Segredos, fofocas e fake news sobre a Proclamação da República – por Tom Moisés

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Não faz muito tempo, foi em 1967 que Chico Buarque compôs e cantou “Carolina, maravilha de mulher”, música que hoje é mais conhecida na voz do Seu Jorge. De fato, toda “Carolina é menina bem difícil de esquecer”, mas talvez o Chico tenha se inspirado lá em 1889, em Ana Carolina Fonseca Jacques, a Baronesa do Triunfo, loira, linda e rica; que, segundo as más línguas, foi paquera e a grande paixão do Marechal Deodoro da Fonseca. Ela se tornou personagem decisiva para a Proclamação da República.

Em 1889 o foro (local de debates e discussões) não era nas redes sociais, mas na Rua do Ouvidor, ao lado da rua da Direita e das quitandas, no Rio de Janeiro; onde a sociedade se encontrava, disseminam-se os boatos e as fofocas se espalhavam pelo país em poucas horas. Naquela época só tinha um líder bom o bastante para comandar um golpe militar e tirar Dom Pedro do poder. Era o comandante geral do Exército, o militar Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Ele era contra a Proclamação da República, mas, virou a casaca a partir das fake news que o enganou.

Deodoro estava doente e de cama, quando Quintino Bocaiúva (suposto autor das falsas notícias) enviou Benjamim Constant com as fofocas:
-“Marechal, o senhor acha que Dom Pedro é seu amigo, mas não é. O Visconde do Rio Preto já deu ordem no Palácio para te prender.
Deodoro nem “deu ligança”:

  • “Esquece isso, Benja. Pedrinho é meu amigo, não faria isso”.
    E sabe quem virá comandar a sua prisão, te prender, tirar a sua roupa em público e te humilhar? Insistiu Benjamim.
  • “Quem”? Interessou-se o Marechal.
  • “Gaspar Martins, o gaúcho”
  • “Deixa ele vir. Vai ser porrada, pau e bomba”
  • Eu nem queria dizer, mas ele está dizendo por aí que está pegando aquela sua paquera da juventude, a Ana Carolina; debochando e dizendo “Mané perdeu”.
    Ao ouvir isso o Marechal, com cólera, dor de barriga, febre e sem forças, deu uma pirueta da cama e se levantou procurando suas botas para calçar:
  • “O quê? Pegando a Carolzinha? Isso não! Vamos lá proclamar essa república”.
    Assim disseram, que em 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil motivado por fake news e por um rabo de saia. Ele fez o certo?

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Você é uma pessoa de sorte? – por Tom Moisés

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Eu sou uma pessoa de sorte, principalmente em dar azar. Depois de 25 anos jogando na mega sena, até que enfim acertei uma quadra. O prêmio era de R$ 300,00 e só gastei R$ 150,00. Mas, quando fui buscá-lo descobri que era um bolão dividido por 20 pessoas e eu só teria direito a R$ 15,00. Isso é que é sorte.

Considero os jogos importantes, pois custeiam parte significativa do interesse público e, joga quem quer. Eu só jogo porque tenho sorte. Um dia fui trabalhar num autódromo para ganhar uma diária de R$ 60,00; isso foi no dia 06/06. Naquele dia eu acordei atrasado, às 6 pra 6h, me arrumei em 6 minutos, saí de casa às 6h e fiquei 66 minutos no trânsito. Passando próximo à fila de apostas perguntei para uma moça quem venceria e ela disse “aposta no carro nº 6”. Era muita coincidência tantos números 6. Fiquei na dúvida se deveria apostar os R$ 60,00 da diária, mas no mesmo instante me ligou uma pessoa que eu considerava uma besta quadrada. Se besta é igual 666, a ligação foi um sinal, apostei tudo. O carro 6 saiu na frente e liderou a corrida. Mas, na reta de chegada fundiu o motor e chegou em 6º.

Rifa, eu só compro para ajudar. Se eu marco o nome Roberval, dá Robervalda. No bingo sempre fico por um número. Se preciso do 10, vem o 01; se preciso do 96, vem o 69. Baralho, loterias, dados, bolas numeradas, cassinos, enfim, sempre dou sorte com o azar e ainda bem, assim não corro o risco de ficar psicologicamente viciado. Até no consórcio tenho sorte, ganhei um carro. Paguei 60 prestações esperando mês a mês ser sorteado e não fui. Depois de 5 anos pagando, quando encerrou o grupo, a empresa faliu. Mas a minha sorte brilhou, pois minha mãe ficou sensibilizada e me deu um carro de presente, um Peugeot 206 ano 1999. Nunca bateu, só apanhou; coitado. Estava com o motor fumando e a caixa de marcha engripada. Fora isso, estava bonito; amarelo, desbotado. O apelido dele era “pálido”.

Teve um dia que eu achei que ganharia uma bolada e ganhei. Eu estava do lado direito atrás do gol quando o cara bateu o pênalti. Foi uma bolada e tanto, pegou bem na minha cara. Perdemos o jogo e perdi a aposta, mas pelo menos eu ganhei, uma bolada.

E você, também é uma pessoa de sorte?


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