Saúde mental nas empresas: o que o pequeno e médio empresário precisa entender de verdade

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ESPECIAL PUBLICITÁRIO | Por Pedro Celidonio

Mais do que um tema de cuidado, a saúde mental no trabalho também revela falhas de gestão, liderança e organização da rotina empresarial.

A saúde mental no ambiente de trabalho virou assunto frequente nas empresas, nas redes e nas conversas de gestão. Mas a verdade é que esse tema não surgiu agora. Ele sempre existiu. O que mudou foi o nível de atenção sobre um problema que, por muito tempo, ficou invisível, mal interpretado ou tratado apenas quando já havia sinais mais graves.

E a tendência é de aumento. Não porque as pessoas tenham mudado de uma hora para outra, mas porque o trabalho ficou mais intenso, mais acelerado, mais pressionado e, em muitos casos, mais desorganizado.

Quando o assunto é saúde mental nas empresas, muitos empresários ainda pensam que isso diz respeito apenas à vida pessoal do colaborador. Essa visão é limitada.

A empresa não é responsável por resolver toda a complexidade emocional dos colaboradores. Mas tem, sim, influência direta sobre o ambiente que cria, sobre a forma como o trabalho é organizado e sobre o impacto que isso gera nas pessoas.

Na prática, a saúde mental no trabalho não depende apenas de benefícios, palestras ou ações de bem-estar. Ela também é afetada por fatores do dia a dia, como excesso de cobrança, falta de clareza nas funções, mudanças mal comunicadas, sobrecarga, conflitos mal conduzidos e ausência de suporte da liderança.

Em empresas menores, esse cenário costuma ser ainda mais sensível. Isso porque o dono centraliza decisões, líderes acumulam funções, a operação vive no limite e quase tudo é tratado com urgência. Com o tempo, a pressão vira rotina, a desorganização se torna normal e o desgaste começa a aparecer em forma de queda de produtividade, aumento de conflitos, retrabalho, afastamentos e dificuldade de retenção.

O ponto central é entender que saúde mental também é tema de gestão. Não se trata de transformar a empresa em consultório, mas de reconhecer que uma rotina mal organizada adoece o ambiente, enfraquece a liderança e compromete o negócio.

Para o pequeno e médio empresário, o primeiro passo não é complicar o tema. É olhar com honestidade para perguntas simples: a equipe sabe exatamente o que se espera dela? As prioridades estão claras? A carga está compatível com a estrutura? Os líderes apoiam ou apenas cobram? Os problemas são tratados ou só empurrados?

Muitas vezes, melhorar a saúde mental no trabalho não começa com grandes discursos e sim com ajustes concretos na forma de liderar, distribuir demandas, comunicar mudanças e organizar a operação.

Empresas que entendem isso mais cedo tendem a construir ambientes mais saudáveis, equipes mais estáveis e negócios mais sustentáveis.

Se esse tema faz sentido para a sua empresa e você quiser entender melhor por onde começar, estamos disponíveis para contribuir com orientação e estruturação dessa jornada.

Instagram – Pedro Celidonio
Fone: (11) 99158-6537
https://revoebusiness.com.br/

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Foto de Nik Shuliahin/Unsplash

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Santa Casa de SP abre inscrições para curso em neurodesenvolvimento com 100 vagas

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A Santa Casa de São Paulo abriu inscrições para um curso de formação em avaliação diagnóstica e conduta nos transtornos do neurodesenvolvimento. A capacitação, com início em 16 de maio de 2026, oferece 100 vagas para psicólogos e estudantes de neuropsicologia.

O curso tem como foco qualificar profissionais para atuar na avaliação diagnóstica e no manejo clínico desses transtornos, área que registra crescente demanda na saúde mental. A proposta é ampliar a precisão dos diagnósticos e aprimorar a condução terapêutica dos pacientes.

A formação terá duração de seis meses e carga horária total de 80 horas, com abordagem prática e aprofundada sobre protocolos utilizados na avaliação neuropsicológica.

As aulas serão ministradas pela neuropsicóloga Cleunice de Jesus Wosnes, que atua no ambulatório de neuropediatria da instituição, e por Thaís Farias da Silva Santos, especialista com experiência em epilepsia, esclerose múltipla e reabilitação.

Segundo a instituição, o conteúdo foi estruturado para atender profissionais que buscam atualização técnica e especialização em um segmento em expansão dentro da psicologia clínica.

As inscrições estão abertas até o dia 1º de maio de 2026 e devem ser realizadas pelos canais oficiais da Santa Casa.

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Foto: Reprodução/Santa Casa de São Paulo

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Barueri é premiada no COSEMS SP por projeto inovador na saúde mental

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Barueri foi reconhecida no 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo com um prêmio de destaque regional, reforçando o protagonismo do município na gestão do SUS. A premiação ocorreu durante o evento realizado entre os dias 8 e 10 de abril, em Santos.

O secretário da Saúde de Barueri, Milton Monti, e servidores da pasta estiveram presentes no Congresso. | Foto: Divulgação

O reconhecimento veio por meio da 22ª Mostra de Experiências Exitosas, que valoriza iniciativas municipais inovadoras na saúde pública. Barueri foi destaque dentro da RRAS 5, região que engloba a Metropolitana Oeste.

O projeto premiado foi “Auriculoterapia caseira capacitação prática e teórica oferecida aos responsáveis de pacientes CAPS II”, voltado ao cuidado em saúde mental com técnicas acessíveis e eficazes.

A iniciativa busca capacitar familiares para auxiliar no tratamento dos pacientes, fortalecendo o cuidado contínuo fora das unidades de saúde e ampliando o alcance das ações terapêuticas.

Segundo a responsável pelo projeto, Patrícia Hamelin, a prática tem apresentado resultados positivos ao longo das turmas formadas, com impacto direto na recuperação dos pacientes.

O congresso também premiou diversas experiências de municípios paulistas, destacando a diversidade e a eficiência das políticas públicas de saúde no estado.

A conquista reforça o compromisso de Barueri com a qualidade da assistência e o fortalecimento da rede de atenção à saúde, com foco em soluções humanizadas e resolutivas.

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Fotos: Divulgação

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8 sinais de que a pessoa não está bem, mesmo quando segue funcionando

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Mesmo sem sinais extremos, sintomas sutis e persistentes podem indicar adoecimento mental

Nem todo sofrimento psíquico se manifesta de forma evidente. Neste Janeiro Branco, mês de campanha de promoção da saúde mental, é preciso alertar que muitas pessoas convivem com um mal-estar emocional constante, difícil de nomear e fácil de ignorar, enquanto continuam trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos diários. Esse tipo de sofrimento, menos óbvio e mais silencioso, é hoje um dos grandes desafios no cuidado com a saúde mental.

Ao contrário de quadros mais reconhecidos — como a dificuldade de sair da cama, alterações intensas de apetite ou crises emocionais —, o sofrimento psíquico silencioso não interrompe a rotina. “A pessoa segue funcionando, mas com sensação frequente de cansaço emocional, esvaziamento e desconexão”, diz Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

8 sinais de que a saúde mental pode não ir bem

  1. Irritabilidade constante e baixa tolerância a frustrações, mesmo em situações simples do dia a dia.
  2. Dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes, com sensação de mente “embaralhada” ou dispersa.
  3. Cansaço emocional persistente, que não melhora com descanso ou tempo livre.
  4. Perda de prazer em atividades antes agradáveis, mesmo continuando a realizá-las.
  5. Procrastinação acompanhada de culpa, e não de alívio.
  6. Distanciamento emocional de pessoas próximas, com menor vontade de compartilhar sentimentos.
  7. Sensação constante de estar devendo algo, mesmo quando se cumpre muitas tarefas.
  8. Funcionamento no modo automático, com pouca conexão emocional com a própria rotina.

Esses sinais costumam ser minimizados, tanto por quem sente quanto por quem observa. O mal-estar é atribuído ao estresse, à rotina corrida ou a uma “fase difícil”. A cultura da produtividade reforça essa invisibilidade: se a pessoa está dando conta de suas obrigações, entende-se que está tudo bem.

O problema é que ignorar esses sinais não os faz desaparecer. Pelo contrário: o acúmulo de sofrimento emocional não reconhecido pode evoluir para quadros mais graves, como depressão, ansiedade crônica e burnout, além de impactar relações, desempenho cognitivo e saúde física.

Reconhecer esses sintomas precocemente é uma forma de cuidado e prevenção, não de exagero. Quando o mal-estar persiste por semanas ou quando o cansaço emocional se torna constante e a vida passa a ser vivida no modo automático, sem sentido ou prazer, é hora de buscar ajuda. “Se esses sintomas trazem um prejuízo clinicamente significativo, eles precisam ser tratados, por isso é importante procurar um profissional de saúde mental para avaliar”, diz Danielle Admoni.

O Janeiro Branco propõe ampliar o olhar sobre saúde mental. Falar apenas dos quadros mais extremos deixa de fora uma parcela significativa de pessoas que sofrem em silêncio. Cuidar da mente também significa prestar atenção ao que não grita, mas insiste.

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Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Ag. Brasil

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Saúde mental feminina e sobrecarga emocional de mulheres – por Dra. Vera Resende

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Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais da metade dos brasileiros considera a saúde mental o principal problema de saúde do país. Entre as mulheres, esse número é ainda maior. Esses índices convidam a refletir sobre os fatores que contribuem para tamanha vulnerabilidade emocional.

A saúde mental feminina é atravessada por múltiplos elementos. Há uma articulação complexa entre aspectos biológicos, papéis sociais e experiências de vida. Mesmo com transformações significativas na sociedade, a mulher permanece submetida à chamada tripla jornada. A rotina envolve responsabilidades profissionais, cuidados com os filhos, gestão da casa e, muitas vezes, a função de apoio emocional da família. Essa sobrecarga não é apenas física. É psíquica.

Além disso, é frequente que essas exigências venham acompanhadas de situações de violência de gênero em suas diversas formas, como críticas recorrentes, desqualificação, desrespeito e pressões que fragilizam sua autoestima. A expectativa social de que a mulher consiga manter o controle de tudo, de maneira impecável, apenas intensifica seu sofrimento.

Cuidar da saúde mental das mulheres exige reconhecer suas especificidades e promover ações que favoreçam acolhimento, acesso a serviços qualificados e políticas públicas que sustentem essa demanda. Também é necessário desconstruir a ideia de que a mulher precisa corresponder a padrões irreais de desempenho, estabilidade emocional e disponibilidade constante.

A construção de um ambiente mais saudável passa pela mudança cultural e pela consciência coletiva de que nenhuma mulher deve carregar sozinha aquilo que pertence a toda a sociedade.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Dr. Sato e Bruna Furlan participam de fórum sobre saúde mental na Alesp

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O prefeito de Jandira, Dr. Sato, esteve presente nesta quinta-feira (11) no 1º Fórum de Políticas Públicas de Saúde Mental, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento contou também com a participação da deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da Casa.

O fórum marcou a abertura da Semana Estadual do “Não te julgo, te ajudo”, incluída no Calendário Oficial de Eventos paulistas pela Lei 18.011/2024, de autoria da deputada Edna Macedo (Republicanos). Em seu discurso, Edna ressaltou que a saúde mental é essencial para o bem-estar coletivo, influenciando a qualidade de vida, produtividade e convivência social.

Bruna Furlan destacou o crescimento dos casos de ansiedade, depressão e transtorno bipolar, que ainda sofrem com estigma e preconceito, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. “Não há dúvida de que a saúde mental é uma questão de saúde pública extremamente relevante”, afirmou.

O deputado Altair Moraes (Republicanos) reforçou a importância do apoio emocional e do papel da família na superação de doenças mentais. Já o secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucena, defendeu que o enfrentamento dos transtornos mentais deve ser responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade, ressaltando o turismo como aliado na promoção do bem-estar e de uma sociedade mais saudável.

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Fonte: Alesp – Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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Governo de SP emite mais de 120 Carteiras da Pessoa Autista por dia em 2023

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O Governo de São Paulo emitiu gratuitamente mais de 30 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CipTEA) desde o dia 6 de abril, quando o serviço foi lançado em todo o estado. Os registros mostram que, por dia, foram mais de 120 documentos emitidos. Por mês, a média é de 3,6 mil.

Os números regionalizados mostram 388 emissões na região de Araçatuba, 2.340 na Baixada Santista, 174 em Barretos, 552 em Bauru, 4.811 em Campinas, 9.598 na Capital, 516 na região Central, 1.811 no Grande ABC, 353 em Franca, 254 em Itapeva, 325 em Marília, 520 em Presidente Prudente, 228 em Registro, 466 em Ribeirão Preto, 4.287 na região Metropolitana de São Paulo, 641 em São José do Rio Preto, 1.655 em São José dos Campos e 1.089 em Sorocaba.

A CipTEA desempenha um papel crucial para assegurar direitos fundamentais. O expressivo número de emissões neste ano reflete o compromisso do Governo de São Paulo em promover a inclusão e criar condições propícias para a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade. Nossa dedicação persiste na implementação de medidas que impulsionem a igualdade e valorizem a diversidade, enquanto trabalhamos incansavelmente para garantir os direitos das pessoas autistas e de toda a comunidade com deficiência“, destaca o secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.

O documento, idealizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e desenvolvida pela Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD), facilita a identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos serviços públicos e privados em todo o território paulista, e auxilia na garantia dos direitos previstos em lei, como filas e atendimentos preferenciais. Pode ser emitido digitalmente pelo portal ciptea.sp.gov.br, criado pela Prodesp – a empresa de Tecnologia do governo de SP –, ou de forma presencial em 26 postos do Poupatempo localizados na capital, interior e litoral do estado (confira aqui a relação dos postos).

A criação da CipTEA atende a normas da lei federal 13.977/20 e da Lei Estadual 17.651/23, promulgada pelo governo de São Paulo em março. A ação faz parte do Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, em vigor desde abril pelo decreto estadual 67.634, e engloba uma série de iniciativas promovidas neste ano pela gestão estadual com foco na inclusão e autonomia das pessoas com deficiência.

Leia também: A pedido de Bruna Furlan, Alesp sedia audiência pública voltada a pessoas com Espectro Autista


Fonte: TV Cultura – Foto: Divulgação/Governo de SP

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Janeiro Branco: movimento alerta para cuidados com a saúde mental

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Início do ano é uma época em que é comum as pessoas fazerem reflexões sobre a própria vida. Por isso, vem a pergunta “como a gente pode viver com mais equilíbrio em todas as nossas relações?”.

Esse é um dos questionamentos feitos pela campanha do movimento social Janeiro Branco, que em 2023 completa dez anos, com o tema A vida pede equilíbrio.

O objetivo é chamar a atenção das pessoas, instituições e autoridades para as necessidades relacionadas à saúde mental e para o respeito à condição psicológica de cada um. A psicóloga Lidiane Silva considera que esse esclarecimento ajuda a todos a olharem melhor para um problema difícil de se conversar.

“A saúde mental vem recheada com muito preconceito, muitos tabus. E com o aumento da ansiedade, da depressão e outros transtornos mentais, o janeiro branco vem pra desmistificar e trazer novas informações para a prevenção da saúde mental”.

Ansiedade, desânimo, alteração no humor, problemas de sono são alguns dos sintomas indicando que está na hora de dar atenção à saúde mental. E muitas vezes, as pessoas não sabem como procurar ajuda.

Baseado na ideia de que todos têm direito à saúde mental, o Instituto Janeiro Branco promove, em seu canal no YouTube, palestras com psicólogos, oficinas, cursos, lives – tudo que faça com que as pessoas parem um pouco a rotina e reflitam sobre como ter uma vida com mais equilíbrio. Governos estaduais, como o do Amazonas, já aderiram à campanha deste ano.

Entre as muitas abordagens possíveis para o problema, a psicóloga Lidiane Silva aponta que a busca pelo autoconhecimento é fundamental.

“O autoconhecimento permite, não somente, controlar suas próprias emoções, como passar por determinadas fases da vida – que a gente chama de resiliência na psicologia – que poderiam trazer processos traumáticos e, por você se conhecer, saber de seu potencial, você não vai passar pelo trauma. O autoconhecimento hoje é a base pra ter uma vida saudável.”

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência de depressão ao longo da vida no Brasil atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Na América Latina, o país é o que tem a maior quantidade de casos da doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Leia também:


Por Gabriel Corrêa – Repórter da Rádio Nacional – Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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