Volta às aulas: como lidar com dificuldade de alunos de acordar cedo

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A poucos dias da volta às aulas, o estudante Juan Rocha Dominguez, de 17 anos, está tentando voltar à rotina: acordar cedo e ir à escola. Ele terminou o ensino médio, mas vai iniciar o cursinho pré-vestibular. “Ano passado, ia para a cama umas 22h30 e acordava às 5h30 todos os dias. Nas férias, estou indo dormir mais tarde e acordando tarde, perdi o ritmo legal. Agora estou tentando voltar ao ritmo que eu tinha quando estava em aula, indo dormir mais cedo e acordando mais cedo também.” 

O estudante, que se prepara para o vestibular de medicina, conta ainda que costumava acordar na madrugada para estudar mais. “Eu acabava acordando de madrugada para estudar mais por nervosismo mesmo, ficava ansioso para a prova e queria ter certeza que eu sabia de tudo para ir bem. Depois que fazia a prova deixava de ficar ansioso e o sono vinha.” 

O hábito não é adequado, explica o pediatra e pesquisador do Instituto do Sono, Gustavo Moreira. “Caso a redução de tempo de sono seja substancial, isso poderá repercutir na atividade intelectual e no desempenho acadêmico. Isso é comum nos países asiáticos. Não existe um número mágico de horas de sono para guiar o jovem. O importante é ele reduzir as atividades de lazer diurnas e estudar. Assim, não precisará acordar no meio da noite”, afirma o médico.  

O sono é importante para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e regulação emocional. Por isso, o especialista sugere várias estratégias fundamentais para quem quer dormir bem. “No recomeço das aulas é importante que os estudantes voltem a ter os hábitos de sono do período de aulas, evitar dormir tarde e acordar tarde como nas férias. A cada noite, umas três ou quatro noites antes do início das aulas, vai se puxando o horário, se costuma dormir às 2h da manhã, faz um dia dormir à 1h, depois à meia-noite, às 11h, às 10h, até que encontre o horário ideal, e para isso, vai ter que acordar mais cedo, que é importante. Outro aspecto importante é não deixar dormir à tarde, porque se dormir à tarde não vai ter sono à noite.”


Leia também: Rede estadual de ensino de SP pedirá comprovante de vacina contra covid


Higiene do sono 

Para o médico, uma boa higiene do sono para crianças e adolescentes inclui dormir no horário adequado. “Crianças na idade pré-escolar e escolar, ou seja, antes dos 12 anos, devem dormir antes das 21h. Já adolescentes podem dormir até às 22h. Antes de dormir, umas duas horas antes, é importante diminuir a quantidade de luzes da casa, não fazer atividades físicas e, principalmente, desligar as telas: TV, celular, computador, tablet, tudo isso tem aquela luz que vai nos olhos e vai dizendo para o nosso cérebro que é dia. Então, é importante desligar esses equipamentos, fora o conteúdo deles que é sempre muito estimulante”, recomenda Moreira. 

A rotina do sono é importante para dizer ao cérebro que é hora de dormir, ressalta o pediatra. “Duas horas antes, diminui a quantidade de atividades da casa, desliga os eletrônicos e faz atividades mais calmas e uma sequência de eventos que leva a criança para dormir, um beijo de boa noite, uma reza, vai para o banheiro, escova os dentes, vai para o quarto. Para a criança pequena, canta uma música, para o maior conta uma história, para o adolescente fala para ele ler um livro, o importante é que essa rotina se repita de forma que vai dando informações para o cérebro que é hora de dormir no horário adequado.”

Jet lag social 

Segundo o médico, essa regularidade é importante, porque muitos estudantes que acordam cedo para ir à escola, ficam na cama até mais tarde nos finais de semana, na tentativa de compensar a privação de sono. É o chamado jet lag social. 

“O jet lag social é uma sequência de eventos que compõem as atividades de dia de semana e final de semana que são muito díspares, e simula uma viagem transmeridional, como se o indivíduo fosse para o outro lado do mundo e voltasse, porque tem uma diferença de fusos horários. A criança e o adolescente dormem pouco durante a semana, a gente vê isso principalmente em adolescentes, ao invés de dormirem nove horas de sono, eles dormem seis, sete horas de sono. Vai faltando sono e quando chega no fim de semana, ele compensa: se durante a semana ele dorme da meia-noite às 6h, no fim de semana vai dormir das 2h até o meio-dia. Então, essa diferença que repõe do jet lag social, a gente sabe que acima de duas horas já representa um déficit de sono.” 

Mais uma vez, a rotina do sono ajudar a evitar o jet lag social. “A rotina de dormir nos horários adequados para a idade e dormir sempre no mesmo horário, no máximo uma hora de diferença de dia de semana e fim de semana, é isso que vai fazer com que evite esse jat lag social que é muito frequente,um terço dos adolescentes têm esse problema”.

O médico explica que os adolescentes têm maior necessidade de sono do que os adultos e são mais sonolentos. “Não é normal que o adolescente precise dormir à tarde, se acontece é porque pode estar dormindo pouco à noite, menos de nove horas. A soneca da tarde, feita pelo adolescente, é utilizada para compensar o fato de dormir pouco à noite. Este é um cenário que leva ao jet lag social. Como dorme à tarde, não terá sono à noite, irá dormir tarde. Vira um ciclo vicioso. No fim de semana irá compensar, acordar ao meio-dia no sábado e domingo (ter mais horas de sono). Não conseguirá dormir cedo na noite do domingo”. Reforça o ciclo vicioso. Na matemática, a jovem está cansada e sonolenta à medida que a semana progride, pois piora a privação de sono.”

A irmã do Juan, a estudante Julia Rocha Dominguez, de 14 anos, é uma exceção. Ela conta que raramente dorme à tarde, somente quando o dia foi muito cansativo. “Nas férias, a rotina não muda tanto, é difícil eu conseguir ficar acordada depois da meia-noite, eu sempre acabo acordando às 5h, mas consigo voltar a dormir por mais tempo.”

Ela diz que segue uma rotina de sono. “Eu faço exercícios para soltar o maxilar, já que por causa do meu bruxismo, que aumenta muito na época das aulas, eu tenho que usar uma placa dentária muito desconfortável. Em relação às telas, o meu óculos tem proteção a luz azul e meu computador está configurado para mudar a luminosidade quando passa das 21h, isso me ajuda a desacelerar.” 

Privação de sono 

A privação de sono pode comprometer o desempenho escolar porque tem impacto no córtex pré-frontal, que executa funções cerebrais superiores, incluindo linguagem, memória de trabalho, raciocínio lógico e criatividade. Reduz o estado de alerta e prejudica a atenção, tornando o processamento cognitivo mais lento. Além disso, provoca alterações de humor, como irritabilidade, depressão e também obesidade, explica o médico.

“A privação de sono tem diversas consequências, primeira é que as atividades cerebrais não ficam adequadas, a memória fica ruim, altera o humor, o indivíduo não consegue se concentrar nas suas coisas, se for um adulto que opera máquina, pode ter acidente, o jovem que está andando de bicicleta, pode ser acidentado. Também compromete o metabolismo, o organismo do indivíduo que está dormindo pouco entende que está numa situação de stress, e o que [o organismo] faz? Ele aumenta o apetite, então ele tem um desbalanço entre todos os hormônios de saciedade e de fome, esse desbalanço faz com que o indivíduo coma mais, então a privação do sono também aumenta a obesidade, tanto em adultos quanto em crianças”, alerta Moreira.

Estratégias para dormir melhor

– exercícios físicos devem ser evitados à noite

– fazer atividades relaxantes antes de ir para a cama

– contar histórias e cantar músicas de ninar ajudam a relaxar as crianças menores

– jogos de carta ou de tabuleiro são uma boa forma de entretenimento familiar envolvendo as crianças maiores. 

– adolescentes podem ser incentivados a ouvir música ou se dedicar à leitura


Fonte/texto: Agência Brasil/Ludmilla Souza – Imagem: Rovena Rosa/AB

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Covid-19: Brasil registrou 640 mortes e 179,8 mil casos no sábado

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Ontem (29), o Brasil registrou 179.816 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. O total de casos está em 25.214.622.

O documento informa 640 óbitos em 24 horas. O número de mortes em decorrência da doença é de 626.524. Existem 3.133 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil.


O boletim também mostra que a taxa de casos ativos aumentou e a taxa de recuperação caiu. No momento, 87,9% do total de infectados são considerados livres de sintomas. A taxa chegou a 96,2% em dezembro, antes da chegada da Ômicron ao Brasil. O total de casos ativos e em acompanhamento é de 2.428.339. 

Estados

ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (157.817), Rio de Janeiro (69.849), Minas Gerais (57.214), Paraná (41.185) e Rio Grande do Sul (36.853). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.866), Amapá (2.049), Roraima (2.096) , Tocantins (3.997) e Sergipe (6.089).

Vacinação

O painel de vacinação do Ministério da Saúde registra que 355.702.862 doses de vacinas diversas já foram aplicadas. Destas, 164,7 milhões são referentes à primeira dose, enquanto 151,7 milhões são relativas à segunda dose. As doses de reforço chegaram a 38,6 milhões.


Fonte/texto: Agência Brasil – imagem: Tomaz Silva/AB

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Associação dos Nordestinos de Barueri lança campanha de arrecadação de alimentos

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A Associação dos Nordestinos de Barueri (ANBAR), lançou nesta semana mais uma campanha para arrecadar alimentos não perecíveis e preparar cestas básicas para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade na região de Barueri.

Imagem: Divulgação/Internet

O presidente da ANBAR, Adalberto Batista, destacou que “sabemos que no momento as coisas estão difíceis para todos, muita gente desempregada, além dos preços dos alimentos estar nas alturas. Mas, juntos podemos ajudar as pessoas que mais necessitam, juntos podemos fazer a diferença. Por isso, contamos com a sua ajuda para montar algumas cestas básicas e assim distribuí-las para famílias carentes da nossa região“.

A campanha de arrecadação de alimentos não tem prazo para terminar e é realizada por voluntários. O projeto pretende arrecadar alimentos para montar as cestas básicas e distribuir para famílias de Barueri, Carapicuíba e região.

Como doar?

Para realizar a doação, você pode entrar em contato com Adalberto Batista através do telefone (11) 99859-5252 (WhatsApp – Clique aqui) ou entregar os alimentos não perecíveis na Rua Alagoinha, 1390, Jardim Mutinga, Barueri.

Vídeo: Divulgação/Adalberto Batista/ANBAR – 28/01/2022

Texto: Edson Mesquita Jr

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Regularização Fundiária avança em vários bairros de Vargem Grande Paulista

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A Prefeitura de Vargem Grande Paulista em parceria com a Secretaria Estadual de Habitação, está levando mais dignidade e segurança jurídica para milhares de famílias do município. O processo de Regularização Fundiária está em andamento em cerca de 14 núcleos habitacionais, sendo 7 deles em fase avançada.

Nesta semana, o prefeito Josué Ramos visitou o bairro Sossego, um dos loteamentos que está sendo contemplado pelo Programa Estadual de Regularização Fundiária Urbana, o Cidade Legal. “O Sossego é um dos bairros que está em fase final do processo de regularização fundiária, mas os técnicos que estão fazendo o cadastro social têm encontrado dificuldades para fazer a juntada dos documentos dos imóveis. Por isso viemos aqui para reforçar a importância da colaboração de todos os moradores nesta etapa final”, explicou.


Leia também: Prefeito Josué Ramos anuncia “congelamento” de impostos


A visita foi feita com a Comissão de Regularização Fundiária da Prefeitura e os técnicos da empresa MEDRAL, conveniada com a Secretaria Estadual de Habitação. Segundo o prefeito, são dois técnicos devidamente identificados e uniformizados que já realizaram o levantamento topográfico planialtimétrico dos terrenos, a identificação dos imóveis e, agora, estão realizando o cadastramento social com recolhimento de cópia dos documentos necessários para serem entregue ao cartório.

Em breve milhares de famílias terão mais dignidade com seu endereço legalmente constituído e o tão sonhado título de propriedade do imóvel. Temos 14 bairros de Vargem Grande Paulista que estão sendo acompanhados pelo Programa Cidade Legal e Prefeitura, alguns em fase de cartório e outros em fase de levantamento”, destacou o prefeito.

Além do bairro Sossego, também está em fase final do processo de Regularização Fundiária o Residencial Emerson e em fase avançada Nova Conquista, Recanto do Universo, São Judas, Bela Vista e Nova Esperança. Os demais estão em analise pelo Governo do Estado/Secretaria de Habitação.


Fonte/texto/foto: SECOM – Vargem Grande Paulista

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Capital ultrapassa 26 milhões de doses aplicadas contra a Covid-19

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A cidade de São Paulo ultrapassou, nesta sexta-feira (28), a marca de 26 milhões de vacinas aplicadas contra a Covid-19. Até o momento, foram 26.104.815 aplicações.

Estão contabilizadas 11.091.668 primeiras doses (D1), 10.109.912 segundas doses (D2), 335.276 doses únicas (DUs) e 4.567.959 doses adicionais (DAs). A cobertura vacinal da população com mais de 18 anos de idade está em 109,6% para D1+DU, em 104,6% para D2+DU e em 49,5% para DA.

Em adolescentes, de 12 a 17 anos, foram aplicadas 949.552 D1, representando uma cobertura vacinal de 112,5%. Também foram aplicadas 791.294 D2 nesse público, com cobertura de 93,7%.

Além da vacinação para adultos e adolescentes, a capital iniciou neste mês a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. Até o momento, já foram aplicadas 364.911 doses nessa parcela da população, representando uma cobertura vacinal de 33,7%.

A cidade de São Paulo segue com a aplicação de D1, D2 e DA contra a Covid-19 nos megapostos, drive-thrus e farmácias parceiras, das 8h às 17h, e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, das 7h às 19h.

A vacinação infantil acontece nas UBSs, das 8h às 17h, e nas AMAs/UBSs Integradas, das 8h às 19h.

Onde se vacinar

A lista dos postos de vacinação pode ser encontrada na página Vacina Sampa


Leia também: Anvisa aprova uso e comercialização de autoteste para covid-19


Fonte/texto: SECOM – Prefeitura de São Paulo – Imagem: Myke Sena/AB

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Empresa automotiva chinesa anuncia fábrica no interior de São Paulo

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A maior empresa automotiva chinesa de capital 100% privado, a Great Wall Motors (GWM), anunciou investimento de R$ 10 bilhões para montar a sua maior base de produção fora da China, na cidade de Iracemápolis, no interior de São Paulo, a 170 quilômetros da capital paulista. Segundo a montadora, será lançada no Brasil uma linha de produtos que terá somente SUVs e picapes, híbridos e elétricos.

A fábrica terá sistema de produção inteligente e capacidade de produção instalada de 100 mil veículos por ano, com expectativa de faturamento anual de R$ 30 bilhões em 2025. Serão dois ciclos de investimento na nova planta: cerca de R$ 4 bilhões, de 2022 a 2025, e R$ 6 bilhões, de 2026 a 2032, com geração estimada de dois mil empregos diretos até 2025.

Até 2025, no primeiro ciclo de investimento, serão lançados 10 modelos, com previsão de chegada do primeiro veículo no quarto trimestre de 2022, como importado. Já o primeiro veículo produzido no Brasil será lançado no segundo semestre de 2023. 


Leia também: Desemprego cai para 11,6% em novembro


A unidade de Iracemápolis será a quarta base completa de produção da GWM no mundo, a primeira da América Latina e funcionará como centro de exportação para o continente americano. A GWM informou que pretende apoiar a produção de peças localmente, com o objetivo de alcançar um índice de nacionalização de 60% até 2025. 

O mercado brasileiro não é apenas o líder na América Latina, mas também um dos dez maiores mercados onde a GWM inicia a produção local fora da China. O Brasil é definitivamente nosso pilar estratégico para fazer acontecer a nossa meta para 2025”, destacou Koma Li, Chief Operating Officer (COO), segundo comunicado da GWM Brasil.

A empresa pretende ainda iniciar parcerias para estudos de uso de etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível. A GWM é a primeira empresa na China que faz parte da Comissão Internacional do Hidrogênio. 

Pretendemos utilizar a unidade no Brasil como base de conhecimento na realização de acordos com universidades e centros tecnológicos brasileiros visando desenvolver pesquisa que, por exemplo, inclua o uso do etanol como fonte de hidrogênio”, disse Pedro Bentancourt, Chief Relations Officer (CRO) da GWM Brasil.

No Brasil, a GWM vai usar três de suas marcas, uma para cada linha de produtos. A Haval vai comercializar os SUVs on-road; a Tank, SUVs off-road; e a Poer, picapes inteligentes.

A cerimônia de início das operações da GWM no Brasil ocorreu na manhã de quinta-feira (27), em Iracemápolis (SP). 


Fonte/texto: Agência Brasil/Bruno Bocchini – Imagem: Oriental Image/Direitos Reservados

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SP: rede estadual de ensino pedirá comprovante de vacina contra covid

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Neste ano, os estudantes da rede estadual de São Paulo vão precisar apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19. A resolução, da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, foi publicada hoje (29) em Diário Oficial do estado.

Segundo o texto, durante o segundo bimestre deste ano, o responsável legal pelo estudante matriculado na rede pública estadual vai precisar apresentar um documento que comprove a vacinação completa contra a covid-19 ou um atestado médico que comprove a contraindicação para a imunização.

Os alunos não vacinados não serão impedidos de frequentar as aulas, mas caso a documentação não seja apresentada no prazo máximo de 60 dias, a situação será relatada ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público e às autoridades sanitárias “para providências que couber”, diz o texto.

Um dos artigos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) determina a obrigatoriedade da vacinação das crianças em casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

A resolução da secretaria também determina que as aulas das redes públicas estadual e municipal e da rede privada serão presenciais. Somente alunos com comorbidades e que não tenham completado o esquema vacinal poderão seguir no modelo remoto de ensino, desde que apresentem atestado médico confirmando a situação. Na rede estadual, as aulas terão início na próxima quarta-feira (2).

A vacinação contra a covid-19 de crianças e adolescentes de 12 a 17 anos teve início em agosto do ano passado.

Já a vacinação para crianças a partir de 5 anos começou no dia 14 de janeiro no estado de São Paulo. Para a vacinação de crianças dessa faixa etária estão sendo utilizados dois imunizantes, ambos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o da Pfizer e a CoronaVac.

O imunizante da Pfizer é um pouco diferente da vacina aplicada em adultos, com uma dosagem menor. Já a CoronaVac tem a mesma dosagem para adultos e pode ser aplicada em crianças a partir de 6 anos. Ambas são aplicadas em duas doses e são seguras.

A vacina protege crianças e adultos de desenvolverem formas graves da doença.


Fonte/texto: Agência Brasil/Elaine Patricia Cruz – Imagem: Rovena Rosa/AB

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Paulistão – Palmeiras arranca empate com São Bernardo fora de casa

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O Palmeiras arrancou empate em 1 a 1 com o São Bernardo, no Estádio Municipal Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), pela segunda rodada da primeira fase do Campeonato Paulista. O atacante Silvinho abriu o placar para a Pantera e Wesley, em cobrança de pênalti igualou o placar na etapa final.  

O Palmeiras, repleto de reservas no primeiro tempo, começou pressionando os donos da casa, e teve mais facilidade de chegar ao gol. A melhor chance foi aos 19 minutos, após Wesley sofrer pênalti. Rafael Navarro cobrou para o Verdão, mas o goleiro Alex Alves que fez ótima defesa.  

Após o gol perdido pelos visitantes, o São Bernardo passou a construir boas jogadas pela direita, até balançar a rede, aos 35 minutos: Mateus Davó passou pela marcação e rolou para Silvinho abrir o placar em São Bernardo do Campo. 

Na etapa final, o técnico Abel Ferreira colocou em campo o volante Patrick de Paula (no lugar de Gabriel Menino) e tirou o zagueiro Renan para entrada de Deyverson. Ao 15 minutos, Patrick quase empata para o Verdão ao mandar uma bomba de fora que por muito pouco não entrou.  Na sequência, outro pênalti para o Verdão, desta vez com intervenção do VAR.  Após consultar o lance de Navarro vídeo, o árbitro de campo assinalou o pênalti. Wesley empatou ao cobrar com categoria do lado direito. 


Na manhã deste sábado (29), o Botafogo-SP surpreendeu o Santos na Vila Belmiro, ao ganhar por 1 a 0. O atacante Matheus Carvalho garantiu a vitória, aos 16 minutos do segundo tempo, aproveitando a falha na defesa do Peixe depois da cobrança de lateral.


Fonte/texto: Agência Brasil – Imagem: Cesar Greco/Palmeiras/Direitos Reservados

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Brasil registrou 140 assassinatos de pessoas trans em 2021

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Em 2021, foram registrados 140 assassinatos de pessoas trans no Brasil. Deste total, 135 tiveram como vítimas travestis e mulheres transexuais e cinco vitimaram homens trans e pessoas transmasculinas.

O número foi menor do que o do ano anterior, quando foram registrados 175 assassinatos de pessoas trans. Mas foi superior ao de 2019, no período pré-pandemia, quando foram contabilizados 124 óbitos. O número de 2021 está acima da média desde 2008, de 123,8 homicídios anuais de pessoas pertencentes a esse segmento.

Os dados estão no Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2021. O estudo foi realizado pela da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) com apoio de universidades como a Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Federal de São Paulo (Unifesp) e Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Brasil foi, pelo 13º ano consecutivo, o país onde mais pessoas trans foram assassinadas. Em relação à distribuição geográfica, São Paulo foi o estado com mais homicídios (25), seguido por Bahia (13), Rio de Janeiro (12) e Ceará e Pernambuco (11). Além dos casos no Brasil, foram identificados dois assassinatos de brasileiras trans em outros países, um na França e outro em Portugal.

Os perfis das vítimas não puderam ser completamente traçados. Dos assassinatos com informações sobre a idade – 100 casos -, 53% tinham entre 18 e 29 anos; 28% entre 30 e 39 anos; 10% entre 40 e 49 anos; 5% entre 13 e 17 anos e 3% entre 50 e 59 anos. Quanto à raça, 81% das vítimas se identificavam como pretas ou pardas, enquanto 19% eram brancas.

Em 2021 ocorreram 140 assassinatos de pessoas trans no Brasil.
Em 2021 ocorreram 140 assassinatos de pessoas trans no Brasil. – Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2021

As principais vítimas foram as profissionais do sexo – 78% das pessoas mortas identificadas na pesquisa. Segundo a autora, esse perfil majoritário das vítimas indica pessoas “empurradas para a prostituição compulsoriamente pela falta de oportunidades, onde muitas se encontram em alta vulnerabilidade social e expostas aos maiores índices de violência, a toda a sorte de agressões físicas e psicológicas.”O texto informa que as pessoas trans também sofreram intensamente os efeitos da crise sanitária, econômica e social da pandemia da covid-19, com dificuldade de acesso a auxílios governamentais e de obtenção de empregos em empresas.

A pesquisa chama a atenção para a dificuldade de obtenção de dados. Isso ocorre pela ausência de um recorte que contemple as pessoas trans nas estatísticas de secretarias de segurança e de instituições de direitos humanos que recebem denúncias de violações, como no caso do Disque 100.

“Nos casos de assassinatos, muitas vezes esses dados se perdem nos próprios registros de ocorrência. Da mesma forma, nos laudos dos Institutos Médicos Legais, ignora-se a identidade de gênero da pessoa, se destoante do padrão sexual binário”, pontua a autora do estudo, Bruna Benevides.

A autora destaca que há um crescimento de iniciativas com repercussões na ampliação da violência contra pessoas trans e que esse segmento é o que sofre mais violações de direitos humanos entre a comunidade LGBTQIA+.

“Temos assistido a um levante contra as discussões sobre linguagem inclusiva de gênero para pessoas não-binárias, projetos de lei antitrans e o discurso que incluiu o ódio religioso contra direitos LGBTQIA+ tem ganhado mais espaço, trazendo impactos significativos no dia a dia”, observa.


Leia também: Turismo de SP lança o primeiro Mapa da Diversidade de destinos


Violência política

O texto cita também a violência contra políticas eleitas trans. Foram registradas no ano passado ameaças de morte contra a vereadora de Niterói Benny Briolly (Psol/RJ), levando-a a deixar o país.

A vereadora de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT/MG) também virou alvo de ameaças de morte na capital mineira. A vereadora Érika Hilton (Psol/SP) teve o gabinete invadido e passou a ter que circular com seguranças para coibir ataques.

Papel do Estado

O dossiê critica a falta de ações dos governos, parlamentos e entes estatais para combater a violência transfóbica. A falta de respostas do Estado atinge também adolescentes trans, que em geral sofrem com a falta de acolhimento no seio familiar e nas escolas.

O documento também defende o reconhecimento pelos órgãos estatais da autodeclaração de gênero das pessoas trans e diversas, o que inclui a acolhida nos abrigos públicos. O texto coloca a importância da inserção nos currículos de temas de educação sexual inclusiva.

O documento sugere mutirões em órgãos de assistência social para emissão de documentos e inclusão em programas para população LGBTQIA+. O texto advoga por medidas específicas de proteção das profissionais do sexo e pelo impedimento da prisão de pessoas nessa atividade.

Entre as recomendações, ações de apoio à comunidade trans para enfrentar condições de vulnerabilidade à fome, como a distribuição de alimentos e itens de higiene e de proteção contra a covid-19 para a população LGBTQIA+.

Para as forças de segurança, o dossiê recomenda a criação de protocolos policiais para combater a violência contra a população LGBTQIA+, a formação e sensibilização dos agentes e a inclusão desse recorte nas estatísticas e na sistematização dos dados sobre assassinatos e violências.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos sobre as políticas voltadas à população trans e aguarda retorno.


Fonte/texto: Agência Brasil/Jonas Valente – Imagem: Reuters/Brendan Mcdermind/Direitos Reservados

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Chuvas em São Paulo arrastam carro e deixam pessoas ilhadas

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A região metropolitana de São Paulo foi atingida por um temporal na noite de ontem (27). Entre os estragos, um carro foi arrastado para dentro de um córrego em Embu das Artes.

Por volta das 19h, o veículo caiu no interior de córrego na Rua dos Canários. O Corpo de Bombeiros confirmou que não havia ninguém no interior do veículo, de acordo com familiares, o proprietário do carro estava no trabalho.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de São Paulo, das 19h19 até as 21h36 de quinta-feira, a corporação recebeu 13 chamadas para auxiliar pessoas ilhadas pela enchente. As solicitações foram em Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica e Mogi, todas sem vítimas, a maioria sem necessidade de intervenção.

Frente fria e chuva

Para esta sexta-feira (28), o paulistano pode esperar mais chuvas no final do dia. Em alguns pontos da capital, a sexta-feira começou abafada com muita nebulosidade, pancadas de chuva e termômetros oscilando em torno dos 19,2°C durante a madrugada.

De acordo com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE)  da Prefeitura de São Paulo, o mês janeiro acumulou até o momento 200mm de chuvas, o que corresponde a 78,2% dos 255,7mm esperados para o mês.

Durante o dia o sol aparece entre muitas nuvens e as temperaturas entram em elevação pouco a pouco. A máxima pode chegar aos 25°C e a umidade relativa do ar acima dos 60%.

Devido a propagação de uma frente fria pelo litoral paulista, que organiza as áreas de instabilidade sobre o Estado de São Paulo o tempo permanece instável. Logo, as chuvas devem voltar na Capital paulista, principalmente entre a tarde e a noite.

Segundo o CGE, há condições para pontos de até forte intensidade com raios e rajadas de vento, o que em conjunto com o solo encharcado mantém elevado o potencial para formação de alagamentos, queda de árvores, transbordamento de rios e deslizamentos de terra.


Fonte/texto: Agência Brasil/Ludmilla Souza – Imagem: Rovena Rosa/AB

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