Paranapiacaba: vila histórica preserva memória das ferrovias de SP

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A poucos quilômetros da capital paulista, Paranapiacaba preserva parte importante da história da industrialização e das ferrovias de São Paulo. Planejada no final do século 19 pela companhia britânica São Paulo Railway, a vila foi construída para abrigar trabalhadores e engenheiros responsáveis pela operação e expansão da ferrovia no Estado.

O distrito, que pode ser acessado pelo Expresso Turístico a partir da Estação da Luz, reúne construções históricas, equipamentos culturais, gastronomia e espaços que ajudam a contar a história da antiga comunidade ferroviária.

O patrimônio de Paranapiacaba é protegido em três esferas. O tombamento ocorre no município, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santo André (Condephasa); no Estado, pelo Condephaat; e em âmbito federal, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Um dos pontos de destaque é a estrutura da estação do Expresso Turístico, que originalmente abrigava a garagem de locomotivas e o sistema responsável pela movimentação dos trens entre Santos e São Paulo.

O espaço passou por obras de restauração financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do Iphan, e foi reinaugurado para receber visitantes.

Arquitetura preserva cotidiano dos ferroviários

Entre as construções que ajudam a explicar como era a vida na antiga vila ferroviária está a Casa Fox. O imóvel abriga uma exposição permanente dedicada ao cotidiano das famílias que viviam em Paranapiacaba na década de 1930.

Os ambientes foram reconstituídos para apresentar aspectos da vida doméstica daquele período e também contextualizar a presença de imigrantes europeus que trabalhavam na São Paulo Railway.

A história ferroviária também está presente no esporte. O campo de futebol da Vila Martin Smith, construído entre 1897 e 1903, é reconhecido como o primeiro campo com medidas oficiais do país.

O espaço fazia parte do planejamento urbano da vila ferroviária e possui uma ligação indireta com Charles Miller, considerado patrono do futebol brasileiro. Os pais de Miller trabalhavam na companhia ferroviária.

Cinema, gastronomia e artesanato completam o passeio

A programação cultural inclui ainda o Cine Lira, considerado um dos primeiros espaços destinados à exibição cinematográfica no Estado de São Paulo.

O prédio foi fundado no início do século 20 como sede da Sociedade Lira da Serra. Depois de restaurado, voltou a receber atividades e exibições periódicas de filmes em parceria com o Ponto MIS, projeto do Museu da Imagem e do Som.

Para quem visita a vila, a experiência também passa pela gastronomia e pelo artesanato. O Galpão dos Solteiros, antiga acomodação destinada aos trabalhadores não casados da ferrovia, e o Mercado Principal concentram feiras temáticas e eventos.

Entre as atividades está o Festival do Cambuci, que valoriza o fruto típico da Serra do Mar e movimenta a produção e a comercialização de alimentos e outros produtos derivados.

Com o conjunto de construções preservadas, equipamentos culturais e atividades gastronômicas, Paranapiacaba mantém a ligação entre a história ferroviária paulista e a atividade turística atual.

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Fotos: Divulgação/PMSA

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Motoristas enfrentam engarrafamento na descida para a baixada santista

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Motoristas da capital paulista que estão tentando descer à Baixada Santista enfrentam horas de engarrafamento após um acidente ocorrido na madrugada deste domingo (10). Um caminhão que transportava combustível pegou fogo e houve o derramamento de parte do combustível na via. Não há registro de vítimas no acidente. De acordo com a concessionária Ecovias, a pista Sul da Anchieta está bloqueada no trecho de serra.

Em seu site, a Ecovias informa que a viagem de São Paulo a Santos é feita em 1h10. No entanto, segundo relatos obtidos pela Agência Brasil de motoristas que estão no local, o tempo chega a cerca de 3 horas. A concessionária diz que a Anchieta tem tráfego congestionado no sentido litoral, do km 44 ao km 55, reflexo de lentidão na Imigrantes.

Na subida para a capital, o tráfego também está congestionado na Imigrantes, do km 70 ao 50, pelo alto fluxo de veículos. O sistema Anchieta-Imigrantes está operando em 4×6 – seis pistas da Imigrantes subindo, e quatro da Anchieta, descendo.

Leia também: “Nós temos um compromisso com essa cidade e com o povo de Barueri”, disse Sônia Furlan em evento no Dia das Mulheres


Fonte: Agência Brasil – Foto: Divulgação/EcoVias

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