Baile do Grito abre Carnaval 2026 com festa noturna em Santana de Parnaíba

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Santana de Parnaíba terá uma nova opção para dar início ao Carnaval 2026. Na sexta-feira, 13 de fevereiro, a cidade recebe o Baile do Grito, primeiro baile de Carnaval do Grito da Noite, com proposta de resgatar a tradição dos bailes populares e ampliar a programação festiva local.

O evento acontece no CASA – Clube Atlético Sant’Anna, a partir das 23h, logo após o tradicional samba de bumbo, e segue até as 4h da manhã de sábado (14). A animação ficará por conta da Banda Mesquita, que promete um repertório focado em marchinhas e clássicos do Carnaval.

Com clima familiar e formato de baile popular, o Baile do Grito surge como alternativa para moradores e visitantes que buscam música, dança e convivência no início da folia. A iniciativa integra o calendário cultural do município e reforça a valorização das manifestações carnavalescas tradicionais.

Os ingressos do segundo lote custam R$ 40 e são limitados. As vendas ocorrem exclusivamente pela plataforma Sympla, com possibilidade de parcelamento em até seis vezes, até o dia 12 de fevereiro de 2026.

O evento é presencial e será realizado em Santana de Parnaíba (SP), fortalecendo a oferta de lazer durante o Carnaval e ampliando as opções de entretenimento na cidade.

Serviço

Evento: Baile do Grito
Data: 13 de fevereiro de 2026 (sexta-feira)
Horário: das 23h às 4h (14/02)
Local: CASA – Clube Atlético Sant’Anna
Ingressos: R$ 40 (2º lote)
Vendas: Sympla, até 12/02/2026

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1

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Cerca de 84% dos brasileiros são favoráveis aos trabalhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana, segundo a pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês. A pesquisa mostrou ainda que  73% apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1. 

“A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski. 

De maneira genérica, 63% dos consultados se mostraram a favor do fim da escala 6×1. Ao serem indagados se tiver redução de salário continuaria a favor ou mudaria de opinião, 30% afirmaram ser favoráveis, desde que não se mexa no bolso dos trabalhadores. 

A mesma pergunta foi feita para os 22% que afirmaram ser contrários ao fim da jornada 6×1. Desses, 11% disseram que iriam continuar sendo contra, mas 10% responderam que “se não mexer no bolso, eu topo”.

Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da redução da jornada, com ou sem diminuição da remuneração dos trabalhadores. Para ele, o que a pesquisa mostra muito claramente é que quase todo mundo é favorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse.

“Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os trabalhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica.

Menos dinheiro

De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalho mais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir. 

“Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse. 

A pesquisa aponta que 84% das pessoas acreditam que o trabalhador deveria ter duas folgas obrigatórias. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”.

Lula

O projeto de acabar com a jornada 6×1 tem mais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira defendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski.

A pesquisa revela que 71% dos entrevistados que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022 são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram. Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.

PEC

A PEC 148/2015 foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.

Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas. O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante. Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.

A pesquisa indagou dos entrevistados se acham que a proposta será aprovada pelo Congresso, e 52% disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram. E apenas 12% afirmaram entender bem a PEC.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Operação da Polícia Civil desmonta esquema bilionário de lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de São Paulo realizou uma megaoperação nesta quinta-feira (12) para cumprir 23 mandados de busca e de prisões em um grupo empresarial acusado de organizar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Dois foram presos, um deles membro de uma facção criminosa de São Paulo. O terceiro procurado está fora do país.

“Realizamos uma operação de grande vulto, com bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em diversas contas bancárias, uma operação contra sonegação, fraude fiscal. Temos dois presos, o terceiro está na China. As investigações começaram com a denúncia de uma vítima de uma plataforma digital e culminou nessa grande operação”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian.

De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, o chefe da quadrilha está no exterior, em viagem à China. Entre os presos, estão uma brasileira que fazia a parte comercial e um membro do PCC. “O que sabemos é que essa quadrilha funciona com fraude documental para sonegar e lavar dinheiro. Trata-se de uma estrutura criminosa apoiando outra estrutura criminosa, mas ainda estamos investigando a participação de cada uma”, disse.

Com relação aos valores bloqueados, Sayeg explica que o bloqueio mínimo estipulado foi de R$ 1 bilhão, mas como são 36 contas haverá um levantamento dos fundos de cada uma delas. “Se houver R$ 1 bilhão em cada conta, vamos bloquear R$ 36 bilhões”. O delegado explicou que os imóveis da quadrilha, cujo valor foi estimado em R$ 25 milhões, e quatro carros de luxo apreendidos durante a operação, também permanecerão bloqueados durante a investigação.

Força-tarefa

A força-tarefa mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual (Sefaz-SP) e dois promotores de Justiça e cumpriu mandados em São Paulo e Santa Catarina. 

As investigações revelaram que a organização utilizava um complexo sistema de desvio de fluxo financeiro para ocultar receitas. Embora as vendas de produtos eletrônicos fossem realizadas pela plataforma principal, os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, em uma engenharia financeira que permitiu a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses através de ‘laranjas’ e dezenas de contas bancárias.

O grupo utilizava pessoas com histórico criminal ligado a facções criminosas, que atuava como sócio de fachada e beneficiário de imóveis de alto valor. O uso dessas pessoas visava a blindagem patrimonial.

“Nosso trabalho se concentra principalmente na asfixia financeira de grupos que fraudam o dinheiro do Estado, e isso só ocorreu graças à união de forças entre a polícia, o Ministério Público e a Secretaria Estadual da Fazenda. Somente unidos conseguimos combater crimes desse porte, que envolvem uma sofisticada engenharia financeira”, explicou o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

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Fonte/foto: SSP-SP

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Hospital Municipal de Santana de Parnaíba registra quase 90% de satisfação dos pacientes

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O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), de Santana de Parnaíba, alcançou 89,58% de satisfação dos pacientes em janeiro, segundo levantamento baseado no Net Promoter Score (NPS), metodologia internacionalmente utilizada para medir a experiência do usuário em serviços de saúde.

O índice consolida a avaliação dos pacientes sobre diferentes etapas do atendimento, incluindo assistência médica, enfermagem e equipes multiprofissionais, além de aspectos como limpeza, estrutura física, hotelaria hospitalar, recepção e serviços de apoio. A pesquisa contempla atendimentos realizados no pronto-socorro, ambulatório e internações.

Internado na UTI Adulto da unidade, o paciente Laudo Tadashi, de 54 anos, destacou a agilidade e a clareza das equipes. Segundo ele, a rapidez nas respostas e na resolução das demandas faz diferença no processo de cuidado durante a internação.

Os dados de janeiro apontam desempenho expressivo em áreas estratégicas, como enfermagem e atendimento médico no pronto-socorro, além de avaliações positivas relacionadas à estrutura e à limpeza. De acordo com a administração do hospital, os resultados reforçam o foco na segurança, no acolhimento e na qualidade assistencial.

A evolução dos indicadores é observada na comparação com meses anteriores. Em novembro de 2025, o NPS consolidado foi de 75,46%, com destaque para a atuação multiprofissional na internação e índices superiores a 90% em limpeza e estrutura no pronto-socorro. Em dezembro, houve avanço significativo, com 86,69% de satisfação na internação e 83,55% no pronto-socorro. Já em janeiro de 2026, o índice manteve-se em patamar elevado, com 79,63% na internação e 88,54% no pronto-socorro, consolidando média geral próxima de 85%.

Para a supervisora de Experiência do Paciente do HMSA, Ana Luiza Serrano, os resultados refletem um trabalho coletivo e contínuo. Ela afirma que o desempenho é fruto da integração entre diferentes áreas que impactam diretamente a experiência e a segurança do paciente, além do compromisso com a melhoria constante dos processos assistenciais.

Além da pesquisa de satisfação, a Ouvidoria do hospital também registrou crescimento nas manifestações positivas. Apenas na segunda quinzena de janeiro, foram contabilizados mais de 30 elogios espontâneos por parte dos usuários, indicando reconhecimento em relação à assistência prestada.

Segundo Viviane de Oliveira, gerente corporativa de Ouvidoria da Agir Saúde, o HMSA conta com a Ouvidoria SUS, de caráter interno, sendo a única unidade de saúde do município com esse tipo de canal. De acordo com ela, os registros recebidos contribuem para a qualificação dos serviços e para o aprimoramento dos processos institucionais a partir da escuta ativa dos pacientes.

Administrado pela Agir Saúde, o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana é uma unidade da Prefeitura de Santana de Parnaíba. A gestão avalia que os indicadores de satisfação e os dados da Ouvidoria refletem o esforço integrado das equipes para oferecer uma assistência segura, humanizada e resolutiva à população do município.

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Foto: João Valério/GESP

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Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé

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Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil Ltda.

De acordo com o texto, a decisão foi motivada considerando a presença de selênio e iodo em quantidades acima dos limites permitidos na legislação sanitária. A norma determina ainda o recolhimento dos lotes em questão.

O número dos lotes são:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Segundo a Anvisa, as análises apontaram 31,1 microgramas de selênio por 100 quilocalorias e 175,7 microgramas de iodo por 100 quilocalorias.

A fórmula infantil Alfamino 400g é destinada a lactentes e crianças com necessidades alimentares específicas, como restrição à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Nestlehealthscience/Divulgação

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MP denuncia agressor de adolescente no DF por homicídio doloso

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou nesta quarta-feira (11) o piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos de idade, por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, em decorrência da morte do adolescente Rodrigo Castanheira. 

O adolescente morreu no sábado (8), após 16 dias em coma profundo, após uma briga que teria sido motivada por um chiclete lançado contra um amigo da vítima. De acordo com a denúncia, o crime foi antecedido por “uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado”. 

A denúncia descreve o teor de gravações do episódio, que ganhou grande repercussão nacional. 

Segundo o MPDFT, Turra agiu de forma “livre e consciente” ao descer do carro em que estava e começar a dar socos em Rodrigo, que acabou sendo lançado contra a porta de um carro, onde bateu a cabeça e perdeu a consciência. 

Além da prisão, os promotores responsáveis pedem que Turra seja condenado a pagar R$ 400 mil em danos morais à família da vítima. A pena por homicídio doloso – quando há intenção de matar – pode chegar a 30 anos de prisão. 

O agressor está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória da Papuda, no Distrito Federal. Ele foi preso pouco depois da agressão, mas  liberado ao pagar fiança de R$ 24 mil e passou a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Porém, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.

A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de que Turra estava envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa. 

Na semana passada, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra, que segue preso preventivamente.

A defesa de Turra disse que não iria se manifestar sobre a denúncia. A defesa da família do adolescente sustenta que os golpes dados pelo piloto na cabeça de Rodrigo foi o que causou sua morte. 

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Fonte/foto: Ag. Brasil

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A natural ilusão do carnaval – por Celso Tracco

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Já na antiguidade, várias civilizações como a babilônica, grega e romana, celebravam festas populares. Por vários motivos: festejar a fertilidade da terra, da colheita abundante, para homenagear seus deuses ou deusas, ou o início da primavera. Uma característica comum, dessas festas, era uma liberalidade dos costumes e das regras de comportamento em tais civilizações. Nessas ocasiões, poderiam festejar senhores e escravizados, homens e mulheres, ricos e pobres, todos em igualdade de condições. Podemos dizer que nesses dias festivos, não havia distinções sociais, ou de poder ou de gênero, todos eram iguais. Até uma razoável liberalização dos costumes era permitida. Extravasar sentimentos e desejos era aceitável. Em geral as festas duravam de 3 a 5 dias, passada a festa tudo voltava ao normal, sob o império da lei e da ordem social estabelecida.

Com o fim do Império Romano, a população europeia ficou, em termos de comportamentos social, sob a leis e normas da Igreja Cristã. Este é o período que a História denomina de Cristandade. Algumas daquelas festas populares continuaram e foram se adequando ao calendário religioso. Uma delas tinha o nome latino de “carnis levale”, ou seja, adeus a carne, pois a partir do fim da festa a população estava obrigada a uma grande abstinência deste alimento. No final do século VI, a Igreja determinou que o “carnis levale” fosse celebrado justo antes do período da quaresma. Cada lugar e região festejava o “carnis levale” a seu modo, geralmente de uma forma propositadamente extravagante, exagerando no consumo de comidas, bebidas e com muita música e animação. O uso de máscaras, fantasias, a valorização do ridículo, eram ingredientes comuns na celebração. Portanto, podemos dizer que o Carnaval (nome aportuguesado de carnis levale) se oficializou como uma festa de origem pagã pelo Cristianismo. A diversão estava liberada antes da quaresma, período de 40 dias religiosamente dedicado à meditação, orações, jejum, silêncio e penitência.

Os colonizadores portugueses trouxeram o carnaval para o Brasil. Essa festa tinha o nome entrudo e basicamente era uma “batalha” popular de se jogar saquinhos de água cheirosa em outras pessoas. Com o passar do tempo, a população, substituiu a água cheirosa por farinha, lama, águas malcheirosas. A “brincadeira” ficou fora de controle. As autoridades proibiram a “festa” do entrudo e a população, educadamente, substituiu por “batalhas” de confete e serpentinas. Esta prática identificada como Carnaval, teve grande popularidade no Rio de Janeiro, a partir da segunda metade do século XIX. 

A partir daí o Carnaval se popularizou pelo país inteiro. Incorporou a cultura africana, com suas danças, gingados, sons de batuques e atabaques, tornando o Carnaval cada vez mais popular. Como na antiguidade, no carnaval brasileiro, não há distinções de etnia, cor, gênero, ou condição social. É tudo junto e misturado. O popular Carnaval de rua passou por cordões, corsos de carros de passeio, blocos, e escolas de samba. O Carnaval passou a dominar o Brasil inteiro de Norte a Sul. Claro que o mais famoso segue sendo o do Rio de Janeiro, mas expressões populares acontecem em milhares de cidades brasileiras como, por exemplo, em Santana de Parnaíba, tradicionalíssimo e já centenário. Desde a antiguidade, muita coisa mudou em termos sociais, costumes, comportamentos, mas a essência do Carnaval, segue sendo a mesma: são dias dedicados à alegria, ao exagero, ao esquecimento das agruras do dia a dia, à felicidade ilusória. Divirtam-se, com muita paz, muita festa, animação, até com certa extravagância. Porque terminado o “reinado de Momo”, tudo volta ao normal.   


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Mozart abre Temporada 2026 do Theatro São Pedro com concerto da “Gran Partita”

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Uma das obras mais emblemáticas de Wolfgang Amadeus Mozart inaugura a Temporada 2026 do Theatro São Pedro, no centro de São Paulo. A abertura ocorre no dia 22 de fevereiro, às 17h, com a execução da Serenata nº 10 em si bemol maior, conhecida como Gran Partita, dentro da série Além do Palco, dedicada à música de câmara e a concertos de caráter intimista.

A apresentação contará com um ensemble de sopros formado por músicos convidados e terá direção musical do clarinetista Ovanir Buosi, integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Os ingressos custam entre R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira) e estão à venda no site do Theatro São Pedro. A classificação é livre.

Composta por Mozart por volta de 1781, a Gran Partita se destaca por sua formação pouco usual: treze instrumentos de sopro, o que confere à obra uma sonoridade ampla, próxima da textura sinfônica. Estruturada em sete movimentos, a serenata transita entre o espírito da música ao ar livre e momentos de grande intimidade expressiva, aproximando-se do universo operístico.

O terceiro movimento, o célebre Adagio, tornou-se um dos trechos mais conhecidos do repertório camerístico. A obra ganhou projeção popular ao ser apresentada no filme Amadeus (1984), em cena na qual o compositor Antonio Salieri descreve a música como “a voz de Deus”, ajudando a consolidar a serenata como um ícone cultural e uma referência absoluta para conjuntos de sopros.

A abertura da temporada marca também o início da programação de música de câmara do Theatro São Pedro em 2026. O teatro, com mais de um século de história, é vinculado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e é gerido pela organização social Santa Marcelina Cultura. Desde sua reabertura, em 1998, após processo de restauração, o espaço se consolidou como uma das principais referências da cena lírica e musical do país, com programação regular de óperas, concertos sinfônicos e apresentações camerísticas.

Ovanir Buosi, responsável pela direção musical do concerto, é natural de Americana (SP) e integra a Osesp desde 1994. Além da atuação como clarinetista, tem formação internacional e trajetória reconhecida como professor da Técnica Alexander, com atividades em instituições como a Universidade de São Paulo e o Instituto Baccarelli.

A série Além do Palco busca aproximar o público da música de câmara, valorizando formações reduzidas e a escuta atenta em um ambiente intimista. Com a Gran Partita, o Theatro São Pedro abre sua temporada apostando em uma obra consagrada do repertório clássico, que alia sofisticação musical e forte apelo junto ao público.

Temporada de música de câmara do Theatro São Pedro  

Série Além do Palco
Serenata Gran Partita 

Ovanir Buosi, direção musical
Ensemble de sopros
WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756-1791)
Serenade for Winds No. 10, K. 361 “Gran partita” (1781) – 43’

  • Concerto: 22 de fevereiro, 17h, Theatro São Pedro
  • Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui 
  • Classificação etária: Livre

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Foto: Sergio Ferreira/Theatro São Pedro

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Com queda histórica nos roubos, Barueri registra melhor índice de segurança em 24 anos

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Barueri alcançou em 2025 o melhor desempenho em segurança pública desde o início da série histórica, em 2001. Dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) mostram que o município registrou 669 roubos no ano, o menor número já contabilizado. O total representa uma redução de 17% em relação a 2024 e marca uma queda expressiva quando comparado a anos anteriores, como 2001, com 962 ocorrências, e 2014, quando foram registrados 1.505 casos.

Os avanços não se limitam a esse indicador. Na comparação com o ano passado, Barueri reduziu em 41% os roubos de carga e apresentou diminuição de 5% nos registros de veículos roubados ou furtados. Os números reforçam a tendência de queda da criminalidade no município e colocam a cidade entre as mais seguras do país.

Outro dado considerado significativo pelas autoridades é o de latrocínio. Barueri não registra casos de roubo seguido de morte desde março de 2020, acumulando quase seis anos com índice zero nesse tipo de crime.

Segundo a Prefeitura, os resultados são fruto de uma política de segurança baseada em investimentos contínuos, planejamento estratégico e integração entre ações preventivas, tecnologia e atuação operacional. A coordenação é feita pela Secretaria de Segurança Urbana e Defesa Social (SSUDS), com foco na prevenção e no atendimento rápido às ocorrências.

A Guarda Civil Municipal (GCM) atua de forma permanente, 24 horas por dia, em todos os bairros, em integração com a Polícia Militar, a Polícia Civil e outros órgãos, como Defesa Civil e Conselho Tutelar. Além do patrulhamento regular, operações especiais reforçam o policiamento preventivo e ostensivo em áreas consideradas estratégicas.

Atualmente, o município conta com 518 agentes de segurança e uma frota de 101 viaturas, entre carros e motocicletas, utilizadas tanto pela GCM quanto pela Defesa Civil. A estrutura permite respostas rápidas a ocorrências criminais e também a situações de risco, como alagamentos, deslizamentos e acidentes.

A tecnologia é outro pilar da estratégia. Barueri possui um sistema de videomonitoramento com mais de 745 câmeras em funcionamento contínuo, distribuídas por todos os bairros. As imagens são acompanhadas em tempo real por equipes especializadas e integradas aos sistemas estaduais Detecta e Córtex, que utilizam inteligência artificial para cruzamento de dados. O monitoramento é centralizado no Centro Integrado de Controle e Comando.

O município também investe em segurança especializada. O programa Guardiã Maria da Penha acompanha vítimas de violência doméstica, enquanto a Delegacia de Defesa da Mulher funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. Na área educacional, o programa Segurança Escolar garante monitoramento e dispositivos de emergência em todas as escolas municipais.

O conjunto de ações refletiu no ranking nacional. De acordo com o Anuário 2025 “Cidades Mais Seguras do Brasil”, Barueri alcançou a 5ª posição entre os municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes. Em 2023, a cidade ocupava o 9º lugar e, em 2024, o 8º, indicando evolução contínua nos indicadores de segurança pública.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Violência contra a mulher: Polícia Civil prende 150 agressores em São Paulo

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A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (11) uma operação para o cumprimento de mais de mil mandados de prisão contra agressores de mulheres em todo o estado de São Paulo. Até o momento, 150 condenados pela Justiça foram presos em diferentes cidades. Cerca de mil policiais foram mobilizados para a Operação M — Carnaval Seguro. A ação é coordenada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

“Essa operação reforça que a violência contra a mulher é tratada com máxima prioridade. As forças policiais estão mobilizadas para cumprir decisões da Justiça, retirar agressores das ruas e interromper ciclos de violência”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

As ações tiveram início na segunda-feira (9), com a execução de mandados de prisão em todo o estado. “São agressores condenados que buscamos colocar atrás das grades para garantir à mulher o direito de viver livre e com segurança”, afirmou a coordenadora das DDMs, delegada Cristiane Braga. Hoje é considerado o “Dia D” da operação, com ações em diversas cidades paulistas.

Durante as diligências, quatro armas de fogo irregulares foram apreendidas. A iniciativa, que segue em andamento, integra um conjunto de ações permanentes do Governo do Estado de São Paulo voltadas à prevenção da violência contra a mulher, à repressão qualificada dos agressores e ao fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

Operação realizada em dezembro cumpriu mais de 500 mandados contra agressores

Uma operação com o mesmo foco já havia sido realizada no fim de 2025, reforçando a estratégia contínua do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher. Deflagrada nos dias 29 e 30 de dezembro, a ação foi uma iniciativa conjunta da Secretaria da Segurança Pública e da Secretaria de Políticas para a Mulher.

Na ocasião, 562 mandados de prisão contra agressores foram cumpridos em todas as regiões do estado. A maior parte das prisões ocorreu na Grande São Paulo, com 161 detidos, sendo 139 apenas na capital. Além disso, 18 homens foram presos em flagrante.

A operação mobilizou mais de 1,8 mil policiais civis e teve início com a prisão de 206 infratores já no primeiro dia, evidenciando a efetividade das ações integradas no combate à violência doméstica.

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Fonte/foto: SSP-SP

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