Lula anuncia aumento de 15% no Bolsa Família a 17 dias do 1º turno

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O Bolsa Família terá reajuste de cerca de 15% a partir da folha de outubro. Com a mudança, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, segundo o governo.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17). Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro.

O reajuste ocorre poucas semanas antes do primeiro turno das eleições. A mudança, porém, deve ser apresentada no contexto das regras orçamentárias e das justificativas fiscais divulgadas pelo governo, sem que a proximidade com o calendário eleitoral, por si só, permita concluir sobre a motivação da medida.

Como ficam os valores

Além do novo piso de R$ 691, os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar também serão reajustados.

O valor destinado a cada integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164. O benefício adicional para crianças de até 6 anos subirá de R$ 150 para R$ 173.

Para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses, o adicional passará de R$ 50 para R$ 58.

Como esses valores são cumulativos conforme a composição da família, o benefício recebido pode ficar acima do piso de R$ 691.

Impacto nas contas públicas

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.

O governo afirma que a medida será realizada dentro do espaço fiscal disponível e sem aumento dos limites de gastos previstos no arcabouço fiscal.

Para viabilizar o reajuste, o governo pretende remanejar despesas previstas no Orçamento deste ano e do próximo. Moretti citou, entre os fatores que ampliaram o espaço fiscal, a redução da fila do INSS.

Com o aumento, a previsão orçamentária para o Bolsa Família em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões.

Quem recebe o Bolsa Família

Atualmente, o programa atende cerca de 19,29 milhões de famílias no país. O pagamento de setembro tem valor médio de R$ 678,18, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

O benefício é destinado a famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218, desde que atendam às regras do programa e estejam inscritas no Cadastro Único.

O pagamento é feito mensalmente conforme o calendário definido pelo governo federal e o final do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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Bolsa Família deve manter mínimo de R$ 600 em 2027

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Projeto enviado ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, abaixo dos valores previstos para 2026 e 2025

A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. Uma eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do Orçamento.

Benefício não tem reajuste desde 2023

O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê valores adicionais conforme a composição familiar. São R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características de cada família.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. No mesmo mês de 2025, eram cerca de 19,2 milhões.

Congresso poderá discutir mudanças

A manutenção do benefício sem reajuste ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias.

Durante a análise da proposta orçamentária, deputados e senadores poderão apresentar mudanças na previsão de recursos e discutir uma eventual recomposição dos valores pagos pelo programa.

Importante: como se trata da proposta de Orçamento, os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação no Congresso Nacional. O texto apresentado não representa, portanto, a versão definitiva do Orçamento de 2027.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Renda média do brasileiro alcança maior valor da história

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O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e marca o quarto ano seguido de alta na renda dos brasileiros.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a recuperação econômica iniciada após a pandemia continua refletindo no rendimento das famílias, impulsionada principalmente pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial no país.

O rendimento médio proveniente do trabalho também atingiu recorde histórico. Em 2025, os brasileiros receberam, em média, R$ 3.560 por mês em seus empregos e atividades profissionais, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2019, período anterior à pandemia, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

Segundo o levantamento, cerca de 143 milhões de pessoas possuíam algum tipo de rendimento no Brasil em 2025, o equivalente a 67,2% da população. É o maior percentual já registrado pela pesquisa desde o início da série histórica.

A massa de rendimento do trabalho, que representa o total de dinheiro circulando na economia por meio dos salários e ocupações, também alcançou recorde. O valor chegou a R$ 361,7 bilhões em 2025, crescimento de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019.

O IBGE destaca que o avanço foi impulsionado tanto pelo aumento dos salários quanto pelo crescimento da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de trabalhadores no país.

Apesar da melhora nos indicadores, a desigualdade de renda continua elevada. Segundo a pesquisa, os 10% mais ricos da população concentravam 40,3% de toda a massa de rendimento domiciliar do Brasil em 2025. Em média, esse grupo recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda.

O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde e chegou a R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% na comparação com o ano anterior.

Entre as regiões do país, o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita, com média de R$ 2.734. Na sequência aparecem Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470).

Os dados também mostram que aposentadorias e pensões continuam sendo a principal fonte de renda fora do mercado de trabalho, alcançando 13,8% da população brasileira. Já os programas sociais do governo atenderam 9,1% dos brasileiros em 2025, com maior presença nas regiões Nordeste e Norte.

O valor médio recebido em programas sociais ficou em R$ 870 no ano passado, patamar semelhante ao de 2024, mas 71,3% superior ao registrado antes da pandemia.

Entre os domicílios atendidos pelo Bolsa Família, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 774 em 2025. Nas famílias sem o benefício, a média alcançou R$ 2.682.

Para especialistas, os números reforçam o avanço da renda no país após o período crítico da pandemia, mas também evidenciam que a desigualdade social segue como um dos principais desafios econômicos do Brasil.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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