No hemisfério sul, entre os dias 22 e 23 de setembro, tem início a primavera, a estação das flores. No Brasil, no dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. A data foi instituída e oficializada em 1965, porém deste os primórdios do século XX tem-se notícias de festas populares, em São Paulo, celebrando o início da primavera e o dia da Árvore.
Com uma certa dose de saudade, lembro dos bons tempos de minha infância que nesse dia sempre alguma pessoa de destaque na comunidade, uma professora ou o diretor da escola, pública obviamente, plantava ainda que simbolicamente, uma pequena muda que com o tempo iria se transformar, em uma grande árvore. Ela iria crescer forte e silenciosamente, traria sombra, abrigo e alimento para outras espécies animais. Os alunos eram incentivados a cuidar, proteger as pequenas árvores. Hoje esses gestos continuam a ser louváveis e necessários, a grande maioria das prefeituras estimula o plantio de arvores, mas já não bastam. Em geral nossas cidades são cinza pelo concreto dos edifícios, quase não deixamos espaço para as pobres árvores, que para crescer, tem de se espremer entre muralhas de cimento. Não podemos nos dar ao luxo de falar poeticamente da importância de se preservar o verde. O tema atualmente não é “apenas” a preservação do verde, mas muito mais ampliado. Precisamos falar de ecologia.
Ecologia, palavra derivada do grego que, numa tradução livre, significa estudo da casa. Assim podemos definir como estudo da casa, ou de modo mais genérico como o cuidado do lugar onde se vive. A ecologia está ligada ao estudo da vida, da casa da humanidade, do nosso planeta Terra.
Estamos cuidando bem de nossa casa? Estamos nos importando com aquilo que a mãe natureza nos proporcionou, graciosamente, para vivermos? Qual é a sua opinião. Para mim, parece claro que estamos sendo relapsos e desleixados com a nossa casa.
Senão vejamos: qual é situação dos rios e riachos que atravessam nossa cidade? Estão límpidos e podemos beber de suas águas, sem medo? Temos cuidado e consciência do lixo, orgânico e inorgânico que produzimos? De seu descarte adequado? Seu município tem ecopontos? Você sabe onde ficam? Já utilizou? Quando você se alimenta na rua, você tem o cuidado de descartar, adequadamente os resíduos produzidos, por sua ação? Ou simplesmente deixa na calçada, ou pior em algum bueiro?
Estamos vivendo como se a destruição de nossa casa não nos afetasse. Sujamos o ar, a água, o solo, com uma enorme quantidade de lixo. Qual é a herança que queremos deixar para nossos filhos e netos? Afinal eles não terão outro lar para viver.
O que podemos fazer? Primeiro devemos tomar consciência de nossos deveres e responsabilidades. Gastar menos recursos naturais, produzir menos poluição, reciclar, reutilizar o que for possível. Devemos incentivar e apoiar todas as iniciativas para despoluir nossas águas, mar, lagoas, lagos, rios e ribeirões. Devemos reciclar nosso lixo, quer seja industrial ou doméstico. Devemos procurar comprar produtos que verdadeiramente são amigos do meio-ambiente. Devemos nos reeducar para sermos parte da solução, uma vez que já somos parte do problema. Nossa casa comum está gritando por ajuda. Vamos cuidar dela o melhor possível. Afinal quem não gosta de morar em uma casa limpa, bem cheirosa, bonita e agradável? Conservar o meio ambiente e a natureza é conservar a vida, a nossa vida. Não é uma opção, é uma necessidade. Aproveite seu dia.

Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.
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