Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, indica um cenário de forte equilíbrio em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República.
De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,6% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 46,6%. Como a diferença está dentro da margem de erro, o resultado configura empate técnico.
O estudo também testou outras combinações de segundo turno entre Lula e nomes associados ao campo da direita, ampliando o mapeamento eleitoral. No entanto, os números detalhados desses cenários não foram divulgados junto ao recorte apresentado.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 23 de março, com 5.028 participantes em todo o país. A coleta ocorreu por meio de recrutamento digital aleatório, metodologia própria do instituto.
Segundo a AtlasIntel, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi custeado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.
O resultado evidencia um ambiente eleitoral competitivo e aponta para uma possível disputa apertada em um eventual segundo turno.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) indica um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra ambos com 41% das intenções de voto.
No cenário, votos em branco, nulos ou eleitores que afirmam não votar somam 16%, enquanto os indecisos representam 2%.
Na rodada anterior da pesquisa, realizada em fevereiro, Lula aparecia à frente. Na ocasião, o presidente tinha 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro.
O levantamento também testou outros seis cenários de segundo turno envolvendo diferentes nomes da oposição ao atual governo.
Na simulação entre Lula e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), o presidente aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%. Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 22%, e os indecisos representam 3%.
Em um terceiro cenário, Lula vence o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente marca 44%, contra 34% do mineiro. Os votos em branco, nulos ou de eleitores que não pretendem votar somam 19%, e os indecisos são 3%.
Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula também aparece à frente. O petista tem 44% das intenções de voto, enquanto Caiado registra 32%. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar somam 21%, e os indecisos representam 3%.
Na disputa simulada com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Lula aparece com 42%, enquanto o adversário marca 26%. Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 29%, e os indecisos são 3%.
O levantamento também testou um cenário contra o ex-ministro Aldo Rebelo (DC). Nesse caso, Lula tem 44% das intenções de voto, contra 23% de Rebelo. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar somam 30%, e os indecisos representam 3%.
Na última simulação, o presidente aparece à frente do coordenador do MBL, Renan Santos (Missão). Lula registra 43% das intenções de voto, enquanto Santos tem 24%. Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar também somam 30%, e os indecisos representam 3%.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05809/2026.
Levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) verificou que das 943 pesquisas de intenção de voto oficialmente registradas na Justiça Eleitoral entre 1º de janeiro e 14 de abril, 432 foram pagas com “recursos próprios”.
Em termos proporcionais, significa que quase a metade dos levantamentos (45,85%) sobre a intenção de votos nas eleições municipais foram feitos, na prática, gratuitamente por empresas que a rigor são contratadas para prestar o serviço. Em menos de quatro meses, essas empresas deixaram de faturar R$ 3,3 milhões em pesquisas com nomes de pré-candidatos a prefeito e a vereador.
“Nos parece que alguma coisa não está muito correta, tendo em vista que uma empresa de pesquisa, como qualquer outra, vive da venda dos seus serviços. Uma empresa de pesquisa vende serviços e cobra por eles”, diz o cientista político João Francisco Meira sócio-diretor do instituto Vox Populi e membro do conselho superior da Abep. “O volume que esse tipo de prática atingiu é um verdadeiro escândalo nacional”, alerta.
A realização de pesquisas autofinanciadas não é ilegal e está prevista em resolução baixada em fevereiro pelo TSE. Nesses casos, as empresas deverão informar valor e origem dos recursos e apresentar demonstrativo de resultado financeiro no ano anterior às eleições.
Os dados da planilha da Abep também são coletados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), ligado à Procuradoria-Geral da República. Segundo a Justiça Eleitoral, o MPE é “uma das partes legitimadas a fiscalizar e dar andamento às denúncias de pesquisa eleitoral irregular.”
O MPE confirmou à Agência Brasil que o autofinanciamento de pesquisas por si só não constitui irregularidade se não houver outros indícios da prática de ilícitos. “A arquitetura de nossa base de dados não permite um levantamento consolidado de procedimentos sobre supostas fraudes cometidas em pesquisas autofinanciadas”, diz em nota encaminhada à redação.
Em 2020, após a realização das eleições municipais, o MPE pediu às procuradorias regionais eleitorais que fizessem a apuração de “potenciais irregularidades” nas pesquisas pagas com recursos próprios, conforme denunciado na época pela própria Abep .
As pesquisas autocusteadas entre o início de janeiro e meados de abril deste ano tiveram custo menor do que os levantamentos com contratantes. De acordo com planilha elaborada pela Abep, o valor médio das pesquisas pagas por contratantes foi de R$ 9 mil, as pesquisas pagas com recursos próprios custavam 14% a menos, R$ 7,8 mil. Em regra, o valor da pesquisa depende da logística, determinada pela metodologia (presencial ou remota), tamanho da amostra e volume do questionário.
Nove em cada dez pesquisas eleitorais pagas com recursos próprios das empresas foram feitas em cidades do interior. Goiás teve o maior número de pesquisas desse tipo: 82, acima inclusive de São Paulo (com 79 levantamentos). Conforme a planilha, o único estado em que não se verificou pesquisas autocusteadas no período foi o Amapá.
Somente pesquisas registradas na Justiça Eleitoral podem ser divulgadas pelos partidos, candidatos e meios de comunicação. Há desconfiança entre empresas filiadas à Abep de que as pesquisas autofinanciadas trazem resultados que são peças de publicidade política para promover pré-candidatos ou inviabilizar concorrentes antes das convenções partidárias que devem ocorrer até 5 de agosto.
É o que pensa, por exemplo, o administrador Mario Rodrigues Filho, fundador do Instituto Grupom com sede em Goiânia. Ele desistiu de publicar pesquisa eleitoral este ano para não expor a imagem do instituto. “Querem usar a nossa marca, o nosso nome, uma empresa que tem 52 anos de atividade com pesquisas de mercado e política. Precisam de marca para fazer sua divulgação.”
Rodrigues Filho acrescenta que “grande parte” das novas empresas que apareceram no mercado oferecendo pesquisas eleitorais de feitio promocional “não têm no seu portfólio e nem no seu registro de contrato social a realização de pesquisa de mercado ou de opinião.” O administrador ressalta que algumas empresas têm capital social inferior aos valores dos levantamentos que declaram autofinanciamento.
Segundo João Francisco Meira, da Abep, entre as empresas que declaram ter feito pesquisas entre janeiro e meados de abril há prestadores de serviços a prefeituras, como agências de publicidade do interior e até mesmo empresas de coleta de lixo.
Ele chama a atenção para o fato de que, além da desinformação na divulgação das pesquisas autofinanciadas, as empresas criam nomes assemelhados a institutos mais conhecidos pela população para confundir eleitores. Conforme Meira, “Inventar uma empresa de pesquisa cujo nome soa muito parecido com outras mais conhecidas representa contrafação [imitação ilegal] e é burla cognitiva.”
No final de maio, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa deverá fechar nova planilha com dados sobre as pesquisas eleitorais registradas na Justiça Eleitoral.
Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (27), aponta que o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) lidera as intenções de voto na capital paulista, com 35,1%.
No levantamento, o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca a reeleição, aparece na segunda colocação com 29% das intenções no principal cenário. O prefeito é seguido por Tabata Amaral (PSB), que foi citada por 7,5%, Kim Kataguiri (União) com 5,3% e Vinícius Poit com 2,8%.
No cenário espontâneo (em que os nomes não aparecem para os entrevistados), Boulos atinge 5,7% das intenções de voto, enquanto Nunes tem 3,5%.
O levantamento utilizou uma amostra de 1066 eleitores do município de São Paulo, entre os dias 21 e 24 de setembro de 2023. O trabalho de levantamento dos dados foi feito através de entrevistas pessoais, com eleitores com 16 anos ou mais e atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 3,1 pontos percentuais para os resultados gerais.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada na manhã desta quarta-feira (19) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida pelo Governo do Estado de São Paulo, com 58% das intenções de voto para o segundo turno das eleições deste ano.
Com o apoio de 42% dos eleitores paulistas, Fernando Haddad (PT) fica para trás de seu adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes a partir de 2023. O ex-prefeito da capital se manteve estável desde a realização do último levantamento, enquanto o ex-ministro da Infraestrutura no Governo Bolsonaro avançou um ponto percentual.
Vale lembrar que as porcentagens citadas correspondem aos votos válidos, que desconsideram os votos nulos e brancos. Com eles, que correspondem a, respectivamente, 8% e 7% dos entrevistados, o carioca tem 49% das intenções, contra 36% do petista.
Para a realização do estudo, foram ouvidos 1.200 eleitores entre os últimos dias 17 e 18. Enquanto a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o índice de confiança da pesquisa é de 95%.
Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (17) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% de intenção de votos no segundo turno. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 43%. É o terceiro levantamento do Ipec após o primeiro turno das eleições.
Na pesquisa estimulada, quando os candidatos são apresentados ao eleitor, o cenário é este: Lula (PT): 50%; Bolsonaro (PL): 43%; Branco e nulo: 5%. Não sabe/não respondeu: 2%
Na segunda-feira da semana passada (10), a projeção era a seguinte: Lula (PT): 50%; Bolsonaro (PL): 42%; Branco e nulo: 5%. Não sabe/não respondeu: 2%
O cenário previsto somente com os votos válidos, em que os votos brancos e nulos são excluídos é o seguinte: Lula: 54%; Bolsonaro: 46%. A projeção mostra que o petista caiu um ponto percentual, enquanto o chefe do Executivo subiu um, em relação à última semana.
A pesquisa entrevistou 3.008 pessoas em 184 municípios entre sábado (15) e segunda-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02707/2022.
ula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) foram os mais votados e vão decidir a disputa para a presidência da República no segundo turno. O petista ficou com 48,4% dos votos e o atual presidente ficou com 43,2%. O segundo turno acontece dia 30 de outubro.
No primeiro turno, Lula recebeu 57,2 milhões de votos, e Bolsonaro, 51,07 milhões.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14) mostra que 51% dos brasileiros não votaria no presidente Jair Bolsonaro (PL) de jeito nenhum. Enquanto 46% dizem não votar em Lula (PT) são 46%.
Em comparação com o levantamento da semana passada, no dia 7 de outubro, Lula manteve os 46% de rejeição. Bolsonaro também manteve os mesmos índices. 48% afirmou que votará com certeza no petista, e 42% diz que escolherá o atual presidente.
O Datafolha entrevistou 2.898 pessoas, em 180 municípios, nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01682/2022.
Na pesquisa estimulada divulgada: Lula (PT) tem 49%; Bolsonaro (PL), 44%; Branco e nulo: 5%. Não sabe/não respondeu: 1%. O cenário leva em conta quando os candidatos são apresentados ao eleitor.
Na decisão da noite desta quinta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a fiscalização dos institutos de pesquisa é de responsabilidade da Justiça Eleitoral.
Moraes chamou as medidas tomadas pela Polícia Federal e pelo Cade de “açodadas” e considerou que essas determinações são baseadas exclusivamente em suspeitas que não possuem nenhum embasamento de ilegalidade ou subjetividade por parte dos institutos de pesquisa.
Para o presidente do TSE, os procedimentos “parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral” de Bolsonaro, o que segundo Moraes poderia caracterizar desvio de finalidade. O ministro ainda disse que ambos os órgãos não possuem competência para realizar essas investigações.
Por fim, concluiu dizendo: “torno sem efeito ambas as determinações, vedando-se a instauração tanto do procedimento administrativo pelo Cade, quanto do inquérito policial pela Polícia Federal, por incompetência absoluta de seus órgãos prolatores e ausência de justa causa”.
Moraes determinou que esse despacho seja enviado à corregedoria e à procuradoria geral eleitoral para a apuração de eventual abuso de poder político por parte do presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, e do ministro da Justiça, Anderson Torres.
O jornal O Estado de São Paulo realizou um levantamento a partir de dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apontou que os partidos que mais criticaram as pesquisas eleitorais, gastaram mais de R$13 milhões na encomenda desses estudos.
O partido que mais gastou com a realização de pesquisas foi o União Brasil, com cerca de cinco milhões e seiscentos mil reais desembolsados. Já o PL, do presidente Jair Bolsonaro, gastou mais de quatro milhões e meio de reais com a contratação de pesquisas, sendo que, desse total, quase a metade foi desembolsada pela campanha do candidato a reeleição. Em seguida, aparecem o PP, Podemos e PSC, que também gastaram com pesquisas de intenção de voto e opinião pública.
Esses partidos são os mesmos que defendem investigações e punições contra os institutos de pesquisa por causa dos números divergentes das urnas no primeiro turno das eleições. O PL, PP, União Brasil e PSC, por exemplo, apoiam um projeto de lei que criminaliza esses erros. Inclusive, aliados do governo tentaram votar esse projeto na última semana, mas não conseguiram por falta de apoio. Não há data marcada para uma nova votação.
Já o Podemos, tenta emplacar uma CPI das pesquisas no Senado para investigar as instituições responsáveis pela realização e divulgação desses levantamentos. Os partidos foram procurados pela reportagem, mas apenas o Podemos respondeu o contato e disse que não iria comentar o caso.
Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (10) mostra que 94% dos brasileiros decidiram o voto para presidente. O levantamento apontou que 6% dos eleitores podem mudar de opinião.
A pesquisa quis saber ainda a porcentagem definitiva de eleitores de cada candidato. Entre os eleitores de Lula (PT), 93% dizem que a decisão é definitiva, outros 7% afirmam que podem mudar e 1% disse que não sabe ou não respondeu.
No caso dos eleitores de Bolsonaro, 95% dizem que a decisão é definitiva e outros 5% disseram que ainda podem mudar.
A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas, entre sábado (8) e segunda-feira (10), em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02853/2022.
Na pesquisa estimulada, quando os candidatos são apresentados ao eleitor, o cenário é este: Lula (PT): 51%; Bolsonaro (PL): 42; Branco e nulo: 5%. Não sabe/não respondeu: 2%.
O cenário previsto somente com os votos válidos, em que os votos brancos e nulos são excluídos é o seguinte: Lula: 55%; Bolsonaro: 45%. A projeção é a mesma de uma semana atrás, divulgada em 5 de outubro.