Empresário morto em Interlagos: quase um ano depois, nenhuma resposta

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A Polícia Civil realizou na quinta-feira (26) novas diligências para tentar esclarecer a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado sem vida em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu em maio de 2025 e, quase um ano depois, segue sem autoria definida.

Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após participar de um festival de motociclismo no autódromo. O corpo foi localizado três dias depois, em 3 de junho, em uma área em obras dentro do complexo.

Segundo a investigação, o empresário foi encontrado em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. Sobre o corpo estava o capacete da vítima, mas sem a câmera que ele utilizava para registrar imagens do evento e publicar nas redes sociais.

A polícia informou ainda que Adalberto vestia jaqueta, camiseta e cueca, e estava sem calça e sem tênis. A principal linha investigativa indica que ele foi colocado no local já sem vida.

O laudo da Polícia Técnico-Científica apontou morte violenta por asfixia. Os peritos não descartam duas possibilidades: esganadura, devido a escoriações no pescoço, ou compressão torácica, quando há pressão sobre o tórax da vítima.

Apesar disso, não há confirmação sobre a dinâmica do crime nem sobre a participação de terceiros. Como o evento reuniu milhares de pessoas, investigadores consideram a possibilidade de envolvimento de mais de um indivíduo.

Para avançar no caso, a polícia utiliza o software israelense Cellebrite, empregado na extração de dados de ao menos 15 celulares e três computadores apreendidos. Os dispositivos pertencem à própria vítima, a um amigo, a seguranças e a produtores do evento. Segundo os investigadores, a apreensão não implica suspeita automática sobre os proprietários.

As empresas responsáveis pela segurança também foram alvo de apuração. A Malbork Serviços de Vigilância e Segurança informou ter disponibilizado 13 profissionais no dia do evento, enquanto a ESC Fonseccas Segurança Eirelli declarou ter atuado com 188 seguranças.

A investigação identificou inconsistências na lista de funcionários apresentada pela ESC, o que levou a pedidos de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Em julho, policiais recolheram celulares e computadores ligados a pessoas não inicialmente citadas.

Um dos seguranças não listados, praticante de jiu-jítsu, foi preso em flagrante por posse irregular de munições. Com ele, foram apreendidas 21 balas de calibre 38, embora a arma não tenha sido encontrada. Ele pagou fiança e responde em liberdade. Posteriormente, tornou-se réu por esse crime e possui antecedentes por furto, associação criminosa e ameaça.

Até o momento, não há comprovação de envolvimento dele na morte do empresário.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acompanhada pelo Ministério Público. Ao menos 15 pessoas já foram ouvidas, incluindo familiares da vítima, representantes do autódromo e das empresas de segurança.

Imagens de câmeras mostram Adalberto circulando pelo evento e pelo estacionamento do kartódromo, onde havia deixado o carro. No entanto, não há registros de brigas ou do momento do crime.

O inquérito principal já soma cerca de 300 páginas, além de dois processos paralelos relacionados ao caso. Até agora, não há denúncias formais nem suspeitos identificados.

Adalberto Amarílio Júnior tinha 35 anos, era empresário do ramo de óticas, casado e não tinha filhos.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Operação interdita posto e lacra bombas por suspeita de fraude em combustíveis em SP

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Uma força-tarefa do Governo de São Paulo interditou um posto de combustíveis que operava sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e flagrou irregularidades em outros estabelecimentos da capital durante fiscalização realizada nesta segunda-feira (9). A operação ocorreu em diferentes regiões da cidade e identificou desde erros de medição nas bombas até publicidade enganosa e ausência de notas fiscais.

O posto interditado fica no bairro Jardim Maristela e foi fechado por funcionar sem autorização da ANP. Já no Cambuci, outro estabelecimento teve interdição parcial após testes apontarem gasolina comum fora dos parâmetros exigidos pela agência reguladora.

Além das interdições, equipes lacraram todas as 12 bombas de um posto localizado na Mooca, três em um estabelecimento em Santana e seis bombas em um posto no bairro Planalto Paulista. As fiscalizações também identificaram problemas que podem gerar prejuízo direto ao consumidor, como erros na quantidade de combustível fornecida.

Em Santana, por exemplo, três bombas foram reprovadas após registrarem medições abaixo do volume correto. Em testes realizados a cada 20 litros abastecidos, os equipamentos apresentaram diferença de menos 1.640 ml, menos 1.560 ml e menos 1.370 ml, valores considerados irregulares pelos padrões técnicos.

No Planalto Paulista, seis das 16 bombas avaliadas apresentaram erro de medição superior ao permitido pela legislação metrológica, com registro de menos 348 ml a cada 20 litros. No mesmo local, o Procon-SP também identificou irregularidades como falta de informação sobre preços de todos os combustíveis na entrada do posto e ausência de clareza nos valores para pagamento à vista.

Outro caso ocorreu no Tatuapé. Um auto posto foi autuado por não apresentar notas fiscais de aquisição de gasolina aditivada e por publicidade enganosa. Segundo a fiscalização, o estabelecimento comercializava combustíveis de outras distribuidoras sem informar a procedência nas bombas.

A operação foi coordenada pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, com participação do Procon-SP, do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) e da Polícia Civil. A ação faz parte das atividades da Semana do Consumidor 2026 e tem como objetivo combater fraudes e garantir o cumprimento das normas que regulam a venda de combustíveis.

De acordo com o superintendente do Ipem-SP, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Junior, a iniciativa busca proteger tanto os consumidores quanto os empresários que atuam dentro da lei.

“Esse tipo de ação tem dupla finalidade: proteger o consumidor e também os empresários que atuam corretamente, garantindo um mercado mais justo”, afirmou.

Quando os fiscais encontram bombas com indícios de fraude, os componentes eletrônicos são apreendidos e os equipamentos interditados. O instituto também identifica a empresa responsável pela manutenção das bombas e investiga as atividades realizadas em outros postos atendidos por essa permissionária.

Se forem constatadas irregularidades no serviço ou descumprimento do Regulamento Técnico Metrológico, é aberto processo administrativo que pode resultar no descredenciamento da empresa responsável pela manutenção dos equipamentos. Caso a fraude seja confirmada, a autorização para realizar esse tipo de serviço também é revogada.

O material recolhido durante as fiscalizações é encaminhado para perícia em laboratório do Ipem-SP. O laudo técnico é enviado à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que pode determinar a cassação do cadastro do estabelecimento no ICMS. As informações também são encaminhadas ao Ministério Público para eventuais providências.

Postos autuados pelo Ipem-SP têm prazo de dez dias para apresentar defesa administrativa. As multas podem chegar a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração.

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Foto: Arquivo/Divulgação/GESP

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