Dor no quadril pode ser sinal de osteoartrose e tem solução – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sente dor na virilha ou na coxa ao caminhar, subir escadas ou até mesmo para levantar-se da cama? Esses sintomas podem indicar osteoartrose do quadril, uma doença degenerativa que afeta milhões de pessoas e, se não tratada adequadamente, pode limitar severamente a qualidade de vida.

A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite degenerativa, é caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação do quadril. Essa cartilagem tem a função de proteger os ossos e permitir o movimento suave da articulação. Com o avanço da doença, o desgaste pode causar atrito direto entre os ossos, resultando em dor intensa, rigidez e perda da mobilidade.

Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, a osteoartrose do quadril pode afetar adultos mais jovens, principalmente aqueles com fatores de risco como obesidade, síndrome metabólica, histórico de lesões articulares ou predisposição genética. As mulheres são particularmente mais suscetíveis, representando cerca de 10% da população com mais de 60 anos.

O diagnóstico correto começa pela avaliação clínica, quando o médico examina os sintomas, histórico de saúde e realiza testes físicos para identificar limitações. Exames de imagem, como o raio-X, ajudam a confirmar o diagnóstico e a avaliar a extensão do desgaste, sendo complementados por outros exames conforme necessário.

O tratamento da osteoartrose do quadril é personalizado conforme a gravidade dos sintomas e o impacto na funcionalidade do paciente. Inicialmente, adotam-se medidas conservadoras que incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor, sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, além de infiltrações com ácido hialurônico ou corticoides para reduzir a inflamação local. Mudanças no estilo de vida, como a perda de peso e a evitar atividades que causam impacto excessivo na articulação, são fundamentais para aliviar a sobrecarga e minimizar a progressão da doença.

Quando esses tratamentos não são suficientes, a cirurgia de prótese de quadril (artroplastia) pode ser indicada. Esse procedimento consiste na substituição da articulação danificada por uma prótese e possui alta taxa de sucesso, proporcionando excelente recuperação funcional. Inclusive, em 2007, a cirurgia de artroplastia foi eleita a “cirurgia do século” em uma publicação da revista científica Lancet, destacando seu impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.

Se você sente dores no quadril que limitam seu dia a dia, não adie a busca por um diagnóstico especializado. O tratamento adequado pode devolver sua mobilidade e autonomia, permitindo que você viva com menos dor e mais qualidade.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Pesquisa da Unifesp mostra redução de novos usuários na Cracolândia em São Paulo

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Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a pedido da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), órgão do Ministério da Cidadania responsável pela formulação e implementação das políticas públicas voltadas à redução da demanda de drogas no Brasil, mostra o perfil das cenas de uso aberto (locais em que usuários de drogas se aglomeram) em três capitais brasileiras: São Paulo, Fortaleza e Brasília.

“O estudo da Unifesp mostrou que as ações da Prefeitura levaram a uma redução da Cracolândia e que ela perdeu sua atratividade: é o menor influxo da história”, ressalta Alexis Vargas, secretário executivo de Projetos Estratégicos da Prefeitura de São Paulo. “A chegada de novos frequentadores vem caindo ao longo dos últimos anos e atingiu o menor patamar nessa edição da pesquisa: era 43% em 2016, passou para 39% em maio de 2017, 28% em junho de 2017, 26% em 2019 e atingiu 20% em 2021.”

O Levantamento de Cenas de Uso em Capitais (LECUCA) 2021/2022 também apontou o tempo de permanência nas cenas de uso. Em São Paulo, um total de 18% dos usuários abusivos de álcool e outras drogas estão em situação de rua consumindo drogas entre 5 e 10 anos e 39% há mais de dez anos. “O LECUCA traz relevantes informações e subsídios para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à população vulnerável que faz uso de drogas”, avalia o secretário executivo.

A Prefeitura destacou que a procura por tratamento aumentou desde a dispersão dos usuários. O encaminhamento de usuários para atendimento no Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica – SIAT II cresceu quase três vezes entre janeiro e dezembro, segundo informações da equipe de abordagem da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que em janeiro encaminhou 27 pessoas e em dezembro encaminhou 72 usuários abusivos de álcool e outras drogas para equipamentos da rede municipal. 

Em relação ao número de abordagens feitas pelas equipes de saúde, houve aumento de 34% entre janeiro e dezembro (respectivamente, de 3.150 para 4.213). As abordagens das equipes de assistência social aumentaram em 22% entre janeiro e dezembro. Em janeiro foram 3.029 e em dezembro, 3.698.  Para outros equipamentos da rede socioassistencial, esse número foi de 789 pessoas encaminhadas em janeiro para 1.622 em dezembro, o que representa um aumento de mais de duas vezes.

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Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo

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Governo de SP libera recursos para evitar colapso de hospital federal

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O governador Rodrigo Garcia liberou nesta segunda-feira (25) o repasse extra de R$ 58 milhões para evitar o colapso no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Governo Federal. Serão destinados R$ 50 milhões para auxiliar no custeio da unidade federal, e assim cobrir o déficit causado pela falta de investimentos do Governo Federal, bem como outros R$ 8 milhões para a reforma do pronto-socorro.

Fico feliz de ter tomado essa decisão de apoiar o Hospital São Paulo e, se tratando de saúde, a gente sabe que temos um grande desafio pela frente. Nós vamos cuidar, apoiar nesse momento que o hospital vive e se colocar à disposição para os desafios futuros. Nosso estado mostrou para sociedade que é possível fazer mais. O que nós todos fizemos é um exemplo de combate a pandemia não só para o Brasil, mas para o mundo”, disse Rodrigo.

O valor de custeio extra será pago em nove parcelas, sendo a primeira já nesta segunda-feira (25). O Governo de SP tem sido parceiro da unidade nos últimos anos e repassou desde 2011 R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 560 milhões apenas nesta gestão.

Ao longo dos anos, o Governo do Estado de SP, além de financiar integralmente os seus mais de 100 hospitais estaduais, tem coberto o rombo causado pela falta de repasses obrigatórios de recursos do Governo Federal para o Hospital São Paulo, por meio de financiamento estadual extra, para que o hospital não feche as suas portas e deixe de atender a população.

O Hospital São Paulo é um hospital universitário que exerce um papel fundamental na assistência aos pacientes da capital e região. Com este repasse do Governo de SP tem condições de voltar a atender os pacientes de média e alta complexidade”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

O repasse de R$ 8 milhões liberados pelo Governo de SP será destinado às obras de adaptação e modernização do Hospital São Paulo. O recurso permitirá que a unidade federal melhore o fluxo de atendimento aos pacientes adultos e pediátricos, e ofereça maior condições de segurança aos funcionários e todos que frequentam o hospital. Já os outros investimentos estaduais serão voltados para obras de alvenaria, elétrica e hidráulica, além de impactos na acessibilidade e na climatização.

Único hospital federal de atendimento SUS na capital paulista, o Hospital São Paulo segue funcionando graças ao financiamento extra do Governo do Estado de São Paulo. A unidade da Universidade Federal é referência para a Grande São Paulo, com atendimentos voltados para todas as especialidades médicas, recebendo inclusive pacientes de outros Estados.


Fonte: Portal do Governo SP – Foto: Alex Reipert/Reprodução/Unifesp/Direito Reservados

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