Justiça determina e Câmara de Cotia reconduz Alexandre Frota ao cargo de vereador

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O vereador Alexandre Frota (PDT) foi reconduzido ao cargo na Câmara Municipal de Cotia na tarde desta terça-feira (16), após decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A posse foi conduzida pelo presidente do Legislativo municipal, professor Osmar (Republicanos), em cumprimento a uma ordem judicial que determinou a imediata reintegração do parlamentar.

A decisão foi proferida na segunda-feira (15) pelo juiz Rodrigo Aparecido Bueno de Godoy, da 3ª Vara Cível da Comarca de Cotia, no âmbito de um mandado de segurança com pedido de tutela de urgência. Segundo o entendimento da Justiça, houve postergação indevida da posse por parte da presidência da Câmara, que encaminhou o caso à Procuradoria Legislativa sem deliberar de forma imediata sobre a recondução.

Na avaliação do magistrado, a demora causava prejuízo direto a Alexandre Frota, tanto do ponto de vista financeiro quanto político, ao impedir o exercício do mandato e a representação dos eleitores que o escolheram nas urnas.

Frota havia tido o mandato cassado em outubro deste ano, em decorrência de uma condenação judicial relacionada a acusações sem provas feitas contra o ex-deputado federal Jean Wyllys. No entanto, com a prescrição da ação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) considerou encerrados os efeitos da condenação. Com isso, Frota deixou de se enquadrar nas restrições da Lei da Ficha Limpa, ficando legalmente apto a reassumir o cargo.

Na manhã de terça-feira (16), a Câmara Municipal de Cotia divulgou nota oficial informando que cumpriria a decisão judicial e realizaria a recondução do parlamentar ainda ao longo do dia, o que acabou se confirmando horas depois.

A decisão judicial tem caráter liminar e ainda pode ser objeto de contestação ou revisão no decorrer do processo.

Nota oficial da Câmara Municipal de Cotia

Recondução ao cargo do Sr. Alexandre Frota

“Cumprindo nosso compromisso com a divulgação precisa dos fatos de interesse público, a Câmara Municipal de Cotia informa que o Sr. Alexandre Frota de Andrade (PDT) será reconduzido ao cargo de vereador. A medida se dá em cumprimento a decisão judicial liminar, da qual este Poder Legislativo foi informado oficialmente ontem, segunda-feira, dia 15 de dezembro.

A decisão foi exarada pelo juiz da 3ª Vara Cível de Cotia, Rodrigo Aparecido Bueno de Godoy, nos autos do processo nº 1012087-29.2025.8.26.0152. Importante esclarecer que se trata da concessão de tutela provisória em ação de mandado de segurança cível, passível de contestação ou revisão futura, não de decisão definitiva com trânsito em julgado.

Os setores competentes desta Casa de Leis estão realizando os trâmites internos, bem como a comunicação oficial da medida a quem de direito. Desta forma, Alexandre Frota deve ser reconduzido ao cargo de vereador ainda no dia de hoje, terça-feira, 16 de dezembro.

Nos colocamos à disposição para sanar quaisquer dúvidas adicionais.”

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Prefeitura cancela show de Zezé Di Camargo após polêmica política

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A Prefeitura de São José do Egito, no Sertão de Pernambuco, anunciou o cancelamento do show do cantor Zezé Di Camargo, que estava marcado para o dia 4 de janeiro, durante a tradicional Festa de Reis 2026. A decisão foi comunicada na última segunda-feira (15) pelo prefeito Fredson Brito (Republicanos-PE), por meio de nota oficial.

Segundo o prefeito, a medida foi adotada para “zelar pela imagem, pela paz social e pelo bem-estar” do município. No comunicado, Fredson Brito afirmou que não aceita que a cidade seja envolvida em polêmicas ligadas a questões pessoais de artistas ou de qualquer outra pessoa.

“Não aceito, em hipótese alguma, que São José do Egito seja colocada no centro de polêmicas decorrentes de questões individuais de quem quer que seja. Nossa cidade não pode e não será palco para especulações, rotulações ou narrativas que não representam os valores da nossa gente”, declarou.

Zezé Di Camargo havia sido contratado como uma das principais atrações da Festa de Reis, evento que ocorre entre os dias 3 e 6 de janeiro. Para manter a programação festiva, a prefeitura anunciou que o cantor será substituído pela banda Seu Desejo, formada por Yara Tchê e Alessandro.

O cancelamento ocorre em meio à repercussão de declarações recentes do sertanejo envolvendo o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). A polêmica começou após Zezé criticar a presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no evento de lançamento do SBT News, realizado na última sexta-feira (12).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o cantor afirmou que o posicionamento da emissora não representaria seu pensamento e pediu que um especial seu, intitulado “É Amor”, fosse retirado da programação. Nas declarações, ele também fez críticas à nova gestão do SBT após a morte de Silvio Santos, com ataques direcionados às filhas do apresentador.

Diante da repercussão negativa, a presidente do SBT, Daniela Beyruti, ao lado das irmãs, divulgou um comunicado reforçando que a emissora é “imparcial” e “isenta”. Posteriormente, o SBT decidiu cancelar a exibição do especial, que estava prevista para hoje (17).

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Barulho vira pauta na Alesp e projeto quer endurecer punições contra perturbação do sossego

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sediou, nesta segunda-feira (15), a 1ª Conferência Estadual sobre Perturbação do Sossego. O encontro foi promovido pelo deputado estadual Delegado Olim (PP), autor do Projeto de Lei 975/2023, que prevê penalidades administrativas para quem praticar atos de perturbação do sossego e do bem-estar público.

Segundo o parlamentar, o barulho excessivo está entre os problemas que mais impactam a qualidade de vida da população, especialmente na capital paulista. “Milhares de famílias convivem diariamente com som alto, festas clandestinas e situações que violam o direito fundamental ao descanso”, afirmou Olim. O deputado defendeu que o projeto busca garantir ordem, segurança, respeito às famílias e responsabilização de quem insiste em desrespeitar a lei.

Especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo – Foto: Rodrigo Costa/Alesp

Durante a conferência, especialistas e autoridades apresentaram um panorama da poluição sonora em São Paulo, destacando que o problema vai além do incômodo e deve ser tratado como questão de saúde, meio ambiente e segurança pública. Também foram debatidas soluções integradas envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Copom, Ministério Público e Judiciário. O evento marcou ainda o lançamento do Movimento Nacional pelo Direito ao Descanso.

A origem do combate à perturbação do sossego no Brasil remonta a 1941, com o Decreto-Lei nº 3.688, a Lei das Contravenções Penais. Na prática, isso faz com que grande parte das ocorrências seja tratada como demanda policial, por meio de chamadas ao 190.

Para o filósofo Marcelo Sando, idealizador da Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, o problema precisa ser atualizado à realidade do século 21. “Vivemos uma epidemia de barulho, impulsionada principalmente pelo avanço das tecnologias de som”, afirmou. Ele defende limites claros de decibéis e fiscalização efetiva. Sando ressaltou ainda que, apesar de existir legislação ambiental e administrativa, o Brasil não conta com uma lei federal específica sobre poluição sonora. “O descanso é fisiológico e está diretamente ligado ao direito constitucional à saúde”, destacou.

Dados apresentados reforçam a gravidade do cenário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a poluição sonora como o segundo maior problema ambiental das cidades, atrás apenas da poluição do ar. A exposição contínua ao ruído pode causar desde distúrbios do sono até doenças cardiovasculares.

Segundo o chefe do Copom, coronel PM Carlos Alexandre Marques, cerca de 25% das ligações ao 190 são motivadas por som alto. Nos fins de semana, esse número chega a 70%. Em 2024, o Copom passou a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial, chamada “Mike”, que já atendeu mais de 1 milhão de chamadas relacionadas à perturbação do sossego.

Representando a sociedade civil, a fundadora do movimento “Silêncio é Lei”, Carolina Vasconcelos, afirmou que a falta de punição transforma o problema em uma grave questão de saúde pública. “Deixamos de ser sociedade quando uma conduta ilícita não é punida”, declarou.

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Foto Destaque: Arquivo/PMJ

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Prefeito Kauan Berto concede bônus de R$ 150 no Programa Família Cajamar em dezembro

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O prefeito de Cajamar, Kauan Berto, anunciou a concessão de um bônus especial de R$ 150 aos beneficiários do Programa Família Cajamar neste mês de dezembro. O acréscimo se soma ao valor mensal já garantido pelo programa, que assegura R$ 150 para famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico, além de um adicional fixo de R$ 100 para núcleos familiares que possuem pessoas com deficiência.

De acordo com a administração municipal, a ampliação temporária do benefício tem como objetivo reforçar a autonomia das famílias atendidas e ampliar o sentimento de pertencimento social, especialmente no período de fim de ano. A iniciativa busca contribuir para uma melhor organização do orçamento doméstico, favorecendo a aquisição de alimentos e itens essenciais, além de fortalecer os vínculos familiares e comunitários.

A medida também tem impacto direto na economia local. Conforme estabelece a Lei nº 1.871/2021, os recursos do Programa Família Cajamar devem ser utilizados exclusivamente em estabelecimentos credenciados no próprio município, para a compra de gêneros alimentícios, gás de cozinha, material escolar, vestuário, calçados, medicamentos e outros itens de primeira necessidade. Com isso, o valor adicional injetado no programa contribui para a geração de renda e o fortalecimento do comércio cajamarense, especialmente em um período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito Kauan Berto destacou o caráter social e econômico da iniciativa. “Neste Natal, nosso compromisso é com quem mais precisa. Como prefeito, tenho a alegria de anunciar o bônus de R$ 150 para as famílias do Programa Família Cajamar, um apoio que ajuda a complementar a renda, levar mais dignidade para dentro de casa e, ao mesmo tempo, fortalecer o comércio local”, afirmou.

O chefe do Executivo municipal também ressaltou que as políticas públicas da cidade vão além do auxílio financeiro. Segundo ele, a Prefeitura de Cajamar investe em cursos profissionalizantes, geração de oportunidades e ações de empregabilidade, com o objetivo de promover transformação social por meio do trabalho, do respeito e do cuidado com as pessoas.

“Que esse apoio traga esperança, tranquilidade e um pouco mais de alegria para as famílias neste fim de ano”, concluiu o prefeito.

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Foto: Arquivo/PMC

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Ricardo Teixeira é reeleito presidente da Câmara de SP e seguirá no comando em 2026

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A Câmara Municipal de São Paulo reelegeu, nesta segunda-feira (15), o vereador Ricardo Teixeira (União Brasil) para a Presidência do Legislativo paulistano. Candidato único ao cargo, ele foi reconduzido com 49 votos favoráveis, cinco abstenções e nenhum voto contrário, garantindo a continuidade de sua gestão à frente da Casa em 2026.

Após a votação, Ricardo Teixeira discursou na tribuna do Plenário 1º de Maio, agradeceu o apoio dos parlamentares e destacou o compromisso com o diálogo. “Aos vereadores que me apoiaram nesse próximo mandato, espero nunca decepcioná-los. O diálogo sempre vence”, afirmou.

O presidente reeleito fez um balanço das principais ações desenvolvidas ao longo de 2025. Entre os destaques está o projeto Câmara na Rua, que levou as atividades do Legislativo para as quatro regiões da capital em oito finais de semana, reunindo mais de 10 mil participantes e registrando cerca de 1,2 mil demandas da população. Ele também citou o Câmara Aberta, iniciativa que abriu o Palácio Anchieta aos fins de semana para aproximar a população do Legislativo.

Outras ações mencionadas foram a inauguração da Galeria Lilás, espaço permanente de valorização das mulheres na política paulistana, com fotos e biografias das 65 vereadoras eleitas na capital; a criação da Sala Azul, voltada ao acolhimento de pessoas neurodivergentes; a implantação da Procuradoria Especial da Mulher e da Procuradoria da Criança e do Adolescente; a instalação de um parquinho infantil no térreo da Câmara; além de iniciativas de fortalecimento do Centro de Memória da Casa.

Ricardo Teixeira também ressaltou a produção legislativa do ano. “Nós aprovamos quase 500 projetos neste ano, sendo cerca de 94% de autoria dos vereadores. Projetos que impactam diretamente a vida da cidade, debatidos com seriedade, respeito e participação de todos”, afirmou.

Trajetória

No sexto mandato como vereador, Ricardo Teixeira é formado em Engenharia pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e assume a Presidência da Câmara Municipal de São Paulo pela segunda vez. Ao longo de mais de duas décadas de atuação parlamentar, é autor de mais de 500 projetos de lei.

Ele também acumulou experiência no Executivo municipal, com passagens pelas secretarias de Subprefeituras, Verde e Meio Ambiente e Mobilidade e Trânsito, onde implantou a Faixa Azul, corredor exclusivo para motociclistas.

Funções do presidente

Entre as atribuições do presidente da Câmara estão a condução dos trabalhos legislativos, a convocação e presidência das sessões plenárias, a garantia do cumprimento do Regimento Interno e a publicidade dos atos da Casa. Em situações específicas previstas em lei, o cargo também prevê o exercício interino da chefia do Executivo municipal.

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Foto Lucas Bassi/Rede Câmara SP

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Defesa Civil alerta para temporais em SP a partir desta terça-feira (16)

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A Defesa Civil de São Paulo emitiu nesta segunda-feira (15) um alerta sobre o avanço de uma nova frente fria no estado que deve provocar chuva forte, raios, rajadas de vento e queda na temperatura. O alerta tem início nesta terça-feira (16) e vale até quarta-feira (17), quando as chuvas devem perder a intensidade.

Os maiores volumes de chuva, segundo a Defesa Civil, devem ocorrer na faixa litorânea do estado, especialmente na Baixada Santista e litoral norte.

O órgão alerta para que a população redobre a atenção em áreas de encostas ou em locais com risco de deslizamentos e alagamentos.

O alerta para temporais também foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que colocou parte do território paulista em alerta amarelo a partir desta segunda-feira. 

O alerta amarelo é o que indica menor gravidade na escala utilizada pelo Inmet, abaixo dos alertas laranja e vermelho, e significa que pode haver um perigo potencial para tempestades, com chuvas de até 30 milímetros por hora e ventos de até 60 quilômetros por hora.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil

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Procon-SP multa Enel em cerca de R$ 14,3 milhões

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O Procon paulistano, órgão vinculado à Secretaria de Justiça da prefeitura de São Paulo, decidiu multar a concessionária de energia Enel “por falhas graves e estruturais na prestação de serviço” na capital paulista, ocorridas principalmente entre os dias 8 e 10 de dezembro deste ano.

A multa é de cerca de R$ 14,3 milhões e se refere ao fato de que milhões de consumidores ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratopical, na quarta-feira (10), que provocou fortes ventos e gerou muito estrago em diversas cidades paulistas. Entre os problemas verificados, informa o Procon, estão falhas no atendimento, interrupções no fornecimento e ausências de informações adequadas aos usuários.

Segundo o Procon Paulistano, a Enel já havia sido notificada anteriormente sobre as falhas no fornecimento que foram detectadas pelo órgão, mas ela “não adequou sua conduta para atender à exigência de manutenção do serviço de forma contínua, adequada, eficiente e segura”.

Após notificada, a Enel terá o prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa.

Clientes sem energia

Por volta das 15h de hoje (15), ainda havia 54 mil clientes da Enel na Grande São Paulo sem energia, o que corresponde a cerca de 0,63% do total de consumidores que são abastecidos pela empresa, a maior parte deles moradores da capital. Em nota publicada em seu site, a Enel informou que sua operação “voltou ao padrão de normalidade, com restabelecimento do serviço para os clientes afetados pelo ciclone extratopical”. A empresa informou ainda que seus técnicos “estão em campo atuando para atender casos registrados nos dias seguintes ao evento climático e que representam cerca de 0,4% dos clientes na região metropolitana de São Paulo”.

Já a prefeitura de São Paulo informou que nos últimos anos ajuizou três ações judiciais contra a empresa, buscando obrigar a Enel a melhorar o serviço prestado à população da capital. A administração municipal informou ainda que oficiou também o Procon estadual para cobrar a aplicação de um multa contra a Enel, em razão da demora da concessionária em restabelecer a energia no município.

Enel

A Enel informou que o ciclone extratropical “foi o vendaval mais prolongado já registrado na região”, com rajadas de vento “que perduraram por até 12 horas e atingiram um pico de 82,8 km/h no Mirante de Santana”. 

“As condições climáticas causaram impactos severos na rede elétrica, atingida por quedas de galhos, árvores e outros objetos arremessados pela força contínua dos ventos. Desde a manhã de quarta-feira (10), a Enel mobilizou um número recorde de equipes em campo, chegando a quase 1,8 mil times ao longo dos dias”, diz a nota da empresa. 

Segundo a companhia, a operação da distribuidora voltou ao padrão de normalidade no domingo à noite. 

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/Enel

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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Foto: Reprodução

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PM apreende mais de 18 kg de drogas em casa usada como “depósito” do tráfico em Embu das Artes

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A Polícia Militar apreendeu mais de 18 quilos de entorpecentes durante uma ação de patrulhamento realizada nesta segunda-feira (15) em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A ocorrência foi registrada por equipes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), com apoio de cão farejador, em uma área residencial do município.

Durante a operação, o cão policial indicou um imóvel aparentemente desabitado, que levantou suspeita dos agentes. Ao vistoriarem o local, os policiais constataram que a casa era utilizada para o armazenamento, preparo e fracionamento de drogas destinadas ao tráfico.

No interior do imóvel, foram encontrados grandes volumes de maconha, cocaína e crack, além de diversos equipamentos comumente usados na atividade criminosa, como balanças de precisão, prensa hidráulica, ferramentas e milhares de invólucros plásticos prontos para embalo.

Ao todo, a PM apreendeu 18,435 quilos de entorpecentes, além de objetos relacionados ao refino e à distribuição das drogas. Nenhum suspeito foi localizado no momento da ação.

O local foi preservado para os procedimentos de praxe, e todo o material recolhido foi encaminhado à unidade policial de Embu das Artes. Após a constatação oficial, os entorpecentes e objetos permaneceram à disposição da Polícia Judiciária, que dará sequência às investigações para identificar os responsáveis pelo imóvel e pelo esquema de tráfico.

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Foto: PMESP

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Polícia Civil prende homem acusado de extorquir turistas no aeroporto de Guarulhos

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Policiais civis da 3ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), do Aeroporto Internacional de Guarulhos, com apoio da 5ª Deatur do Porto de Santos, prenderam um homem de 35 anos que era procurado da Justiça por envolvimento em crimes de extorsão. A prisão aconteceu no sábado (13) no Terminal Concais, no Porto de Santos, no momento em que o investigado embarcava em um cruzeiro marítimo.

O mandado expedido pela 2ª Vara Cumulativa da Comarca de Cajamar é resultado de inquérito policial instaurado pela 3ª Deatur. De acordo com as investigações, o homem atuava de forma recorrente no setor de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos, oferecendo transporte clandestino a passageiros, principalmente estrangeiros. No destino, as vítimas eram submetidas a cobranças abusivas e intimidatórias, incluindo ameaças de retenção de bagagens para forçar o pagamento. O investigado utilizava veículos locados para a prática criminosa.

Além desse inquérito, o suspeito já havia sido indiciado anteriormente pelo crime de estelionato. O trabalho de inteligência das equipes da 3ª e da 5ª Deatur permitiu identificar o embarque do procurado em um cruzeiro marítimo, o que viabilizou sua captura no Porto de Santos, na chegada da embarcação.

Durante a abordagem e a revista pessoal, policiais localizaram substâncias entorpecentes na bagagem do preso. Após o cumprimento do mandado, ele foi encaminhado à Cadeia Pública do 5º Distrito Policial de Santos, onde permaneceu à disposição da Justiça para a audiência de custódia.

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Fonte/Foto: SSP-SP

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