Teatro leva espetáculo sobre protagonismo feminino a escolas públicas de São Paulo

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No mês dedicado às mulheres, alunos da rede municipal de ensino de São Paulo estão recebendo apresentações do espetáculo infantil “A Princesa que queria ser Bruxa”, que percorre escolas da capital ao longo de março e abril. A iniciativa faz parte do projeto PROMAC – Heróis da Terra em Ação: Aventuras Sustentáveis em Cena, patrocinado pelo Instituto XP e realizado com apoio do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais.

Voltada ao público infantojuvenil, a peça apresenta uma releitura contemporânea dos papéis tradicionalmente atribuídos às meninas em histórias clássicas. Na trama, a Princesa Luna recebe um convite inesperado da Bruxa Sol para ingressar em uma Escola de Bruxas, iniciando uma jornada que vai além da fantasia e provoca reflexões sobre autonomia, conhecimento e liberdade de escolha.

Ao acompanhar a trajetória da personagem, que não se identifica com as expectativas impostas a uma princesa tradicional, o espetáculo busca questionar estereótipos e incentivar valores como igualdade de gênero, respeito às diferenças e protagonismo desde a infância. A linguagem acessível e o formato educativo foram pensados para dialogar diretamente com o ambiente escolar.

As apresentações acontecem exclusivamente em escolas municipais da capital paulista, ampliando o acesso de estudantes à produção cultural. A iniciativa integra as ações do Teatro Sustentável, grupo que desenvolve projetos com foco em educação, inclusão e impacto social por meio das artes cênicas.

Segundo a diretora do Teatro Sustentável, Christiane Deucher, o objetivo é estimular reflexões sobre identidade e liberdade. “Com o espetáculo queremos que a Princesa Luna possa enxergar o seu próprio poder e honrar a sua existência, vivendo de forma livre e plena, escutando a sua intuição para completar sua missão”, afirmou.

O espetáculo tem direção de Leticia Bassit e texto de Fernanda Magnani, com atuação de Natália Nery e Kels Feitosa. A trilha sonora é assinada por Natália Nery, enquanto cenografia e figurinos são de Julio Dojcsar. A montagem tem duração de cerca de 50 minutos e é indicada para estudantes entre 7 e 13 anos.

Além das apresentações de “A Princesa que queria ser Bruxa”, o projeto prevê uma nova etapa com o espetáculo “Me Poupe”, voltado à educação financeira, que deverá percorrer escolas da capital entre maio e junho de 2026, somando cerca de 60 sessões.

A proposta reforça o papel do teatro como ferramenta de aprendizado e reflexão, aproximando alunos da rede pública de temas sociais relevantes por meio da arte e da cultura.

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Foto: Divulgação

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