O Centro Histórico de Santana de Parnaíba receberá, nos dias 23 e 24 de outubro, a segunda edição de A Casa do Medo – O Labirinto das Lendas, experiência imersiva de terror que reúne personagens do cinema e figuras inspiradas em histórias e lendas locais. A atração funcionará das 19h às 23h, com entrada mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Criado pela cineasta Natália Regina, o projeto será instalado em um casarão no Centro Histórico, transformado em um circuito de terror com 21 personagens. Desse total, 10 são inspirados em figuras conhecidas do cinema de horror e 11 têm como referência lendas e histórias de Santana de Parnaíba.
A proposta combina cenografia, iluminação, sonoplastia, efeitos especiais e interpretação para criar uma experiência imersiva. A iniciativa também busca aproximar o público, especialmente as novas gerações, da memória cultural do município por meio do entretenimento.
Segunda edição terá estrutura ampliada
A primeira edição, realizada em 2025, recebeu mais de 1.500 pessoas e foi dedicada a personagens do cinema de terror. Segundo a organização, a estrutura deste ano será aproximadamente cinco vezes maior, com a inclusão de histórias e referências ligadas à identidade local.
A proposta é transformar relatos e personagens do imaginário popular em cenários e situações de suspense, unindo cultura e entretenimento em uma programação temática de Halloween.
Entrada será mediante doação de alimento
O acesso ao evento será solidário, com a entrega de 1 kg de alimento não perecível por visitante. As doações serão destinadas à Igreja Matriz Santa Ana e à Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz.
Serviço
Evento: A Casa do Medo – O Labirinto das Lendas
Datas: 23 e 24 de outubro de 2026
Horário: das 19h às 23h
Local: Centro Histórico de Santana de Parnaíba
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Atrações: 21 personagens, sendo 10 inspirados no cinema de terror e 11 em lendas e histórias locais.
Estimativa aponta 3,05 milhões de visitantes e ocupação hoteleira média de 75% durante o fim de semana prolongado
O feriado de 12 de outubro, celebrado no Dia de Nossa Senhora Aparecida, deve movimentar R$ 3,59 bilhões na economia do turismo de São Paulo, segundo estimativa do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
A previsão é de que 3,05 milhões de visitantes circulem por diferentes destinos paulistas durante o fim de semana prolongado. A ocupação média dos hotéis deve chegar a 75% no estado.
O turismo religioso deve estar entre os principais responsáveis pelo movimento, mas a programação do feriado também inclui atrações voltadas às famílias, festas populares, parques temáticos e destinos de natureza.
Aparecida deve concentrar grande movimento de fiéis
Entre os destinos religiosos, Aparecida deve ser um dos principais pontos de concentração de visitantes. A cidade recebeu quase 500 mil fiéis durante a Festa da Padroeira em 2025 e espera superar esse número neste ano.
Pindamonhangaba, que está na rota de importantes romarias, também prevê grande movimentação e estima receber cerca de 150 mil pessoas durante o período.
Outros municípios prepararam procissões e peregrinações para celebrar Nossa Senhora Aparecida, entre eles Apiaí, Avaré e Cesário Lange.
Festas populares também devem atrair visitantes
A programação do feriado não ficará restrita às celebrações religiosas. Municípios como Anhumas, Anhembi, Barbosa e Bom Jesus dos Perdões terão quermesses e outros eventos populares.
Em Brotas, um dos destaques será o cortejo fluvial, programado entre os dias 10 e 12 de outubro. A expectativa é de aproximadamente 18 mil visitantes durante o evento.
Dia das Crianças reforça turismo familiar
A proximidade do Dia das Crianças deve ampliar o movimento nos destinos voltados às famílias.
Prefeituras prepararam atividades como brinquedos em espaços públicos, oficinas e apresentações culturais. Estabelecimentos comerciais e turísticos também devem oferecer promoções e descontos em alimentação e hospedagem.
Em Olímpia, um dos principais destinos de lazer do interior paulista, a expectativa é de aproximadamente 64 mil visitantes durante o feriado.
A cidade deve ser beneficiada pela procura por parques temáticos e outras atrações destinadas ao público familiar.
Litoral também deve receber visitantes
As condições previstas para o período devem favorecer viagens para o litoral paulista.
A estimativa é de que aproximadamente 30 mil pessoas circulem pelo Litoral Norte durante o feriado prolongado.
Com a combinação de turismo religioso, atrações familiares, eventos populares e destinos de lazer, o feriado de 12 de outubro deve ampliar a movimentação turística em diferentes regiões do estado.
Ranking da Travel And Tour World destaca a diversidade comercial da capital, que reúne desde mercados populares até áreas de luxo
São Paulo ocupa a 33ª posição entre os 50 principais destinos de compras do mundo em 2026, segundo ranking elaborado pela plataforma internacional Travel And Tour World (TTW). A capital paulista é a única cidade brasileira entre as 50 selecionadas e aparece como destaque na América Latina.
A lista considera cidades onde as compras estão associadas não apenas ao varejo, mas também à moda, ao design, ao artesanato, à gastronomia e à identidade cultural de cada destino.
No ranking global, São Paulo aparece atrás de cidades como Londres, Milão, Nova York, Xangai, Paris, Tóquio, Zurique, Sydney, Seul e Viena.
Capital reúne diferentes perfis de compras
Entre os destaques apontados pela TTW estão a Rua Oscar Freire, os Jardins, a Avenida Paulista, a Rua 25 de Março e o Iguatemi São Paulo.
A cidade combina lojas de marcas internacionais e brasileiras, centros de compras, comércio popular, mercados de rua, galerias, estúdios de design e estabelecimentos especializados.
A plataforma cita como produtos de destaque a moda brasileira, artigos de couro, joias, pedras preciosas, café, artesanato, obras de arte, cosméticos e produtos gastronômicos locais.
A diversidade também aparece na diferença entre os polos comerciais. Enquanto regiões como Oscar Freire concentram lojas de moda, design e produtos de maior valor agregado, áreas como 25 de Março e Brás são conhecidas pela grande variedade de mercadorias e pelas opções voltadas a diferentes faixas de preço.
São Paulo aparece em 3º nas Américas
Em outro ranking divulgado pela própria TTW, específico para destinos de compras das Américas e Caribe em 2026, São Paulo aparece na 3ª posição, atrás de Nova York e Toronto.
Segundo a metodologia apresentada pela publicação, a avaliação considera a amplitude e as características da oferta comercial, incluindo moda de luxo, distritos comerciais, lojas de departamento, shopping centers, marcas independentes, mercados tradicionais, produtos regionais, artesanato e a experiência proporcionada aos visitantes.
A TTW afirma que a proposta é avaliar o papel das compras dentro da experiência turística, e não apenas o volume de vendas ou a concentração de lojas de luxo.
Comércio se conecta ao turismo
O ranking destaca que o perfil de compras de São Paulo combina influências internacionais com moda brasileira, design local, criadores independentes e mercados de rua.
Essa característica faz com que diferentes regiões da capital funcionem como experiências comerciais distintas dentro da mesma cidade. A TTW cita, por exemplo, a combinação entre o comércio popular da 25 de Março, o perfil de moda de Oscar Freire e os grandes centros de compras da capital.
Para o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Coronel Marcelo Salles, essa diversidade é um dos diferenciais da cidade para os visitantes, ao reunir grandes marcas, shopping centers, centros de compras populares e ruas especializadas.
A avaliação da TTW coloca São Paulo ao lado de alguns dos principais polos comerciais e turísticos do mundo e reforça a presença da capital brasileira no segmento de turismo de compras.
Bairro do Centro de São Paulo aparece em 25º lugar no ranking da Time Out, que avalia gastronomia, cultura, vida noturna, negócios locais e senso de comunidade.
A República, no Centro de São Paulo, entrou na lista dos 40 bairros mais legais do mundo em 2026, elaborada pela publicação britânica Time Out. A região ocupa a 25ª posição do ranking internacional, que reúne bairros de 26 países e territórios.
A seleção considera aspectos como gastronomia, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade. Os bairros são indicados pela rede global de especialistas e editores da Time Out e passam pela avaliação de um painel editorial.
Na descrição da República, a publicação destaca a combinação entre edifícios históricos e arranha-céus, além da presença de restaurantes, livrarias, cafés, galerias e espaços culturais.
Entre os endereços citados pela Time Out estão o Edifício Copan, que reúne restaurantes, lojas, cafés e galerias, além de locais como A Casa do Porco, Edifício Itália e o recém-inaugurado Espaço República, voltado a atividades artísticas e exposições.
Entre os endereços citados pela Time Out está o Edifício Copan | Foto: Henrique Cesar/PMSP
A cena cultural também aparece entre os destaques. A publicação cita instituições como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade e aponta a Virada Cultural como uma das experiências que ajudam a explicar a dinâmica do bairro.
A edição de 2026 da Virada Cultural reuniu 4,8 milhões de pessoas em diferentes regiões da capital, segundo levantamento divulgado pela Prefeitura de São Paulo.
Edifício Itália também está entre os endereços citados pela revista. | Foto: Ciete Silvério/PMSP
República aparece ao lado de bairros de grandes cidades
A presença da República coloca São Paulo ao lado de cidades como Seul, Atenas, Los Angeles, Tóquio, Roma, Buenos Aires, Nova York, Paris e Londres no ranking deste ano.
O primeiro lugar ficou com Jongno 3-ga, em Seul, seguido por L’Ocean District, em Rabat, e Neos Kosmos, em Atenas. Outro bairro brasileiro também aparece na lista: Laranjeiras, no Rio de Janeiro, ocupa a 17ª posição.
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A escolha da República ocorre em um momento de transformação do Centro de São Paulo, marcado por ações de requalificação urbana, novos negócios, recuperação de imóveis e iniciativas voltadas à habitação, segurança e atividade econômica.
A região também concentra equipamentos culturais e empreendimentos gastronômicos que ajudam a movimentar o bairro. Entre eles estão negócios do chef e empresário Olivier Anquier, como a padaria Mundo Pão do Olivier e os restaurantes Esther Rooftop e L’Entrecôte d’Olivier Rooftop.
Para a Time Out, a combinação entre patrimônio histórico, gastronomia, cultura e novos espaços ajuda a explicar a presença da República entre os bairros que mais se destacam no cenário internacional em 2026.
Passagem de 50 metros conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi e recebe Pietrolina, pintura imersiva criada especialmente para o espaço.
O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugura nesta sexta-feira (11) uma passagem subterrânea que conecta os dois edifícios do complexo cultural na Avenida Paulista. O espaço, criado para integrar as construções Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, também recebe uma obra inédita da artista brasileira Beatriz Milhazes.
Batizada de Pietrolina, a obra foi concebida especialmente para a passagem e tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Amanda Carneiro, curadora do museu. O nome faz referência a Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, casal fundador da instituição e responsáveis pelos nomes dos dois edifícios.
A passagem subterrânea tem 50 metros de extensão, 5 metros de largura e 2,5 metros de altura. Segundo o MASP, trata-se da primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
Passagem subterrânea tem 50 metros de extensão, 5 metros de largura e 2,5 metros de altura | Foto: Eduardo Ortega/MASP
A intervenção artística acompanha o percurso dos visitantes. Pietrolina é formada por uma pintura de 60 metros lineares, paralela a elementos reflexivos distribuídos ao longo de uma parede de 38 metros.
A composição foi inspirada no ritmo e na sucessão de elementos característicos dos desfiles de carnaval. Ao longo do trajeto, o público encontra formas, cores e reflexos que modificam a percepção do espaço.
Entre os elementos presentes na obra estão arabescos, listras, formas orgânicas e motivos florais, características recorrentes na produção de Milhazes.
O projeto levou mais de dois anos de elaboração. Antes da execução no local, a artista desenvolveu o desenho e realizou estudos cromáticos que resultaram em uma seleção de 33 tintas acrílicas para reproduzir as cores da concepção original.
A pintura foi executada ao longo de três meses dentro da própria passagem subterrânea.
Um dos elementos de destaque é o azul utilizado no teto e em uma das paredes do túnel. De acordo com a curadora Amanda Carneiro, a cor ganhou destaque no museu durante a exposição Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, realizada em 2020, e passou a ser chamada internamente de “Azul Beatriz”.
A nova passagem também tem uma função além da experiência artística. A conexão permitirá que o público percorra a programação do MASP de forma contínua e facilitará o deslocamento de obras de arte, equipamentos e equipes técnicas entre os edifícios.
O projeto da conexão começou a ser desenvolvido em 2019 e foi dividido em seis etapas. As obras tiveram início em 2023 e envolveram estudos técnicos e aprovações de órgãos como o IPHAN, o Metrô de São Paulo, a CET e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras.
Durante a execução, foram realizados trabalhos de remanejamento de redes de água e esgoto, energia e telefonia, além de escavações e recomposição da calçada da Avenida Paulista.
Obra dialoga com trajetória de Beatriz Milhazes
Beatriz Milhazes é reconhecida internacionalmente por uma produção marcada pelo uso intenso da cor, estruturas geométricas, arabescos, elementos florais e motivos ornamentais.
A artista já expôs no MASP em duas ocasiões, com Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, em 2020, e Gabinete Beatriz Milhazes, em 2021. A retrospectiva de 2020 reuniu mais de 170 obras e foi apresentada pelo museu como a maior exposição panorâmica dedicada à trajetória da artista.
Milhazes também possui obras em acervos de instituições como o MoMA, em Nova York; Tate Modern, em Londres; Centro Georges Pompidou, em Paris; e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri, além de instituições brasileiras.
Com Pietrolina, a artista volta a ocupar o espaço do MASP por meio de uma obra criada especificamente para a arquitetura do novo complexo.
Visitação
O novo espaço integra a experiência de visita ao MASP. O museu fica na Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista, em São Paulo.
O agendamento on-line é obrigatório. Às terças-feiras, a entrada é gratuita das 10h às 20h, com entrada até as 19h. Às quartas e quintas, o funcionamento é das 10h às 18h; às sextas, das 10h às 21h; e aos sábados e domingos, das 10h às 18h. O museu não abre às segundas-feiras.
Os ingressos custam R$ 85, com meia-entrada de R$ 42. Há também condições específicas de gratuidade e descontos conforme o dia e os critérios informados pelo museu.
Formação geológica no interior de São Paulo reúne paisagens naturais, áreas de preservação, trilhas, cachoeiras e atrações de ecoturismo e aventura
A Cuesta de Botucatu, localizada no Centro-Oeste do estado de São Paulo, reúne algumas das paisagens naturais mais marcantes do território paulista e vem ganhando espaço como destino de ecoturismo e geoturismo.
A região é conhecida pelo relevo característico, formado por grandes paredões rochosos de um lado e áreas de declive mais suave do outro. O resultado é uma paisagem marcada por serras, morros, vales, cachoeiras e mirantes.
Além da importância turística, a Cuesta também possui relevância ambiental e científica, especialmente por sua relação com áreas de recarga do Aquífero Guarani.
Como surgiu a Cuesta de Botucatu?
A formação do relevo é resultado de milhões de anos de transformações geológicas na região da Bacia do Paraná.
Na base da formação está o arenito da Formação Botucatu, originado a partir de um antigo deserto de dunas. Por ser uma rocha porosa, o material tem papel importante na infiltração e circulação da água subterrânea.
Sobre essa camada está o basalto da Formação Serra Geral, originado por antigos derrames de lava. A diferença na resistência dessas rochas ao processo de erosão contribuiu para a formação do relevo que caracteriza a região atualmente.
Entre os cenários que se destacam estão formações como o complexo das Três Pedras e o chamado Gigante Adormecido.
Região reúne Mata Atlântica e Cerrado
A diversidade de altitudes, solos e características geográficas também faz da região uma importante área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado.
A proteção ambiental envolve diferentes Unidades de Conservação, entre elas a Área de Proteção Ambiental Cuesta Guarani, que abrange municípios como Botucatu, Anhembi, Avaré, Bofete, Pardinho, Pratânia, São Manuel, Itatinga, Torre de Pedra e Agudos.
Segundo a engenheira florestal e doutora em Ecologia Renata Cristina Batista Fonseca, o planejamento territorial é fundamental para preservar os recursos naturais da região.
“A conservação da Cuesta ocorre por meio de estratégias integradas. O Plano de Manejo da APA estabelece regras claras para proteger os recursos hídricos, a biodiversidade e garantir a conexão entre os trechos de mata nativa”, afirma.
A especialista também destaca que características como o relevo inclinado e os solos arenosos tornam algumas áreas mais suscetíveis à erosão quando ocorre a retirada da vegetação.
Turismo e aventura movimentam a região
A paisagem da Cuesta de Botucatu também tem impulsionado atividades ligadas ao turismo de natureza.
Trilhas, mirantes, cachoeiras, grutas, cicloturismo, rapel e observação de aves estão entre as experiências disponíveis na região.
Um dos principais pontos de visitação é o Ecoparque Pedra do Índio, que oferece vista para o vale da Cuesta e para o complexo das Três Pedras. O local também funciona como ponto de apoio para trilhas e atividades de aventura.
Outro destaque é o Parque Natural Municipal Cachoeira da Marta, área de preservação que conta com passarelas, mirantes e contato direto com as paisagens naturais da região.
Para a pesquisadora Renata Fonseca, o crescimento do turismo precisa estar associado à preservação ambiental.
“O turismo precisa caminhar junto com a preservação. Quando bem planejado, gera renda para as comunidades locais e incentiva a proteção da Cuesta”, afirma.
Saiba como visitar a Cuesta de Botucatu
Ecoparque Pedra do Índio
Atrativos: mirante para o vale da Cuesta e Três Pedras, trilhas, acesso a grutas, atividades de aventura, rapel e cicloturismo.
Horário: de terça-feira a domingo, das 8h às 17h.
Entrada: o local cobra taxa de visitação. O valor deve ser consultado antes da viagem. Atividades de aventura e travessias guiadas possuem cobrança à parte.
Acesso: zona rural de Botucatu, com acesso pela Rodovia Marechal Rondon, SP-300, na altura do km 232, seguido por trecho de estrada de terra sinalizada.
Parque Natural Municipal Cachoeira da Marta
Atrativos: passarelas, mirantes, cachoeiras e atividades de educação ambiental.
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 16h, com entrada permitida até as 15h30.
Entrada: gratuita.
Acesso: Bairro Recanto Azul, próximo à Rodovia Marechal Rondon, SP-300, na altura do km 242.
Observação de aves
A região também é procurada por praticantes de birdwatching, com roteiros realizados em áreas de preservação e acompanhamento de guias locais.
A recomendação é utilizar calçado adequado para trilhas e, para quem deseja observar as espécies da região, levar binóculos.
Roteiros passam por trilhas, estradas rurais, praias, serras e cidades históricas em diferentes regiões do estado
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São Paulo oferece roteiros para quem quer conhecer o estado de uma forma diferente: sobre duas rodas.
No Dia Nacional do Ciclista, celebrado nesta quarta-feira, 19 de agosto, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo destacou destinos que podem ser explorados de bicicleta, com percursos que atravessam estradas rurais, áreas de mata, praias, serras, rios e pequenas comunidades.
As opções atendem desde quem busca um passeio mais tranquilo até ciclistas acostumados a trajetos de mountain bike e percursos com maior nível de dificuldade.
Confira dez destinos para explorar pedalando pelo estado.
1. Caminho do Sal
O Caminho do Sal é uma das opções para quem quer percorrer uma rota que mistura natureza e história.
O trajeto tem 53,5 quilômetros e passa por São Bernardo do Campo, Paranapiacaba, em Santo André, e Mogi das Cruzes.
A rota é especialmente procurada por praticantes de mountain bike e pode ser feita completa ou dividida em três trechos: Caminho do Zanzalá, Caminho dos Carvoeiros e Caminho de Bento Ponteiro.
O tempo médio para completar todo o percurso é de cerca de cinco horas.
2. Rota da Madeira, em Santo André
Também na região do ABC Paulista, a Rota da Madeira oferece um percurso de 34 quilômetros indicado para mountain bike.
O caminho passa por áreas serranas e de floresta e guarda referências dos antigos trajetos utilizados para o transporte de carvão.
O percurso pode ser concluído, em média, em quatro horas.
3. Serra Negra
Em Serra Negra, os ciclistas encontram diferentes opções de rotas, com níveis que vão do fácil ao mais desafiador.
São seis percursos voltados ao mountain bike e quatro destinados à bike speed.
Entre os destaques está a Rota dos Lagos, com 21 quilômetros, que passa pelo Parque Ecológico Adib João Dib. Já a Rota das Capelas chega a 50 quilômetros e exige maior preparo físico.
O município também oferece roteiros como a Rota do Café e os caminhos conhecidos como Queijo e Vinho.
4. São José dos Campos
São José dos Campos reúne ciclorrotas voltadas tanto para ciclistas iniciantes quanto para os mais experientes.
Entre os percursos estão a Rota dos Muriquis, com saída do Parque Ribeirão Vermelho, a rota São José dos Campos, que parte do Parque Municipal dos Pássaros, e a rota da Represa do Jaguari.
A proposta é combinar atividade física, contato com a natureza e experiências ligadas à cultura local.
5. Socorro
Conhecida pelo turismo de aventura, Socorro possui mais de 1.300 quilômetros de caminhos rurais, trilhas e estradas de terra.
Entre as principais opções estão os roteiros do Rio do Peixe, da Pompéia, do Centro Histórico e do Cristo.
Outro destaque é o Colina Bike Park, que reúne mais de 20 trilhas com alternativas para ciclistas de diferentes níveis de experiência.
6. Vale do Ribeira
No município de Barra do Turvo, a Rota Pedal da Barra oferece um percurso que atravessa áreas de preservação ambiental.
O trajeto começa no bairro Rio Vermelho e passa pela Área de Proteção Ambiental dos rios Vermelho e Pardinho, seguindo por áreas localizadas no interior do Parque Estadual Rio do Turvo.
O tempo médio do percurso é de aproximadamente duas horas e meia.
7. Itanhaém
Para quem prefere o litoral, Itanhaém reúne cerca de 26 quilômetros de praias, baías, enseadas e costões rochosos.
Entre as opções para explorar a cidade estão roteiros históricos e culturais, percursos pelas praias e caminhos até a Cachoeira Três Quedas.
O município também conta com grupos de ciclistas que promovem passeios durante o dia e à noite.
8. Guararema
Em Guararema, os roteiros aproveitam paisagens verdes e trechos ligados à história ferroviária da região.
Um dos caminhos acompanha o antigo traçado da Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando a estação ferroviária do centro à Vila de Luís Carlos.
Outra alternativa é a Rota Verde, que liga a Vila de Luís Carlos ao Parque Municipal da Pedra Montada, passando por trechos asfaltados, estradas de terra e caminhos de cascalho.
9. Cuesta Paulista
O projeto Cuesta Cicloturismo reúne diferentes municípios e oferece roteiros voltados ao turismo de aventura.
Em Itatinga, os ciclistas podem percorrer estradas que ligam diferentes pontos turísticos da cidade.
Entre as opções está a Rota 17K Horto, que segue por estradas de terra até a estação ambiental ESALQ-Horto Florestal e termina em uma cachoeira.
Outra alternativa é a Rota 26K Igrejinha/Abadia/Sabesp/80 Alqueires, que passa pela Abadia de Itatinga e pelo reservatório da Sabesp.
10. Itapeva
Com um território extenso e relevo diversificado, Itapeva oferece opções para diferentes perfis de ciclistas.
No Circuito Caipira de Cicloturismo, o percurso parte e retorna à região da catedral, passando por vales, serras, cachoeiras, vilarejos e bairros rurais.
Um dos destaques é a Rota dos Cânions, que passa pelos cânions Itanguá, Pirituba e Bom Sucesso e inclui mirantes e paisagens naturais ao longo do caminho.
Pedalar também é uma forma de conhecer São Paulo
Os roteiros mostram que o cicloturismo vai muito além das atividades esportivas.
Em diferentes regiões do estado, a bicicleta pode ser utilizada como uma forma de conhecer paisagens, cidades, áreas de preservação ambiental, comunidades rurais e pontos históricos.
Antes de iniciar qualquer percurso, especialmente os mais longos ou realizados em áreas rurais e trilhas, a recomendação é verificar as condições da rota, o nível de dificuldade e as condições climáticas.
Intervenção prevê ampliação da via, novas vagas de estacionamento, aterramento de cabos e uma área de convivência próxima ao Monumento aos Bandeirantes
Santana de Parnaíba está ampliando o parque linear existente na Rua Padre Luís Alves Siqueira Castro, na região do Monumento aos Bandeirantes. A obra prevê a criação de um novo espaço público de lazer e convivência, além de mudanças na circulação de veículos e melhorias na infraestrutura urbana do entorno.
Atualmente, as equipes trabalham na demolição de construções que não são mais utilizadas no local. O projeto prevê o prolongamento do parque e a criação de uma área com praça, espaços de entretenimento e um teatro a céu aberto, conectando os dois lados do muro de pedras existente na região.
A intervenção também deverá modificar o sistema viário. A proposta prevê o alargamento da rua para três faixas de rolamento, com o objetivo de ampliar a capacidade de circulação e melhorar os deslocamentos de veículos.
Além da ampliação da via, o projeto contempla novas vagas de estacionamento e o aterramento de fios e cabos, medidas que devem alterar a configuração urbana do entorno e melhorar a organização do espaço público.
O espaço deverá beneficiar milhares de moradores que utilizam diariamente a região, promovendo o incentivo à prática de atividades físicas e um ambiente mais seguro e agradável para as famílias. | Imagem Divulgação/PMSP
Área terá conexão com pontos turísticos
A nova estrutura também foi planejada para se integrar a outros espaços da região central de Santana de Parnaíba. De acordo com a Prefeitura, a intervenção deverá facilitar a conexão com pontos turísticos como o Centro Histórico e a Igreja Matriz de Santa Ana.
A obra integra um conjunto de intervenções recentes de mobilidade realizadas no município, incluindo o novo viário da ponte. A proposta é combinar as melhorias na circulação de veículos com a criação de áreas destinadas ao lazer e à convivência da população.
Quando concluído, o novo espaço deverá ampliar as opções para atividades físicas, convivência e lazer na região, além de contribuir para a reorganização do trânsito e a valorização do entorno do Monumento aos Bandeirantes.
Festival do Patrimônio termina neste domingo com shows, visitas guiadas, oficinas, exposições e atividades culturais em diferentes regiões da capital
São Paulo terá uma programação especial de cultura e lazer neste fim de semana, com mais de 500 atrações gratuitas espalhadas por diferentes regiões da cidade. O Festival do Patrimônio – “São Paulo: cada olhar, uma história” termina neste domingo (16) com shows, visitas guiadas, oficinas, cursos, exposições, atividades gastronômicas e manifestações de cultura popular.
A programação integra a 12ª edição da Jornada do Patrimônio, a 4ª edição do Patrimônio à Mesa e a Semana de Valorização do Patrimônio. A proposta é apresentar diferentes aspectos da história da capital a partir de seus edifícios, ruas, manifestações culturais, gastronomia e espaços históricos.
Entre os destaques do último fim de semana estão apresentações musicais gratuitas no Centro. No domingo, a Avenida São João receberá shows de artistas como Zeca Baleiro e Bixiga 70, enquanto outros palcos serão montados na Praça Dom José Gaspar, na Praça Ramos de Azevedo e no Viaduto do Chá.
O Largo do Café também terá programação no domingo, das 12h às 16h, com a festa Chic Show, dedicada à black music, com atrações de soul, rap e pagode. Já o Largo do Paissandu terá, das 11h às 18h, apresentações de cultura popular, incluindo congada, samba de roda e quadrilha.
História, música e atividades gratuitas
No sábado (15), o público poderá participar de roteiros por diferentes pontos históricos da cidade. Um dos destaques é o passeio “Memorial da América Latina: Nascimento de um Marco Cultural”, marcado para as 14h. O roteiro terá duração de 90 minutos e apresentará a história do complexo projetado por Oscar Niemeyer, na Barra Funda, além da escultura “A Mão”.
O encontro será no Portão 5 do Memorial da América Latina, na Avenida Mário de Andrade, 664, ao lado do Metrô Barra Funda. Segundo a organização, não é necessário fazer inscrição prévia.
O bairro do Bixiga também terá programação musical durante o fim de semana. No sábado, estão previstas apresentações da Velha Guarda Vai-Vai, Samba Garoa do Recôncavo da Casa Mestre Ananias, Zeca do Cavaco e Pagode dos Ex. No domingo, a programação continua com Quarteto Fora de Contexto, Lula Gama Duo e convidados.
Além dos shows, o festival oferece mais de 100 cursos gratuitos. Entre as atividades estão encontros sobre o livro “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e uma oficina sobre o patrimônio imaterial brasileiro e o Maracatu de Baque Virado.
As casas históricas que integram o Museu da Cidade de São Paulo também estarão abertas ao público com visitas patrimoniais no sábado e no domingo, às 14h. Entre os espaços estão o Solar da Marquesa de Santos, Beco do Pinto, Casa da Imagem, Chácara Lane, Sítio da Ressaca, Casa do Grito, Capela do Morumbi, Casa do Tatuapé, Casa do Butantã e Casa do Caxingui.
No domingo (16), a programação inclui ainda roteiros pelo Centro Histórico. Um dos passeios apresenta os caminhos percorridos por pessoas negras escravizadas, com saída do Solar da Marquesa de Santos às 9h. Outro roteiro, marcado para as 12h, aborda relatos de almas, tragédias e mistérios entre a Fonte dos Desejos e o Viaduto Santa Ifigênia.
O Solar da Marquesa também terá uma oficina de criação de cartões-postais sobre a história das mulheres operárias, às 13h30.
Já o Vale do Anhangabaú receberá uma exposição de 600 carros antigos, das 8h às 17h.
Esculturas da Turma da Mônica continuam pela cidade
Outro atrativo que pode ser aproveitado durante o período do festival são as 91 esculturas da Turma da Mônica espalhadas por diferentes pontos da capital. As peças permanecem em exposição até 24 de agosto e convidam moradores e turistas a conhecer diferentes regiões da cidade.
A iniciativa está relacionada ao reconhecimento da trajetória e da obra de Mauricio de Sousa como Patrimônio Cultural Imaterial de São Paulo.
A programação completa, com horários, locais, roteiros e informações sobre participação, está disponível no site oficial do Festival do Patrimônio.
Programação gratuita acontece durante o mês de agosto e destaca a importância das ferrovias para a formação das cidades paulistas
A relação entre as ferrovias e o desenvolvimento das cidades paulistas será o tema central da Jornada do Patrimônio 2026, promovida pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Com o tema “Nosso patrimônio é uma viagem!”, a programação reúne 254 atividades em 95 municípios, distribuídas ao longo do mês de agosto, com destaque para as ações entre os dias 7 e 9.
A iniciativa busca valorizar a memória ferroviária e mostrar como os trilhos contribuíram para a expansão urbana, o crescimento econômico e a formação cultural de diversas regiões do estado.
Entre as atrações estão exposições, caminhadas patrimoniais, palestras, visitas guiadas, exibição de documentários e roteiros históricos realizados em cidades como São Paulo, São José do Rio Preto, Taubaté, Cruzeiro, Botucatu, Bauru, Araçatuba e Santos.
Mostra reúne histórias sobre os trilhos
Um dos destaques da programação será o lançamento da mostra audiovisual “Trilhos que contam o Brasil”, no Museu da Imagem e do Som (MIS), na capital paulista. A produção reúne seis minidocumentários desenvolvidos por universitários participantes do projeto Geração Futura, realizado pelo Canal Futura em parceria com o Instituto Rumo.
Os filmes retratam histórias de ex-ferroviários, comunidades e personagens que viveram o cotidiano das ferrovias, destacando a importância dos trilhos para o desenvolvimento urbano e social do país. Após o lançamento, os documentários serão exibidos gratuitamente nos 127 Pontos MIS espalhados pelo estado.
Museus e roteiros históricos
Em São José do Rio Preto, o Museu Ferroviário receberá uma programação especial com exibição dos documentários e uma palestra sobre a expansão da Estrada de Ferro Araraquarense.
Na capital, o Museu da Língua Portuguesa promoverá visitas guiadas que relacionam a Estação da Luz à história da região central de São Paulo, enquanto o Museu da Energia realizará palestra sobre a influência dos antigos bondes na transformação urbana da cidade.
Já municípios como Cruzeiro, Taubaté, Botucatu, Bauru, Araçatuba e Santos terão caminhadas patrimoniais, encontros de pesquisadores, roteiros históricos e atividades educativas voltadas à preservação da memória ferroviária.
Segundo a organização, a proposta da Jornada do Patrimônio é fortalecer a valorização do patrimônio histórico paulista e aproximar a população das histórias construídas ao redor das ferrovias, que tiveram papel decisivo na formação de diversas cidades do estado.