A tradicional pesquisa de preços de material escolar realizada pelo Procon-SP revelou diferenças expressivas entre os valores cobrados por um mesmo produto em estabelecimentos diferentes da capital paulista. Em alguns casos, a variação ultrapassa 200%, o que pode impactar significativamente o orçamento das famílias neste período de volta às aulas.
O maior contraste identificado foi no preço da caneta esferográfica Trilux, da Faber-Castell. O item foi encontrado por R$ 4,90 em um comércio e por R$ 1,30 em outro — uma diferença de 276,92%. Apesar do valor individual ser baixo, o Procon alerta que, somados, esses pequenos gastos fazem diferença relevante no custo final da lista escolar.
Segundo o órgão, a pesquisa tem como principal objetivo orientar o consumidor, oferecendo referências de preços médios, menores e maiores praticados no mercado. A recomendação é comparar valores antes da compra e reaproveitar materiais que ainda estejam em boas condições de uso em casa.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento foi realizado em dezembro do ano passado e analisou 134 itens, entre eles cadernos, lápis, canetas, borrachas, colas, tesouras, papel sulfite e materiais de pintura. A coleta ocorreu nos dias 15 e 16 de dezembro, em nove estabelecimentos distribuídos pelas zonas norte, sul, leste, oeste e região central da cidade de São Paulo.
Os preços considerados foram os pagos à vista, por meio de cartão de crédito.
Comparação entre 2024 e 2025
Na comparação de 118 produtos comuns às pesquisas deste ano e do ano anterior, foi registrada uma leve alta média de 0,14% nos preços. Alguns itens tiveram aumento, como cadernos (7,86%), tesoura sem ponta (7,52%), borracha (4,03%) e lápis de cor (4,76%).
Por outro lado, a elevação foi contida pela queda de preços de produtos como caneta esferográfica (-9,35%), apontador de lápis (-8,14%), caneta hidrográfica (-4,55%) e papel sulfite (-0,06%). No mesmo período, o IPCA, medido pelo IBGE, acumulou alta de 4,46%.
Interior e litoral
Além da capital, núcleos regionais do Procon-SP também realizaram pesquisas em cidades da Baixada Santista e das regiões de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Em todos os municípios, foram constatadas diferenças significativas de preços entre os estabelecimentos pesquisados.
Orientações ao consumidor
O Procon reforça algumas dicas importantes para economizar:
- Verificar quais itens da lista já existem em casa e podem ser reaproveitados;
- Estimular a troca de livros didáticos entre alunos;
- Avaliar compras coletivas, que podem garantir descontos;
- Conferir se há preços diferentes conforme a forma de pagamento.
O órgão também lembra que as escolas não podem exigir materiais de uso coletivo, como itens de escritório, limpeza ou higiene, conforme determina a Lei nº 12.886/2013.
O relatório completo da pesquisa está disponível no site oficial do Procon-SP.,
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Feijoada fica mais barata em 2026 mesmo com alta do feijão e da carne
- Feirão Casa Paulista libera 389 cartas de crédito para compra da casa própria no interior de SP
- Butantan recruta voluntários para teste de vacina contra gripe em idosos
- Santana de Parnaíba promove feirão com 250 vagas exclusivas para PCD neste sábado (25)
- Polícia descobre call center do golpe em casa de luxo e prende 10 em SP
Foto: Paulo Guereta/GESP
