ele quer escolher rápido e com segurança. Por isso, preço e condições precisam estar claros.

Outro ponto crítico é o orçamento. Mais da metade dos consumidores pretende gastar até R$300. Por isso, a comunicação precisa ser direta. Esconder preço ou dificultar o acesso à informação reduz a conversão. Quanto mais claro o custo-benefício, maior a chance de venda. Além disso, parcelamento, desconto e frete grátis influenciam diretamente a decisão, principalmente nas compras de última hora.

  • Rapidez também vende
    A logística se tornou argumento comercial. Entrega rápida e frete facilitado pesam na escolha, especialmente nos dias finais. Se sua marca oferece isso, precisa comunicar com destaque. Silenciar esse tipo de informação é perder venda pronta.
  • Categorias com maior potencial
    Moda e beleza seguem como as categorias mais procuradas e com maior alinhamento entre desejo e intenção de compra. Já eletrônicos e itens para casa aparecem como desejo das mães, mas com menor intenção de compra por parte dos filhos. Aqui existe uma oportunidade. Cabe à marca traduzir valor e justificar a escolha. Não basta oferecer. É preciso explicar por que vale a pena.
  • Redes sociais como canal de decisão
    As redes sociais deixaram de ser apenas vitrine. Hoje, são parte ativa do processo de escolha. Quando bem utilizadas, reduzem dúvidas, encurtam o caminho até a compra e aumentam a confiança. Mas isso só acontece quando o conteúdo é planejado com estratégia. Quem apenas publica disputa atenção. Quem orienta influencia decisão.

No Dia das Mães, a diferença entre vender pouco e faturar mais está no direcionamento. Menos exposição. Mais estratégia. Quem ajuda o cliente a escolher, vende antes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Divulgar muito e vender pouco, o erro que trava o crescimento de empresas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A maior dor do empreendedor hoje não é a falta de esforço. É o excesso de esforço sem resultado. Produz conteúdo, investe em anúncios, publica com frequência e, ainda assim, as vendas não acompanham. A sensação é clara. Muito trabalho para pouco retorno.

Esse cenário é mais comum do que parece e não está ligado a um único fator. Ele surge da combinação de falhas estratégicas que comprometem a conversão.

A primeira delas é a baixa visibilidade orgânica. Redes sociais reduziram o alcance natural das publicações, tornando mais difícil ser visto sem investimento. Quando a marca não aparece, não entra no radar do cliente. Em paralelo, cresce a dependência de anúncios, muitas vezes sem segmentação adequada. O resultado é um custo de aquisição de cliente elevado. Quando esse custo se aproxima ou supera o valor gerado por cada venda, a operação perde eficiência e compromete a margem.

Outro ponto crítico está na sobrecarga. O “eu-preendedorismo” ainda domina boa parte dos negócios. O empreendedor acumula funções e o marketing perde consistência. Sem consistência, não há construção de marca, apenas ações isoladas.

A falta de direção estratégica completa o problema. É comum ver empresas dividindo esforços entre Instagram, Google, anúncios, conteúdo orgânico e outras frentes, sem clareza de papel para cada canal. O resultado é dispersão de investimento e baixa performance. O problema, portanto, não está nas ferramentas. Está na ausência de estratégia.

O primeiro ajuste é entender que visibilidade sem posicionamento não gera venda. Não basta aparecer. É preciso ser percebido como uma opção confiável. Isso exige clareza na comunicação, coerência na mensagem e alinhamento com a proposta de valor.

Nesse contexto, o marketing de conteúdo deixa de ser volume e passa a ser construção de percepção. Conteúdos bem direcionados educam, reduzem objeções e preparam o cliente antes do contato comercial.  A inteligência artificial também pode contribuir para ganho de produtividade e organização, mas não substitui estratégia. Quando usada sem critério, apenas acelera erros já existentes.

A escolha dos canais também precisa ser mais precisa. Redes sociais atraem e despertam interesse. O Google valida e reforça credibilidade. O WhatsApp facilita o fechamento. Quando esses pontos não se conectam, o processo de decisão do cliente se interrompe.

A assessoria de imprensa atua em outra camada desse processo. Ela não gera venda direta, mas constrói reputação e credibilidade. A presença em veículos de comunicação fortalece a percepção de autoridade, amplia a confiança e posiciona a marca como fonte relevante. Esse movimento impacta diretamente a forma como a empresa aparece nas buscas e nas respostas de inteligências artificiais, que tendem a priorizar fontes recorrentes, citadas e confiáveis. Na prática, isso reduz a resistência do cliente e encurta o caminho até a decisão.

Outro ponto decisivo está na relação entre marketing e comercial. Muitas empresas geram demanda, mas não convertem por falhas na abordagem, demora no atendimento, falta de acompanhamento ou dificuldade em apresentar valor com clareza. Nesses casos, o problema não está na divulgação, mas na execução da venda.

Por fim, é necessário olhar para a estrutura do negócio. Margens apertadas, precificação incorreta e dependência de descontos inviabilizam o crescimento, mesmo quando há volume de vendas.

Resolver a baixa conversão exige integração. Marketing, assessoria de imprensa e comercial precisam atuar de forma coordenada. Um atrai, outro constrói confiança e o terceiro transforma interesse em venda.

Quando essa estrutura funciona, divulgar deixa de ser tentativa e passa a ser estratégia. E é nesse momento que o resultado deixa de ser instável e começa a ganhar previsibilidade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A assessoria de imprensa como alavanca para pequenos e médios negócios – por Adriana Vasconcellos Soares

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Pequenos e médios negócios enfrentam um desafio comum no ambiente atual. Precisam ganhar visibilidade, construir credibilidade e gerar vendas em um mercado cada vez mais competitivo. O problema é que muitos ainda concentram esforços apenas em redes sociais e anúncios, ignorando um ativo estratégico que pode acelerar esse processo: a assessoria de imprensa.

Diferente da publicidade, que depende de investimento contínuo para gerar alcance, a assessoria de imprensa atua na construção de reputação. Ela posiciona a empresa como fonte confiável de informação, conecta o negócio a veículos de comunicação e amplia sua presença em ambientes onde a percepção de valor é mais elevada.

Para empresas menores, isso faz diferença direta na forma como são percebidas. Quando um negócio aparece em um jornal ou portal relevante, em uma matéria jornalística ou como fonte especializada, ele deixa de ser apenas mais uma opção no mercado e passa a ser visto como referência. Esse movimento impacta decisões de forma silenciosa. Antes de comprar, contratar ou entrar em contato, o cliente pesquisa. E, nesse momento, não avalia apenas preço ou portfólio. Ele observa sinais de confiança. Onde essa empresa já apareceu, quem já falou sobre ela, qual é o nível de exposição institucional. É nesse ponto que muitos negócios perdem oportunidades sem perceber. Não por falta de qualidade, mas por ausência de reputação construída de forma estratégica.

A assessoria de imprensa atua exatamente nesse espaço. Por meio de pautas bem estruturadas, relacionamento com jornalistas e presença recorrente na mídia, ela constrói autoridade ao longo do tempo. Não é uma ação pontual. É um processo contínuo de posicionamento.

Outro ponto relevante é o impacto nas buscas e nas inteligências artificiais. Sistemas de IA tendem a priorizar informações provenientes de fontes confiáveis e recorrentes. Na semana passada, a Folha de S. Paulo e o Google firmaram um acordo que sinaliza uma mudança na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis. Quando uma empresa é citada em veículos de comunicação, ela amplia sua relevância nesse ecossistema e aumenta suas chances de ser considerada nas respostas e recomendações.

Na prática, isso significa que a marca passa a ter mais chances de ser mencionada em respostas, comparações e recomendações feitas por IAs. Mesmo sem gerar clique direto, essa presença influencia na percepção e decisão.

Para pequenos e médios negócios, isso representa uma vantagem competitiva real. Enquanto muitos concorrentes disputam atenção apenas com anúncios, empresas que investem em reputação passam a ocupar um espaço mais sólido na mente do consumidor.

Além disso, a assessoria de imprensa contribui para reduzir o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo. Quanto maior a credibilidade percebida, menor a resistência na decisão de compra. O processo comercial se torna mais fluido, e a conversão tende a acontecer com menos esforço. Outro benefício está na construção de marca. Redes sociais geram visibilidade rápida, mas a imprensa constrói memória. É ela que consolida posicionamento, reforça narrativa e sustenta crescimento de forma mais consistente.

Isso não significa substituir outras estratégias, mas integrar. O marketing atrai. O comercial fecha. E a assessoria de imprensa fortalece a percepção que conecta esses dois pontos. Para pequenos e médios negócios que querem crescer de forma estruturada, ignorar esse processo é limitar o próprio potencial. Visibilidade isolada não sustenta crescimento. Credibilidade sim. No cenário atual, não basta aparecer. É preciso ser reconhecido, lembrado e validado. E é justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia necessária para quem quer crescer com consistência.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Acordo entre Folha e Google reforça novo papel da imprensa na era das inteligências artificiais – por Adriana Vasconcellos Soares

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O recente acordo entre a Folha de S. Paulo e o Google marca uma mudança relevante na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos do veículo para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis de informação.

Na prática, isso significa que parte do acervo e da produção contínua da Folha passa a alimentar diretamente um sistema que responde perguntas, orienta escolhas e molda percepções. Não se trata apenas de distribuição de conteúdo, mas de influência estruturada.

Durante anos, o SEO seguiu uma lógica clara. Produzir conteúdo, ganhar posições nos buscadores, atrair tráfego e converter. Mesmo com mudanças frequentes, o princípio era estável. Quem aparecia mais, tinha mais chances de ser escolhido.

Esse modelo começa a mudar de forma consistente. Hoje, uma parcela crescente dos usuários inicia sua jornada dentro de inteligências artificiais. Em vez de buscar links, fazem perguntas. Em vez de navegar por páginas, recebem respostas prontas, organizadas e contextualizadas. Muitas vezes, sem clicar em nenhum site.

Essa mudança desloca o centro da estratégia digital. O topo do funil deixa de ser medido apenas por visitas e passa a ser medido por exposição dentro das respostas geradas por IA. É o que se consolida como visibilidade por citação.

Se antes a disputa era por posição no Google, agora passa a ser também por presença nas respostas das inteligências artificiais.

Tráfego zero não é ausência de impacto

Um erro comum é avaliar desempenho apenas por métricas tradicionais. Nem toda influência gera clique. E nem toda decisão começa em um site. Um usuário pode fazer diversas perguntas ao longo de dias ou semanas. Se uma mesma marca aparece repetidamente nas respostas, mesmo sem gerar acesso direto, ela constrói familiaridade. Quando chega o momento da decisão, essa marca já ocupa espaço na mente do consumidor.

A conversão acontece, mas o caminho até ela não aparece de forma clara nas ferramentas tradicionais de análise.

Nesse novo cenário, a jornada se encurta. Antes, o consumidor passava por blogs, vídeos, comparadores e avaliações. Agora, grande parte desse processo pode acontecer dentro de uma única interação com IA. Isso reduz os pontos de contato, mas aumenta o peso de cada menção.

Uma citação relevante pode valer mais do que dezenas de impressões dispersas.

Citação é influência

Quando uma inteligência artificial menciona uma marca, ela não está apenas informando. Está validando. Está sinalizando que aquela empresa faz parte do conjunto de opções confiáveis para determinado tema.

Esse reconhecimento tende a se acumular. Quanto mais uma marca aparece com contexto claro, maior a probabilidade de continuar sendo referenciada. O contrário também é verdadeiro. Não aparecer significa, muitas vezes, não ser considerado. Esse movimento já começa a impactar a leitura interna das empresas. Em alguns casos, campanhas pagas apresentam melhor desempenho enquanto o tráfego orgânico parece estagnar. Na prática, o conteúdo orgânico continua relevante, mas seu papel mudou. Ele alimenta a base de conhecimento que sustenta as respostas das Ias, enquanto outros canais capturam a conversão.

O acordo entre Folha e Google torna esse processo mais explícito. Mostra que as plataformas estão estruturando parcerias com fontes confiáveis para qualificar suas respostas. E, nesse contexto, a origem da informação passa a ser ainda mais relevante.

O papel estratégico da assessoria de imprensa

É nesse ponto que a assessoria de imprensa ganha protagonismo. Mais do que gerar visibilidade em veículos tradicionais, ela passa a atuar como ponte entre marcas e os sistemas que organizam a informação no ambiente digital. Ao posicionar empresas em veículos relevantes, produzir conteúdo editorial consistente e fortalecer a presença institucional, a assessoria contribui diretamente para que essas marcas se tornem fontes confiáveis. E são essas fontes que alimentam as inteligências artificiais.

Entrevistas, artigos, menções em reportagens e presença recorrente na mídia aumentam a probabilidade de uma marca ser citada em respostas algorítmicas. Não por acaso, as IAs tendem a priorizar conteúdos com lastro editorial, frequência e credibilidade.

Nesse cenário, a assessoria deixa de ser apenas uma ferramenta de relacionamento com a imprensa e passa a ser um ativo estratégico de posicionamento digital. O impacto não está apenas na exposição, mas na construção de autoridade reutilizável. Uma vez consolidada, essa autoridade pode ser continuamente referenciada em diferentes contextos, perguntas e jornadas de consumo.

O novo jogo da visibilidade

O acordo entre a Folha de S. Paulo e o Google deixa claro que a disputa por atenção mudou de lugar. Ela não acontece mais apenas nos buscadores ou nas redes sociais. Ela acontece dentro das respostas das inteligências artificiais, que passaram a filtrar, organizar e indicar quais marcas merecem ser consideradas.

Nesse cenário, ser encontrado continua importante, mas já não é suficiente. O que realmente pesa é ser citado com frequência, com contexto e dentro de fontes confiáveis. É isso que constrói percepção, reduz dúvida e influencia decisões antes mesmo do clique.

Visibilidade, agora, é ser lembrado antes de ser procurado. E é exatamente nesse ponto que a assessoria de imprensa faz a diferença no negócio. Ao posicionar a marca em veículos relevantes, fortalecer sua reputação e garantir presença consistente em conteúdos de qualidade, ela amplia as chances de citação nas inteligências artificiais e consolida a empresa como referência no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Redes sociais para saúde, produtos e serviços como escolher as melhores plataformas em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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A presença digital deixou de ser opcional. Em 2026, empresas, profissionais e marcas disputam atenção em um ambiente cada vez mais fragmentado e competitivo. Ainda assim, um erro comum continua se repetindo. Usar as mesmas redes sociais para qualquer tipo de negócio, sem considerar o comportamento do consumidor.

Produtos, serviços e saúde seguem lógicas diferentes de decisão. Quando essa diferença não é respeitada, a comunicação perde eficiência, o conteúdo não conecta e o resultado não aparece. Antes de escolher a plataforma, é preciso entender um ponto básico:

  • Produto vende por desejo.
  • Serviço vende por confiança.
  • Saúde exige segurança e autoridade.

A partir disso, a escolha das redes sociais deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.

Redes sociais para divulgar produtos

Quando falamos de produtos como roupas, cosméticos, papelaria ou ferramentas, o principal gatilho de compra é visual e emocional. O consumidor não quer apenas informação. Ele quer ver, se identificar e desejar. Por isso, as redes mais eficientes são aquelas que estimulam descoberta e impacto rápido.

Instagram segue como a principal vitrine digital. Com forte apelo visual, permite apresentar produtos em fotos, vídeos curtos, bastidores e provas sociais. Além disso, recursos como loja integrada e marcação de produtos encurtam o caminho até a compra.

TikTok cresce como canal de alcance. É onde produtos viralizam, ganham escala e entram no radar de novos públicos. Funciona bem para demonstrações rápidas, tendências e conteúdos espontâneos.

Facebook continua relevante, principalmente para campanhas pagas e segmentação. Embora tenha perdido protagonismo orgânico, ainda entrega alcance consistente para públicos mais amplos.

WhatsApp é o ponto de conversão. Depois do interesse, é ali que a venda acontece. Atendimento rápido, envio de catálogo e proximidade fazem diferença.

Nesse cenário, o erro mais comum é tratar produto como catálogo estático. O que funciona é contexto, uso real e identificação.

Redes sociais para divulgar serviços

Serviços como advocacia, contabilidade, mecânica ou limpeza seguem outra lógica. Aqui, a decisão não é impulsiva. O cliente busca confiança, clareza e segurança antes de contratar. Isso muda completamente a estratégia.

Google é o principal ponto de partida. É onde o cliente pesquisa, compara e decide. Estar bem-posicionado, com avaliações, fotos e informações atualizadas, influencia diretamente a escolha.

Instagram funciona como canal de proximidade. Mostra bastidores, explica processos, responde dúvidas e humaniza o serviço. Ajuda a transformar uma marca em alguém confiável.

LinkedIn ganha força em serviços técnicos e B2B. É onde a autoridade profissional se consolida, principalmente em áreas como consultoria, jurídico e financeiro.

WhatsApp novamente aparece como canal de fechamento. Depois da confiança estabelecida, é ali que o contato se torna conversa e a conversa vira contrato.

O erro mais comum aqui é falar difícil demais. Quando o conteúdo é feito para outros profissionais e não para o cliente, a comunicação se perde.

Redes sociais para divulgar saúde

Na área da saúde, a lógica é ainda mais sensível. Não se trata apenas de atrair, mas de gerar segurança.

E o Instagram é a principal plataforma. Permite educar, aproximar e construir autoridade por meio de conteúdos simples, acessíveis e consistentes.

O YouTube é essencial para aprofundamento. Vídeos mais longos ajudam a explicar temas complexos e posicionar o profissional como referência.

Já o LinkedIn fortalece a credibilidade institucional e o relacionamento entre profissionais.

Google é indispensável para busca local. É onde o paciente procura clínicas, avalia reputação e toma decisão.

Aqui, além da estratégia, entra a responsabilidade e a credibilidade. Conteúdo precisa ser ético, informativo e sem promessas.

Tendências

Alguns movimentos são claros e impactam todos os segmentos:

  • Vídeos curtos seguem como principal formato de descoberta.
  • Conteúdo precisa ser rápido, direto e relevante.
  • A inteligência artificial passa a apoiar produção e personalização. Mas o diferencial continua sendo humano.
  • A comunicação se torna mais simples.
  • Quem complica perde atenção.
  • A jornada de compra encurta.
  • O cliente quer resolver rápido, sem fricção.

O papel da estratégia

Não existe uma única rede social ideal. Existe combinação estratégica. Lembre-se:

  • O Instagram atrai
  • O Google valida
  • O WhatsApp converte
  • O LinkedIn posiciona
  • E o YouTube aprofunda

Quando cada canal cumpre sua função, o resultado aparece de forma consistente. O problema não está na escolha da plataforma, mas na falta de clareza sobre o comportamento do cliente. Empresas que entendem isso deixam de apenas postar e passam a construir presença com intenção. E isso muda completamente o jogo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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