Candidato também teve repasses do Fundo Eleitoral suspensos e foi impedido de participar de debates; medidas valem até decisão final do TSE.
A campanha do candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, informou nesta segunda-feira (31) que pretende protocolar um pedido de liminar contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato na internet.
Segundo Renan, a medida representa uma ação que classificou como autoritária. A defesa também sustenta que a campanha não teve direito ao contraditório e à ampla defesa.
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Decisão suspende propaganda e Fundo Eleitoral
Além da suspensão da propaganda eleitoral na internet, a decisão de Toffoli determinou a suspensão dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados ao candidato.
Renan Santos também ficou impedido de participar de debates realizados em televisão, rádio e podcasts.
As medidas têm caráter provisório e permanecem em vigor até uma decisão final do TSE sobre o caso.
Segundo a decisão, o partido Missão não informou à Justiça Eleitoral, dentro do prazo previsto, todos os perfis utilizados para propaganda do candidato nas redes sociais.
De acordo com Toffoli, 16 perfis vinculados a Renan Santos foram informados ao TSE 12 dias após o período de registro da candidatura.
As regras eleitorais para propaganda na internet determinam que candidatos e partidos comuniquem à Justiça Eleitoral os perfis oficiais que serão utilizados durante a campanha.
Defesa prepara recurso
O partido deverá apresentar recurso ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, na tentativa de suspender os efeitos da decisão.
O advogado Arthur Rollo, que representa Renan Santos, afirmou que a medida praticamente paralisa a campanha ao restringir as formas de comunicação do candidato.
Segundo o defensor, o curto período de uma campanha eleitoral torna especialmente relevante a suspensão das atividades de propaganda.
A defesa também questiona a ausência de contraditório antes da adoção das medidas.
Primeiros atos ocorreram em diferentes regiões do país, com candidatos destacando temas como segurança pública, economia, saúde e soberania
A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), primeiro dia em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida pela Justiça Eleitoral. Os candidatos realizaram atos em diferentes regiões do país e apresentaram as principais mensagens que devem marcar a disputa até outubro.
Entre os principais nomes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU) também realizaram os primeiros atos eleitorais.
Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente a busca pelo quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
A escolha do local está relacionada à trajetória política do petista e à história das mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista. No discurso, Lula destacou a defesa da soberania nacional, políticas sociais e diferenças entre os campos político e ideológico que disputam a eleição.
Na segurança pública, o presidente defendeu medidas como a criação do Ministério da Segurança Pública e o combate às organizações criminosas, com atenção também aos responsáveis pelo financiamento dessas atividades.
A largada em São Bernardo foi marcada ainda pela presença de políticos do PT de diferentes regiões do país. A cidade tem forte relação com a trajetória sindical e política de Lula.
Flávio Bolsonaro escolhe Copacabana
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de manifestações do campo bolsonarista.
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. | Foto: Fernando Frazão/Ag. brasil
Acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, de familiares e apoiadores, o senador destacou o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao atual governo.
A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas e milícias, além de propostas relacionadas à redução da maioridade penal e ao combate ao feminicídio.
Na economia, criticou a atual taxa básica de juros e defendeu redução de gastos públicos e de cargos na administração federal.
O início da campanha ocorreu em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio.
Caiado percorre cidades de Goiás
Ronaldo Caiado escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.
O ex-governador afirmou que pretende disputar o segundo turno e fez críticas ao PT e ao governo Lula.
Caiado também destacou resultados de sua administração em Goiás nas áreas de segurança pública, educação e saúde e defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.
Zema começa campanha em Montes Claros
Romeu Zema iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.
O candidato do Novo participou de uma missa e, posteriormente, de um almoço com candidatos de seu partido ao Legislativo.
Durante o ato, criticou o governo Lula e apresentou como prioridades temas como segurança pública e combate à corrupção.
Renan Santos faz primeiro ato em São Paulo
Renan Santos, do Missão, escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para iniciar sua campanha.
O evento contou com a presença de apoiadores e integrantes do partido. O candidato concentrou o discurso em temas como segurança pública, empreendedorismo e críticas ao modelo de assistência social.
Augusto Cury inicia campanha em Minas
Augusto Cury, candidato do Avante, começou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Durante o ato, apresentou propostas relacionadas principalmente à área da saúde e afirmou que pretende adotar uma postura de maior proximidade com a população.
Cury também procurou se afastar da polarização entre direita e esquerda e apresentou sua candidatura como uma alternativa aos dois principais campos políticos.
Hertz Dias realiza atos em São Paulo
Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou a campanha com atividades na Avenida Paulista, em São Paulo, e também em São José dos Campos.
O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas e fez críticas à concentração de riqueza no país.
Levantamento também testou disputas contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
No cenário testado pelo instituto, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Os eleitores que afirmaram votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas somam 14%, enquanto 4% disseram estar indecisos.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em junho, Lula oscilou de 44% para 45%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 38% para 37%. Segundo o instituto, as variações ocorreram dentro da margem de erro.
Outros cenários
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Neste cenário, o presidente também aparece com 45% das intenções de voto, contra 36% de Caiado. Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar representam 15%, enquanto os indecisos somam 4%.
Em outra simulação, contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula mantém 45%, enquanto Zema registra 35%. Os votos em branco, nulos e abstenções chegam a 16%, e os indecisos permanecem em 4%.
Já em um eventual confronto com Renan Santos (Missão), coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Lula aparece novamente com 45%, enquanto o adversário registra 33%. Nesse cenário, 18% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas, e 4% permanecem indecisos.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.
O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue favorito nas simulações de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, mas perdeu vantagem nos cenários de segundo turno —especialmente na disputa direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento, Lula aparece com 42% das intenções de voto contra 39% de Bolsonaro, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico. Em outubro, o petista tinha 46%, enquanto o ex-presidente marcava 36%, sinalizando uma queda na distância entre ambos.
Mesmo condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe em 2022 e considerado inelegível pelo TSE, Bolsonaro segue incluído nos cenários testados pela Quaest.
O presidente, no entanto, mantém vantagem numérica sobre todos os demais adversários simulados no segundo turno: vence Ciro Gomes (38% a 33%), Tarcísio de Freitas (41% a 36%), Ratinho Jr. (40% a 35%), Romeu Zema (43% a 36%), Ronaldo Caiado (42% a 35%), Michelle Bolsonaro (44% a 35%), Eduardo Bolsonaro (43% a 33%) e Eduardo Leite (41% a 28%). Também supera Renan Santos (Missão), testado pela primeira vez, por 42% a 25%.
Nos cenários de primeiro turno, Lula lidera em todas as dez simulações realizadas. Apesar disso, o levantamento mostra forte resistência à ideia de que ele tente um novo mandato: 59% dizem que o presidente não deveria se candidatar novamente, ante 38% que defendem sua reeleição.
A pesquisa também indica um freio na recuperação da popularidade do governo, em meio às repercussões da operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. Uma fala de Lula —em que afirmou que “traficantes também são vítimas dos usuários”— gerou forte reação negativa. Posteriormente, o presidente disse ter sido “mal interpretado”.
Entre os bolsonaristas, há sinais de divisão. Para 67% dos entrevistados, Bolsonaro deveria abrir mão da disputa e apoiar outro nome, movimento que pode ampliar a pressão por uma alternativa única da direita, que ainda enfrenta dificuldades para consolidar nomes como Tarcísio, Zema ou Caiado.
A pesquisa também perguntou qual seria o melhor cenário para o Brasil em 2026: 24% defendem um nome que não esteja ligado nem a Lula nem a Bolsonaro, e 17% preferem alguém de fora da política. Já 23% consideram melhor que Lula vença novamente, enquanto 15% apontam a volta de Bolsonaro —hipótese hoje barrada pela inelegibilidade.
Entre eleitores independentes, a rejeição é alta para ambos os polos. Nesse grupo, 73% dizem não votar em Jair Bolsonaro; 70% rejeitam Michelle Bolsonaro; e 80%, Eduardo Bolsonaro. Lula também enfrenta rejeição elevada: 64%.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de novembro, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais; entre os independentes, quatro pontos.
O Movimento Brasil Livre (MBL) anunciou que atingiu a meta de assinaturas necessárias para a criação de um novo partido, o Missão. De acordo com informações divulgadas pelo grupo, foram coletadas 809.357 fichas até o momento, superando o número exigido pela Justiça Eleitoral de 547.042.
O coordenador do MBL, Renan Santos, revelou que 200 mil dessas assinaturas já foram validadas em cartórios. As fichas, coletadas manualmente, são enviadas aos poucos para a conferência do órgão eleitoral.
A expectativa do movimento é conseguir registrar o partido até, no máximo, outubro de 2025, para que ele esteja formalmente constituído a tempo de disputar as eleições de 2026. Durante convenção realizada neste sábado (23) na zona leste de São Paulo, as lideranças do MBL reafirmaram a intenção de lançar uma candidatura própria à Presidência nas próximas eleições.
A convenção também destacou que o partido realizará prévias para definir seu candidato à Presidência. Entre os nomes mencionados para a disputa estão o ex-deputado estadual Arthur do Val (atualmente no União Brasil), conhecido como Mamãe Falei, e o empresário e comentarista Cristiano Beraldo, da Jovem Pan. Arthur do Val, que teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa de São Paulo em 2022 após declarações polêmicas sobre refugiadas ucranianas, é um dos principais nomes do MBL.
Renan Santos, coordenador do movimento, afirmou que o grupo não aceitará pressões externas e que não apoiará nenhum outro candidato em 2026. “Não vai ter Milton Leite, União Brasil que nos fará desistir. Essa é uma decisão política”, declarou.
Ainda no evento, Renan Santos anunciou que o partido defenderá uma nova Constituição para o Brasil, criticando a antiga Constituição e as leis trabalhistas. “Não podemos viver sob a égide daquela gente velha do PMDB, da Arena”, disse ele.
O evento contou com a presença de cerca de 3.000 pessoas. Os ingressos para o encontro foram vendidos a partir de R$ 396, com uma opção VIP de R$ 1.197, que oferecia open bar. Durante os debates, os participantes foram incentivados a se inscrever na “Academia MBL” e adquirir os livros produzidos pelo movimento.