Empregados rejeitam proposta e greve da Caixa continua

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Decisão foi tomada em assembleia virtual nesta segunda-feira (21); Saúde Caixa está entre os principais pontos de divergência nas negociações.

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21).

O comando da greve deve anunciar os próximos passos do movimento. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado a proposta apresentada pela Caixa.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A questão vem sendo discutida nas negociações do acordo coletivo desde junho.

Na proposta apresentada pela Caixa, o limite de participação da empresa no custeio do Saúde Caixa passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento, com vigência prevista para 2027. A instituição também propôs mudanças no modelo de contribuição dos beneficiários.

A proposta final apresentada pela empresa para o ACT 2026/2028 também previa reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% sobre salários, vantagens pessoais, funções de confiança e demais referências remuneratórias em 2026 e 2027.

Com a rejeição da proposta, a paralisação nacional dos empregados da Caixa continua. Novas decisões sobre o movimento deverão ser anunciadas pelas entidades que representam os trabalhadores.

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Foto: Valter Campanato/ABR

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Greve dos Correios chega ao TST após mais de uma semana

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A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana e terá um novo capítulo na segunda-feira (21), quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgará o dissídio coletivo da categoria. A sessão está marcada para as 13h30.

Um dos principais pontos de conflito envolve o CorreiosSaúde. Os trabalhadores contestam a proposta de mudança da condição da empresa, de mantenedora para patrocinadora do plano, por entenderem que a alteração pode aumentar custos e mensalidades para empregados, aposentados e dependentes.

Os sindicatos também rejeitaram a proposta inicial apresentada pelos Correios, que prevê reajuste salarial de 0,87%. A categoria reivindica uma recomposição compatível com a inflação acumulada, além de ganho real.

Entre as demais reivindicações estão o retorno do adicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% sobre repousos ou feriados trabalhados. Os trabalhadores também se posicionam contra a extinção de gratificações específicas, como as destinadas a motoristas, a verba de quebra de caixa e o vale extra de Natal.

TST determina efetivo mínimo

Antes do julgamento do dissídio, o TST determinou que os Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo em atividade em cada unidade durante a greve. A decisão foi tomada pelo presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho.

Segundo a decisão, a determinação considera a essencialidade dos serviços prestados pelos Correios e o possível impacto da paralisação durante o período eleitoral de 2026.

A greve começou em 10 de setembro, após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo. Entre os temas apresentados pela categoria também estão críticas ao modelo de reestruturação da empresa.

Sindicatos cobram retomada das negociações

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) criticou a divulgação de informações sobre novos uniformes e procedimentos de entrega enquanto, segundo a entidade, as negociações sobre o acordo coletivo continuam sem solução.

A federação afirma que o principal ponto de preocupação dos trabalhadores é a manutenção das condições do plano de saúde.

Correios dizem manter serviços

Os Correios afirmam que os serviços continuam funcionando em todo o país e que a adesão à greve é parcial. A empresa diz ter adotado medidas para reduzir os impactos da paralisação, incluindo a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões.

A estatal orienta os clientes a acompanhar o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo e aguardar a entrega no endereço informado.

Para situações específicas, os Correios disponibilizam os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além do chat e do serviço Fale Conosco no portal da empresa.

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Foto: Joédson Alves/ABR

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