Sarampo chega a 40 casos em SP; 90% estão na capital

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Balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) aponta 36 casos na cidade de São Paulo; 30 dos registros estaduais envolveram pessoas sem vacinação ou com esquema incompleto.

O Estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo confirmados em 2026, segundo balanço atualizado nesta quinta-feira (1º) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). A capital concentra 36 registros, o equivalente a 90% do total.

O levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta ainda dois casos em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Entre os novos registros detalhados pela vigilância estão dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital. Os casos estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho.

Segundo o monitoramento das equipes municipais e estaduais, há uma tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância acompanha a possibilidade de encerramento das cadeias de transmissão associadas aos casos registrados.

Vacinação preocupa autoridades

Um dos pontos que chamam atenção no balanço é a situação vacinal dos pacientes. Dos 40 casos registrados em 2026, 30 envolveram pessoas sem histórico de vacinação ou com o esquema contra o sarampo incompleto.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A proteção é feita por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas.

Quem deve tomar a vacina?

Crianças

  • 12 meses: primeira dose;
  • 15 meses: segunda dose.

De 15 meses a 29 anos

É necessário ter as duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

De 30 a 59 anos

É necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.

Trabalhadores da saúde

Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Bebês podem receber a chamada dose zero

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pode ser indicada uma dose adicional da vacina para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, conforme avaliação das equipes de vigilância.

A chamada dose zero pode ser recomendada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo.

Essa dose, porém, não substitui as doses previstas no calendário de vacinação. Mesmo que a criança receba a dose zero antes de completar 1 ano, deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Distribuição dos casos

LocalCasos em 2026
São Paulo36
São Bernardo do Campo2
Guarulhos1
Santo André1
Total40

A Secretaria mantém o acompanhamento das cadeias de transmissão e reforça a importância de manter a vacinação atualizada. O CVE também mantém orientações específicas para vigilância e resposta aos casos suspeitos de sarampo no Estado.

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Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

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SUS testa caneta emagrecedora em pacientes com obesidade grave

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Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças para avaliar se a semaglutida pode reduzir a necessidade de cirurgia e outros riscos à saúde.

Enquanto o debate sobre a chegada das chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS) ganha espaço, o Ministério da Saúde iniciou uma etapa que pode ser decisiva para definir como esses medicamentos serão utilizados na rede pública.

Desde junho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças que têm indicação para cirurgia bariátrica. O estudo, chamado Real-Bari, utiliza semaglutida, um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, e deve acompanhar cerca de 250 pacientes.

A principal questão é saber se o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta clínica suficiente para mudar a trajetória de parte desses pacientes, inclusive aqueles que estão na fila para a cirurgia bariátrica.

O estudo também pretende avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento para verificar como uma eventual utilização desses medicamentos poderia ser aplicada na realidade do SUS. Os primeiros resultados mais amplos são esperados para 2027.

Primeiro paciente perdeu 6 kg

O Ministério da Saúde apresentou o caso do primeiro paciente que recebeu a semaglutida dentro do protocolo do GHC. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o paciente estava na fila para cirurgia bariátrica e perdeu 6 quilos, além de apresentar redução da circunferência abdominal.

O ministro também relatou que o paciente afirmou ter mudado hábitos de vida, passando a realizar mais atividades físicas. O resultado, porém, é uma observação inicial e não representa, isoladamente, a conclusão do estudo.

O acompanhamento de 250 pessoas permitirá avaliar os efeitos do tratamento de maneira mais ampla e estabelecer critérios para o acompanhamento médico dos pacientes.

O que o SUS está tentando descobrir

A estratégia não se resume à perda de peso.

Entre os pontos que serão avaliados estão a possibilidade de controlar casos graves de obesidade, reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica e verificar eventuais impactos sobre outras condições associadas à obesidade.

O Ministério da Saúde também aponta que o estudo avaliará aspectos econômicos e operacionais. Isso é relevante porque a eventual oferta em escala nacional depende não apenas da eficácia clínica, mas também de critérios de indicação, acompanhamento e sustentabilidade para o sistema público.

Canetas ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS

Apesar dos anúncios sobre a preparação da oferta, as canetas à base de GLP-1 ainda não fazem parte de uma distribuição ampla e regular pelo SUS.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a semaglutida ainda estava sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Naquele momento, a pasta destacou que os medicamentos da classe ainda não eram oferecidos pelo SUS de forma geral.

A Conitec já analisou anteriormente uma proposta específica para utilização da semaglutida em pacientes com obesidade grau II e III, sem diabetes, com 45 anos ou mais e doença cardiovascular estabelecida. A recomendação publicada em 2025 foi pela não incorporação para aquela indicação específica.

Isso significa que a experiência atualmente conduzida pelo GHC é especialmente relevante para a discussão sobre quais pacientes poderão ser beneficiados e em quais condições caso a tecnologia venha a ser incorporada ao SUS.

Produção nacional também entra na estratégia

Paralelamente ao estudo clínico, o governo federal trabalha para ampliar a oferta de medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia estimulou empresas a apresentar projetos para produção nacional de canetas com esses princípios ativos. A pasta afirma que a entrada de novos produtos contribuiu para aumentar a concorrência e já resultou em medicamentos registrados com preços até 70% menores.

A redução dos preços é considerada pelo governo um dos fatores necessários para ampliar o acesso e viabilizar uma eventual incorporação desses medicamentos ao sistema público.

Por enquanto, portanto, a principal notícia não é apenas que as chamadas canetas emagrecedoras poderão chegar ao SUS. O que está em teste é uma nova estratégia para tratar pacientes com obesidade grave e avaliar se, em determinados casos, o medicamento pode evitar ou adiar uma cirurgia bariátrica.

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Santo André amplia vacinação de bebês após caso de sarampo

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Dose zero da tríplice viral passa a ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias; São Paulo já soma 36 casos confirmados neste ano.

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A estratégia foi adotada após a confirmação de um caso de sarampo no município e tem como objetivo ampliar a proteção de uma faixa etária mais vulnerável às complicações da doença.

A medida ocorre em meio ao aumento de casos de sarampo no Estado de São Paulo. Até o momento, são 36 casos confirmados em 2026, sendo 32 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Dose não substitui vacinação de rotina

A dose aplicada aos bebês menores de 1 ano é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A orientação de vigilância epidemiológica prevê a aplicação da tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações de bloqueio vacinal. Nesses casos, a dose não é considerada válida para o esquema de rotina, sendo necessário seguir posteriormente o calendário regular.

Na vacinação de rotina, a tríplice viral faz parte da proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Prefeitura de Santo André também orienta que responsáveis levem a carteira de vacinação da criança ao procurar uma unidade de saúde.

Sarampo exige atenção

O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas. A ampliação temporária da vacinação busca reduzir o risco de transmissão após a identificação de um caso no município.

A estratégia adotada em Santo André também ocorre em um momento de atenção para a circulação da doença no Estado, com registros concentrados principalmente na capital paulista.

Para os pais e responsáveis, a recomendação é manter a carteira de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a estratégia adotada no município.

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Cajamar amplia cobertura da saúde e chega a 80,1%

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Estratégia Saúde da Família também avançou e alcançou 78,33% de cobertura, com mais de 100 agentes comunitários atuando nos bairros.

Cajamar ampliou a cobertura da Atenção Primária em Saúde, que já alcança 80,1% do município. A Estratégia Saúde da Família (ESF) também avançou e chegou a 78,33% de cobertura, fortalecendo o acompanhamento da população nos bairros.

A Estratégia Saúde da Família é uma das principais formas de organização da Atenção Primária do SUS. As equipes atuam diretamente nos territórios com ações de prevenção, promoção da saúde, orientação, acompanhamento e cuidado contínuo.

Mais de 100 agentes atuam nos bairros

Parte desse trabalho é realizada pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Cajamar conta atualmente com mais de 100 agentes, que acompanham as famílias e ajudam a identificar situações que precisam de atenção dos serviços municipais.

Segundo a Secretaria de Saúde, a expectativa é chegar a 150 agentes comunitários já em 2027.

A atuação dos profissionais permite um acompanhamento mais próximo da realidade de cada território. Entre as ações estão o acompanhamento de gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, além de vacinação e outros cuidados de saúde.

Busca ativa aproxima atendimento das famílias

A ampliação da Estratégia Saúde da Família também fortalece a busca ativa, permitindo que os profissionais identifiquem pessoas que precisam de acompanhamento e que nem sempre procuram espontaneamente uma unidade de saúde.

Com a presença das equipes nos territórios, a proposta é ampliar o acesso aos serviços e fortalecer ações preventivas.

O fortalecimento da Atenção Primária é uma das estratégias do SUS para ampliar o acesso e qualificar o cuidado, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e continuidade do acompanhamento.

Em Cajamar, os números apresentados pela Secretaria de Saúde indicam o avanço da cobertura e da presença das equipes nos bairros, aproximando os serviços públicos de saúde das famílias.

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Campanha de vacinação termina na terça (1°) em SP; veja quem pode se vacinar

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Campanha atende crianças e adolescentes menores de 15 anos nos 645 municípios; vacinação contra o sarampo também foi ampliada em três cidades

A Campanha de Multivacinação entra na reta final em São Paulo. A ação segue até terça-feira (1º) nos 645 municípios do estado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

No último sábado (22), durante o Dia D, foram aplicadas mais de 600 mil doses de diferentes vacinas em todo o estado, segundo dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP).

Pais e responsáveis ainda podem procurar uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal e verificar quais doses estão indicadas para cada faixa etária.

Vacinação contra o sarampo

Além da campanha de multivacinação, São Paulo mantém uma estratégia específica de vacinação contra o sarampo na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo.

Nesses três municípios, pessoas de 6 meses a 59 anos podem receber a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, após avaliação da equipe de saúde.

A medida foi adotada após a confirmação de casos de sarampo no estado. Segundo o CVE-SP, foram registrados 26 casos, sendo 23 em moradores da capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Crianças menores de 2 anos foram o grupo mais atingido.

Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, a vacinação contra o sarampo inclui a chamada dose zero, que funciona como proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular.

Como participar da campanha

A Campanha de Multivacinação é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Pais e responsáveis devem procurar uma unidade de saúde, preferencialmente levando a caderneta de vacinação. A equipe fará a conferência do histórico e indicará as doses necessárias.

As vacinas previstas no calendário são oferecidas gratuitamente pelo SUS. Os horários e os locais de atendimento devem ser consultados junto à prefeitura de cada município.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) em todo o estado de SP

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UBSs e pontos de vacinação dos 645 municípios paulistas estarão abertos das 8h às 17h para atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos

Pais e responsáveis devem ficar atentos: o estado de São Paulo realiza neste sábado (22) o Dia D da Campanha de Multivacinação, com ações nos 645 municípios paulistas.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outros pontos de vacinação estarão abertos das 8h às 17h para que pais e responsáveis possam verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mais de 6,2 milhões de doses foram distribuídas aos municípios paulistas para as ações da campanha.

Quais vacinas estarão disponíveis?

A campanha de multivacinação disponibiliza 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, com proteção contra diferentes doenças.

Entre as vacinas disponíveis estão:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Poliomielite;
  • Rotavírus;
  • Pneumocócica;
  • Meningocócica;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Tríplice viral;
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • HPV.

Nesta edição, a campanha também conta com a Pneumo 20, incorporada ao calendário para ampliar a proteção de crianças menores de 5 anos contra doenças como pneumonia e meningite.

Sarampo terá vacinação reforçada em três cidades

Além da atualização da vacinação de crianças e adolescentes, o Dia D terá uma estratégia específica contra o sarampo na capital paulista, em Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, a vacinação contra a doença será indicada para pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal, respeitando os intervalos recomendados entre as doses e as contraindicações.

A estratégia foi adotada após a confirmação de casos de sarampo no estado.

Em 2026, São Paulo registrou 23 casos confirmados da doença, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

A campanha de multivacinação segue até o dia 1º de setembro.

Serviço

Dia D da Campanha de Multivacinação

Data: sábado, 22 de agosto
Horário: das 8h às 17h
Público principal: crianças e adolescentes menores de 15 anos
Local: UBSs e pontos de vacinação dos 645 municípios do estado de São Paulo

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Foto: Divulgação/GESP

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Sarampo chega a 23 casos em SP e vacinação é reforçada na Grande São Paulo

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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos são orientados a procurar as UBSs; 16 dos pacientes não tinham vacinação ou estavam com esquema incompleto

O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, levando as autoridades de saúde a reforçar a vacinação da população de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A estratégia foi adotada para reduzir o risco de disseminação do vírus e inclui a vacinação mesmo de pessoas que já tenham recebido doses anteriormente, conforme a orientação epidemiológica.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), dois dos casos são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Entre os 23 pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, cenário que reforça a preocupação das autoridades com a existência de pessoas suscetíveis à doença.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação também deve ser observada por quem mora em outros municípios, mas trabalha, estuda ou pretende passar temporariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, devido à intensa circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana.

A recomendação de vacinação indiscriminada foi adotada nos três municípios que concentram os casos como uma medida para ampliar rapidamente a proteção da população e dificultar a formação de novas cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde já havia orientado, em julho, a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas três cidades.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo

A vacina utilizada para proteção contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. No cenário atual, a estratégia adotada nos municípios com recomendação específica amplia a vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos.

Para bebês entre 6 e 11 meses, a dose aplicada em situações de risco epidemiológico é conhecida como dose zero. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem continuar sendo aplicadas posteriormente.

Na rotina de vacinação, crianças recebem as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações, enquanto adolescentes e adultos devem verificar o histórico vacinal para identificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. Em São Paulo, a recomendação publicada pela Secretaria Municipal de Saúde prevê duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para a faixa de 30 a 59 anos, conforme o histórico de vacinação.

A recomendação é que o cidadão leve a caderneta de vacinação à UBS para que um profissional de saúde avalie quais doses são necessárias. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há, porém, situações em que a vacinação não é indicada. Gestantes não devem receber a tríplice viral, por se tratar de uma vacina produzida com vírus atenuados. Pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de reação alérgica grave a algum componente da fórmula também precisam de avaliação específica.

Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida após a aplicação do imunizante.

Por que o sarampo voltou a preocupar

O sarampo é uma das doenças infecciosas de maior transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas não imunizadas, o que torna a manutenção de uma cobertura vacinal elevada uma das principais estratégias para evitar surtos.

A atual situação em São Paulo está relacionada à circulação de vírus introduzidos por pessoas infectadas fora do país e à presença de grupos sem vacinação ou com esquemas incompletos. O Ministério da Saúde destaca que o intenso fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução do vírus, especialmente em locais onde a cobertura vacinal não alcança níveis considerados adequados.

Apesar do aumento de casos, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. O Ministério da Saúde ressalta que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da doença como problema de saúde pública, mas exigem vigilância e manutenção de altas coberturas vacinais.

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explica que o controle depende de uma resposta rápida das autoridades diante de casos suspeitos e confirmados. Entre as medidas estão a identificação dos contatos e o chamado bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper a transmissão.

A atenção é especialmente importante diante dos sintomas característicos da doença. Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com pessoas que tenham circulado em locais com transmissão do vírus.

A situação reforça a importância de conferir a caderneta de vacinação, especialmente para quem circula diariamente entre os municípios da Grande São Paulo. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente na rede pública.

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SUS amplia para 100 mil atendimentos mensais a pessoas viciadas em apostas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil teleatendimentos por mês a capacidade de atendimento a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A expansão entrou em vigor nesta terça-feira (4) e busca atender ao aumento da procura pelo serviço.

Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o atendimento é remoto, sigiloso e oferece acolhimento profissional para pessoas que apresentam sinais de dependência em apostas. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Procura pelo serviço aumentou

O serviço começou a ser oferecido em março deste ano e realizava, em média, cerca de 600 teleatendimentos mensais.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação foi necessária devido ao crescimento da demanda por apoio especializado.

Além do acolhimento inicial, o atendimento funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos relacionados à saúde mental.

Mais de 1 milhão pediram bloqueio em sites de apostas

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de plataformas de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível no Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Segundo a pasta, 35% dos usuários informaram que recorreram ao bloqueio por terem perdido o controle sobre as apostas.

Quais são os sinais de alerta?

O Ministério da Saúde orienta que alguns comportamentos podem indicar que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento e passou a representar um problema de saúde.

Entre os principais sinais estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimento frequente de culpa ou vergonha;
  • ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando não consegue jogar;
  • dificuldade para reduzir ou interromper as apostas;
  • utilização dos jogos como forma de aliviar estresse ou frustrações;
  • prejuízo nas relações familiares, sociais ou profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Fatores que aumentam o risco

O Ministério da Saúde também destaca fatores que podem favorecer o desenvolvimento da dependência em jogos de apostas.

Entre eles estão:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso às plataformas digitais;
  • busca por alívio emocional;
  • histórico de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais;
  • impulsividade;
  • influência social e cultural favorável às apostas;
  • isolamento social;
  • vulnerabilidade socioeconômica.

Como buscar ajuda

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital e é realizado de forma remota, preservando o sigilo do paciente.

Caso seja necessário, o usuário é encaminhado para acompanhamento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Casos de sarampo em SP reforçam alerta para vacinação; veja quem deve se imunizar

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Secretaria da Saúde orienta população a atualizar a caderneta de vacinação e destaca que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção

A confirmação de casos de sarampo no Estado de São Paulo em 2026 levou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) a reforçar o alerta para que a população mantenha a vacinação em dia. A recomendação é que crianças, adolescentes e adultos verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso tenham dúvidas sobre o esquema vacinal.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e continua sendo a principal medida para prevenir a doença e reduzir a circulação do vírus.

Quem deve tomar a vacina

A recomendação varia conforme a faixa etária:

  • Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias: podem receber a chamada dose zero da tríplice viral se residirem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário de vacinação.
  • Crianças de 12 meses: devem receber a primeira dose da vacina.
  • Crianças de 15 meses: devem completar o esquema vacinal com a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral ou conforme disponibilidade da rede pública.
  • Pessoas de 1 a 29 anos: precisam ter duas doses registradas da vacina com componente contra o sarampo.
  • Adultos de 30 a 59 anos: devem ter pelo menos uma dose registrada.
  • Profissionais da saúde: devem manter duas doses da vacina, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Quem não possui comprovante de vacinação ou não sabe se recebeu as doses deve procurar uma UBS para avaliação.

Quais são os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Os principais sintomas são:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

Segundo a Secretaria da Saúde, em alguns casos a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

O que fazer em caso de suspeita?

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com sarampo devem procurar atendimento médico para avaliação e realização dos exames necessários.

A orientação é evitar contato com outras pessoas até a avaliação médica e informar aos profissionais de saúde se houve viagens recentes, contato com casos suspeitos ou confirmação da situação vacinal.

Vacina está disponível gratuitamente

A vacina tríplice viral pode ser encontrada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o Estado de São Paulo.

Antes de comparecer à unidade, a Secretaria da Saúde recomenda verificar o horário de funcionamento da UBS do município e levar, sempre que possível, a caderneta de vacinação e um documento de identificação.

A pasta reforça que manter altas coberturas vacinais é a estratégia mais eficaz para impedir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade.

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Foto: Divulgação/GESP

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