Momento Decisivo para a Democracia Brasileira

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 O segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo, representa a oportunidade de definição do rumo político, econômico e social do país. Mais do que uma simples etapa do processo eleitoral, o segundo turno é um exercício de maturidade democrática, no qual os cidadãos e cidadãs, são chamados a refletir com profundidade sobre o futuro da nação. O sistema de segundo turno foi criado para garantir que o candidato vencedor alcance uma maioria mais representativa do eleitorado. Quando nenhum concorrente obtém 50% + 1 dos votos válidos na primeira votação, os dois mais votados disputam uma nova rodada eleitoral. Dessa forma, a decisão final passa a refletir uma escolha mais ampla da população. A participação dos eleitores é um dos principais indicadores da vitalidade de uma democracia. No primeiro turno de 2026, o Brasil registrou um número de eleitores aptos a votar superior a 158 milhões de indivíduos. Porém, o comparecimento foi de aproximadamente 125,2 milhões de eleitores, correspondendo a cerca de 79% dos aptos a votar, portanto a abstenção ficou próxima de 21%. Esses números demonstram a dimensão do processo eleitoral brasileiro, considerado um dos maiores do mundo. Embora o voto seja obrigatório para parte da população, a participação da maioria da população revela o reconhecimento da importância do processo democrático e da responsabilidade individual na definição dos destinos do país. Todos os eleitores são conclamados a comparecer para exercer seu dever cívico. O comparecimento elevado reforça a legitimidade dos resultados. Quanto maior a participação popular, maior é a capacidade das eleições de refletirem a vontade coletiva da sociedade. A força da democracia não está apenas nas instituições, mas sobretudo na participação ativa dos cidadãos. O voto é um dos instrumentos mais poderosos de transformação social, pois permite que a população escolha seus representantes de maneira pacífica e legítima. Em um cenário marcado por desafios econômicos, desigualdades sociais, avanços tecnológicos e transformações globais, cada voto contribui para definir prioridades nacionais. A abstenção, por outro lado, reduz a representatividade do resultado e enfraquece o engajamento cívico necessário para a consolidação democrática.

O segundo turno costuma intensificar o debate público. É o momento em que propostas são analisadas com maior atenção e em que os cidadãos podem buscar informações de fontes confiáveis para formar sua opinião. Mais do que defender candidatos específicos, a democracia valoriza o direito de cada pessoa decidir livremente com base em suas convicções. Nesse contexto, é fundamental combater a desinformação, promover o respeito às divergências e incentivar o diálogo. A pluralidade de ideias é uma das maiores riquezas de uma sociedade democrática e deve ser preservada como um valor essencial. Cada eleição representa muito mais do que a escolha de um governante. Trata-se de uma decisão coletiva sobre os caminhos que o país seguirá nos anos seguintes. O segundo turno é, portanto, um momento decisivo para reafirmar o compromisso da população com os princípios democráticos, a participação cidadã e o respeito às instituições. A história democrática brasileira demonstra que grandes transformações ocorrem por meio da participação popular. Ao exercer o direito ao voto, o cidadão não apenas escolhe representantes, mas também reafirma sua confiança no processo democrático como instrumento legítimo para resolver conflitos e promover mudanças.

Em tempos de grandes desafios e mudanças, participar das eleições é exercer um direito conquistado e contribuir para a construção de um Brasil mais democrático, justo, solidário, inclusivo, plural, reduzindo a desigualdade social. Mais do que nunca, o futuro do país passa pelas urnas, e cada voto tem o poder de fazer a diferença. Dia 25 de outubro de 2026, o Brasil definirá seu futuro. Vote consciente. 


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto Marcos Oliveira/Ag. Senado

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Voto Consciente – Sociedade Mais Justa

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O voto é a ferramenta mais importante da democracia. Por meio dele, cidadãs e cidadãos escolhem seus representantes e influenciam diretamente os rumos do país, do estado e do município. No entanto, votar não é apenas cumprir uma obrigação jurídica. Votar é exercer a cidadania de forma responsável. A sociedade brasileira lutou muito, e de várias formas, para chegar ao atual sistema democrático. Ele certamente não é perfeito, mas é muito melhor que qualquer outro tipo de governo. A democracia precisa, e deve, ser preservada. Votar consciente é basear-se na análise das propostas, da trajetória e do compromisso dos candidatos com as reais necessidades da população. Também deve ser avaliado o inegociável apreço com a democracia e com a soberania nacional.  Ao votar de forma consciente, o eleitor e eleitora, contribuem para a escolha de governantes preparados para enfrentar os principais desafios sociais de nosso povo, que são muitos. Entre outros, destaco: o combate à fome, o investimento na educação e na saúde, a melhoria urgente no transporte público, o enfrentamento ao crime organizado com uma política eficaz de segurança pública, o acesso à uma moradia digna para milhões de famílias.

Além das questões sociais que são urgentíssimas, pois apesar de sua imensa riqueza o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, os candidatos devem manter o compromisso de exercer seu mandato de acordo com a legislação vigente, procurando sempre atuar dentro da Constituição. É fundamental respeitar a dignidade de todos e todas, independente de raça, credo, gênero, condição social. Deve, igualmente, se orientar pelo bem comum, e não apenas para beneficiar grupos específicos, ouvindo as necessidades da população, trabalhando por uma sociedade mais justa, solidária, participativa, igualitária.

As linhas acima podem parecer estranhas, utópicas, dentro de tantos escândalos públicos que lemos e ouvimos todos os dias. Sem dúvida, não é animador saber que a população brasileira vem aumentado o descrédito a respeito de suas Instituições Públicas. Mas, devemos lembrar que a democracia, em todos os países, é um sistema político em contínua construção. Não é uma fórmula acabada, ela admite e até estimula pensamentos e visões diferentes de como se pode viver, visões essas que podem ser contraditórias. A democracia não é apenas o governo da maioria, mas também um governo onde as minorias devem ser representadas e terem voz. A convivência precisa e deve ser fraterna, operativa e respeitosa entre toda a população. O atual clima de polarização política é um desserviço à sociedade brasileira. Não devemos estimular esse imbróglio.  Afinal, de acordo com normas do Estado Democrático de Direito, os eleitos devem governar para todos, e não apenas para aqueles que o elegeram. Todos os brasileiros e brasileiras aptos a votar devem exercer seu direito constitucional, em especial os idosos acima de 70 anos, para quem o voto é facultativo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou recentemente que o Brasil tem cerca de 17 milhões de eleitores nesta faixa etária. É uma parcela expressiva da população, com muita vivência, que deve ser ouvida.

Eleitores e eleitoras devem se manifestar através do voto. Depois não adianta reclamar de quem foi eleito ou eleita. É preciso participar e lutar para modificar o que você pensa que está ruim e pode ser melhorado. Se nós, eleitores conscientes, não participarmos e não lutarmos por aquilo em que acreditamos, outros tomarão nossos lugares e decidirão por nós. Apenas reclamar não vai adiantar.  Pratique sua cidadania, vote consciente, escolha quem você acha que pode contribuir para melhorar o futuro da sociedade brasileira. A democracia agradece. Que a eleição seja, realmente, uma festa democrática.

Evidentemente não há correlação entre o resultado da seleção brasileira e as eleições. Se aprofundarmos a pesquisa veremos que os estelionatos eleitorais, falcatruas e desmandos praticados por políticos de qualquer espectro ideológico, influenciaram muito mais as eleições do que o futebol. Até porque, há muito tempo não somos o país do futebol, já não há mais comoção quando o Brasil perde, a não ser o falso choro de jogadores multimilionários que são mais celebridades do que atletas. Também não somos mais o país do futuro. Mas somos o campeão mundial da corrupção, dos altos impostos, da desigualdade social, dos privilégios da máquina pública, dos escândalos financeiros. Isto sim é a verdadeira vergonha nacional, E somente pelo voto consciente de toda a população, poderemos expulsar esses políticos lesa-pátria de campo. Aqueles que primeiro jogam pelos seus interesses pessoais, antes dos interesses da população. E nem vai precisar do árbitro de vídeo. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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Prazo para regularizar título pela internet termina nesta segunda

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Eleitores sem biometria cadastrada podem acessar os serviços eleitorais pela internet, chamados Título Net, somente até esta segunda-feira (8). Depois desse prazo, o eleitor sem as digitais cadastradas precisará ir a um cartório eleitoral até o dia 8 de maio para ser atendido e poder votar nas eleições municipais, marcadas para outubro. 

Segundo a Justiça Eleitoral, os eleitores com a biometria em dia podem continuar utilizando os serviços pela internet. É possível ver qual é a situação cadastral no site do TSE. 

O dia 8 de maio é o prazo final para regularizar a situação eleitoral, solicitar transferência de domicílio e atualizar dados cadastrais. Após essa data, esses serviços ficarão indisponíveis, pois a Justiça Eleitoral passará a se dedicar a organização das eleições municipais.

Primeiro título

Quem for tirar o título pela primeira vez precisa ir a um cartório eleitoral para coletar a biometria, que é gratuita. Esse cadastro evita que uma pessoa vote no lugar de outra e permite identificar se um eleitor tem mais de um registro eleitoral. 

A Justiça Eleitoral alerta que apenas fazer o pedido pela internet não é garantia da emissão do título ou a regularização eleitoral. É necessário anexar os documentos exigidos.

Leia também:  Governador de São Paulo recebe Jonatas Randal no Republicanos


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Abdias Pinheiro/TSE

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Prazo para justificar ausência em 2º turno das eleições termina na próxima segunda-feira (9)

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Os eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das Eleições 2022, no dia 30 de outubro, têm até esta segunda-feira (9) para justificar a ausência. O formulário pode ser preenchido no Portal do TSE na opção “Autoatendimento do Eleitor” ou presencialmente nos cartórios eleitorais.

Na internet, basta escolher a opção “Justificativa Eleitoral” e na aba “Justificativa pós-eleição” estão todos os dados a serem informados. Na seção Autoatendimento do Eleitor também é possível verificar se há alguma pendência com a Justiça Eleitoral e, se for o caso, emitir o boleto da multa para a regularização.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ressalta em nota que três ausências injustificadas consecutivas causam o cancelamento do título eleitoral. Cada turno de votação é contado individualmente, ou seja: a eleitora ou o eleitor que não votou nos dias 2 e 30 de outubro de 2022 (primeiro e segundo turnos) tem duas ausências para justificar.

A situação irregular junto à Justiça Eleitoral ou o cancelamento do título de eleitor trazem consequências como a impossibilidade de emitir passaporte, de tomar posse em cargo público, obter empréstimos em bancos públicos, renovar matrícula em instituição pública de ensino superior, entre outras.

Leia também:


Fonte: TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

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Tarcísio de Freitas é eleito governador de São Paulo

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito, neste domingo (30), o novo governador de São Paulo, com 55,3% dos votos. Ele disputava o segundo turno no estado com Fernando Haddad (PT).

Tarcísio ganhou cerca de 12,6 milhões de votos, enquanto Haddad teve 10,2 milhões (44,7%). No primeiro turno, Freitas somou 9.881.995 votos, 42,32%. Haddad teve 8.337.139 votos, um percentual de 35,70%.

Um dos estados com segundo turno para governador é São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem 34.667.793 eleitores e eleitoras aptos a votar nas Eleições de 2022.

Com acréscimo de 1,1 milhão de eleitores em relação às eleições municipais de 2020, os paulistas representam 22,16% do eleitorado do país. A capital paulista concentra 26,8% do eleitorado paulista e possui o maior contingente entre os 5.570 municípios brasileiros, com 9.314.259 milhões de eleitores.

No Brasil, ao todo, são 82.373.164 de eleitoras (52,65%) e 74.044.065 de eleitores (47,33%).


Fonte: TV Cultura

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Presidente do TRE-SP diz que eleições ocorrem dentro da normalidade

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Paulo Galizia, disse hoje (30) que as eleições em segundo turno no estado de São Paulo estão transcorrendo bem, dentro da normalidade, e sem filas gigantescas como as que ocorreram no primeiro turno. 

“Tanto o eleitor quanto o mesário já estão treinados em relação ao primeiro turno. O eleitor, no primeiro turno, às vezes tinha dificuldade para localizar o seu lugar de votação. Agora, ele já vai direto para o local. O fluxo está melhor. Tudo o que você faz pela segunda vez, você dá uma maior perfeição, e isso também está contribuindo”, afirmou. 

Segundo ele, problemas pontuais foram observados em algumas seções do estado por falta de luz, provocada pelo temporal que ocorreu ontem (29). Uma dessas seções está localizada na capital e outra na cidade de Santa Branca.

“Até agora, está correndo tudo dentro da normalidade. Alguns locais estão com falta de luz em decorrência das fortes chuvas que ocorreram em todo o estado. Mas as filas estão bem mais reduzidas [em relação ao primeiro turno] e o fluxo de votação está bem mais rápido”, disse ele, em entrevista hoje na sede do TRE-SP. 

Apesar da falta de luz, nesses locais a votação continua ocorrendo normalmente porque as urnas contam com baterias. “A concessionária [de energia] foi chamada imediatamente para que faça o retorno [de luz] adequado. Mas, nesse período, [a votação] é coberta pela bateria”, afirmou Galizia.

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Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil  – Foto: Divulgação/TRE-SP

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Candidatos à presidência: Lula e Bolsonaro votam na manhã deste domingo (30)

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Os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL) votaram na manhã deste domingo (30).

Lula votou na escola estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O candidato repetiu o gesto que fez no primeiro turno e beijou o comprovante de votação. Antes de deixar a sala, falou brevemente com a imprensa, abraçou e conversou com eleitores.

“Hoje possivelmente seja o dia 30 de outubro mais importante da minha vida e acho que é um dia muito importante para o povo brasileiro, por que hoje o povo está definindo o modelo de Brasil que ele deseja, o modelo de vida que ele quer”, afirmou à imprensa.

Lula vota em São Bernardo do Campo (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

Leia mais:

O candidato do Partido dos Trabalhadores foi ao colégio eleitoral acompanhado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB); de sua esposa, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja; da presidente do PT, Gleisi Hoffmann; e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e da deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP).

Já o candidato à reeleição à presidência da República, chegou para votar na Vila Militar, Zona Oeste do Rio de Janeiro, pouco antes das 8h deste domingo.

O presidente cumprimentou os mesários da seção eleitoral e deixou o local rapidamente.

Bolsonaro votou pela manhã na Vila Militar (AP Photo/Bruna Prado, Pool)

“Expectativa de vitória, pelo bem do Brasil. Só tivemos boas notícias nos últimos dias. Se Deus quiser, seremos vitoriosos hoje à tarde. Ou melhor, o Brasil será vitorioso hoje à tarde”, disse ele aos jornalistas do lado de fora.

Neste segundo turno das eleições, mais de 156 milhões de eleitores brasileiros, aptos a votar em todo o país e no exterior, devem retornar às urnas.

Leia também:


Fonte: TV Cultura

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Eleições 2022: João Amoêdo declara voto em Lula no 2º turno da eleição

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João Amoêdo, ex-presidente do partido Novo, declarou neste sábado (15) que seu voto no segundo turno das eleições será em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“É uma decisão difícil, pois não concordo com nenhum dos dois. A qualquer um que seja eleito, serei oposição desde o primeiro dia, mas meu direito de oposição tem mais chance de ser preservado com Lula do que Bolsonaro”, disse Amoêdo ao portal G1.

João Amoêdo foi um dos grandes críticos dos governos petistas e disputou as eleições presidenciais de 2018 calcado no discurso do liberalismo econômico. Ele ficou em 5º lugar, com 2,6 milhões de votos no primeiro turno.

“Bolsonaro tem atentado contra os poderes, cooptou o Legislativo com o orçamento secreto e vem testando essa ideia de aumentar os membros do Supremo para formar maioria. Apesar das discordâncias, serei obrigado a fazer algo que nunca fiz na vida, que é votar no PT”, disse.

O partido Novo, que teve como candidato Luiz Felipe D’Avila, não formalizou apoio a Bolsonaro, mas disse em nota que é contra o PT e o lulismo, mas libera seus filiados e eleitores a votar de acordo com a “consciência” e “princípios partidários”.

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Fonte: TV Cultura

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Segundo Datafolha, 10% decidiram voto para presidente na véspera ou no dia da eleição no 1º turno

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Um em cada dez eleitores diz ter definido o voto para presidente da República apenas na véspera do primeiro turno ou no próprio dia da eleição, mostra pesquisa Datafolha.

De acordo com o instituto, os maiores percentuais de escolha tardia estão entre os que dizem ter votado em Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT). No primeiro caso, 25% afirmam ter se decidido apenas no sábado (1º) ou no domingo (2); no segundo caso, 18%.

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) houve um grau maior de convicção precoce. Apenas 8% dos entrevistados dizem ter escolhido o petista no final de semana eleitoral, taxa que é de 7% entre os que afirmam ter votado no atual presidente.

Leia também: DataFolha: Governo Bolsonaro é reprovado por 40% dos brasileiros, e aprovado por 37%

No outro lado da moeda, 83% dos entrevistados que dizem ter votado em Lula e 86% dos que apontam Bolsonaro como sua escolha no primeiro turno afirmam que tinham resolvido em quem votar pelo menos um mês antes da eleição.

No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, de acordo com o Datafolha, 93% dos eleitores se dizem totalmente decididos sobre o voto para presidente, enquanto 7% afirmam que a escolha ainda pode mudar.

Tamanho grau de convicção é uma exceção nas eleições brasileiras. Neste ano, houve recorde de eleitores indicando o voto na avaliação espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos pelos pesquisadores. Uma semana antes do pleito, o índice chegava a 83%, contra 65% em 2018, na mesma altura da disputa.

Segundo a pesquisa do Datafolha, o mesmo grau de convicção não se reproduziu nas campanhas para governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

No caso da eleição para governador, 63% dos eleitores em todo o país dizem ter decidido o voto com pelo menos um mês de antecedência, enquanto 17% deixaram a escolha para o final de semana eleitoral.

Leia também: Paraná Pesquisas: Tarcísio lidera corrida pelo Governo de SP com 50,4% das intenções

A indefinição aumenta nas disputas por uma vaga no Legislativo. Metade dos entrevistados afirma ter resolvido o voto para senador (50%), deputado federal (50%) e deputado estadual (49%) pelo menos um mês antes da eleição. Outros 25% dizem ter deixado para o último final de semana a escolha de seus nomes para o Senado e para a Câmara dos Deputados, e 26%, para as Assembleias estaduais.

Nesse caso, quase não há diferença de comportamento entre os que dizem ter votado em Lula e os que afirmam ter escolhido Bolsonaro.

A pesquisa foi realizada de quarta-feira (5) a sexta (7) e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.884 eleitores em 179 municípios, num levantamento contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02012/2022.

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Fonte: Yahoo notícias

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Eleições 2022: Veja o que pode e o que não pode levar na hora de votar

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Acontece neste domingo (2) as eleições de 2022 e mais de 156 milhões de pessoas devem comparecer às urnas para escolher seus candidatos no 1º turno. Muitas pessoas se questionam sobre o que é permitido levar na hora do voto, a famosa cola com o número dos candidatos é permitida, mas há outras restrições na cabina eleitoral.

A recomendação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de um documento oficial com foto. Como: identidade, carteira de trabalho, de motorista, passaporte, carteira de reservista ou carteira profissional reconhecida por lei.

Eleitores com dados biométricos também precisam apresentar um documento oficial com foto para votar. Certidão de nascimento ou de casamento não validam a identidade do eleitor no momento da eleição.

O eleitor com biometria cadastrada também pode substituir o documento oficial com foto pelo aplicativo E-Título, desde que a via digital tenha foto.

No ano de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que os eleitores devem entregar ao mesário aparelho celular, máquina fotográfica, filmadora ou equipamento de radiocomunicação antes de se dirigir à cabine da urna eletrônica. Por isso, é recomendado que o eleitor leve anotado em papel o número dos candidatos.

Não é permitido votar usando roupa de banho ou sem camiseta. Também é proibido aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, manifestação coletiva ou que produza barulho, pedido de voto e distribuição de camisetas e santinhos, o que configura crime de boca de urna.

As pessoas que estarão trabalhando como mesárias nas eleições não podem usar roupas e objetos que façam propaganda de candidaturas. Os fiscais partidários somente poderão usar crachá contendo o seu nome e a sigla da sua legenda. As sessões eleitorais abrem às 8h deste domingo (2) e encerram às 17h.

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Fonte: TV Cultura – Foto: Abdias Pinheiro/TSE

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