Primeiro Turno confirma polarização

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O resultado do primeiro turno das eleições de 2026, confirmou que o Brasil permanece profundamente polarizado política e ideologicamente. As eleições, do dia 4 de outubro, ocorreram em um clima absolutamente tranquilo e democrático em todo país. O resultado que saiu das urnas, divulgado cerca de 4 horas após o encerramento da votação, foi uma avassaladora vitória dos partidos de direita e de centro que são oposição ao atual governo. Desta vez, não houve nenhuma contestação à legitimidade das urnas eletrônicas. Para Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno. Flávio com 47% dos votos válidos e Lula com 45%.

Aqui cabe uma observação: O Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. No entanto 33,5 milhões NÃO comparecerem às urnas, o que corresponde a 21,1% do número de eleitores. O total de votos brancos e nulos foi de 6,0 milhões ou 3,8% do total de eleitores registrados. Portanto o total de abstenções mais os votos nulos e brancos é de 25%, ou seja 1 em cada 4 dos eleitores brasileiros optou por não votar em nenhuma opção apresentada para o mais importante cargo da república. As explicações dos analistas políticos giram em torno do desinteresse pela política, pela falta de opção da chamada terceira via, pelo cansaço da polarização, entre outras. No entanto, é extremamente preocupante que a incipiente democracia brasileira já seja desalentadora para boa parte da população.

O resultado, do ponto de vista político, comprova uma consolidação da polarização entre o bolsonarismo e o lulismo. A ida dos dois candidatos ao 2° turno mostra que nenhum dos lados conseguiu formar uma maioria nacional capaz de vencer ainda no 1° turno. Considerando os votos recebidos pelos candidatos em relação ao número de eleitores registrados, o resultado foi 35,4% para Bolsonaro, 34,0% para Lula e 31,6% para quem optou para os demais candidatos, anulou o voto ou decidiu não votar. Tudo indica que a corrida pela presidência continuará intensa, sem um resultado previsível, pois o desânimo com a política brasileira não parece que irá diminuir.

O próximo presidente, seja ele quem for, terá muitos desafios pela frente. Menciono apenas alguns:

Do ponto de vista econômico, necessariamente terá que fazer um ajuste fiscal, organizar as contas públicas, aumentar a arrecadação sem aumentar impostos, criar um ambiente financeiro que estimule investimentos na direção de fortalecer um crescimento sustentável da economia.

Outro ponto muito importante: o próximo presidente deverá enfrentar um cenário internacional bastante conflitivo, com disputas geopolíticas em várias partes do mundo, avanços tecnológicos acelerados e não disponível para todos, dificuldades de regular empresas de tecnologia, guerras que não terminam e uma competição econômica entre as duas maiores potências do planeta. Isto exigirá do Brasil um enorme e efetivo esforço diplomático e comercial.

Na área social, as desigualdades continuam marcantes no Brasil. O país não está dividido apenas por questões ideológicas, mas também por questões socioeconômicas e essa divisão se reflete na recente votação. Infelizmente este é um problema antigo, até agora sem uma solução viável.

O primeiro turno das eleições evidenciou que o país permanece com uma intensa disputa política. Seria desejável que as diferenças políticas se limitassem dentro dos ideais democráticos e interesses individuais não deveriam se sobrepor ao bem comum. A política deveria construir a governabilidade em um ambiente civilizado, evitando possíveis crises entre os poderes constituídos. Mais do que escolher um presidente, o segundo turno será uma decisão sobre qual versão de mundo, de país, de sociedade, os eleitores brasileiros desejam para o futuro.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto: Rafa Neddemeyer/ABR

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Mulheres ampliam presença na Alesp e dominam maiores votações

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Nova bancada feminina assumirá em 2027; Eduarda Campopiano liderou votação para deputado estadual em São Paulo

As eleições deste domingo (4) vão ampliar a presença feminina na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Ao todo, 28 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura, que terá início em 1º de fevereiro de 2027.

O resultado também chama atenção pelo desempenho das candidatas nas urnas: três das cinco maiores votações para deputado estadual em São Paulo foram de mulheres.

A maior votação foi de Eduarda Campopiano (PL), que recebeu 1.956.238 votos. Na sequência, entre as mulheres mais votadas, aparecem Sofia Favero (PSOL), com 407.773 votos, e Paula da Bancada Feminista (PSOL), com 326.190.

Nas eleições de 2022, 25 mulheres conquistaram uma cadeira na Alesp. Durante a 20ª Legislatura, porém, a composição da bancada sofreu alterações em razão da posse de suplentes e de mudanças decorrentes da recontagem dos votos.

Quem são as 28 mulheres eleitas

A nova bancada feminina da Alesp será formada por:

  • Eduarda Campopiano (PL)
  • Sofia Favero (PSOL)
  • Paula da Bancada Feminista (PSOL)
  • Ediane Maria (PSOL)
  • Luiza Erundina (PSOL)
  • Monica das Pretas (PSOL)
  • Bruna Furlan (Republicanos)
  • Dani Alonso (PL)
  • Regina Nunes (MDB)
  • Duda Hidalgo (PT)
  • Professora Bebel (PT)
  • Ana Carolina Serra (PSDB)
  • Mariana Conti (PSOL)
  • Delegada Graciela (PL)
  • Marta Costa (PSD)
  • Débora Camilo (PSOL)
  • Leticia Aguiar (PL)
  • Carla Morando (PSD)
  • Analice Fernandes (PSD)
  • Ely Santos (Republicanos)
  • Thainara Faria (PT)
  • Marina Bragante (PSB)
  • Solange Freitas (União Brasil)
  • Camila Godoi (União Brasil)
  • Renata Sene (Republicanos)
  • Ana Perugini (PT)
  • Fabiana Bolsonaro (PL)
  • Keit Lima (PSOL)

PL terá a maior bancada

Além da mudança na representação feminina, a eleição também definiu uma nova correlação de forças entre os partidos na Assembleia Legislativa.

O PL será a maior bancada da Alesp a partir de 2027, com 27 parlamentares.

O PT terá 16 deputados, enquanto PSOL e PSD elegeram nove representantes cada.

Podemos e Republicanos terão seis deputados cada. MDB e PP terão cinco cada, seguidos por União Brasil, com quatro, e PSB, com três.

Missão, Novo, PRD e PSDB terão um representante cada.

Nova legislatura começa em fevereiro

Os 94 deputados estaduais eleitos terão mandato de quatro anos na 21ª Legislatura da Alesp, que começa em 1º de fevereiro de 2027.

A eleição para deputado estadual ocorre pelo sistema proporcional. Dessa forma, a distribuição das 94 cadeiras não depende exclusivamente da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho dos partidos e federações.

Os votos destinados às legendas são considerados no cálculo para distribuição das vagas, conforme as regras do sistema eleitoral.

A relação completa dos eleitos e os dados da votação podem ser consultados nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral.

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Foto: Larissa Navarro/Alesp

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Eleições renovam 183 cadeiras na Câmara e dão maior bancada ao PL

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Renovação será de 35,67% das 513 cadeiras; PL terá a maior bancada, com 121 parlamentares

As eleições de 2026 vão produzir uma renovação de 35,67% na Câmara dos Deputados. Dos 513 parlamentares eleitos neste domingo (4), 183 exercerão o primeiro mandato na Casa a partir de fevereiro de 2027.

Os novos deputados integrarão a 58ª Legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027 e seguirá até 31 de janeiro de 2031.

Além dos 183 estreantes, 301 deputados foram reeleitos. Outros 29 parlamentares que já exerceram mandato em legislaturas anteriores retornarão à Câmara.

O índice de renovação ficou abaixo do registrado nas eleições de 2022, quando 39,3% das cadeiras foram renovadas.

PL terá a maior bancada

O resultado das urnas também alterou a distribuição das forças partidárias na Câmara. O PL será a maior bancada da próxima legislatura, com 121 deputados eleitos, 24 a mais do que havia conquistado em 2022.

Na sequência aparece a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 82 deputados.

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, terá 87 parlamentares. O PSD terá 43 cadeiras, seguido por Republicanos, com 41, e MDB, com 36.

A composição partidária também inclui Podemos (27), PSB (15), Federação PSOL/Rede (15), PSDB/Cidadania (11), Novo (10), PRD/Solidariedade (7), PDT (6), Avante (5) e Missão (1).

A distribuição das cadeiras terá impacto direto na formação dos blocos parlamentares e nas negociações políticas da próxima legislatura.

Bancada feminina será a maior da história

Outro resultado histórico das eleições está na representação feminina. 109 mulheres foram eleitas para a Câmara, o maior número já registrado na história da Casa.

São 18 mulheres a mais do que as 91 eleitas em 2022, um crescimento de 19,8%.

Mesmo com o recorde, as mulheres representarão cerca de 21% das 513 cadeiras da Câmara a partir de 2027.

São Paulo terá a maior representação feminina entre os estados, com 16 deputadas eleitas.

Representação de pretos e pardos

Os deputados federais autodeclarados pretos e pardos ocuparão 135 cadeiras na próxima legislatura, o equivalente a 26,3% da Câmara.

O número é inferior às 139 cadeiras ocupadas por parlamentares pretos e pardos eleitos em 2022.

Três indígenas eleitos

A próxima legislatura terá três deputados federais autodeclarados indígenas, segundo os dados apresentados no levantamento.

Foram eleitos Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSOL-SP).

Paulo Guedes foi reeleito com 126.891 votos. Juliana Cardoso também garantiu a reeleição, com 111.904 votos, enquanto Sônia Guajajara conquistou uma cadeira com 54.207 votos.

Com três representantes, a bancada indígena corresponderá a aproximadamente 0,58% das 513 cadeiras da Câmara.

Nikolas Ferreira bate recorde nacional

A eleição de 2026 também produziu uma das maiores votações individuais da história da Câmara.

Nikolas Ferreira (PL-MG) superou a marca de 3,1 milhões de votos e estabeleceu o maior número de votos já recebido por um candidato a deputado federal no país.

O segundo colocado foi Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438 votos.

A terceira maior votação ficou com Erika Hilton (PSOL-SP), reeleita com 1.596.472 votos e líder entre as candidatas mulheres.

A nova composição da Câmara começa a exercer o mandato em fevereiro de 2027, com uma Casa marcada pela renovação de mais de um terço das cadeiras, pelo crescimento da maior bancada partidária e por um novo recorde de representação feminina.

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Foto: Antônio Cruz/ABR

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Irmão de Elvis Cezar, Wesley Cezar é eleito deputado federal

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Candidato do PL conquista uma vaga na Câmara dos Deputados e amplia a representação política de Santana de Parnaíba em Brasília

Wesley Cezar (PL), irmão do prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições deste domingo (4).

Com 100% das urnas apuradas, Wesley soma 66.673 votos na disputa por uma das cadeiras de São Paulo na Câmara dos Deputados.

O candidato disputou a eleição pelo Partido Liberal (PL), com o número 2278. Dados eleitorais oficiais confirmam que Wesley Leonardo Cezar teve sua candidatura deferida pela Justiça Eleitoral.

Irmão do prefeito de Santana de Parnaíba

Wesley Cezar é irmão do prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, e construiu sua trajetória política também ligada ao município.

A candidatura ganhou força ao longo da campanha de 2026 e teve apoio de lideranças políticas da região. Em julho, Wesley lançou oficialmente sua pré-candidatura em Santana de Parnaíba, em evento que contou com a participação de Elvis Cezar e outras lideranças políticas.

Com a eleição, Wesley Cezar passará a representar São Paulo na Câmara dos Deputados a partir da próxima legislatura, que terá início em 2027.

Votação

Wesley Cezar (PL): 66.673 votos — 100% das urnas apuradas.

A votação informada ainda é parcial. O número definitivo de votos será conhecido após a conclusão da totalização pela Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza os resultados em tempo real durante a apuração e, ao final, os percentuais e resultados definitivos.

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Foto: Fabiano Martins

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Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo

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Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo neste domingo (4). Os dois conquistaram as vagas em disputa no estado nas eleições de 2026.

Com 90% das urnas apuradas, Derrite aparecia com 30,69% dos votos, o equivalente a 11.963.823 votos, enquanto André do Prado registrava 29,35%, com 11.440.297 votos.

A confirmação do resultado foi divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Simone Tebet (PSB) aparecia em terceiro lugar, com 19,14% dos votos, seguida por Marina Silva (Rede), com 18,04%.

Disputa pelas duas vagas foi acirrada

A eleição para o Senado em São Paulo foi marcada por uma disputa apertada durante boa parte da campanha.

Derrite e André do Prado receberam o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro lado, Simone Tebet e Marina Silva integraram o campo de candidaturas apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT).

As pesquisas de intenção de voto mostraram um cenário diferente daquele observado na corrida pelo governo estadual. Enquanto Tarcísio de Freitas manteve vantagem nas pesquisas para o Palácio dos Bandeirantes, a disputa pelas duas cadeiras do Senado permaneceu aberta até a reta final.

Disputa dividiu campo conservador

A eleição também foi marcada por uma disputa dentro do campo político de direita.

Ricardo Salles (Novo) manteve sua candidatura ao Senado durante a maior parte da campanha e fez críticas públicas a André do Prado, a quem acusava de representar o chamado Centrão.

A disputa provocou conflitos entre candidatos e chegou à Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo aplicou multas a Salles durante a campanha por questões relacionadas à propaganda eleitoral e a conteúdos publicados contra André do Prado.

Seis dias antes da votação, Salles desistiu da candidatura e declarou apoio a Derrite e André do Prado.

Duas vagas estavam em disputa

Nas eleições de 2026, São Paulo elegeu dois senadores. A renovação ocorre porque, neste pleito, dois terços das 81 cadeiras do Senado Federal são renovados.

A eleição para o Senado é majoritária: os dois candidatos mais votados em cada estado são eleitos. O mandato dos senadores é de oito anos.

Com o resultado, Guilherme Derrite e André do Prado passam a representar São Paulo no Senado Federal a partir do início do novo mandato.

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Foto: Reprodução/Instagram

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São Paulo terá 1.395 candidatos na disputa pela Alesp

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Prazo para registro terminou neste sábado (15); partidos, federações e coligações agora entram na fase de campanha eleitoral

Um total de 1.395 candidatos disputa 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. O prazo para partidos políticos, federações e coligações solicitarem o registro das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15).

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral valeu para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual.

Para a Alesp, a relação entre o número de registros e as cadeiras disponíveis mostra o tamanho da concorrência pela próxima legislatura.

O registro é a etapa que formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções partidárias. Após o protocolo, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação eleitoral.

PL, DC e Novo aparecem entre os partidos com mais candidatos

Entre as legendas com maior número de candidaturas para deputado estadual estão PL, Democracia Cristã (DC) e Novo, com 95 registros cada, segundo os dados apresentados no levantamento.

Os partidos ligados aos dois principais candidatos ao governo de São Paulo citados na disputa, aparecem com um número menor de nomes registrados para concorrer a uma cadeira na Alesp.

O Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, registrou 67 candidatos. Já o PT, legenda do ex-prefeito Fernando Haddad, apresentou 77 candidaturas.

No caso do PT, entretanto, o número precisa ser analisado dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Considerada a federação, o grupo reúne 86 candidaturas para a Alesp, de acordo com os dados apresentados.

Partidos com menor número de candidaturas

Na outra ponta, PV e UP aparecem com dois candidatos cada, enquanto Democrata e PSTU registraram três candidaturas cada, conforme os dados fornecidos para o levantamento.

A diferença entre os números individuais dos partidos e aqueles considerados por federações é relevante porque as federações funcionam como uma unidade partidária para determinados efeitos eleitorais.

Campanha eleitoral começa neste domingo

Com o encerramento do prazo para registro, a disputa entra oficialmente na fase de campanha.

A propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo (16), inclusive na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir de agora, os candidatos poderão apresentar propostas, participar de atos de campanha e utilizar os meios de propaganda autorizados pela legislação eleitoral.

Os pedidos registrados neste momento ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. Portanto, o número de 1.395 corresponde aos registros apresentados e não significa, necessariamente, que todos os candidatos já tenham seus registros definitivamente deferidos.

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Foto: Tom Oliveira/Arquivo/Alesp

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Filiação ao Missão trava candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL

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Senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão desde quarta-feira (12), o que impediu o registro pelo PL; campanha pretende pedir investigação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, legenda de Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto.

A mudança consta no cadastro eleitoral desde quarta-feira (12). Com isso, o PL não conseguiu concluir o registro da candidatura dentro do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe de Flávio afirma que a filiação ao Missão ocorreu sem autorização e pretende solicitar a investigação do caso pela Polícia Federal.

Segundo informações atribuídas ao TSE, não houve hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. O tribunal informou que a filiação de Flávio ao Missão foi realizada por um representante da própria legenda. O partido ainda não havia se manifestado sobre o episódio no momento da publicação.

A alteração também aparece na certidão de filiação partidária do senador. O documento registra a saída do PL e a entrada no Missão em 12 de agosto. Apesar da mudança, a situação eleitoral de Flávio permanece registrada como regular.

Campanha tenta reverter mudança

Os representantes de Flávio deverão pedir à Justiça Eleitoral o restabelecimento da filiação ao PL. A equipe também pretende solicitar a abertura de um inquérito para apurar como a alteração foi realizada.

A situação ganhou urgência porque o prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15), às 19h. Além disso, segundo as informações divulgadas, as convenções partidárias já foram encerradas, o que dificulta uma eventual candidatura por outra legenda.

A legislação eleitoral exige vínculo partidário dentro do prazo estabelecido para que o candidato possa disputar a eleição pela legenda. A mudança registrada às vésperas do encerramento dos registros, portanto, criou um obstáculo para a candidatura presidencial de Flávio pelo PL.

Até o momento, outros candidatos à Presidência já haviam registrado suas candidaturas no TSE, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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Foto: Reprodução/Flickr/Flávio Bolsonaro

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Wesley Cezar amplia espaço no cenário político e desponta como nome do PL para 2026

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As movimentações para as eleições de 2026 começam a ganhar força na Região Metropolitana de São Paulo, e um dos nomes que vem chamando atenção é o do empresário Wesley Cezar, conhecido como Lelinho. Filiado ao Partido Liberal (PL), ele intensificou sua agenda política nos últimos meses e desponta como um dos pré-candidatos do partido à Câmara dos Deputados.

A projeção ganhou ainda mais força após o evento realizado na última semana, no Espaço Savana, em Santana de Parnaíba, que reuniu lideranças estaduais e municipais e marcou o lançamento de sua pré-campanha.

Entre os participantes estavam o governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, os candidatos ao Senado André do Prado e Guilherme Derrite, além do prefeito de Barueri, Beto Piteri, do ex-prefeito Rubens Furlan, das deputadas estaduais Bruna Furlan e Valéria Bolsonaro, além de prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças da região.

Evento reuniu lideranças políticas e multidão de apoiadores. | Foto: Fabiano Martins

Durante o evento, Tarcísio declarou apoio à pré-candidatura de Wesley Cezar e afirmou que ele poderá atuar como representante de São Paulo na Câmara dos Deputados.

“O meu representante na Câmara Federal está aqui. É o Wesley Cezar. Ele vai ajudar o Estado de São Paulo, será a ponte comigo em Brasília e vai representar nossa população com competência”, afirmou o governador.

Trajetória política começa a ganhar força

Wesley Cezar já disputou uma vaga para deputado federal nas eleições de 2022, quando recebeu mais de 40 mil votos.

Desde então, ampliou sua participação em agendas públicas, encontros políticos e ações voltadas aos municípios da Região Oeste da Grande São Paulo, reforçando sua presença no cenário político estadual.

O prefeito Elvis Cezar e o vice Vicentão, além dos candidatos ao senado André do Prado e Guilherme Derrite,
e o ex-deptado Cezar confirmaram apoio a Wesley Cezar. | Foto: Fabiano Martins

Histórico familiar influencia trajetória

A trajetória política de Wesley também é marcada pela atuação de sua família na vida pública.

Ele é irmão do prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, e filho do ex-prefeito e ex-deputado estadual Cezar, nomes que ocupam posição de destaque na política regional há décadas.

Apesar da ligação familiar, Wesley tem afirmado em suas agendas públicas que pretende construir sua atuação com foco em pautas próprias, voltadas ao desenvolvimento dos municípios, à saúde e à busca de investimentos federais.

Saúde está entre as prioridades

Entre os temas que o pré-candidato tem destacado em suas manifestações públicas, a saúde aparece como uma das principais prioridades.

Segundo pessoas próximas ao empresário, a intenção é atuar para ampliar investimentos federais destinados à rede pública de saúde, fortalecer hospitais e melhorar o atendimento regional.

Além da saúde, Wesley tem abordado temas relacionados ao desenvolvimento regional, geração de oportunidades e fortalecimento dos municípios.

Eleições de 2026 começam a ganhar forma

Com o fim das convenções partidárias e da definição das chapas, o cenário eleitoral paulista começa a ganhar novos contornos.

Nesse contexto, Wesley Cezar passa a integrar o grupo de nomes que buscam ampliar sua projeção política e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

O desempenho nas articulações partidárias e a capacidade de ampliar sua base de apoio para além de Santana de Parnaíba deverão ser fatores importantes ao longo da campanha.

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Fotos: Fabiano Martins

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Com Tarcísio, Wesley Cezar lança candidatura a deputado federal em Santana de Parnaíba

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Evento em Santana de Parnaíba reúne lideranças do PL e marca o início oficial da campanha de Lelinho à Câmara dos Deputados

O candidato a deputado federal Wesley Cezar (PL), conhecido como Lelinho, realiza nesta quarta-feira (29), às 19h, o lançamento oficial de sua candidatura à Câmara dos Deputados. O evento acontece no Espaço Savana, em Alphaville, distrito de Santana de Parnaíba, e contará com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Também são esperados no encontro o prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, o ex-deputado Cezar, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e candidato ao Senado, André do Prado, além do ex-secretário estadual da Segurança Pública e também candidato ao Senado, Guilherme Derrite.

A participação de Tarcísio de Freitas é vista como um gesto de apoio político ao grupo liderado por Elvis Cezar e reforça a projeção de Wesley Cezar na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Candidatura foi homologada pelo PL

A candidatura de Wesley Cezar foi homologada no último sábado (25), durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada na Arena Pacaembu, na capital paulista.

Na ocasião, o partido também oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e de André do Prado ao Senado Federal.

Segundo o prefeito Elvis Cezar, cerca de 500 moradores de Santana de Parnaíba participaram da convenção para acompanhar a oficialização da candidatura de Wesley Cezar.

Serviço

Lançamento da candidatura de Wesley Cezar (Lelinho)

  • Data: 29 de julho (quarta-feira)
  • Horário: 19h
  • Local: Espaço Savana
  • Endereço: Avenida Alpha Norte, 2200 – Alphaville, Santana de Parnaíba (SP)

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Rodrigo Gansinho retorna à Câmara de Osasco e assume vaga de Alexandre Capriotti

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O primeiro suplente do PL, Rodrigo Gansinho, voltou a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Osasco nesta quinta-feira (11), durante a 33ª Sessão Ordinária. Ele assume temporariamente o lugar do vereador Alexandre Capriotti (PL), que solicitou licença por 31 dias para tratar de assuntos particulares.

A posse foi conduzida pelo presidente da Câmara, Carmônio Bastos (Podemos), e contou com a entrega da declaração pública de bens, juramento e assinatura do livro de posse.

Ao fazer uso da Tribuna, Gansinho agradeceu pela oportunidade de retornar ao Legislativo e destacou a continuidade do trabalho desenvolvido no município.

“A gente chegou aqui legalmente, com um trabalho lindo, maravilhoso, e continua fazendo um trabalho por Osasco”, afirmou.

A vereadora Lúcia da Saúde deu as boas-vindas ao parlamentar e desejou sucesso na nova passagem pela Câmara.

O retorno de Gansinho acontece pouco mais de um mês após ele deixar o mandato em razão de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que determinou a recontagem dos votos das eleições de 2024 e alterou a composição do Legislativo municipal. Desde então, ele passou a ocupar a posição de primeiro suplente do PL.

Durante a mesma sessão, foi lido o pedido de licença do vereador Paulo Junior (PRD), que ficará afastado entre os dias 15 de junho e 12 de outubro. Com isso, o primeiro suplente do partido, Fábio Chirinhan, deverá assumir a cadeira na próxima terça-feira (16).

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Foto: Reprodução/CMO

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