A Prefeitura de Barueri iniciou, no dia 17 de março, uma mobilização para ampliar o diagnóstico precoce da tuberculose em toda a cidade. A ação, conduzida pela Secretaria de Saúde, segue até 31 de março e ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com foco na identificação rápida de casos e início imediato do tratamento, oferecido gratuitamente pelo sistema público.
A estratégia faz parte da Vigilância Epidemiológica do município e concentra, em apenas 15 dias, uma meta equivalente ao esperado para um mês inteiro de atendimentos. A estimativa considera que cerca de 1% da população apresente sintomas respiratórios ao longo do ano. Durante o período, as equipes das UBSs foram orientadas a intensificar a triagem de pacientes com sinais suspeitos da doença.
A busca ativa prioriza pessoas com sintomas clássicos de tuberculose, como tosse persistente por três semanas ou mais — com ou sem catarro —, febre, principalmente no período da tarde, sudorese noturna intensa e perda de peso sem causa aparente. Outros sinais incluem falta de apetite, cansaço excessivo e dor no peito.
A recomendação é que qualquer pessoa com esses sintomas procure a unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para interromper a cadeia de transmissão e aumentar as chances de cura. A Secretaria de Saúde reforça que a doença tem tratamento eficaz, mas exige adesão rigorosa ao acompanhamento médico.
A campanha também tem caráter educativo e alerta a população para não ignorar os sinais iniciais. “Você tem tosse há três semanas ou mais? Não ignore esse sinal”, destaca a orientação divulgada pela prefeitura.
Casos em alta e cenário de atenção
Atualmente, Barueri registra 111 pessoas em tratamento para tuberculose. Nos últimos anos, o município acompanha uma tendência de crescimento gradual nos casos, em linha com o cenário nacional. Em 2020, foram 108 registros, número que caiu para 102 em 2021, período marcado por subnotificação e dificuldades de acesso aos serviços de saúde durante a pandemia.
A partir de 2022, os casos voltaram a subir: foram 139 naquele ano, 116 em 2023, 170 em 2024 e 189 em 2025. Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento está relacionado a fatores como atrasos no diagnóstico durante a pandemia, vulnerabilidades sociais e maior número de pessoas imunocomprometidas.
Dados detalhados mostram que, em 2024, o município realizou 3.028 exames na busca ativa, com 170 casos confirmados e 123 pacientes curados. Já em 2025, foram 2.838 exames, 189 casos registrados e 54 curas confirmadas, além de 76 pacientes ainda em tratamento.
Referência regional no combate
Apesar do avanço recente dos casos, Barueri é considerada referência no enfrentamento da tuberculose. A cidade mantém uma rede estruturada com 21 UBSs capacitadas para diagnóstico e acompanhamento, além de uma unidade especializada para casos mais complexos.
O município também investe na capacitação contínua dos profissionais de saúde, com reuniões periódicas para discussão de casos e suporte técnico. As ações de conscientização incluem o Programa Saúde na Escola (PSE), que leva informações sobre prevenção e sintomas aos estudantes.
A estratégia de busca ativa, considerada um dos principais diferenciais, permite identificar precocemente novos casos e reduzir a transmissão. O conjunto de medidas está alinhado às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública até 2030.
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Foto: Lourivaldo Fio/PMB






