Febre maculosa mata 18 em SP; veja sintomas e como evitar

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O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados e 18 mortes por febre maculosa em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O número chama atenção para uma doença que pode evoluir rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces.

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Entre os locais associados aos casos registrados no Estado estão as regiões de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade. Os primeiros sintomas, porém, são pouco específicos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou outras infecções.

Por isso, o histórico do paciente é fundamental. Quem apresentar sintomas depois de frequentar áreas de mata, florestas, fazendas, trilhas ou locais com presença de carrapatos deve informar essa exposição ao profissional de saúde.

Sintomas podem aparecer nos primeiros dias

Os sinais iniciais mais comuns são febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e mal-estar. As manchas avermelhadas na pele podem aparecer posteriormente e, em alguns casos, não estão presentes no início da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento deve ser iniciado imediatamente diante da suspeita clínica, mesmo que o resultado dos exames laboratoriais ainda não esteja disponível. O atraso pode favorecer o agravamento do quadro e aumentar o risco de morte.

A orientação é especialmente importante porque a confirmação laboratorial pode levar tempo, enquanto a evolução da doença pode ser rápida.

Por isso, ao apresentar sintomas compatíveis após uma possível exposição a carrapatos, o paciente deve procurar atendimento médico e relatar onde esteve nos dias anteriores.

Como evitar o contato com carrapatos

A principal forma de prevenção é reduzir o contato com carrapatos em locais de risco.

Quem precisar entrar em áreas de vegetação deve usar calças compridas, botas e blusas de mangas longas, preferencialmente de cores claras, que facilitam a identificação dos carrapatos. Também é recomendado evitar caminhar ou permanecer em locais com grama ou vegetação alta.

Depois de retornar de uma área de risco, é importante verificar cuidadosamente o corpo e as roupas. A inspeção deve incluir regiões como couro cabeludo, orelhas, axilas, virilha e outras áreas de difícil visualização.

Os animais domésticos também merecem atenção. Cães podem entrar em áreas com vegetação e retornar para casa carregando carrapatos, contribuindo para levar o parasita ao ambiente doméstico. Por isso, é importante verificar regularmente a presença de carrapatos nos animais e manter o acompanhamento veterinário.

Encontrou um carrapato? Veja o que fazer

Se um carrapato estiver preso à pele, a recomendação é removê-lo com uma pinça, segurando-o próximo à pele e retirando-o com cuidado e firmeza, sem esmagá-lo.

O Ministério da Saúde orienta não utilizar métodos como fósforos, cigarros ou outros objetos aquecidos para tentar retirar o carrapato. Depois da remoção, a região deve ser lavada com água e sabão ou álcool.

Quanto mais rapidamente o carrapato for retirado, menor tende a ser o risco de transmissão da doença.

As orientações oficiais também recomendam colocar as roupas utilizadas em áreas de risco em água fervente para eliminar possíveis carrapatos que ainda estejam presos ao tecido.

Atenção especial na Região Metropolitana

A presença de áreas verdes, rios e animais que podem participar do ciclo dos carrapatos faz com que a prevenção também seja relevante em municípios da Grande São Paulo.

Na região Oeste, por exemplo, capivaras são frequentemente observadas em áreas próximas ao Rio Tietê e outros espaços de vegetação. Os animais não transmitem diretamente a febre maculosa, mas podem participar do ciclo do carrapato-estrela, o que reforça a necessidade de evitar contato com carrapatos e adotar medidas preventivas em áreas de risco.

A recomendação, portanto, não é evitar simplesmente um animal específico, mas impedir o contato com carrapatos e procurar atendimento médico rapidamente diante de sintomas após uma possível exposição.

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Foto: Divulgação/Pref. de Jundiaí

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